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Eren arrastou Levi com pressa e mesmo certo receio pelo corredor do apartamento, ele estava queimando de euforia e adrenalina por dentro mas queria parecer minimamente contido na frente do namorado.
A poucos meses atrás em um rodízio de pizza com os amigos no dia dos namorados o jovem de olhos verdes finalmente tomou coragem pra fazer seu pedido ao colega de escola, amigo e paquera desde a quinta série.
Eren diferente do que muitos falavam não era um extrovertido que se impõe em qualquer grupo ou com qualquer pessoa. Na verdade ele é contido e como o jovem adulto que havia se tornado a alguns meses atrás tinha suas dúvidas e inseguranças, só se sentia livre para ser totalmente genuíno com um número contido de pessoas.
Foi um grande passo, na verdade foi um parkour totalmente insano que lhe custou um pedaço da alma e o sacrifício momentâneo de sua infantilidade ‘tomar jeito’ como sua mãe dizia e chamar Levi pra conversar sem ser um palhaço gago que não consegui formular uma frase devido ao nervosismo.
Aquele medo de ser rejeitado pesando em seu coração apaixonado. Foram quase dez minutos em completo silêncio olhando pra lua até que Levi ficasse irritado e desse um chute na sua canela dizendo ‘ – Fale logo ou irei te deixar pra tras com essa cara de idiota.’
– Levieuteamoporfavoraceitameupedidodenamoro! Pronto botei pra fora.
– Que? Eren, respira, isso igual a mim, bom menino, agora me diga de novo e dessa vez devagar… - As mãos de Eren tremiam e suavam frio, nem cagando ele sofria tanto assim pra colocar pra fora.
– Você…
– Eu?
– Sim.
– Sim o'que Eren?
– Merda!
– Eren eu to começando a ficar preocupado…
Foi então que Eren olhando para Levi que havia se ajoelhado pra ficar cara a cara com o moreno sentado no parquinho cimento, ele decidiu parar de pensar, pegou o rosto de Levi nas mãos e beijou.
Aquele poderia parecer um selinho bobo de alguém que está brincando de namorar mas o amor de Eren estava naquele toque singelo. Não sabendo o'que esperar de Levi que não se opôs mas também não incentivou o rapaz estava tempo de fingir que tudo era só uma pessima brincadeira que Connie e Jean sugeriram o desafiando e ele foi idiota o suficiente pra aceitar, Até que Levi se levantou e começou a rir.
Não era uma risada comum, não lembrava alegria ou deboche. Parecia dolorosa e forçada, lixando as cordas vocais com sua amargura.
– Porque está brincando comigo assim? Sabe o quanto me machuca te amar e não ser correspondido?
– O'Que…?
– Porque você precisa me iludir com uma ideia de romance ruim? Eu lhe dei meu coração naquele dia e você dormiu.
– Levi espera, eu não me lembro disso eu…
– Claro que você não lembra, estava tropeçando nos próprios pés e fedendo a álcool depois de compartilhar saliva e bebida em uma rodinha de verdade e desafio pra no final aparecer no meu quarto dizendo que me ama e quando eu retribui você só caiu na cama babando o lençol e no dia seguinte foi um idiota exposivo e ignorante.
– Perdão, eu me sinto horrível por não lembrar disso, mas por favor me dê uma segunda chance, eu sempre te amei mas fui inseguro demais pra dizer algo porque eu tinha medo de perder sua amizade. Você foi o primeiro que viu mais em mim do que um muleke encrenqueiro, isso era importante demais pra ser perdido.
Levi se cansou de falar, ele agarrou a gola da camisa de Eren e retribuiu o beijo, dessa vez mais calmo, ainda que congelasse e aquecesse diferentes pontos do corpo do outro garoto.
– Isso é um sim pra pergunta que você fez implicitamente mas em breve vamos esclarecer alguns pontos como por exemplo aquela maldita Vanessa que fica de apalpando e se jogando pra cima toda vez que te vê.
– Eu nunca tive olhos pra ela, eu estava ocupado demais pensando em você. - Levi estreitou os olhos, ele preferiu ficar quieto pra não estragar o momento mas em breve o casal teria uma séria conversa sobre o diversos temas.
Quando eles voltaram para mesa com as mãos entrelaçadas, os amigos de Eren e Levi cantaram vitória no meio da pizzaria e pediram pra colocar qualquer música da Lady Gaga pra eles dançarem, pois a noite era mais que especial.
