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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2021-06-13
Completed:
2021-06-16
Words:
5,595
Chapters:
2/2
Kudos:
65
Bookmarks:
6
Hits:
788

Satoru aprendeu a amar

Summary:

Satoru Gojou, o grande feiticeiro de jujutsu do século, portador do six eyes, o merdinha exibido que sempre ressaltaria sua magnificência, encontrou a porra do amor e foi totalmente contagiado por ele.

Notes:

Olá! Não sei vocês mas goyuu anda em meu coração, eu simplesmente amo essa dinâmica e não poderia deixar de escrever algo deles.

Chapter 1: O princípio de insegurança

Chapter Text

Satoru Gojou, o grande feiticeiro de jujutsu do século, portador do six eyes, o merdinha exibido que sempre ressaltaria sua magnificência, encontrou a porra do amor e foi totalmente contagiado por ele.

 

Satoru nunca ligou para o amor, ele já se amava o suficiente, bem, era o que ele dizia para todos. Em relação a suas paqueras juvenis, ele nunca as teve, porque toda vez que uma pontada de curiosidade, aquela coisa esquisita na barriga, surgia, logo desaparecia, o motivo?  Decepção.

 

Os que se aproximavam sempre queriam algo; fama, prazer, lucro financeiro e por aí vai. O lado ruim de ser uma diva no mundo jujutsu e mundano, dos poucos que se aproximam de você, praticamente todos querem grudar como sanguessugas e tirar o máximo de proveito que conseguir.

 

E então chegou a um ponto em que Satoru era intocável, literalmente. Sua técnica de ser coberto pelo infinito o envolvia completamente, nem mesmo seus alunos sentiam sua palma em um ‘ toca aqui ’.

 

Por anos ele negou a sensação de pele com pele, mesmo com seu jeitinho em relação aos próximos, tão indulgente mediante ao respeito pelo espaço social tirando a Maki, ele definitivamente não invadiria o espaço dela.  

 

Ainda que as vadias babem por aqueles 1,90 do que Gojo chama de ‘pedaços do próprio céu' não poderiam fazer mais que cobiça de longe. Foi assim por um tempo e ele gostava, parecia genuíno e picante, totalmente interessante. O que ele não gostava era das ocasiões que ele fervia em tesão mas não tinha nada além da mão para fazer companhia.

 

Seus queridos alunos, sempre tão sinceros o olhavam com um certo desgosto, ‘ ugh... pare com isso, é tão estranho, só nos dê a porra da aula.’

 

E de maneira tão repentina, em circunstâncias nada favoráveis, surgiu Itadori Yuuji; um jovem de sorriso tão puro e lindo, cabelos tingidos por um rosa pêssego e uma força bruta invejável.

 

Itadori havia se tornado o recipiente de Ryomen Sukuna, o destino talvez não gostasse dele, mas lá estava ele, amarrado em uma sala cheia de papéis esquisitos e um cara vendado de pernas longas dizendo como ele estava fodido.

 

De um simples colegial com notas medianas o garoto foi para uma ameaça mundial? Global? Dava dor de cabeça só de pensar. Mas há coisas neste novo mundo das quais Yuuji adorou conhecer.

 

Megumi e seus cães de pelo fofo, Nobara com seu jeito sempre frontal, não superando a Maki-san mas não estava muito longe também, panda com seu jeito leve de ser, Inumaki que lhe dava conselhos sobre um certo alguém, o diretor, Yuuta que tão semelhante e tão distinto dele o acolheu como amigo e lutou por ele, seu ‘ besto friendo’ Toudou que lhe mostrou o caminho para evoluir como lutador, a pensar pelo menos um pouco antes de ir pra cima, Nanami que o via como uma criança pura e que deixava claro como trabalhar era estressante e tinha ele, o homem que ganhou seu coração, Satoru.

 

No início eles só tinham uma margem de amizade, Satoru o levava com Megumi e Nobara para fazerem o trabalho pesado enquanto soltava algumas piadinhas e observava seu desempenho.

 

Quando ele estava deslumbrante e com um tempinho livre fazia questão de levá-los para passear em Tokyo, comer de toda guloseima que parecesse apetitosa. Yuuji não percebia por ser sempre avoado e alheio a esse tipo de coisa mas Gojo tinha um certo cuidado a mais com ele, mais carinho, mais afinidade, tão natural…

 

O primeiro a perceber foi Inumaki, diferente dos outros ele podia observar melhor como Gojo sensei parecia mais iluminado e feliz com Itadori por perto e vice versa, a disputa entre as escolas de jujutsu foi onde ele pôde notar.

