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Quando o céu sobre nós perdeu sua cor.

Summary:

Harry tentou, ele não consegue mais lidar com isso.

Notes:

Aí caramba... Estava chovendo então eu escrevi essa parte.

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:


"Você está assistindo isso de novo?." Perguntou um dos cientistas com qual trabalhava, o tom exasperado de sua voz saiu meio fanho.

"Como não posso? É... Interessante." Harry deu sua desculpa de sempre.

"E mórbido Harry, isso não faz bem a você." Disse suspirando olhando para a tela de vídeo holográfica que passava repetidamente a mensagem do falecido Coronel Quaritch para seu clone.

"Lembro muito bem de não ter pedido sua opinião meu colega." Respondeu sem tirar os olhos da tela.

"Você deveria esquece-lo, ele nunca foi bom para você." O outro saiu pelas portas automáticas do laboratório deixando Harry sozinho, ainda olhando para a gravação com olhos tristes.


 

 

Harry tinha uma escolha a fazer, era simples, ele poderia correr atrás do estranho clone Recom que fazia todas as células de seu corpo zumbir assim como seu alfa fez. 

 

Ou ele poderia caminhar para a morte.

 

Não eram escolhas difíceis, era só escolher.

 

"Nós temos... Não, agora você tem um ômega e ele é responsabilidade sua. Ele provavelmente foi enviado para a criogenia após eu bater as botas. Você resolve o que fazer."

 

Harry tentou e muitas vezes fechou os olhos para o tratamento que seu Alfa tinha com ele.

 

Mas certas coisas não poderiam ser ignoradas, a última parte legítima que tinha para salvar de seu alfa antes de ter sido enviado para dormir tinha sido salva. Ele merecia um descanso agora.

 

Era idiota pensar que o Recom azul era seu Alfa, o vínculo quebrado ainda cru que não tinha sido aliviado nem um pouco pelo sono induzido estava atrapalhando seu raciocínio.

 

Ele não tinha mais nada na Terra, muito menos em Pandora.

 

Ele nunca tinha se aventurado a pisar fora das estruturas de metal todos aqueles anos atrás com medo da força que definitivamente seria a quinta lua de Polyphemus.

 

Ir embora não seria ruim, principalmente se isso finalmente pudesse dar fim a essa dor, se isso finalmente desse fim a sensação de seu vínculo quebrado balançando ao nada.

 

Ele tinha morrido uma vez... Poderia muito bem fazer isso de novo.

 

Harry não tinha medo, ele só... Queria acabar com tudo.

 

Olhando para a única janela em seu quarto de metal na nave Harry contemplou a imensidão escura cheia de vida do espaço, sua magia zumbindo triste sob sua pele. Acariciando a cicatriz em sua mão ele suspirou, uma lágrima solitária desceu por seu rosto, se acomodando contra o travesseiro Harry lentamente colocou as mãos em sua máscara.

 

Deitado de lado ainda olhando para a imensidão escura do espaço ele fez a intenção do feitiço de banimento correr por suas mãos, a máscara desapareceu.

 

Dez segundos.

 

Ele deu uma última respiração profunda antes do ar aclimatado para o ar de Pandora começar a encher seus pulmões o sufocando.

 

Seu corpo tremia, o peito doía de tão rápido que seu coração batia.

 

O vago pensamento de que sufocar assim era mais doloroso do que se afogar na água passou por sua mente.

 

Sua visão rapidamente começou a embaçar, os pontos brilhantes de estrelas ao longe desaparecendo.

 

Eu tentei tanto.

 

Foi o último pensamento claro em sua mente.

 

 

 

 

 

Em algum lugar da nave um clone Recom com as memórias e personalidade de alguém sentiu uma coisa dolorosa em seu peito, quase como uma coceira.

 

Esse Recom quase descartou essa sensação como algo de um corpo novo em fase de adaptação ao estar acordado.

 

Mas então algo veio a sua mente.

 

A xícara grande o suficiente para não parecer estranha em sua mão azul de repente se espatifou no chão.

 

O cheiro estranho em seu nariz o fez andar em passos rápidos e logo correr em direção ao quarto do único ômega abordo.

 

Seus companheiros de equipe apenas observaram sua saída apressada um pouco surpresos.

Notes:

Vai melhorar logo.

Eu prometo, vamos fazer esse gatinho azul enxergar o que fez... Mas bem não é totalmente culpa dele, vai ficar claro depois.