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Spellbound

Summary:

Jongdae e Junmyeon são conhecidos como os mais competentes Inomináveis de sua geração por suas habilidades no Departamento do Mistério. Mesmo que seja um departamento secret, seu relacionamento bem peculiar é bastante comentado até que o súbito adoecimento do Salvador do mundo bruxo e a separação do Trio de Ouro faz com que eles tenham que embarcar em uma missão em que regras são quebradas e segredos bem guardados do departamento mais enigmático do Ministério da Magia podem ou não serem tão secretos assim.

[SUCHEN | ESPIÃO X ESPIÃO | HP!AU]

Work Text:


 

Jongdae ainda sentia a adrenalina correndo em suas veias e sua magia agitada mesmo com o trabalho já feito, bom, pelo menos a sua parte já estava feita e estava contente pelo jeito que conseguiu se infiltrar na pequena rede que estava tentando contrabandear em massa poções do amor e sorte líquida para objetivos bem duvidosos em que os participantes bruxos, dessa forma, terem certo domínio sobre trouxas da alta sociedade, envolvidos com alteza real da rainha da Grã-Bretanha e isso o Departamento de Mistérios não poderia deixar isso ir muito adiante, com a informação que chegou até eles sobre o local onde as poções eram feitas. 

No novo governo, pós segunda guerra bruxa, a comunicação com autoridades trouxas e autoridades bruxas não era somente em situações de calamidade, como possuía uma subdivisão para o registro de crianças nascidas trouxas e sua situação familiar acompanhadas mais de perto, desde o primeiro acidente mágico que acontece com a criança mágica, um acompanhamento mais de perto de especialistas em magia para pais arriscou demais suas situações familiares, histórias de abuso dentro da família trouxa como o salvador do mundo, bruxo Harry Potter, sofreu. Nenhuma criança mágica ficaria em um lar em que sua existência é tida como aberração.

Por mais que o departamento, desde sua criação, fosse idealizado para ser uma parte do Ministério da Magia em que a interferência direta seria mais trouxa, bruxos e bruxas, no passar dos séculos desde que o Estatuto Internacional de Sigilo em Magia foi instaurado, bruxos de famílias tradicionais tinham a palavra como lei estavam no topo de todos os cargos mais importantes do Ministério e toda a seleção e treinamento de Inomináveis eram feitas por eles, pelo seu tipo de sangue e em que nível se acreditava na pureza do sangue e não havia limites para seu domínio sob população e também com os trouxas.

Pensar no passado e ver como tudo está diferente traz um leve sorriso satisfeito no rosto do jovem Inominável, sentindo-se nas nuvens como naqueles filmes trouxas de espionagem que assistia escondido quando passou o Natal com seus amigos fora da sonserina quando ainda estava em Hogwarts e o fato de seu trabalho ser um tanto desconhecido até por pessoas dentro do ministério da Magia fazia com que tudo fosse ainda mais divertido, aos seus olhos, todo o mistério e anonimato.

Um trabalho imprevisível e extremamente discreto, fosse dentro ou fora do Ministério, poder se camuflar tanto dentro como fora da sociedade bruxa, com todo o recurso que o céu era o limite, seja por conta de uma pesquisa para um aperfeiçoamento e criação de fetiches ou se envolver com diferentes tipos de organizações foras da lei mágica e, se preciso, tratar de assuntos diretamente com autoridades trouxas, pela proteção do mundo em que viviam.

A proposta do departamento sempre foi transitar mais entre o mundo trouxa do que no mundo mágico, mesmo que no decorrer dos séculos a supremacia puro sangue fosse determinante durante toda a história do Ministério, chegando até o ponto do Departamento de Mistério quase ser fechado, durante o período de poder do Radolfo Lestrange de 1835 a 1841, que foi o idiota soberbo o suficiente a tentar e teve que sair do cargo com o rabo entre as pernas.

Por mais pomposos que os bruxos puro sangue sejam no decorrer da história, sua ancestralidade nunca deu passe livre para que conseguissem ser os Inomináveis, ao qual muito se fala durante todo o ministério mas que suas funções são realmente um verdadeiro mistério, muitas vezes até para eles mesmos quando começam no departamento.

O departamento se localiza no nível 9, o segundo nível mais baixo do Ministério da Magia, que tem seus truques para despistar os mais curiosos que tentam entrar ali para bisbilhotar só por serem funcionários do ministério, e depois da batalha que Harry Potter e seus amigos tiveram ali contra o Lorde das Trevas - e destruíram artefatos mágicos extremamente preciosos que mesmo depois de vários anos da famosa luta alguns Inomináveis eram designados a tentar recuperar alguns vira-tempo que mesmo tendo seu uso bem restrito por leis-, os feitiços e encantamentos de desorientação estavam mais complexos do que em toda a história.

 

Normalmente, para ser um funcionário do Ministério a seleção é feita depois da formação do bruxo ou bruxa em Hogwarts, onde eles podem se aplicar em boa parte dos departamentos de acordo com suas notas em seus N.I.E.M’s (Níveis Incrivelmente Exaustantes de Magia), e claro, se tiver um bom sobrenome faz com que vagas sejam criadas ou mesmo sem experiência já ser chefe de algum departamento, bom... pelo menos até o fim da segunda guerra bruxa sob o governo do ministro Kingsley Shacklebolt.

Futuros Inomináveis eram primeiramente analisados e raramente já selecionados em seu 5 ano, de acordo com o número de O’s (Aprovado, para continuar os NIEM), os mais prodígios já tinham sua vaga garantida e seus treinamentos básicos começavam nas férias da escola.

O treinamento também era físico, tanto de agilidade e velocidade para inevitáveis duelos como maior controle da mente, quanto em oclumência, exercícios com runas para auto conhecimento e conexão com o próprio core mágico em conjunto com meditação, a escolha das matérias eletivas na escola também tinha uma função de filtro, como Aritmância de Runas assim como as notas em Feitiços.

Jongdae foi convidado, ainda em seu quinto ano, pouco depois de receber suas notas em casa, um ambiente que conforme crescia se tornava mais opressor. Seus pais sangue puro mesmo não sendo abertamente Comensais da Morte, pelos bastidores eram dois dos maiores apoiadores financeiros da causa, e com toda a mudança ocorrendo no mundo bruxo depois do lado das Trevas perder a guerra, a tensão de viver em uma sociedade que não aceitava mais qualquer coisa somente por ser pura estava aos poucos sucumbindo seus pais e tudo que lhes foi ensinado durante gerações.

Sonserino com orgulho, agarrou a chance de ser um Inominável com unhas e dentes e se dedicou ainda mais em seus estudos, se afastando cada vez mais da família purista e se aventurando no mundo trouxa, conhecendo tudo que foi privado de conhecer até então, por conta de uma convicção, um preconceito que não era seu e a oportunidade de fazer seu próprio nome em algo que realmente queria era tentadora demais, quase como caísse de bandeja.

No departamento de mistério, a magia antiga e em sua forma mais pura é analisada, assim como o tempo, o amor em sua potência monumental de magia, as grandes questões de estar no mundo, seja você bruxo ou trouxa, tais como a vida e a morte. Com um conhecimento ilimitado de tudo que se passa no mundo bruxo e independência ministerial para pesquisas, missões específicas que podem estar ligadas à segurança nacional ou assuntos do próprio departamento. A maior autoridade era o chefe do departamento e vez ou outra, em situações especialmente catastróficas, o ministro da magia tem a voz principal, normalmente sua função é de ponte entre em ministérios da magia, um intermediário para um fim. 

O chefe do departamento de Mistério era designado ao cargo pela Confederação Internacional de Magia, para o desgosto dos pomposos e nacionalistas bruxos da Suprema Corte Britânica.

Apaixonado pela culinária trouxa e aproveitando o tempo livre depois de ter finalizado a missão - particularmente complicada por seus detalhes - durante metade do seu expediente, decidiu fazer uma parada em um pub, próximo do banheiro público em que tinha uma rede de pó flu que era muito usada diariamente pelos funcionários do ministério, não era exatamente seu meio de se locomover favorito, mas não podia simplesmente aparatar no meio da calçada rodeado de trouxas em pleno centro de Londres.

O mundo trouxa, mesmo com todas as suas diferenças e discriminações próprias, era o seu refúgio longe de toda a pressão e do sentimento de sempre ter que provar a si mesmo para alguém, tinhas seus amigos que estariam com ele para tudo e qualquer coisa, só que às vezes invejava os trouxas, pela simplicidade de suas vidas. Ser mais um na multidão.

Por mais que tenha crescido ao redor da magia, ainda era fascinante pensar que aquilo era possível e mesmo tendo que colocar seus preciosos tênis, que não foram nada baratos, dentro da privada e dar descarga em si mesmo, para conseguir chegar até o átrio de entrada do ministério.

E com todas as pessoas andando apressadas em todas as direções, o Ministério permanecia em toda sua imponência, e claro como a magia é majestosa quando é manifesta na sua forma mais pura, não mais com grande a estátua sobre a supremacia magia sobre os trouxas no centro da entrada com sua fonte mantida por feitiços regulares, não mais com a grande estátua em que se mostrava os trouxas submissos aos bruxos, que de em tempos sombrios em tempos sombrios, manchava a história mágica britânica que mais dolorosa que seja, não deve ser esquecida por mais que a paz e a questão de igualdade entre seres mágicos estejam e que mesmo sendo subterrâneo debaixo da grande Londres, mas prezava e trabalhava para que sua experiência ao realizar pedidos seja incrível. Por esse motivo registrou em seu pedido para que situações como essa voltem a acontecer.

Viver com magia é algo que sempre leva uma surpresa a mais na vida, por mais que intenções de usar a magia sempre deixam seu rastro, a magia em sua forma mais pura também deixa e justamente por estar em um ambiente cercado de magia que Jongdae não consegue entender porque os elevadores do Ministério são ultrapassados comparado com os trouxas, sim, funciona perfeitamente, mas não é tão prático. 

Quase apertado no canto esquerdo do barulhento elevador, Jongdae se remexeu inquieto, por mais que tivesse “missões” fora dentro de seu departamento, e gostava delas, principalmente para poder estar no meio de pessoas, era comunicativo e extrovertido e depois de passar tanto tempo na sua enorme casa quase sem companhia ou em Hogwarts que, por mais que tenha sido um lugar de refúgio durante sua adolescência, também era um lembrete constante que não poderia fugir para sempre da realidade, crescer e viver a própria vida. O Departamento de Mistério, por mais estranho que pareça, era o seu ambiente, se sentia confortável mesmo que não com todos seus colegas de trabalho, ele genuinamente não ligaria muito se fossem levados por algum trago, e bem, não dá pra se ter tudo na vida.

Seu departamento era o último e as pessoas sempre iam e viam com suas capas e vestes mais tradicionais, por mais que se sentisse mais confortável com roupas dos trouxas não dispensava usar uma capa com um bolso interno com sua varinha e seus documentos, infelizmente sem nenhum celular, e apaixonado pelas parafernalhas dos trouxas e as duras penas descobriu que nem sempre o melhor dos dois mundos é possível e não tinha como ter uma casa com eletricidade e querer fazer tudo usando a varinha, e a vida com magia não era algo que gostaria de abrir mão ou de mudar totalmente seus hábitos, nem sabia cozinhar e se alimentar sem ela. Pelo menos ainda.