 

E depois dele os outros notaram coisas sutis, mas preferiram ficar quietos pois Yuuji era o único ali que sabia lidar com a cozinha e a grande batalha que era cozinhar, vai que o garoto se estresse com as pirraças e os coloque pra comer miojo e porcarias cancerígenas por tempo indefinido enquanto Satoru era agraciado pelo tempero de Yuuji.

 

Mas estamos falando de jovens que vivem sobre a influência de Satoru Gojou e seu humor ácido, é claro que isso não duraria muito tempo.

 

Então as piadas de duplo sentido começam aqui e ali ' Yuji lembre-se de não exagerar no treino com o sensei'.

 

'Yuuuji, você foi um menino prendado para o sensei?' 

 

O garoto olhava confuso e deixava passar por não entender, risadinhas baixas e cochichos aqui, conversas por olhares.

 

Diferente de Yuuji, Satoru era bem mais rápido para assimilar a maldade nas falas, aquilo o fez pensar se ele estava passando dos limites, desrespeitando seu aluno de alguma forma.

 

Naturalmente, as pessoas iriam achar imoral um relacionamento entre aluno e professor, pois muitos assimilam a figura de um instrutor como fraternal, muitos, não todos.

 

A realidade é que Satoru adora estar perto de Yuuji, a cabeça ficava mais leve, as preocupações quanto a maldições e feiticeiros com planos egocêntricos que podem ferir milhares sumiam por um momento e ele podia ser ele.

 

Ver como o jovem mesmo depois de tudo que passou conseguiu manter forças para sorrir e fazer os outros sorrirem, era revigorante, Itadori era revigorante para Satoru.

 

Não era uma relação baseada em interesses, foi iniciada com um acaso que logo virou amizade e depois foi crescendo e crescendo ao ponto em que Yuuji se sentia seguro para chorar e colocar as frustrações pra fora na frente de seu sensei.

 

Ele não queria perder isso, mas se os alunos já desconfiavam, e os velhos estúpidos? O que diriam quanto a essas especulações? Com certeza tentariam usar isso para colocá-lo contra a parede, atacar Yuuji ou o que fosse.

 

Visando isso ele se manteve mais na dele durante o resto daquela semana, não abraçava ninguém aleatoriamente, sempre estava ocupado demais para treinar com Itadori ou assistir um filme.

 

Foi como jogar um balde de gelo em si mesmo. Naquela semana, Itadori e os outros não viram Gojo mais de duas vezes.

 

Embora Itadori estivesse com seus amigos, aquela sensação ruim no estômago não ia embora. Atormentando na primeira oportunidade com pensamentos de 'o que será que está acontecendo?'

 

– Shake!

 

– Inumaki senpai, precisa de algo? Estou terminando o jantar...

 

– Takana!

 

– Então com o que posso ajudar?

 

– ' Yuji, é melhor falar o que sente para o sensei, guardar isso não é bom'

 

Com isso Inumaki saiu da cozinha deixando um Itadori congelado no tempo, nem mesmo a panela de arroz chamava sua atenção.

 

(...)

 

Naquela noite Yuuji não dormiu, ele rolava e rolava na cama pensando como prosseguir. O que ele deveria dizer exatamente a Gojo sensei? Que queria mais tempo com ele? Que desse prioridade para seus alunos e não suas obrigações como feiticeiro? Dizer que se sentia mal quando ele estava longe?

 

A mente do garoto foi atormentada por tanto tempo até que Yuuji começou a realmente ficar sonolento e com as pálpebras pesadas. Estava uma noite fresca e dormir de moletom e cueca com um cobertor fino enrolado entre as pernas era ótimo.

 

Yuuji não saberia dizer se foi um delírio ou não, mas ele sentiu algo tocar seu rosto, era macio e o tratava com tamanha delicadeza, parecia uma pluma. Ele sentiu ser beijado na testa e ouviu um boa noite tão baixo que parecia quase nulo.

 

(...)

 

Depois daquela semana Gojou parecia bem mais livre, piadas aqui e ali com seu humor no lugar, mas com alguma distância de Yuuji. Aquilo doeu, tão perto mas tão longe.