Os outros casais um tanto quanto horrorizados, começaram a se retirar, outros mais animados incentivaram o pedido da música e sim, eles subiram nas mesas livres pra dançar todas as clássicas e lendárias da artista. Mais tarde isso provavelmente iria parar no twitter mas quem se importa, só se vive uma vez.
E então cá estão eles depois de alguns meses de namoro e brincadeiras quentes que morreram debaixo da água fria do choveiro. Ambos a flor da idade caminhando com passos leves como plumas pelo corredor que os levaria ao quarto.
Jean o colega de quarto de Eren havia saído assim como os outros amigos, Levi e Eren finalmente teriam privacidade, algo que se tornou um privilégio de uns tempos pra cá.
Eren abriu a porta tão rápido quanto fechou, ele se certificou de tranca-lá e jogar Levi na cama pra vir engatinhando até estar sentado no colo do namorado. O moreno inspirou e expirou com calma, ele aprendeu coisas nesses últimos meses como controle da ansiedade através de exercícios de respiração, que ele preferia um lubrificante que desse sensação de frescor e que sua mãe era ciente até sobre o'que ele achava que tinha escondido muito bem e se fazia de desentendida só pra não pisar na autoestima dele.
Notando as expressões do namorado, Levi intervém buscando algum alívio com humor ruim, isso sempre acalmava o moreno de olhos verdes quando estava prestes a fazer algo novo.
Um game de terror hypado ou algo mais radical como motocross, zombar da situação parecia distraí-lo muito bem.
– Eren, relaxa, nós vamos transar, não vestibular. - Eren riu disso e das cócegas que feitas em sua barriga, não existia calmante melhor que Levi pra ele.
– Não precisa apressar nada, tem que respeitar seu tempo ou não vai ser tão bom assim, eu não vou a lugar algum.
– Eu cansei de esperar, quero agora, para de falar comigo como se eu tivesse 15 anos.
– Você tem 18.
– O'Que há com você em? Eu não pareço tão bom quanto uma… - Eren não pode terminar, Levi o prendeu sobre o colchão com força e seu olhar havia escurecido.
– Nem mesmo pense em terminar de dizer algo assim, eu te amo demais e me dói você achar que só porque eu não mostro 'pressa' em transar que eu não goste de algo em em você Eren. Eu só não quero causar uma impressão de babaca que só pensa nisso, eu me mantive na linha o máximo que eu pude não pra te causar dúvidas mas pra mostrar que eu quero você na minha vida e não em momentos que vão acabar.
Uma lágrima solitária escorreu o rosto de Eren, se ele já estava perdidamente apaixonado agora ele nem sabia mais como contabilizar todo o amor que aquecia seu coração. Melhor com ações do que palavras ele beijou Levi fervorosamente, ele deixou pra trás todas as inseguranças e focou no agora. Ele tinha alguém que o amava tanto quanto ele e a sensação era mágica.
E então os beijos se tornarão ainda mais intensos, as carícias aumentam, as mãos de ambos correndo pelos corpos, vagando pelo território já conhecido. Levi que já conhecia alguns pontos sensíveis de Eren ficou extremamente satisfeito em encontrar mais alguns.
Eren inconscientemente ou não guiou Levi até seu umbigo, as estimulações mais acima em seu pescoço e mamilos já mostrando efeitos no moreno. Uma ereção inchada e demarcada entre a virilha da calça de moletom que foi rapidamente removida, aquilo fez uma súbita vergonha subir ao rosto do rapaz, ele virou o rosto mas não foi rápido o suficiente pra passar batido.
Uma risadinha um tanto debochada e convencida tão próxima a sua intimidade só fez aquele calor nas bochechas e nas orelhas aumentaram. Não houve um aviso prévio pra sensação maravilhosa que era Levi trabalhando como só ele fazia no penis de Eren, um gemido alto e a surpresa seguida de prazer.
As mãos trêmulas de Eren se agarraram ao lençol e Levi as trouxe pra seu cabelo. Movimentos de vai e vem em torno do comprimento, carinho suave nos testículos, pressão e alívio em lugares específicos como o umbigo ou rente a virilha. Eren já estava uma completa bagunça e seu mantra era o nome de Levi.