— Olha só, se não é nosso garoto de ouro, Dae, todo quietinho — Uma voz bem conhecida, e até mesmo melodiosa, soou ao seu lado. — Nosso todo poderoso está atacado com os pobres mortais, e hoje, meu caro, vai ser um dia bem curioso.

Byun Baekhyun é um sujeito bem único e o principal responsável pela segurança de todo arquivo de documentos e artefatos mágicos do Departamento, seu rosto que se assemelha ao de um cachorrinho vulnerável e seu cabelo rosa claro, que com certeza era mantido sempre impecável por meio de feitiço nos fios, era um dos mais letais Inomináveis por mais borboleta social que seja, seu carisma o leva a qualquer lugar que queira mesmo com seu hábito frequente de sempre estar entre seus lábios um pirulito de sangue, doce normalmente de vampiros. Não era um, mas quando mexiam em seu território sem autorização do que ele e muitos colegas chamavam de todo poderoso, o chefe do departamento, não tinha como escapar de suas azarações certeiras que na maioria das vezes encaminha o infortunado a uma breve estadia no Saint Mungus com suspensão de pagamento.

 

Baekhyun era um bom amigo e um bruxo habilidoso com os pés no chão, com uma lealdade e companheirismo imensuráveis que não tinha como negar que era um lufano, nos tempos de escola, e um lufano orgulhoso que não abaixava a cabeça para qualquer um, muito sociável portanto que não o tentasse passar para trás, apesar de muito gentil não era um bruxo que se era aconselhável brincar, assim como nenhum Inominável era.

O todo poderoso é conhecido como Kim Jaejoong, chefe do Departamento de Mistério, um bruxo japonês muito conhecido pelo seu trabalho em um departamento bem semelhante ao que atualmente trabalha na Grã-Bretanha com prêmios de honra e muitas extensões em estudo de magistrados em magia. Um homem que comandava os Inomináveis de forma firme e com seus grandes olhos que se assemelhavam aos de uma corça, sua pele tão branca com que frequentemente é confundido com um vampiro e com seus cabelos dourados até a altura dos ombros, só usava tons escuros em suas vestes, sua aparência impecável e tinha algo nele que nem precisava enxergar auras mágicas para saber que, era um bruxo de grande poder e naturalmente um líder.

Era muito curioso, e apesar de terem o mesmo cargo, todos Inomináveis exerciam funções bem diferentes e todos tinham que ter pelo menos a mínima destreza em duelos, bruxos eram arrogantes o suficiente para se comportarem, acima de tudo e qualquer coisa por possuir magia, esperando até seu andar que era o último, Jongdae se segurava para não revirar os olhos para os outros funcionários dos demais departamentos fofocando a notícia do momento no mundo bruxo, que era a separação do Salvador com Ginny Weasley depois do único filho de ambos fazer 2 anos.

Se tinha uma coisa que unia bruxos e bruxas independente de quão puro era o seu sangue e qual círculo da sociedade você estava, a fofoca quebrava uma barreira que poucas outras coisas quebram mesmo que o mundo bruxo esteja em progresso de forma mais acelerada desde que Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado foi derrotado, e Harry Potter sempre seria o assunto mais quente, naquele espaço pequeno com tantos cochichos e com Baekhyun com aquele malditos pirulito que sempre estava na sua boca e fazendo um barulho irritante em contato com seus dentes, que o jovem Kim sabia que ele fazia de propósito.

E conforme se aproximava no nível nove se sentia levemente agitado, havia algo no tom do colega de trabalho que o incomodou, e tinha a sensação que seria um dia longo pela frente já que Jaejoong apesar de ser um chefe de departamento era firme sempre se mantinha quase como um cubo de gelo interagindo e delegando no departamento, alguma coisa provavelmente estava acontecendo ou estava para acontecer e quem cuidaria seriam eles e ele já estava bem ocupado construindo uma quantidade controlada de viras tempos, que era um trabalho delicado e perigoso, qualquer falha sua poderia causar a loucura de quem fosse utilizar o artefato e afetaria profundamente toda a sua linha do tempo.

Jongdae não era considerado o garoto de ouro por ter um adorável sorriso, ele junto com Kim Junmyeon eram os Inomináveis com missões mais delicadas e arriscadas dentro do Departamento de Mistério, com seus trabalhos muitas vezes só sendo conhecidos pelo chefe de departamento, e Baekhyun que sabia de tudo que ocorria naquelas paredes de azulejos pretos sem janelas e sem portas, a única porta que tinha ali era uma imensa preta com um corredor que dava acesso ao departamento em si e a que ele se dirigia com seus tênis parecendo mundanos demais para um ambiente como aquele, mas eles eram especiais já que foi Junmyeon que o ajudou a comprar.

Junmyeon estava sempre em seus pensamentos de uma forma ou de outra, seja porque trabalhavam praticamente lado a lado em uma sala conjunta anexada quase secretamente no escritório de Jaejoong, nenhum sabia exatamente o que o outro trabalhava e pouco importava para eles, dentro do departamento eles eram determinados em sempre ultrapassar o outro, os Kim competiam sobre quem conseguia produzir um feitiço antigo mais rápido ou em quantas missões trabalhavam por mês e os resultados sempre se sobressaiam em relação aos dos outros colegas, era, afinal, um corvino contra um sonserino.

Junmyeon era muito mais sensível se comparado a Jongdae, que era mais novo por 3 anos, mas era afiado e parecia uma enciclopédia ambulante, sempre disposto a ajudar mesmo no ainda ambiente hostil que era o Ministério para nascidos trouxas que tinham cargos importantes e batia de frente, era tão gentil que os idiotas nem percebiam que estavam sendo ridicularizados por ele e isso é uma das coisas que Jongdae mais gosta em Junmyeon, na verdade ele gosta de cada parte dele, até mesmo a que fica o puxando até o limite no trabalho porque acredita demais no potencial dele como pessoa, apenas como Jongdae.

Todo mundo achava que eram namorados, que brigam por tudo, mas namorados que sempre defendem um ao outro e cuidavam um do outro, ambos eram os meninos de ouro de Jaejoong, os Inomináveis mais ágeis e os que estavam nas missões mais perigosas, o chefe confiava muito em cada um e eles sempre tentavam retribuir isso com dedicação total ao trabalho.

Mas eles não namoravam, pelo menos não ainda, segundo Jongdae, o trabalho consumia tanto a ambos que o tempo que podiam passar juntos fora dele, era lendo juntos ou com Junmyeon apresentando alguma coisa pra ele fora do mundo mágico, a casa do mais velho não era em uma região mágica e não tinha nem rede de flú, então era sempre uma aventura para Jongdae. A parte favorita dele, era quando segurava a mão do mais velho, como se nada mais importasse.

Jongdae realmente gosta de Junmyeon, e era nele que pensava ao realizar um Lumos para que sua assinatura mágica permitisse sua entrada, Baekhyun já estava a sua frente perdido na sua sacola que provavelmente estava cheia daqueles pirulitos péssimos com sabor de sangue que ganhava de seus admiradores em cada setor do Ministério.

Em certa ocasião o questionou, se não se preocupava se algum dos malditos doces estarem com Amortentia, a mais potente poção do amor.

—  Podem até tentar, quando estão fazendo a poção eu já carrego comigo o antídoto. - Byun respondeu com os olhos brilhando uma alegria infantil muito típica dele, e em seguida uma pequena luz apareceu por todo o doce indicando que não tinha nada ali. — O que não sabemos, não nos machuca.

— Só você mesmo, Byun Baekhyun, só você. — Jongdae balança a cabeça negativamente para ele. — Você é um homem estranho e que bom por isso, olha esses caras que chatos, tão divertidos como meu bisavô que ainda acha que estamos em 1945.

O pequeno diabo sabia executar feitiços sem varinha mal piscando os olhos, depois disso tentou ainda mais ficar nas boas graças de Byun Baekhyun. Magia podia ser traiçoeira e os bruxos ainda mais, não tinha muita explicação, simplesmente eram.

A movimentação habitual o saudou, movimentação que acontecia ao redor de forma organizada e silenciosa, se não fossem os pequenos sons que as varinhas faziam e de alguns feitiços sendo feitos aqui e ali, a sala do chefe do Departamento era a mais distante ali, parecia quase uma miragem no meio daquele azulejo tão reluzente.

Silenciosamente, entrou e foi recebido por seu chefe de costas para a parede sentado em sua mesa, Junmyeon estava na sua frente com os braços cruzados olhando para o nada, assim que o viu, um sorriso discreto se formou em seu rosto e ajeitou seu óculos no seu nariz, ele fica lindo de óculos e teve vontade de passar a mão em seus cabelos macios perfeitamente arrumados, mas se conteve e o lançou um olhar apreciativo e o beliscou de leve na cintura, tendo como resposta um resmungo baixo e bochechas vermelhas.

—  Por favor, se sentem, Jongdae e Junmyeon algo bem sério está acontecendo e preciso de vocês - Jaejoong falou de forma clara se virando para eles e conjurando duas cadeiras que se assemelhavam a sua, a tocha que iluminava o ambiente, deixava os traços delicados do rosto dele e os olhos brilhando determinados ainda mais evidentes e a enorme aliança que tinha na mão esquerda se destacava demais em contraste com a roupa totalmente preta junto com seus cabelos claros. 

— O que vão ouvir aqui não é pra sair daqui, Baekhyun já sabe e eu só confio isso a vocês e espero que honrem isso, Harry Potter está agora numa ala isolada em segredo no Saint Mungus com seu filho e ambos estão perturbados por contaminação por algo que pertencia a Voldemort, as reminiscências de suas horcruxes.

Por mais que tentasse ficar imovél, Jongdae não conseguiu não retecer ao ouvir aquele nome e os seus olhos se arregalaram ao ouvir de horcruxes, sabiam o que eram na teoria tanto pela biblioteca de sua família como durante seus estudos em artefatos mágicos das artes das trevas, ainda tenso virou para Junmyeon que estava pálido sem nenhuma expressão no rosto. E antes que ambos pudessem ter qualquer reação, Jaejoong se levantou de forma rápida e graciosa, tinha boatos que ele era um bailarino nas horas vagas, mas ninguém tinha coragem o suficiente de perguntar se era mesmo.

—  A futura ex-senhora Potter está no momento com internação permanente por exposição a horcrux durante 1 ano quando ainda tinha 11 anos e não tem recebido nenhum tratamento adequado, poucos passos de se perder totalmente à loucura. - O chefe de departamento disse já andando de um lado para o outro, com um leve de tom de desprezo, era conhecido por não gostar de nenhum tipo de negligência principalmente às crianças. — Senhor Ronald Weasley está contido mantido sob guarda de seus colegas aurores e a Senhora Hermione Weasley está sedada e proibida de pisar no ministério até toda essa bagunça acabar.