 

E foi assim que a semana se passou, pouco contato e interação entre Satoru e Yuuji. Os outros já estavam preocupados pois seu colega parecia murcho como uma rosa seca.

 

Nobara e Maki cogitavam seriamente ir atrás do professor e tirar aquilo a limpo, sem filtros e mentiras. Elas seriam capazes se Megumi não aparecesse com uma ideia mais prática.

 

– Gojo sama, o senhor e Itadori tem uma missão em conjunto hoje, uma maldição de primeiro grau está vagando pelas proximidades de um hospital recém fechado perto das montanhas para reforma, há especulações de que a maldição pode estar com um dedo do Sukuna.

 

– Ultimamente tenho sido ocupado com muitas coisas Ichiji, não há como selecionar outra pessoa para acompanhar Itadori?

 

– Sinto muito mas só há você, Gojou-sama.

 

– Muito bem, vamos lá…

 

(...)



As especificações eram uma maldição de nível 1 com habilidades de camuflagem e fuga excepcionais.

 

O caminho foi feito sobre um silêncio pesado e descartável. Yuuji estava meio encolhido no canto direito observando a mata que rodeava o asfalto.

 

Ichiji os deixou no local e manobrou para voltar. Itadori esperou que seu sensei falasse algo mas o silêncio foi mantido.

 

Conforme iam adentrando a floresta, pois consideraram que olhar a mata primeiro poderia ser mais eficiente, o ar parecia ficar rarefeito e os ombros tensos. Havia sem dúvidas algo à espreita, Gojo se sentia um tanto sufocado ali, falta de costume sobre como o ar muda dependendo da altura? Acho que não.

 

Se passou quanto tempo desde que haviam entrado naquele lugar? Yuuji já não aguentava mais aquela sensação de fazer os joelhos cederem e a cabeça doer ao ponto de parecer explodir.

 

– Sensei? Podemos falar ou vai me ignorar como fez nos últimos tempos? - Nem sequer parou de caminhar.

 

Irritado, Yuuji puxou seu ombro, mas para a sua surpresa Satoru havia simplesmente se desmaterializado, Itadori se assustou. Seu professor sumiu e ele está completamente perdido no meio do mato com uma maldição solta.



(...)



Gojou sentia seus olhos arderem mesmo estando cobertos pela venda, a cabeça parecia que ia explodir, pensamentos aleatórios e confusos rondando sua mente. Quando finalmente se lembrou de Itadori, simplesmente não encontrou seu aluno sobre seu rastro e aquilo fez algo gritar em si internamente. 

 

Ele então removeu sua venda e com dificuldade começou a chamar por Yuuji, sua mente parecia não conseguir formular seus pensamentos direitos, tudo parecia confuso e desesperado, sem contar aquela ardência e pinicancia insuportável em seus olhos.

 

Flashbacks vindo e indo, o lembrando de como foi frio com Itadori, de como sentia saudade de estar próximo e de sentir aquele calor que o envolve de corpo e alma por completo amenizando as dores do seu ser.

 

Ele chamou e chamou por Yuuji, mas quem surgiu em sua frente foi a maldição. Com uma forma física de aracnídeo, talvez três ou quatro metros totalmente horripilante, uma visão do inferno como aquilo vinha com um corpo em sua boca e aquelas roupas…

 

Satoru entrou em choque, a cabeça esvaziou, foi como ser atingido por um raio e ficar completamente imobilizado . De repente seu coração lateja de dor com o peso das correntes de arrependimento que o amarraram.

 

A sensação de impotência esmurrou-lhe tão forte que parecia difícil reagir, depois de tudo ele era só mais um inútil que teve o ego inflado. 



(...) 

 

Do outro lado da floresta, Yuuji se esforça em lutar contra o que ele pensava ser a maldição que procuravam. Uma jovem com roupas pink extremamente chamativo voltado para algo mais infantil lançava 'coisa' pelas mãos que dissolvia o que tocava como ácido, além de escalar árvores sem dificuldades.

 

A coisa em si não estava vantajosa para Itadori pois nem se quer aproximar para usar o punho divergente ele conseguia, era como se seus movimentos fossem até mesmo previstos, e não restou a ele outra escolha senão tentar se adaptar ao espaço.