Não querendo que o orgasmo viesse tão rapidamente o jovem de olhos escuros tirou a boca deixando Eren um tanto atordoado e foi até a cabeceira em busca de lubrificante retornando para o meio das pernas do moreno. Uma quantidade generosa aplicada nos dedos que foram até a entrada de Eren, primeiro circulando antes de finalmente dois irem de uma vez.
Levi fez uma nota mental que Eren parecia bem mais manhoso, ficando ainda mais próximo e prendendo gemidos pra vibrar com sons mais fechados. Talvez houvesse um pouco de dor então Levi se moveu com calma.
– EREN! CONNIE E SASHA TÃO NA DELEGACIA! RAPIDO ME AJUDA A ACHAR MINHA…
Um momento de silêncio, Eren e Levi caíram da cama, um 'crack' foi ouvido, Levi mordeu o lábio com força o suficiente pra fazer sangrar…
Jean não sabia onde enfiar a cara, a luz do quarto estava apagada e ele não fazia ideia sobre os planos de Eren, ninguém rompia aquele silêncio mortal.
(...)
– Levi Ackerman? Sua vez de ser atendido, entre por favor. - A enfermeira de plantão disse, Levi foi na frente, Eren e Jean o seguiram de cabeça baixa.
– Ola jovem, o'que você tem?
– Eu fraturei dois dedos.
– Deixe-me olhar sim? - Levi estendeu a mão pra medida que já deveria ter uma certa idade, os dedos estavam vermelhos mas não chegaram a ter inchado. A doutora testou alguns movimentos vendo o paciente mudar as expressões faciais, vendo que provavelmente seria algo mais sério ela pediu pra que Levi a acompanhasse pois teria que fazer raio-x.
Eren e Jean esperaram pacientemente até que Levi retornasse com um envelope e dois dedos da mão direita em uma tala enfaixados.
– O amigo de vocês deu sorte, felizmente o osso não foi realmente quebrado, ouvi uma torção em ambos os dedos que com cuidado podem voltar a normalidade de uns 15 dias em diante.
– Muito obrigada doutora.
– De nada rapazes, mas posso perguntar como aconteceu?
– Tivemos que sair devido a uma emergência, acabei machucando meus dedos na porta do carro.
– Entendo, minhas melhoras pra você tenham um boa noite.
– Igualmente.
Eles retornaram pro carro, ninguém havia dito nada sobre oque aconteceu até que Levi que estava com uma cara de poucos amigos finalmente disse algo.
– Como eu deveria te matar, Jean? Lenta e dolorosamente me parece tentador.
– Deixe as promessas homicidas para os verdadeiros culpados.
– E quem seria além de você?
– Connie e Sasha, eu estava em um encontro com Mika, se não fosse pelo casal idiota nemnhum de nos teria essa pessima noite. - Jean suou frio enquanto Levi ponderava sobre.
– Como exatamente eles foram parar na delegacia?
– Segundo Connie Sasha tava bebada e com fome aí ele comprou um lanche pra ela mas um mendigo apareceu e roubou o lanche.
– Não precisa terminar Jean, de qualquer forma vamos buscar eles logo.
– Vamos deixar eles lá Eren.
– Mas… - Sem abertura pra mas, Levi estava inacessível ao diálogo e furioso o suficiente para matar alguém.
E afinal de contas, o'que havia acontecido com Sasha e Connie e como raios foram parar na delegacia?
O casal tinha decidido ir a um parque que disseram ter inaugurado na semana, o passeio de início estava ótimo e os brinquedos divertidos.
Com fome e um tanto cansados conforme o tempo passou eles decidiram lanchar, Sasha em momento algum foi modesta no seu pedido e ela estava prestes a saborear dá comida quando seu prato foi roubado por um mendigo que rondava a praça de alimentação.
Sasha era uma pessoa calma, divertida e com um estado de espírito leve no geral, mas após quase uma hora de espera, sujeita a fome e dor nas pernas, ver sua comida sendo roubada a desestabilizou.
Tanto ao ponto dela iniciar uma briga com o mendigo que a levou a delegacia e não sendo suficiente Connie foi arrastado junto.
No final Jean que só queria curtir a noite com sua companheira em paz, foi traumatizado pelo resto da vida com a cena do namorado de seu melhor amigo e seu cunhado quebrando os dedos dentro do próprio Eren.