Com olhos graves se dirigiu aos seus pupilos e começou a contar com detalhes sobre como o comportamento do famoso Trio de Ouro começou a ficar mais volátil nos últimos meses e chegou num ponto de começar a chamar atenção, todos tiveram contato contínuo com horcruxes antes delas serem destruídas e a única mulher do trio foi a que passou menos tempo e tinha o hábito de fazer rituais de purificação com os duendes por conta de toda a magia negra que teve contato durante a guerra, a mais esperta claramente, seu marido estava cada vez mais violento, principalmente contra seu melhor amigo e sua irmã depois que teve o filho, está com o comportamento mais volátil de todos, mal consegue segurar o filho e só se comunica com o marido na base de gritos, e o principal, o pequeno James Sirius rejeita totalmente o pai e tenta atacar a mãe, uma criança fruto de duas pessoas que tiveram tanto contato com o pior tipo de magia, o próprio pai foi uma horcrux por anos e não tinha mais como esconder na família quando dois Weasley’s atacaram o salvador do mundo bruxo e o feriram e depois os famosos olhos de esmeralda de Harry Potter estão ficando vermelhos pouco a pouco.

—  Os Weasley 's, tirando pela caçula, se recusam a ter a nossa ajuda, acreditam que conseguem resolver o problema do casal, e sinceramente não temos como obrigá-los. São heróis de guerra. — Jaejoong demonstrava cada vez mais seu descontentamento com a família. — Nosso foco são os Potter, pai e filho, e temos que cuidar disso antes do público souber e nos pressionar, o mais rápido possível para que o senhor Potter se recupere e possa cuidar de seu filho, os Weasley’s se recusando a cooperar acabaram com qualquer laço com o Ministério, o casal do trio de ouro já não trabalha mais aqui e duvido muito que vão conseguir a guarda do menino depois de tentar lançar feitiços fatais no homem mais famoso do nosso mundo e esse homem precisa ficar bem e isso está nas nossas mãos.

Isso era uma merda imensa com proporções catastróficas, Jongdae não era ingênuo de pensar que isso não abalaria o mundo mágico, caso vazasse e se já causou a carta de expulsão de dois heróis de guerra muito proeminentes, os Inomináveis também não sairiam ilesos caso algo desse errado. Magia era muito imprevisível, em alguns casos perigosa, e essa situação sinceramente era um desastre anunciado que chegou num ponto que o homem mais proeminente no mundo deles estava em risco. Com horcrux ou não, senhor Harry Potter praticamente já tinha a guarda do filho, a mãe internada sucumbindo cada vez mais e agora com leis sobre negligência infantil tão incisivas, nem precisaria de audiência só o seu nome já o dava a guarda completa e a família dela seria penalizada de alguma forma, exposição de um menor de idade a uma magia tão antiga e das trevas sem qualquer tipo de tratamento depois além de cruel chegava a ser até mentira, uma família puro sangue sabe o que a magia pode causar ou não, não cuidar de algo nesse nível, é um crime contra a vida diferente do crime de fazer uma horcrux, que agora tinha uma lei específica para isso mesmo que quase secreta, mas tinha, não se deve brincar com a vida e com a morte.

—  Preciso que vocês me escutem com atenção e também ao senhor Potter, ele tem alguns momentos em que está totalmente em si. — Os olhos de corça estavam olhando diretamente para os dois. — Aproveitem esses momentos junto com o que já estão fazendo aqui, a construção do vira tempo e a poção que é o antídoto para reminiscências a longo prazo de arte das trevas, quero que acompanhem o senhor Potter até achar uma forma de arrumar essa bagunça, se ele estiver com os olhos verdes e pedir pra vocês darem cambalhotas ou votos perpétuos, vocês fazem, entendido? Esqueçam outras coisas e foquem nisso, é uma ordem.

O tom duro da voz do chefe fez com que ambos acenassem com a cabeça e fossem dispensados, com o combinado de visitarem o senhor Potter depois que todos os Inomináveis não estivessem mais no departamento, algo estava acontecendo lá que Jaejoong disse com uma fúria contida que ia cuidar com as próprias mãos quando chegasse o próprio tempo.

Foi uma tarde silenciosa, Jongdae perdido em seus pensamentos diantes dos dois viras tempo que estavam funcionando como deveria e já haviam sido testados com poucos meses para as viagens no tempo, não conseguia acreditar que Junmyeon estava trabalhando a meses ao seu lado com esse propósito, queria o proteger mesmo que ele não precisasse de proteção.

E quando finalmente puderam fazer o que estava na sua cabeça durante todo o período naquele departamento que parecia sufocante, Jongdae foi ao lado dos dois mais velhos com o coração na mão até o hospital bruxo da forma que menos pudessem chamar atenção como já fizeram em outras ocasiões.

E nada o preparou para encontrar com o rosto tão famoso do herói tão cansado com a cicatriz tão famosa - com o tempo não mais tão chamativa -, com os olhos com lampejos vermelhos, o mesmo tom de vermelho que já viu no Senhor das Trevas que seus pais tanto admiravam e de tantos os outros que o deixou com pesadelos por meses, se não fosse pelo toque firme e familiar de Junmyeon em suas costas não entraria naquele quarto de hospital nem pela mais indecente quantidade de galeões que lhe dessem para isso. 

Pela primeira vez estava tão próximo da pessoa mais famosa de seu mundo, já tinha o visto de longe no Ministério, mas sempre como uma figura distante e inalcançável, às vezes era melhor manter a distância por mais fascinante que seja até porque com a distância sua ilusão por aquilo fica intacta e nada pode te machucar. Jongdae só queria ser um bruxo comum, uma rotina era tudo que mais apreciava e daria tudo no mundo para estar naquele exato momento em um café pequeno pensando em qualquer outra do único elo vivo com o que lembrava de tudo que queira deixar pra trás.

Era ainda criança quando a segunda guerra bruxa começou e terminou, mesmo não compreendendo muita coisa o efeito dela era principalmente na relação quebrada com seus pais e uma vida pacata demais para um jovem de recém 20 anos e estava tudo bem para ele, exceto pela situação que o seu trabalho o colocou.

—  Jaejoong, pensei que não o veria mais hoje. — Harry falou não prestando exatamente atenção nos seus convidados e tinha uma familiaridade com o chefe de departamento que desperta curiosidade em Jongdae. 

—  Harry, trouxe comigo Jongdae e Junmyeon comigo, como eu disse. — Ele respondeu se aproximando com calma. — Não sei se lembra que te falei sobre eles.

 

Era uma interação curiosa de se observar, Kim Jaejoong e Harry Potter, os Inomináveis estavam lado a lado, impassíveis, esperando algum comando do seu chefe.

Potter fez um gesto com a mão meio indiferente a fala do outro, estava inquieto com a perna esquerda sempre e o seu silêncio foi aumentando com o passar dos minutos, Jaejoong não parecia exatamente interessado em mudar isso, é como se o salvador estivesse em algum outro lugar, um lugar conflituoso e Jongdae usava todo seu treinamento para continuar ali sem quebrar aquela tensão pesada no ar.

Procurava não olhar muito nos olhos dele, Junmyeon estava ao seu lado atento ao quarto que estavam e não no paciente, era uma situação estranha.

—  Uma penseira facilitaria muito para ambos os lados, vocês Inomináveis talvez saibam mais de mim do que aqueles que estavam comigo lá. — ele solta uma risada depreciativa e depois respira fundo e olha diretamente para os dois subordinados. — Eu só quero que isso acabe e ter uma vida em paz, bom... paz sendo Harry Potter.

Pela primeira vez desde que entrou naquela sala, e talvez em um bom tempo, sentiu uma verdadeira simpatia por aquele homem que com certeza teve uma vida que ninguém jamais além dele sentiria na pele ou até gostaria de ter, o que é ter sua vida moldada por algo longe do seu controle e ainda mais por magia, seja uma profecia, uma horcrux quando tudo que você deseja é ter uma vida como todos os outros e não as implicações de ações por outros ou da magia, que podia ser tanto magnífica como abominável e a ação humana pode determinar isso.

Tem certas coisas que glória tem peso positivo a mais em uma balança. 

Inesperadamente, depois da fala do Senhor Potter, se sentiu mais motivado naquela tarefa importante, e não tão bem delineada que foi designado, seu trabalho muitas vezes era assim, imprevisível e sempre arriscado seja sobre a própria vida ou do mundo mágico como um todo.

De forma mais prática, o que tinham era o relato do que estava acontecendo, a informação das horcruxes do Lorde das Trevas não era de conhecimento público, era algo que somente os principais envolvidos vivos e já mortos junto com o Departamento de Mistérios sabiam, contém uma magia antiga e uma das mais obscuras que se tem documentação até então e estar diante de um homem que teve sua alma entrelaçada com a do maior bruxo das trevas contemporâneo é algo mesmo aterrorizante, e dá um comichão de forma acadêmica.

Falando por si, sua construção do vira tempo está indo bem apesar de dificuldades iniciais, um trabalho minucioso que testa sua paciência e habilidades com artefatos que são raros, e particularmente que poderiam custar seu emprego, já que as leis sobres eles são bem rígidas, foi uma tarefa designada a experientes Inomináveis e tendo 4 anos no departamento, era uma honra a suas habilidades mágica e um desafio e tanto. 

Jongdae era um homem que gostava de ter seu próprio grupo, seu próprio mundinho e no ambiente de trabalho isso também não mudava e Jongdae com sua clara forma de deixar dois dos seus debaixo das suas asas, com suas regalias e também o mais duro que era tirado deles. Era normal serem os últimos a sair do departamento e ficarem muito mais lá dentro do que se metendo em encrencas do lado de fora, somente as necessárias que o chefe achava que não atrapalha o que já faziam.

Jaejoong era um chefe justo, mas também muito exigente, com um senso de certo e errado bem claro, muitos suspeitavam que ele sabia ler auras mágicas e era um boato que corria solto sem qualquer confirmação por parte do próprio, não gostava de fofocas e nem era de grandes conversas sem ser de trabalho, sua presença incomodava alguns puro sangue que trabalhavam ali, não confiava neles e deixava isso claro, certas missões passavam bem longes deles, conhecia e testava suas habilidades constantemente mais do que outros. Seu sangue era mestiço e adorava jogar isso quando tentavam desafiar sua competência tanto pelo seu sangue quanto por ser estrangeiro.

Se aproximou de Junmyeon justamente por estarem no mesmo barco e eram bem distintos um do outro, enquanto o mais velho sabia e sempre estava em contato seja com duendes ou criaturas, Jongdae gostava mais de se misturar no meio de trouxas ou ficar no seu próprio canto fazendo suas coisas.

De volta a situação atual, seu chefe está mais próximo de Potter e falando sobre o que os Kim estavam fazendo antes de o ministro da Magia pedir intervenção dos Inomináveis, naturalmente nem sobe tortura uma informação como essa deveria vazar até mesmo entre Inomináveis, mas Harry Potter estava acima de qualquer hierarquia, afinal, todos os cidadãos britânicos da comunidade mágica tinham uma dívida de vida com o seu salvador, que arriscou a própria vida e a perdeu por breves momentos, para libertar do império de terror e medo do Lorde das Trevas, e mesmo sendo muito humilde apesar de sua grande posição, o respeito a ele era sem fim, principalmente dentro do Ministério entre todos os chefes de departamento e o próprio Ministro.

—  Jongdae, tem uma penseira não é mesmo? — Jaejoong o indaga contemplativo de repente. 

—  Sim, senhor. — respondeu prontamente.

—  Ótimo, quando o senhor Potter der suas memórias imediatamente os dois entrarão em suas memórias. - Jaejoong limpa uma poeira invisível em suas roupas. — E se lembrem, o que eu não sei não me machuca, acho que já deixei bem claro o que é para fazer.