 

Para fazer isso ele começou a se afastar, sua adversária, irritada por se sentir posta de lado, começou a segui-lo tentando atirar de sua gosma ácida, algumas árvores começaram a cair, animais perdidos no meio do fogo cruzado foram atingidos e mortos. Vamos Yuuji, rápido!

 

Por mais que ele disse aquilo a si mesmo, bolar algo elaborado parecia mais difícil do que ele tinha imaginado, tudo o que ele tinha à sua volta era mato e tentar se esconder seria inútil.

 

Sua estamina já estava se esgotando, os músculos da perna começando a queixar pelo esforço. Tudo isso pra encontrar seu professor congelado na frente de uma aranha enorme, quanta dor de cabeça! Yuuji exige um escalda pé e massagem depois disso tudo!

 

Ele impulsionou um salto e da forma mais elegante ele chutou a cara da aranha como um acrobata no ar, ele aprendeu uns movimentos interessantes nessa semana depois de ser arremessado repetidas vezes no ar por Maki-san! 

 

A criatura chiou com o ataque repentino seguido de uma gosma corrosiva atirada em seus olhos. Isso enfureceu a jovem que parecia um algodão doce e a própria aranha que foi pra cima de Yuuji em sua aterrissagem com tudo.

 

– O que está esperando Satoru? Levanta essa bunda daí e vem me ajudar com essa meleca!

 

– Sim! Yuuji está me chamando, eu preciso ir - Foi tudo o que o cérebro de Gojo digeriu no momento.

 

Ele se teleportou até Itadori, agarrou forte sua cintura sentindo o quanto seu querido estava vivo e pulsando em adrenalina, desviou dos ataques que vinham em ambas as direções e acertou um golpe na costela da menina que a fez voar longe.

 

A aranha foi a próxima, completamente destruída pelo infinito. A cabeça de Gojou começou a ficar mais leve, a ardência em seus olhos começando a sumir também, clareza voltando a sua mente, ninguém machucaria seu Yuuji!

 

A menina de antes se reergueu em fúria, com sede de sangue e revanche pelo que foi sujeitada a passar. Ela uniu suas mãos até que uma grande bola verde estivesse flutuando no ar até ser solta na direção de Itadori e Gojo, a menina tinha sua força mas não era capaz de vencer Gojo nem hoje e nem em cem anos.

 

O feiticeiro usou de sua terceira pele o infinito e chutou aquela bola na direção da jovem, ele não teria pena de quem tentou ferir seu Yuuji e pregou peças em sua mente.

 

No final não havia dedo algum de Sukuna alí.

 

(...)

 

Yuuji saiu do banho já com seu pijama para encontrar Nobara e Megumi comendo pizza na sua cama, ele não se importava então se deitou entre os dois. O garoto já imaginava o motivo daquela reunião e parece que seus amigos calcularam o momento certo para cercá-lo e fazer perguntas. 

 

– Você não vai comer? - Nobara cutucou sua canela direita pra perguntar e a primeira coisa que ouviu foi um resmungo.

 

– O cheiro parece ótimo, mas dessa vez eu vou passar.

 

– Você parece um caco, foi tão ruim assim?

 

– Tinha mais de uma maldição de primeiro grau no lugar, tive que correr uma maratona e Gojo sensei quase foi engolido por uma aranha gigante.

 

– Veja pelo lado bom, você vai ter o fim de semana inteiro pra maratonar got conosco.

 

– E quanto a Gojou sensei? Logo ele que se gaba tanto não foi capaz de acabar o serviço com um estalar de dedos?

 

– Bem lembrado Megumi! Vamos usar isso contra ele nas próximas semanas.

 

– O ar da montanha possuía alguma droga, foi por isso que ele teve complicações.

 

– Não seja modesto Yuuji! Você salvou a bunda do sensei, eu cobraria algo em troca com certeza.

 

– Sim sim, agora perguntem logo o que querem saber.

 

– Mas nós só queríamos ver como nosso amigo se saiu depois de uma missão importante.

 

– Já disse que vocês são péssimos em disfarçar?

 

– Fale pela Nobara.

 

– Megumi sua vadia traidora.

 

– Agora diga em que pé você e Gojo sensei estão. - Yuuji aninhou ainda mais seu rosto no travesseiro fofo e suspirou frustrado.