Penseiras não eram um artefato mágico muito comum e não era barato conseguir uma, Jongdae herdou uma do avô quando entrou no Departamento de Mistérios e na sua ficha tinha preenchido que possuía uma na seção de posses que poderiam ser úteis como ferramenta de trabalho.

A última frase já deixava claro que não importa os meios, teria que ser feito, e o fato de ele estar trabalhando em um vira tempo não foi pura coincidência, poderia usar, contanto que não se falasse sobre isso, afinal, o uso do item era proibido por lei e se foram destruídos e não teve grande indignação pelo fato, não foi atoa. 

Com Junmyeon era óbvio porque foi chamado e teria que conversar com ele de como as coisas andavam, pois com ele, e somente com ele, poderia discutir o que fariam juntos e sem chamar atenção.

Algo estava acontecendo dentro do Ministério, alguém estava se metendo onde não deveria e queria saber até onde Jaejoong ia permitir que o que quer que fosse continuasse a acontecer e qual seria a punição e Baekhyun era uma das principais chaves desse problema.

Os jovens Inomináveis não sabiam, mas Jaejoong se sentia em dívida com Harry Potter por ele ter ajudado seu marido Yunho, que era um aborto da sanguinária família Lestrange. Tomar aquilo que lhe é de direito, ainda nos dias atuais é tratado como um tabu no mundo mágico, a existência e direitos de abortos e tudo envolvia mistério sobre seu companheiro, para o proteger naquele país ainda tão ultrapassado em tantos sentidos e tão preconceituoso, se orgulhava de tê-lo ao seu lado e sua segurança era uma de suas maiores prioridades diariamente naquele jogo que era o ministerial por dentro. Era uma ironia um tanto agridoce que o único descendente de uma das famílias do considerado sagrado 28 por sua pureza de sangue era uma pessoa com um nível de magia tão baixa que não podia acessar a ela.

Um elfo doméstico já bem velho, inesperadamente aparece diante de Harry Potter e em voz baixa faz uma breve comunicação com o mesmo e desaparece tão de repente quanto chegou.

Com um pequeno pigarro e um de seus raros sorrisos, Jaejoong os dispensou, não que eles estivessem participando ativamente daquela estranha reunião. E ao sair com breves comprimentos foram surpreendidos com uma saudação daqueles que tinham o dever de tirar da sua condição atual.

—  Foi um prazer conhecê-los, finalmente, os garotos de ouro do departamento de Mistérios. — Harry disse com um pequeno sorriso e os olhos quase fechados e possivelmente em sua cor natural cansados e se dirigiu novamente a Jaejoong sem preocupações. — E como está nosso caro Yunho? 

Foi ainda ouvido um suspiro, quem era o Yunho eles não faziam ideia e o alívio daquele ter terminado era evidente nos dois. Se deixando ser guiado por Junmyeon, ainda tentando processar o que foi tudo aquilo que agora estavam fortemente envolvidos e com o tempo correndo e tudo que conheciam em jogo.

Já Junmyeon, como esperado dele, agia sempre sem muitas palavras e depois de um dia como aquele não tinha ideia de que precisava disso, precisava do conforto e cuidado que sentia com ele, conversavam vez ou outra sobre suas vidas, mas o presente e o futuro eram sempre o foco.

Passaram brevemente em um café que costumavam frequentar e logo depois foram para a casa do mais velho em um bairro modesto e bem tranquilo, totalmente trouxa e toda em tons suaves que a deixam ainda mais acolhedora para Jongdae que vivia sozinho em um pequeno apartamento e cheio de parafernálias de pôsteres de filmes que gostava e objetos que eram mantidos sob feitiços frequentes para flutuarem no ar como decoração em umas das travessas do Beco Diagonal. Gostava de seu cantinho, mas gostava mais de estar com Junmyeon.

Deixou Junmyeon o guiar pela confortável residência e se aconchegarem para discutir o que vão fazer a partir dali, é a primeira vez que estão em uma missão juntos, o trabalho em sua essência já é de uma natureza perigosa e um tanto solitária por questão da própria segurança e interferência demais pode trazer tentações desnecessárias, magia poderia ser bem traiçoeira para uma mente já bem suscetível a suas próprias fraquezas e vulneráveis típicas da na natureza humana, o que nos torna humanos.

Com o chocolate quente familiar em suas mãos e entrando em contato consigo o sabor doce e levemente amargo no final em sua boca, se sente um pouco melhor para encarar o que é necessário, para tornar cada passo preciso para resolver a questão que foi jogada em seu colo, e o fato do outro Kim contar animadamente que sua poção está quase pronta só falta conseguir os últimos ingredientes que são especialidades dos duendes, em seus rituais de purificação mágica que realizam no Gringotes os duendes são conhecidos por não gostarem, particularmente em bruxo e pior ainda com suas próprias coisas que proporciona ganhar ainda mais dinheiro, ser um Inominável já facilitava muito as coisas e poucos eram imunes a voz doce e o sorriso de Junmyeon, o mais novo estava de prova disso.

A animação do mais velho não se dava somente a estarem com meio caminho andado, seu próprio trabalho de vários meses  já quase pronto, mas sim o quanto isso poderia ajudar, todos aqueles que já foram afetados pela magia das trevas a longo prazo, seus testes já se provava isso com artefatos e se conseguisse chegar até feitiços como por exemplo a maldição Cruciatus, ia ser algo sem precedentes não só no âmbito de Poções, mas também na medicina bruxa, um processo bem mais longos e com resultados até o momento ainda não vistos, que ajudaram muitos bruxos e bruxas expostos a pelo menos viver em menos sofrimento e isso era o motivo do brilho dos olhos dele ao contar disso. Não era algo fácil, mas já estava tendo o pontapé inicial.

Na mesma medida que tinha talento, Junmyeon tinha um enorme coração e Jongdae tinha muito orgulho dele e ele sabia que era recíproco, por mais alfinetadas inofensivas que trocavam constantemente no ambiente de trabalho em contraste com as tardes tranquilas que desfrutando pontos turísticos ou só conversando.

Compartilhou também que o primeiro vira tempo estava pronto só não tinha testado seu uso, para eventos além de semanas e meses, que a matéria prima é bem cara e não se encontra exatamente no Beco Diagonal e chaves de portais internacionais tiveram que ser acionadas e ele as detestava, era sempre o meio de transportar mais doloroso para si.

Nunca tinham se beijado ou feito qualquer declaração com palavras, por mais que estivessem sempre se tocando de alguma forma, mãos nos ombros e cinturas eram rotineiros fora do Ministério segurando a mão um do outro enquanto conversavam.

A mão de Junmyeon sob a sua era um pouco menor e sempre quente, com seus bonitos dedos de tamanho perfeitamente proporcional ao seu corpo e por mais que trabalhava muito com porções, muito limpas.

Quando Jongdae se sentia mais corajoso gostava de beijar aquelas mãos e ter um Junmyeon com bochechas vermelhas, a cada vez que ele se inclina ao seu toque é a certeza suficiente que precisa para saber que também em seus sentimentos é correspondido.

Se pudesse, passaria todas as suas noites como aquela, com a mão fazendo carinho nos cabelos dele e conversando baixinho sobre trabalho e que depois de tudo aquilo acabar vão no cinema. 

Na casa do mais velho tinha um confortável sofá daqueles que poderiam virar uma cama e isso sempre o deixava deslumbrado, a engenhosidade trouxa que em muitas coisas mostrava os bruxos ainda tão ultrapassados. Não era a primeira noite que passavam daquela forma, o Kim mais velho também morava sozinho com a única diferença que seus pais moravam perto de si e eles tinham bastante contato.

Se sua noite foi tranquila, já o nascer do dia já foi agitado por ter que aparatar nos fundos da casa para poder trocar de roupa, o quintal com um potente feitiço para despistar os vizinhos trouxas de toda a movimentação mágica, poderia ir de trem, mas não aguentava sua velocidade devagar.

Já chegando no departamento, esbarrou com Changmin e isso já foi um sinal o suficiente para saber que seu dia seria no mínimo mais longo que o habitual, com os anos de convivência trabalhando juntos a pouca tolerância que tinham um com o outro beirava o limite e o evitava sempre que podia.

Changmin era um dos poucos sangue puro como ele que trabalhava como Inominável, vinha de uma família que bons membros estavam em Azkaban pela afiliação com o setor das trevas, inteligente e habilidoso, mas de uma arrogância que o tornava intragável, sem falar que seus embates com Jaejoong não o tornava mais popular como talvez pensasse, era tratado com desconfiança já que mesmo sem conseguir provas seu tratamento com outros bruxos de diferentes linhagens mágicas era bem óbvio e sempre que procurava apoio em outros colegas acabava esbravejando sozinho mesmo que silenciosamente concordassem com ele em várias ocasiões.

Baekhyun o detestava com paixão e fazia de tudo ao seu alcance para tornar seu trabalho  um inferno, já que querendo ou não o pequeno e letal bruxo era essencial para o departamento, ficar em maus lençóis com ele significava um projeto ou missão medíocre por mais hábil que o Inominável seja, sem acesso a tudo que o Departamento de Mistério tem a sua disposição não se pode fazer tanta coisa e Jaejoong o repreendia e ficava satisfeito às escondidas, não gostava de supremacistas e poderiam ser a pessoas mais competentes que não os engoliria calado.

Era nítido para quem quisesse ver que na primeira chance Shim Changmin seria chutado do departamento, Jongdae não conseguia particularmente se importar, não depois de suas famílias serem tão próximas e o outro ter falado para seus pais da sua aproximação com Junmyeon e isso foi a gota d'água para a relação entre eles que já estava na corda bamba há muito tempo.

O ignorando o quanto podia já que tinha um vira tempo para começar a testar e bem começar de algum lugar, enquanto o senhor Potter ainda está a disposição e sua segurança e bem estar é o que realmente importava. E eles conseguiriam fazer isso logo e quem sabe, finalmente, Jongdae conseguiria avançar com Junmyeon, um homem pode sonhar.

Gostaria de ter mais liberdade de expressar o quanto gostava dele, só que ambos tinham outras questões e preocupações no momento e acima de tudo, seu trabalho está em primeiro lugar, é uma segurança boa que não iria abrir mão, só precisavam aprender algum meio.

Quando encontrou Junmyeon, o mesmo estava com pergaminhos por toda sua mesa e parecia fazer uma observação em algum deles totalmente alheio a tudo a sua volta, Jongdae parou uns minutos para somente olhar para ele.

 — Vem e vê isso aqui, é o que falta e vou tentar com os duendes. — Kim disse percebendo sua presença e se distraindo um pouco de seus papéis. — Dando tudo certo, consigo cuidar do Potter, pelo menos um tratamento a médio prazo, é uma poção bem desagradável, mas posso deixá-la tragável, se só o cheiro é terrível imagina o gosto.

— Você é incrível Junmyeon, não tem ninguém como você. — Ele o responde com um sorriso enorme e se sente ainda melhor com as bochechas vermelhas e mãos inquietas que tem como reação. — Perder pra você, essa não é tão ruim assim.