 

– Nem eu sei, depois do episódio não nos falamos, acho que as coisas vão continuar como estão.

 

– Megumi porque você não deixou eu e Maki cuidarmos disso? 

 

– Porque precisamos que eles conversem, não que ossos sejam quebrados. - Nobara torceu o nariz em desgosto.

 

– Agradeço a tentativa de vocês dois, mas acho que isso nunca daria certo.

 

– Olha Yuuji, por mais que achemos você louco por realmente gostar assim daquele maldito ciníco, não achamos que você deve desistir, por acaso já reparou como se iluminam quando estão um na presença do outro? - Nobara foi sincera e surpreendeu Yuji com seu incentivo.

 

– Nós passamos por muita coisa Yuuji, Gojou sensei passou muita coisa enquanto esteve naquele cubo, falem logo sobre o que sentem, não suportamos mais todo esse sentimentalismo.

 

– Obrigada pelo incentivo, mas agora eu só quero descansar, amanhã eu faço isso.

 

– Encosta pra lá! Não consigo deitar se você ocupar tanto espaço!

 

– Vão dormir aqui?

 

– Sim idiota, agora dividi o cobertor.

 

(...)

 

Gojou estava completamente renovado depois de um bom banho e alguns alongamentos, ele pensou e pensou sobre Yuuji. Cansado daquela idiotice de distância segura, hoje foi uma prova de como seu cérebro está programado sobre a importância de Itadori em sua vida.

 

Quem ele quer enganar? Se todos aqueles velhos decidirem abrir a boca para espalhar excrementos sobre seu amor, ele fará questão de quebrar o que sobrou daqueles ossos de múmias. Mas então, o que fez ele cometer a loucura de se afastar daquilo que mais deu alegria a sua alma?  

 

Quando ele saiu daquele maldito cubo muitas coisas estavam diferentes, Yuuji estava diferente, com cicatrizes em seu rosto e um olhar meio morto, Gojou se sentiu culpado e fez uma promessa de que não deixaria algo assim se repetir e olha só o que ele estava causando desta vez em primeira pessoa.

 

Tudo porque se sentia inseguro, sim, até mesmo Satoru Gojou tem suas inseguranças.

 

E se Itadori não o quisesse dessa forma em sua vida? Como se relaciona tão profundamente com alguém? Ele sabia como era foder sem compromisso mas e quanto a amar? 

 

Yuuji merece amor, merece ser banhado e regado de amor, carinho e coisas tão doces e boas quanto ele. 

 

Merda, ele não aguenta mais a forma como está fraquejando sobre isso, Satoru é impulsivo, ele é demais, sempre uma avalanche a caminho, esta é sua marca registrada. 

 

Com os miolos fritos de tanto pensar, ele se teleportou para o quarto do querido Yuuji como tem feito a dias para encontrar uma das cenas mais fofas, se não a mais. Seus queridos alunos completamente embolados na cama, agarrados e ressoando um sono profundo como uma ninhada de filhotes, Satoru precisa registrar o momento.

 

Após algumas fotos ele fez uma leve cócega na sola do pé de Yuuji, sem nenhuma resposta, ele precisava de algo mais criativo.

 

Ele subiu na cama, o infinito despistando o toque e o peso sobre o colchão até que estivesse sobre Yuuji com seu rosto tranquilo. Instigado a saber como seria a sensação ele esfregou seu nariz com o de Yuuji, um carinho tão íntimo e coberto de amor. Itadori se mexeu mas nenhum sinal de que iria acordar, que sono pesado…

 

Satoru usou uma das mãos para beliscar os bicos dos peitos de Yuuji, surpreso pelo gemido manhoso do mais novo, ele definitivamente se lembraria daquilo.

 

Com cuidado pra não soar alto demais ele sussurrou chamados no ouvido de Yuuji que franziu o rosto começando a dar sinais de que iria despertar.

 

(...)

 

Algo estava atormentando o sono de Yuuji, na primeira vez ele decidiu ignorar mas o incômodo não foi embora, ele continuou lá e quando o garoto acordou, ele foi congelado por aqueles azuis cintilantes que pareciam ver sua alma.

 

Satoru!

 

– Podemos conversar Yuuji? - A voz estava tão mansa que um arrepio correu dos pés a cabeça do garoto, por momentos ele só não sabia o que dizer, seu professor o cobrindo completamente, o rosto a alguns centímetros de distância compartilhando o ar e o ritmo. As roupas soltas e frescas diferente do uniforme jujutsu, ele deveria se sentir assustado pela aparição repentina? 