Um alívio tão grande percorreu seu corpo que Jongdae até se sentiu mal por isso, o projeto de Junmyeon estava ótimo, como se era de se esperar dele, isso tem grandes chances de ajudar não só Harry Potter e o pequeno James, mas toda a população bruxa que já passou por situações semelhantes com magia das trevas. Não ligaria nada do outro tomar toda a liderança da missão e já resolver tudo.

Seu projeto com vira tempo era ao longo prazo, pelo menos foi isso que o Todo Poderoso falou assim que o designou para isso, construir o máximo de vira tempos que conseguiria para mantê-los sob proteção para usá-los quando necessário. Vira tempo seria no último caso, duvidaria que o senhor Potter gostaria de revirar seu passado e tentar modificar alguma coisa, nada que tenha o Lorde das Trevas envolvido era empolgante para revisitar.

Foi preparar suas próprias coisas para começar a testar viagens no tempo através de anos, enquanto ouvia a empolgação de seu colega e se deixava contagiar um pouco por ela também, se sentia mais leve realmente com a descoberta que falta tão pouco para ter a melhor solução para algo tão grande que está sendo mantido às escondidas para não causar um pânico geral, em uma população já tão propensa a histeria coletiva, quanto mais rápido, melhor e tudo voltaria a sua rotina.

Jaejoong os olhou brevemente e seguiu seu caminho para sua sala, deveria estar mais atarefado que nunca além de seu trabalho atual tentando a todo custo manter tudo sob controle e com as aparências de que nada estaria acontecendo, se caísse na boca do povo a pressão no departamento, e principalmente nele, seria imensa e trabalhando sob pressão a probabilidade de explodir com todos a volta era bem alta e as coisas já estavam ruins o suficiente.

Olhando para os pequenos objetos a sua frente e com a mente bem longe deles, o mais velho o chamou atenção para avisar que vai atrás dos duendes para conseguir os ingredientes que faltavam e que voltaria no horário que costumavam almoçar. Esse pequeno gesto, de se importar em não quebrar algo tão corriqueiro que faziam juntos, fazia com que seu coração se aquecesse.

Se alongando brevemente, seu corpo expulsando a preguiça que o tomava, releu novamente as instruções do artefato, que já leu incontáveis vezes nos últimos tempos e sempre o fazia tentar refletir um pouco mais.

Vira-tempos são como um relógio mágico com uma magia muito instável que tem como objetivos viagens no tempo limitadas e que se abusado os resultados eram catastróficos, permissão para usá-los são dadas pelo Ministério em situações muito raras e especiais de tão perigosos que são, quando utilizado para realizar a viagem no tempo nenhuma mudança drástica poderia ser feita e com penalidades altíssimas caso o curso da história fosse mudado bruscamente. O período ideal determinado por lei para voltar no tempo é de 5 horas.

Para utilizá-lo é necessário virar a ampulheta do relógio no número correspondente de horas que gostaria de voltar no tempo, quanto mais longo o tempo que deseja retornar mais instável o artefato se torna e Jongdae torcia que os feitiços de preservação que conseguiu com outros Inomináveis que estudam o tempo desse certo, que tivessem o mínimo de proteção que se propunham ao viajante no tempo e o próprio tempo em si, que tinha uma magia própria e muito mais complexa que a dos bruxos.

Uma rotina se formou nas 2 semanas seguintes, Jongdae se dedicar totalmente em tudo que podia encontrar registrado no departamento sobre o artefato, conversar com os colegas que trabalham estudando o tempo em tempo integral, em contrapartida, Junmyeon tentava a todo custo contato com quase todo duende que podia encontrar no país e com uma indecente quantidade de galeões para facilitar o processo de adquirir o que tanto precisa para finalizar a droga de poção e saírem de uma missão tão importante e voltar para missões que arriscaram somente seus egos e eventualmente suas próprias vidas. Que emprego dos diabos.

Com a intervenção de Baekhyun que estava metido mais do que de costume com o Todo Poderoso, que conhecia todo o tipo de pessoas e criaturas, Junmyeon conseguiu o que tanto precisava, e claro uma generosa quantidade de galeões do Ministério facilitou todo o processo.

O Kim mais velho já estava até o pescoço com sua tarefa, quando em certo dia em seus devidos locais de trabalho, um tanto modificado onde Junmyeon estava para criar um ambiente perfeito para poções sem que ninguém soubesse o que ele estava fazendo, que ambos foram chamados por um bonito patrono de corça passar diante de si. Jaejoong os chamava.

Na sala do chefe, Baekhyun estava muito bem a vontade todo esparramado em sua cadeira com um de seus característicos pirulitos de sangue e com uma expressão grave que raramente era visto, estava estranhamente silencioso.

— Meus senhores, direto ao ponto, alguém em nosso querido departamento está com o nariz enfiado onde não foi chamado e não estou nada contente com isso. — Jaejoong andava de um lado para o outro com as mãos nas costas, a última frase gritada. — Se não fosse por Baekhyun usar feitiços tão certeiros que identificam assinaturas mágicas, sem nenhuma margem de erro, o maldito traidor se sairia muito bem.

Seu chefe lutava para permanecer em controle, os outros subordinados estavam imóveis, não entendiam uma reação tão extrema, sim alguém estava fazendo errado por aqui e não seria a primeira vez que alguém subestimou as habilidades de Baekhyun e proteger tudo que estava nos arquivos de seu comando e sofrerem por suas azarações certeiras por algumas semanas, senão meses.

Já com a postura jogada de lado, Jaejoong passou os dedos em seus cabelos em um gesto totalmente irritado e se virou para eles, com os olhos arregalados de raiva e batendo na mesa, disse o que gelou o sangue de ambos os Kim.

— Alguém está bem curioso sobre horcruxes, como fazê-las, se é possível ativá-las de alguma forma. — Aos gritos, a sorte é que sua sala assim como tudo ali, tinha feitiços para conter o som — E enquanto eu for Chefe de Departamento desse lugar, ninguém vai tentar reviver ou criar outro Lorde das Trevas enquanto dividimos esse mesmo teto e não tem sobrenome mágico nenhum que vai safar esse traidor nojento.

Jongdae tentou a todo custo afastar o pensamento que começou a se formar na sua mente ao ouvir a sentença com sobrenome, não poderia ser, ele não seria tão estúpido. Não nesse ponto.

Sem nem mesmo pensar em se conter, se colocou um pouco à frente de Junmyeon, que estava com os olhos arregalados parado e tocou levemente sua mão e tentava encontrar algo para dizer.

– Já estamos cuidando disso, Dae, ninguém brinca e faz o que quer onde eu sou a lei. — Baekhyun falou balançando suas pernas. — Tomem cuidado que vocês estão sendo observados bem de perto e não é tão difícil assim por qual dos urubus.

Não queria acreditar, incrível bem quando achava que faltava pouco para ter de volta os encontros com Junmyeon e não acordar mais noite ou outra com olhos vermelho sangue, surge mais um problema e um problema que ele conhece há muito tempo e que estava tentando trazer de volta uma glória que só existiu na cabeça dele e de outros lunáticos com ajuda da pior magia que poderia existir, a que utilizava a morte de um igual para enganar a própria morte como covarde como Ele tinha sido.

Um silêncio pesado se instalou, ninguém sabia muito bem o que dizer. Até que Jaejoong já sentado e com os braços apoiados em sua mesa e as mãos entrelaçadas diante do rosto e com seus olhos grandes ainda irritados, mas muito cansados, deu o comando que Jongdae não queria e se negava que podia acontecer ainda naquela altura dos acontecimentos.

— Peguem seus projetos e levem com vocês, os proteja com as suas vidas ou o que seja, mas não tirem os olhos deles. — Sua voz já resignada. — Vão até o Saint Mungus e escutem o senhor Potter mesmo que ele não faça sentido e acima de tudo, façam tudo que ele mandar, isso é uma ordem. Os três já estão dispensados.

Sem cerimônia, os três obedeceram, Jongdae e Junmyeon rapidamente pegaram tudo que precisavam e colocaram nos bolsos de seus casacos com o feitiço de extensão, com cuidado e mais feitiços de amortecimento para embalagem para proteger de possíveis acidentes, antes também sobrasse para eles também já que a situação era tão grave e no corredor para a sala principal, Junmyeon não se conteve e teve que perguntar a Baekhyun o que não conseguia parar de pensar desde que ouviu o crime que estava acontecendo no departamento.

— Baekhyun… a punição para você sabe… seria Azkaban? — questionou com a evitando de certa forma entrar direto no assunto por motivos óbvios.

—  Junma, querido Junma, tem certas coisas na vida e principalmente na magia que não devemos mexer, jamais. — Baekhyun disse muito calmo. — Tal transgressão tem o preço daquilo que nos é mais valioso como bruxo, aquilo que nos faz ser quem somos, nem todo mundo merece o que ganhou da nossa mãe magia.

A realização era de gelar o sangue e acelerar o coração enquanto o pseudo vampiro caminhava até seus amados arquivos e anexo onde tudo estava preservado longe de olhos curiosos, menos de um que tentou passar por cima das regras mais primordiais de um Inominável, que traiu tudo pelo qual foi treinado e jurou. Não se tinha mais punição por meio de beijo de Dementador já tem muito tempo e a ideia de ter sua varinha quebrada e sua magia bloqueada ao ponto de nunca mais poder acessá-la e ser jogado no mundo dos trouxas com memórias alteradas era dolorosa demais e nem precisa ser um sangue puro supremacistas para quase passar mal com a possibilidade.

Cada um perdido em seus próprios pensamentos, andavam lado a lado apressados para a rede de flú até o hospital mágico sem tempo a perder e chegando lá conseguiram rapidamente permissão para chegar até Harry Potter e dessa vez foram recebidos por olhos verdes do mesmo tom da maldição de morte, pela qual seu dono sobreviveu duas vezes.

Não querendo tomar muito tempo do homem que aparentava estar mais cansado do que a última vez que o viram, permaneceram ao seu lado a certa distância sem invadir o espaço dele esperando uma ordem chegar e ela não demorou.

— Preciso que vejam algo e recuperem algo muito importante pra mim. - Potter disse calmo, apontando a varinha na própria cabeça e foi selecionando as memórias que gostaria de compartilhar com os jovens Inomináveis. - Quero meu pomo de ouro de volta.

—  Como desejar, senhor Potter. — respondeu os dois e Junmyeon rapidamente tirou de algum de seus bolsos expandidos um pequeno cilindro de vidro feito para armazenar as memórias, o que causou um sorriso triste do bruxo mais poderoso de seu mundo, que só Jongdae reparou — A propósito, quando desejar já posso começar a trazer a poção para o senhor e seu filho.

Isso iluminou o rosto abatido do bruxo que tinha passado e ainda passava coisas que muitos bruxos nunca iriam suportar.

— Quando trouxerem meu pomo, vou estar esperando por vocês —  disse agora prestando atenção na cama em que estava. - Eu sei que vão conseguir, confio no julgamento de Jaejoong, ele não costuma se enganar sobre as pessoas.

 

Uma enfermeira bateu na porta e entrou os dispensados porque o senhor Potter precisava descansar, e com um cumprimento de cabeça se despediram e seguiram para o apartamento de Jongdae, com uma parada para comprar comida mais atentos à sua volta do que de costume e chegando lá com cuidado guardaram tudo que carregavam, na cozinha no escritório e no pequeno e modesto laboratório de poções que foi montado pelo antigo dono do lugar. Resolveram primeiro comer com calma, conversando sobre amenidades, adiando um pouco o inevitável.

Algumas horas se passaram ao que eles arrumavam seus respectivos projetos para que estivessem no lugar quando fossem começar a usá-los, conseguiram manter em certa ordem e ficaram um pouco jogados no sofá com Junmyeon cansado deitado com a cabeça no ombro do mais novo e fazendo círculos com os dedos na coxa do outro Kim enquanto conversavam baixinho, até o momento que a hora avançava mais rápido e com a varinha Jongdae trouxe a penseira até eles e eles levantaram e pegaram o pequeno frasco que estava na pequena mesa e com cuidado jogaram seu conteúdo nela e se inclinaram sobre ela e se deixarem ficarem submersos no que Harry Potter queria mostrar a eles.

Quando as imagens ficaram mais nítidas se fizeram no ar ao lado de um muito pequeno Harry Potter pegando o pomo de ouro pela primeira vez em um jogo de quadribol e levando a vitória a sua casa Grifinória, tudo se misturou novamente e se viram em um lugar desconhecido e úmido dentro de Hogwarts com uma jovem Ginny Weasley sendo resgatada e um diário preto sendo destruído por um dente de basilisco, em outra cena um Harry Potter um pouco mais velho e enfurecido ouvindo a profecia, outro cenário com o tempo passando e um Dumbledore visivelmente mais vulnerável e lições sobre um jovem chamado Tom Marvolo Riddle e tudo foi ficando mais frenético, a caça às horcruxes com todas as dificuldades e conflitos gerados ao trio de ouro, a destruição do medalhão da Sonserina, o resgate da taça Lufa-Lufa em Gringotes até o retorno a Hogwarts com o diadema da Corvinal e todos os eventos que se seguiram viram ao lado de Harry e o chamado de Voldemort, as lembranças de Severus Snape e a floresta o chamando, tudo misturado, O Eleito caminhando para a morte observando todo o caminho de destruição causado naquele lugar que era o lar dele e sua determinação ao chegar até seu algoz todo o percurso até a Floresta Proibida e o momento em que estava com seu pomo de ouro e a “Abro no Fecho” sendo proferido em um sussurro viram pelos olhos dele, uma pedra com a marca das Relíquias da Morte cravada nela e o momento em Harry Potter disse em voz alta que estava pronto para morrer e encontrou as figuras de seus pais, padrinho e Remus Lupin, ouviram o que conversaram até os passos silenciosos onde o Lorde das Trevas disse que o estava esperando e caminhando diretamente para ele sem se importar com outros, até que estava de frente com aquele que o perseguiu por toda a sua vida, os olhos vermelhos, as palavras proferidas da maldição e a luz verde saindo da varinha e rapidamente fechou os olhos e foram levados para fora da penseira.

Caídos sentados no chão tentando processar tudo o que viram, todos os eventos como se tivessem passado por eles, todo o turbilhão de sentimentos, principalmente desamparo, medo, raiva, confusão até resignação, não havia realmente um bruxo como Harry Potter e duvidavam que iam esquecer de tudo que observaram tão cedo, e tinham certeza do porque o bruxo mais velho queria de volta seu pomo de ouro e nem tinham dúvidas que aquela pequena pedra, era a pedra da ressurreição, uma das relíquias da morte, que tinham lido tanto sobre em sua vida.

Depois do que pareciam horas, mas na verdade foram minutos, Junmyeon se aconchegou a Jongdae que prontamente abriu seus braços para ele e ficaram assim em silêncio abraçados, como se nada mais lá fora os esperasse, até suas respirações aceleradas se acalmarem consideravelmente e aquele sentimento tão opressor que sentiam diminuísse e com dificuldade isso aconteceu.

Quando estavam quase dormindo naquela posição desconfortável, a chuva do lado de fora que ficou forte, os despertando, mas querendo amenizar mais a noite, decidiram tomar algumas taças de vinhos e logo as risadas era o som proeminente do ambiente e toda a tensão se foi, conversaram sem parar com os corpos parcialmente entrelaçados um ao outro e Jongdae tinha alta tolerância à álcool, no começo ficou um pouco mais solto e não durou muito tempo, Junmyeon por outro lado ficou mais carinhoso por um tempo e depois bem mais disperso e falando bem baixo o cansaço foi totalmente o lugar do efeito do vinho.

Jongdae o levou com cuidado até o próprio quarto e foi acompanhado de risadinhas e já deitado na cama com o mais velho quase deitado sob seu peito e mexendo com os cabelos dele até que o outro adormeceu em seus braços, deixou um beijo em sua testa e não demorou muito para adormecer depois dele.

Dormiram mais do que o habitual, e mesmo enrolando um pouco, Jongdae se levantou primeiro e foi encarar o dia que tinham pela frente e deixou o mais velho para dormir um pouco, se dependesse dele deixaria o outro dormir nem que fosse metade do dia, pois sabia que ele também estava com problemas para dormir, se sentia mais disposto e apesar de amar dormir com Junmyeon, apenas dormir, queria um tempinho arrumando a zona que estava sua casa para organizar melhor umas ideias e assim o fez.

Quando o outro acordou já tinha feito o café e lido um pouco o Profeta Diário que noticiava sem muitas informações que Hermione e Rony Weasley atentaram contra a vida do melhor amigo e estavam aguardando julgamento, nenhuma notícia sobre a saúde dos Potter tirando a internação por um “ataque de nervos” de Ginny depois do incidente, realmente precisavam agir rápido e o senhor Potter poder parecer bem o suficiente para que nenhuma suspeita seja levantada sobre ele.

Junmyeon chegou à cozinha e murmurou um bom dia e foi direto para o café que o aguardava, muito bem humorado como era típico seu e Jongdae se segurou para não encher de beijos o rosto bonito do outro.

Confortáveis na sala e de banho tomado, discutiram na sala que no final da tarde iriam buscar o objeto tão estimado na Batalha Final e concordaram de que lado da Floresta Negra, iam mentalizar para juntos chegarem onde a pedra cairia e usariam todos os feitiços que conheciam para localizá-la, se fosse preciso, alguns feitiços de desorientação para que não fossem vistos, não os comuns, mas os que os Inomináveis e muitas vezes os Aurores utilizam em alto risco e com o plano já traçados e o momento seria na hora exata que o Lorde das Trevas convocou Harry Potter o encontrar sozinho e se ele fizesse o mesmo caminho das lembranças, tudo correria bem e tomariam todo o cuidado para não mudarem nada para que não interferisse diretamente e pudessem pegar o pomo e já sair.

Mais tarde, Jongdae culpou a confiança que sentiu naquele momento, e também ao fato de Junmyeon ficar ainda mais bonito usando suas roupas, quando estavam brincando um com outro o outro e seus rostos estavam bem próximos o beijou e foi correspondido, que se dane todo o resto, o mais velho tinha um gosto muito seu e uma língua e boca habilidosas muito gostosa de beijar, de saber pegar nos lugares sendo firme e também cheio de ternura sendo melhor do que imaginava.

Uma vez que teve a coragem de beijar a primeira vez não conseguiu parar, queria conhecer cada pedacinho dele, experimentar e apreciar cada parte de seu corpo, não tinha nada que fosse melhor do que estar nos braços de Junmyeon e aproveitou toda a tarde para ficar de amassos com ele como se fossem dois adolescentes tentando aplacar um pouco o desejo guardado por tanto tempo, mas sem apressar muitas coisas, afinal, no final do dia ainda teriam que realizar a missão que talvez seria mais a importante de suas vidas.

Quando a hora chegou, já estavam com roupas que se assemelhavam um pouco àquelas que viram na lembrança da batalha, em caso que de algo acontecer, mas precisavam ser os mais cuidadosos possível, e já com o vira-tempo em mãos pronto para passar seu cordão sob seu ombro e de Junmyeon, deixando seus corpos bem próximos um do outro e fizesse os ajustes para a viagem do tempo, ele simplesmente não conseguia resistir de o beijar, seja na boca bonita ou no pescoço que o deixava louco.

— Você sabe que precisamos ir. — ele resmungando, querendo se desvencilhar do mais novo, mas nem tanto e com um toque firme que arrepiou o outro, puxou seus cabelos pela nuca até que seus olhos se encontrassem. — Depois disso você não me escapa, vai ser só a gente.

E o puxou para um último beijo cheio de paixão que Jongdae tirou forças de não sabe da onde para não ficar duro, afinal, tinham um trabalho a fazer e se afastando relutante começou a conjurar assim como o outro os feitiços que ia os proteger no meio dessa loucura de viagem no tempo, com o cordão do relógio mágico sob seus corpos e as precisas viradas da ampulheta para que chegassem no lugar e momento desejado, viram pouco a pouco o cenário de onde estavam mudar até retroceder anos antes até a noite de grande batalha, e se encontram na parte externa da escola, e Jongdae de forma ágil guarda o vira tempo e os dois correm em direção à floresta proibida com tudo de si ao mesmo tempo para não serem percebidos de nenhuma forma por nenhum bruxo ou bruxa que esteja lutando, quase se perdendo naquela floresta enorme e cheia de criaturas e ainda assim na mesma direção que Harry Potter a qualquer momento vai passar e se mantendo lado a lado, Junmyeon com sua lembrança do que viu começam a procurar algum ponto de referência e o barulho que os comensais da morte fazem também os ajuda nisso, quando tem praticamente certeza que estão na localização onde Harry estava com o pomo pela última vez, eles esperam.

Os sensos apurados e atentos a tudo ao seu redor até que toda a energia pesa e começam a ficar um pouco tontos e a voz horrível amplificada que parece soar dentro de suas cabeças começa seu discurso mentiroso e manipulador para atrair Harry Potter, Jongdae acha que sua cabeça vai explodir e tenta de toda forma tapar seus ouvidos para diminuir aquele tormento e cai de joelhos, Junmyeon em pânico se abaixa ao seu encontro e passa seus braços ao redor dele e tentar o acalmar da forma mais silenciosa que conhece por medo do que pode acontecer e rezando mentalmente para que ele se cale logo assim como aconteceu na penseira antes que o pior aconteça.

— Eu estou aqui, meu amor, se acalme, por favor, logo vai passar. — ele quase implora. — Vai acabar e vamos voltar para casa juntos, aguente só mais um pouco.

E o maldito diz o nome de Harry Potter mais uma vez e se cala e a pressão se vai, como sair da água depois de um começo de afogamento, o mais novo o abraça por um momento até sua respiração melhorar um pouco e os dois se levantam. Jongdae o agradece por gestos e ele carinhosamente o dispensa e ainda com um pouco de dificuldade ficam em suas posições anteriores e esperam novamente alguma movimentação próxima e ela acontece perto deles, com alguns comensais passando e eles permanecem no mesmo lugar sem se mover.