 

– Sim. - foi tudo que o jovem disse, parecendo acanhado e evitando seu olhar de qualquer forma, Satoru segurou seu queixo e trouxe aqueles olhos de tigre para que focassem nos seus.

 

– Eu queria falar de nós, sim? - Eles começaram a focar demais em si, esquecendo completamente de Megumi e Nobara que usavam de todas as suas forças para não mover um músculo facial se quer.

 

– Desculpe por me afastar sem mais nem menos, eu estava com a cabeça confusa, não estou mais.

 

EEEEEEE? Gojo sensei pedindo desculpas???

 

– Você estava confuso sobre mim?

 

– Não, estava confuso sobre o que fazer porque embora eu sabia desde a primeira vez que te vi, levei um tempo pra admitir que eu não me apaixonei por você.

 

– OQUEEEEEE?????????

 

– Eu amei você Yuuji! Cada detalhe em você, parece tão perfeito e certo, não é como se eu conseguisse me segurar.

 

– Se me ama tanto assim porque me deixou de lado essas semanas? Sabe como foi horrível ser completamente ignorado e se sentir culpado sem ter culpa?

 

– Perdão, eu fui horrível eu sei, mas tudo isso foi porque tive medo de avançar. Yuuji… Você realmente me quer? Mesmo depois de tudo, sendo o que eu sou e…

 

– Gojo sensei está assumindo inseguranças isso é real??????

 

Yuuji tomou um impulso forte o suficiente pra ficar por cima, não dando conta da forma sugestiva que se encontrava com seu sensei às 2:40 da madrugada. Nobara e Megumi já estavam ficando azuis de tanto suster a respiração.

 

– Já não tá óbvio o suficiente que eu te amo Satoru? Até mesmo os outros tem feito piadinhas sobre tentar pelo menos disfarçar melhor meus sentimentos, e logo você com esses olhos que vêem tudo não conseguiu notar?

 

– Posso ter uma prova desse amor agora?

 

NÃO ! - Megumi e Nobara disseram juntos, eles definitivamente não iriam presenciar aquilo. Conhecendo o sensei sem vergonha que possuíam seria muito mais que um beijinho.

 

– Eu sabia! Vocês são péssimos em disfarçar. - Gojou gargalhou alto extremamente divertido com a forma como seu querido Yuji ficou vermelho sem saber onde enfiar o rosto.

 

– Yuuji, você vai ficar aí mesmo? - Nobara apontou fazendo aquela típica cara de desgosto pro colo de Gojou no qual Yuuji parecia perfeitamente encaixado...

 

Atrapalhado de todas as formas, Yuuji deu um jeito de cair da cama e quase fez Gojou engasgar de tanto rir.

 

– Então, agora vocês são oficialmente namorados? - Megumi perguntou, ele era o único que havia voltado a se deitar.

 

– O que me diz Yuuji? Quer ser meu companheiro pro resto da vida? - Gojou usou da sua carga máxima de charme e o jovem de cabelos rosa achou que fosse explodir de tanta vergonha. 

 

Yuuji respirou fundo, tirou coragem de  sinceramente não sabemos onde e beijou Satoru como resposta. Megumi e Nobara fizeram um toca aqui pela missão cumprida.

 

– É claro que eu quero. - E de repente o quarto de Yuuji estava completamente cheio, gritos e mais gritos de comemoração. Ao que parece, só outros alunos do primeiro e segundo ano estavam atrás da porta esperando pelo momento desde as 10:00 da noite.

 

Satoru certamente achou a atitude digna deles, sentindo suas energias desde o início, mas a detalhes que não precisam ser revelados.

 

– Finalmente, podemos queimar aquele poster assustador agora sim? - Maki apontou para a tal Jeniffer com roupa de biquini, peitos sugestivamente pulando pra fora.

 

– Ah sim, nós vamos. - Gojou e Nobara concordaram, não é de hoje que achavam aquilo minimamente estranho, como se eles tivessem moral pra falar sobre esquisitices.

 

Não que Yuuji se importasse, aquilo era só uma tentativa de ser um adolecente normal, mas ele não se enquadra dessa forma há algum tempo.