Eles se afastando, o casal, com passos silenciosos ficam atrás de uma árvore e o mais velho segura a mão de Jongdae e conjura novamente o mesmo feitiço de desilusão sobre os dois, sem varinha sabendo que dessa forma o feitiço fica mais poderoso, enquanto olha de um lado e o mais novo para outro, um barulho começa a se aproximar deles cada vez mais, e dessa vez é quem eles estavam esperando e eles o observam até acontecer tudo que já viram e é inevitável se sentir um pouco mal por estar tão perto de um adolescente conversando com os espíritos da sua família, com os pais que não conhece e caminhando para se sacrificar por um mundo com muitas falhas, muito ódio e que assegurou um futuro melhor para as próximas gerações e a emoção tenta tomar conta, mas seu treinamento em situações como essa acaba vencendo e eles aguardam até que o pomo cai no chão junto com a pedra e começar a caminhar até o seu destino, calculando rapidamente que já se aproximaram o bastante eles se movem.

Ambos indo para o mesmo ponto, mas em direções um pouco diferentes já que pelo que viram do ponto de vista de Harry Potter a pedra e o pomo não caem juntos e eles começam a procurar por eles, Junmyeon acha o pomo com facilidade pelo contraste de sua cor com o chão e o segura firme e aberta, vai até Jongdae que está procurando a pedra que é pequena no meio de tantas folhas e frutos no chão, sem poder se dar um luxo de dar Lumos e prejudicar tudo usa do próprio pomo que tem brilho para procurar pelo chão tentando olhar na mesma região que a lembrança pode indicar, um pouco mais pra frente e o mais novo o acompanha até que seu dedo esbarra uma pedra pequena com um formato peculiar, ele a achou e a coloca novamente dentro do pomo delicadamente que a aceita e se fecha. Porra, eles conseguiram.

Com o pomo de ouro a salvo dentro de um dos bolsos de Junmyeon e com ele o segurando com força controlada, eles se levantam e Jongdae coloca o vira tempo nos dois e o vira no número exato da data em que estavam e o processo se repete da mesma forma, e talvez pela adrenalina de ambos alta muito mais rápido, quando param ao lugar que começaram olham ao redor e está tudo da mesma forma, olhando no relógio da parede eles percebem que não passaram de 5 horas e finalmente se sentem aliviados, missão cumprida.

Junmyeon sente em seus dedos o objeto e isso é reconfortante, buscando contato com o mais novo que o dá de bom grado e eles se abraçam, Jongdae está tremendo.

 — Obrigado por estar aqui, por sempre ter estado aqui. — Jongdae diz com uma voz meio abafada por estar agarrado ao outro. 

— Não precisa me agradecer por isso, amor. - Junmyeon responde e o apelido faz com que o mais novo fique vermelho e tente esconder o rosto nas roupas do mais velho. — Não quando você sempre me viu como igual, como alguém importante e especial.

Junmyeon segura com delicadeza o rosto, aquele pelo qual se apaixona todos os dias e devagar, sem pressa, eles se beijam, tentando transmitir naquele ato tudo o que sentem um pelo outro, como já são tão bons em demonstrar o que sentem por ações e com o objeto já em segurança, descansam no seu próprio emaranhado de braços e pernas naquela cama grande no quarto pequeno.

Mais uma vez fora do seu horário habitual de começar o dia, Jongdae é acordado aos beijos e com um delicioso peso sobre o seu corpo, com calma e conhecendo aquele que tanto sonhou para si, os dois criam sua própria sintonia, amando, clamando e trocando todo o sentimento e desejo que sentiam, conhecendo os pontos sensíveis, ouvindo os gemidos e gritos febris e com uma sede do outro que está apenas começando e têm todo o tempo do mundo.

Horas depois, já bem relaxados e alimentandos, Junmyeon termina sua poção e já prepara recipientes para o suprimento de 1 mês para pai e filho, preparando um pergaminho com os detalhes sobre a forma de preparo e os ingredientes para o hospital, com uma cópia para Jaejoong e outra pra deixar registrado em seus relatórios dentro do departamento de Mistérios, os primeiros passos foram tomados por outros bruxos muito talentosos antes dele e ele aprimorou e realmente acreditava e esperava que o efeito fosse positivo.

Jongdae o observa com os cabelos molhados e recém saído do banho, sempre achou Junmyeon tão gostoso quando estava concentrado e de óculos, era uma tentação maior ainda.

— Deveria vim pegar logo, só fica olhando. — O mais velho falou de repente, enquanto ainda estava escrevendo.

E indo até ele com um olhar brilhando em malícia, Jongdae apenas não consegue ter o suficiente dele e então se ajoelha diante dele e mata a vontade de muito tempo de chupar Junmyeon em um laboratório de poções, Junmyeon de muito bom grado se deixa levar por aqueles olhos lindos que o instigavam e por aquela boca que o levaria ao céu em poucos instantes com aquele formato de sorriso de gato, totalmente desenhado por um artista apaixonado que é tão atraente.

E por algumas horas tudo pode esperar um pouco mais.

E no horário de suas visitas anteriores, o agora casal, que não tinha um pedido exatamente, mas que mesmo assim já eram um casal para os dois, vão até o quarto de Harry Potter e quão grande é sua surpresa de chegar lá junto com uma enfermeira, que já foi mostrada a poção e estavam prontos para levar ao paciente, encontram seu chefe lá em uma conversa animada.

 A enfermeira e Junmyeon deixam a poção já pronta para ser tomada e os pergaminhos sobre ela na mesa para que Jaejoong assine e assim a parte burocrática já seja adiantada.

Quando Harry bebe a poção todos na sala o observam atentamente, apesar das chances de erros serem baixas ainda eram existentes então assistia com ansiedade o salvador do mundo bruxo ingerir o líquido, que mesmo após a tentativa de não deixar seu gosto tão ruim não era algo exatamente bom, o Kim mais velho fica curioso que nenhuma cara feia é feita e em poucos minutos o senhor Potter suspira e parece respirar com mais facilidade. Febre também será algo que virá e é normal e é bom ver que sim, a poção funciona agora só precisa ser ingerida de forma correta.

Com Potter menos agitado, Jongdae se aproxima com a mesma cautela de sempre e deixa sobre a cama o pomo de ouro e volta a sua posição ao lado de Junmyeon, o olhar carinhoso que o salvador lança ao objeto ao pegar com delicadeza e colocar em seus lábios e dizer as palavras escritas nele, um sorriso verdadeiro aparece enquanto seus olhos estão fixos no objeto e na pedra dentro dele.

— Muito obrigado, eu sabia que conseguiriam trazer pra mim. — Ele fala com a voz clara e sua sinceridade é cristalina. Desviou rapidamente o olhar para Junmyeon e depois fixou-se em Jongdae. — Não o deixe escapar.

— Eu não sonharia em deixar, senhor. — Foi a resposta dupla que recebeu.

E no final daquela noite na montanha russa de Londres, com quase dor de barriga de tanto rir e os lados inchados, Jongdae teve certeza que seria capaz de alcançar qualquer coisa, contanto que Junmyeon estivesse ao seu lado.

Os próximos dias foram bem agitados para todos, os Kim voltaram ao departamento com todas as coisas que retiraram dele, o vira tempo usado assim como o outro feito foram guardados no mesmo lugar que continuavam a ficar no passado, e claro sob os olhares atentos e cuidados rigorosos de um Baekhyun que parecia ainda mais atentado em proteger o que ele foi designado a proteger e a antecipação em seus olhos para finalmente o departamento ser um ambiente um pouco mais seguro o tomava, não aguentava mais ter que ficar olhando sempre por cima dos ombros em silêncio enquanto sabia e tinha provas que tinha algo errado acontecendo.

O relacionamento florescendo entre os dois corria muito bem e não estavam exatamente ocupados naqueles dias, tirando em parte Junmyeon que continua fazendo a poção para manter um estoque considerável e continuava analisando, testando para aprimorar ainda mais para quem sabe a patentear com seu nome.

Aproveitando que Jongdae estava em sua bolha observando seu amado trabalhando e sem ter nada de muito especial para fazer naquele dia, Jaejoong não estava no momento muito preocupado com o que ele poderia estar fazendo ou não, como pegar Changmin e seu primo aspirante a lorde das trevas da forma mais discreta possível era o mais importante.

Na manhã seguinte sairia no Profeta Diário o atentado a Harry Potter assim como sua internação e o julgamento dos seus agressores, nas conversas que tinham era nítido mesmo que não dito diretamente que o Homem Que Venceu chamaria os débitos de vida da família para poder viver em paz e como esse também era um trabalho de um Inominável, ele mesmo faria isso, já que Potter confia nele para compartilhar o que quer que desejasse.

Harry Potter viveria sua vida como bem quisesse e por escolha própria, Jaejoong ficava feliz por isso, não são todas as pessoas, ainda mais mágicas, que faziam pelos outros, o que ele fazia em um piscar de olhos. Ele poderia fazer o mesmo assim que livra-se seu amado do Departamento de alguém tão detestável como Changmin e também seria uma boa lição aos outros, que supremacista nenhum é bem vindos naquela sociedade e em qualquer outro lugar.

 

O chefe nunca confiou nele e suas atitudes só afirmavam para ele que não era digno de confiança, por mais inteligente e habilidoso que fosse, se for pra usar o que tem dessa forma é melhor nem estar ali, a história mágica já é manchada demais de sangue inocente derramado para continuar perpetuando esse tipo de tratamento especial para quem usa a magia para a destruição.

Chegou mais cedo que o horário com aurores que ficaram consigo em sua sala prontos para prender o bruxo traidor das trevas e o tirar de sua vista de uma vez por todas, antes que ele mesmo desse uma lição em Changmin que ele jamais esqueceria.

E quando o momento chegou ele não pode deixar de pensar em como seria se as coisas fossem diferentes para todos eles, o outro poderia até mesmo ser um dos melhores Inomináveis e Jaejoong poderia ao menos tolerar sua presença e apreciar seu trabalho, quando ele foi levado a força de lá para não voltar mais, se sentiu aliviado como se não se sentia há muito tempo, agora passaria um pente fino no seu departamento e não permitiria que nenhum racista de merda tivesse autorização de chegar naquele andar.

Baekhyun poderia saltitar de um lado e de outro de tão feliz que estava, um dos que mais atrapalharam o seu trabalho e o diminuíram estava finalmente pagando por ser quem era, não gostava de pensar muito na punição dele, mas ela o cabia, ele poderia destruir muitas vidas em seu cabelo incluindo do tonto arrogante de seu primo mais novo que queria ser um lorde das trevas por achar que era melhor que os outros por ser sangue puro. Se pudesse, Byun daria cuspida em todos eles que são a verdadeira escória.

E ver os outros com ideais semelhantes quase borrando suas calças caras sob medidas tornou seu dia ainda melhor, o casal de ouro, totalmente paralisado pelo espetáculo de Changmin, também foi muito bom e por mais que quisessem mais tempo apreciando e brincar com os garotos tinham muito trabalho a fazer, com um bico tomou seu rumo, quem sabe poderia convencer o Todo Poderoso a ter um assistente, alguém que tenha grande conhecimento de azarações e quem sabe um bom punho.

Jongdae não sabia exatamente o que pensar de todo o arranjo e não queria exatamente se envolver naquilo, ele merecia uma punição e seria bom para Junmyeon assim como outros mestiços e nascidos trouxas tivessem em um ambiente de trabalho mais saudável, sem insultos disfarçados e olhares de nojo, o departamento estava no caminho certo, e bem... seu relacionamento recente já era o que mais importava e tudo mais poderia esperar, estava amando conhecer mais lados do mais velho, cada vez mais cativado por ele em um nível mais profundo do que já era antes.

Junmyeon se sentia uma pessoa péssima por estar jubilante por dentro, afinal, por pior que seja tem certas punições que se colocando no lugar da pessoa chegava a causar dor física, ele jamais entenderia como era possível idolatrar algo que te dava uma sensação de quase morte que não trazia literalmente nada que acrescentava algo concreto para todos, por poder? 

Era até melhor não entender e continuar sua vida combatendo em cada chance para que o passado não se repetisse, que o sacrifício de ninguém que perdeu a vida por lutar pelo que acredita seja em vão, a luta por um mundo mágico melhor era todos os dias, uma escolha feita todos os dias.

O mundo mágico foi tomado por um grande furor nas próximas semanas e meses, ninguém falava de outra coisa que não fosse todo o drama da vida de Harry Potter que estava a cada dia mais saudável, mais saudável talvez do que esteve em boa parte de sua vida e sem as influências do que foi submetido sem escolher naquela noite fria de Halloween, parecia um homem bem diferente e no comando da própria vida, sobre os débitos de vida sendo chamados para a família com quem foi muito ligado desde que que entrou no mundo mágico, só o Departamento de Mistério sabia e era mais um dos segredos que iriam manter, em um acordo de que o pequeno James manteria contato com seus familiares com visitas supervisionadas com exceção de Rony e Hermione Weasley, o que o público sabia era que o salvador que criaria a criança e que agora ele não era mais um auror embora sobre ele fazia agora e qualquer outra informação permanecer em silêncio naquele momento.

De volta a Ginny Weasley, permanecia onde estava no Saint Mungus com visitas ocasionais e monitoradas de sua família, por mais que pelos exames feitos determinasse que tinham suas memórias intactas, ela estava perdida em si mesma em algum momento durante seus primeiros anos em Hogwarts. Seu irmão e cunhada tiveram um julgamento sem acesso ao público que estava furioso e foram mandados a Azkaban, foi obtido provas que essa não era a primeira ação do casal contra o senhor Potter e mesmo a prisão mágica não tendo mais seus famosos guardas dementadores, a energia do lugar não era das melhores, junto com os crimes contra Potter foi acrescentando, abuso de poder por meios de agressões e feitiços desnecessários em ações de aurores e tentativa de mudar certas leis sobre Elfos Domésticos sem a consulta nem do Ministro e nem da Suprema Corte Bruxa. 

Ao mesmo tempo que acontecia o julgamento deles, também ocorreu o de Changmin em uma sala privada com somente os Inomináveis, sua família, o Ministro diante da Suprema Corte, as consistentes provas contra o acusado e seu primo menor de idade, eram incontestáveis seja as que foram dadas por Baekhyun com a assinatura mágica dele por toda parte e lambuzada em tudo que era altamente confidencial e exige permissão sobre artefatos das trevas, coisas que nem mesmo Inomináveis têm acesso facilmente e o garoto com suas visitas a área restrita de Hogwarts com conteúdo mais modesto, já que tudo ali era altamente revisado todos os anos pelos próprios Inomináveis e madame Prince para a informações perigosas caem na mão de mentes deslumbradas demais.

Uma das maiores, senão a maior humilhação para uma família puro sangue purista é a mancha de seu sobrenome diante de toda a sociedade, e mesmo sem muitos detalhes dados ao público, quando Changmin foi culpado pela mais alta traição a sociedade bruxa e a magia, ainda com o dedo de sangue ruins envolvidos nisso foi o suficiente para que soltasse a mão de seu primogênito por seu papel em destruir o que sua grande linhagem construiu com o passar dos séculos.

Changmin estava sendo vigiado por dois aurores dentro da sala. Estava cansado de tudo aquilo. Se soubesse que o resultado de todo o seu trabalho daria naquilo não teria começado. Seu pai estava demorando demais para resolver aquilo. Era apenas pagar os imbecis para sair livre, qual a dificuldade? Ao longe ouviu sua mãe fungar.

Revirou os olhos.

— Mãe poderia parar? Isso já está sendo irritante.

— É a única coisa que ela vai poder fazer de agora em diante, seu irresponsável. - O patriarca disse com raiva e um desprezo evidente.

Changmin não tinha percebido que seu pai havia entrado. Ele riu.

— Resolveu? Quero sair desse inferno, se possível.

Seu pai apenas balançou a cabeça em negação.

— Você é a vergonha que vou negar ter criado, Changmin. — Se recusa a acreditar que criou um filho como aquele, que acabou com tudo por ser impulsivo e burro.

— O que quer dizer?

Ao fundo ouviu a sua mãe aumentar o choro.

Foi quando o grupo chegou, aquele grupo especial de Inomináveis e alguns Aurores que trabalham com a magia mais pura e eram responsáveis em cuidar daqueles que por suas infrações não eram mais bem vindos pela sociedade bruxa e junto deles estava Jaejoong com o rosto sem expressar qualquer reação e um Harry Potter imponente e com seus olhos verdes mais reluzentes do que estiverem em muito tempo. E pela primeira vez Changmin sentiu medo.

— NÃO! ISSO NÃO!

— Você está expulso do mundo bruxo. Não existe mais —  disse seu pai com desgosto — Será apenas um aborto.

Foram gritos quando a varinha foi quebrada e a magia presa e logo após silêncio, ele estava em estado de choque até que os feitiços de memória foram feitos para ele esquecer quem era e já o implantar em um ambiente trouxa em algum lugar daquele país com seus documentos em sua maioria falsa e dentro de uma vida que começaria a existir naquele momento.

Jaejoong não era um fã daquele grupo em especial e nem das suas atividades e presenciar elas tão de perto, mas soube mascarar bem seu desconforto, ao lado, Harry não disfarçava seu nojo pelo outro, aprendeu a muito tempo que tinha coisas e pessoas foram de alcance que tentar compreendê-las demais não levaria a muito lugar.

Harry estava pronto para uma vida tranquila com o filho e poder relaxar sem qualquer pressão ou fazer o que esperavam que ele vivesse, tinha muito que queria conhecer e fazer, deixaria que o mundo bruxo cuidasse de seus problemas, tinha pessoas competentes com o homem ao seu lado que se tornou um amigo e seus pupilos que retornaram para si em segurança, algo que se arrependeu de ter deixado para trás.

Com o jovem Shim no Centro de Detenção Juvenil Bruxo, sob custódia por uns anos, quem sabe teria alguma chance para ele, longe do ambiente que cresceu e sem o direito de continuar sua educação mágica se tornaria uma pessoa diferente, mas isso só o tempo pode dizer e aqueles que o observam de perto.

A rotina no Departamento de Mistérios nunca era igual todos os dias, embora menos tensa e mais dinâmica agora com Inomináveis cada vez mais observados e mantidos de perto, assim como toda uma pesquisa extensa de sua família e de qual é sua ideologia política, tudo andava correndo bem em um ambiente controlado por Jaejoong mais próximos dos Inomináveis e presente mesmo que em palavras quase gravado naquelas azulejos de tanto que estava ali, sempre persistindo no que acredita, incentivando aqueles com grande potencial que gostariam de explorar, e colocando preferencialmente fora dali quem ainda acreditava em um mundo antigo cheio de preconceitos e sem freio para ambições.

Jongdae era muitas coisas, o filho de uma família purista, o sonserino travesso e dedicado aos seus estudos, o Inominável que embarcava em qualquer missão de cabeça e sempre fazia seu melhor e, secretamente, o futuro noivo de Junmyeon e que tinha muitos anos dentro daquele Departamento, para incomodar quem quer que achasse que o conhecia pelo ambiente que foi criado e para se desafiar cada vez mais naquela coisa magnífica que era a magia e o que se pode fazer com ela sendo um Inominável que acreditava pela igualdade entre todos os seres mágicos e que ainda não sabia muito bem mexer em eletrodomésticos, mas gostava muito deles.

Um bruxo tinha uma vida longa se comparada com os trouxas e viveria o melhor dela com a pessoa que era e que tentava ser com suas dificuldades e não tinha motivo e nem vontade de correr com o tempo.

Por mais que muitas vezes quisesse esganar Baekhyun por saber mais do que deveria pro próprio bem e seus dois novos assistentes que aterrorizam, principalmente os Inomináveis que recém terminaram seus treinamentos, o mais alto e charmoso que conseguia surpreendentemente conter certo controle mesmo que um pouco por intimidação que os arquivos não era a casa da mãe Joana como Junmyeon dizia que achavam que podiam entrar lá como quem se entrava em casa, e o outro mais com olhos extremamente felinos que era tão maluco ou mais que o próprio Baekhyun e que fica mais com a parte de artefatos e que demarcava aquele lugar bem como o gato, como seu e que quem o desafiasse sofreria por suas garras.

Desconfiava que Byun tivesse alguma queda por algum dos dois ou talvez pelos dois, o que não surpreenderia ninguém e esse seria mais um segredo do Departamento, pelo menos até alguém dar o primeiro passo.

Não precisou mais usar o vira tempo com o passar que a vida tomava seu caminho, por mais que algumas vezes quisesse, como quando queria surpreender Junmyeon ou esquecia alguma data importante por estava em alguma missão enlouquecedora no momento.

Demorou uns anos até que Junmyeon conseguisse patentear a poção que nomeou como poção Pomos, mas ele conseguiu poucos meses depois de ser pedido em casamento por Jongdae em uma viagem de férias a Veneza em que o noivo quase caiu na água de tanto emocionado que ficou ao ser aceito.

Tinham muitas questões que os tomariam, dificilmente algo na vida é resolvido na sua totalidade, tais como se iriam viver em um bairro bruxo ou não e se é possível fazer uma casa que mágica em que pelo menos fosse possível assistir um filme a noite de vez em quando sem queimar nada e sair no prejuízo.

Jongdae ama Junmyeon com todo o seu coração e se vê ao seu lado até ficar um bruxo ancião e ser chutado como um Inominável por já estar inútil e já ter contribuído demais para o departamento e forçado a ser retirado.

E Junmyeon o ama de volta, o que às vezes para ele ainda é surpreendente, o ama por ser Jongdae, um homem que é determinado em tudo que mete sua cabeça dura, até na ideia besta e arriscada fazer Baekhyun engolir um de seus amados pirulitos estranhos quando ele não cede por sua carinha de cachorrinho abandonado e não o deixa pegar o que quiser para qualquer missão que seja, ou por seguir seu próprio caminho e sempre encarar o desconhecido nem que o desconhecido seja um novo objeto eletrônico que no fundo não serve para nada.

E se tem uma coisa que não muda dentro daquele Departamento tão enigmático com o passar dos anos é Junmyeon e Jongdae querendo mostrar ao Todo Poderoso que são mais ágeis um que o outro não importava que seja.

E quando Jongdae consegue ficar cantarolando sem parar por todos os cantos fazendo seu marido querer o bater e depois beijá-lo por horas e ele não o faz, algum deles precisa ser o responsável.

E claro, o que não muda é que dentro daquele Departamento é sua energia viva por magia e seus segredos que são melhores serem mantidos bem guardados para que a sociedade bruxa não volte para trás em nenhum sentido, que com sua mágica cada ser mágico seja tratado com igualdade e respeito e que cair em velhos caminhos mais fáceis só atrai a própria destruição não importa se o brilho da glória seja tão tentadora