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Summary:

A história acompanha a jornada de Phileas Fogg, um cavalheiro inglês obcecado por rotinas e evitando qualquer coisa que possa perturbar sua vida pacata. No entanto, após receber um cartão postal com a palavra "covarde", Fogg é forçado a enfrentar seus medos e traumas do passado. Decidido a provar a si mesmo e aos outros que não é um covarde, Fogg embarca em uma jornada ao redor do mundo em 80 dias, acompanhado por seu fiel criado francês, Passepartout e da jornalista, Abigail Fix. Durante uma jornada, eles enfrentaram diversos obstáculos, incluindo perseguições, sequestros e confrontos com bandidos, enquanto Fogg tenta superar suas limitações e provar a todos, inclusive a si mesmo, que é corajoso. Com base na série "A Volta ao Mundo em 80 Dias" da BBC de 2021 e no livro original de Júlio Verne.

Notes:

Ao assistir à série da BBC, "A Volta ao Mundo em 80 Dias" (2021), notei que o roteiro era mediano. Embora possa ser considerada uma história fraca quando analisada criticamente, pode ser apreciada como um passatempo descompromissado. Inspirada nisso, decidi escrever uma fanfic para corrigir algumas questões que me incomodaram na série, além de fazer algumas mudanças e melhorias. A fanfic serve também como um retorno à escrita após um longo período de inatividade. Agradeço antecipadamente por qualquer correção que possam apontar, pois isso me ajudará a melhorar. A história ainda está em andamento, mas decidi compartilhar o início do prólogo para receber feedback e me motivar a continuar escrevendo. Vale mencionar que também me inspirei na fanfic "Finding Harbor" de Woland, disponível no AO3, e darei os devidos créditos ao autor(a) sempre que utilizar ideias dessa obra nos capítulos. Caso Woland deseje que eu remova essa história, peço que me informe antes de denunciar ou tomar qualquer ação. Minha intenção é referenciar as ideias, não plagiar. Se ainda assim houver objeção, farei a remoção imediatamente. Sem mais delongas, vamos embarcar nessa história.

ENGLISH (FOR WOLAND): While watching the BBC series, "Around the World in 80 Days" (2021), I noticed that the screenplay was average. Although it could be considered a weak story when critically analyzed, it can be enjoyed as a casual pastime. Inspired by this, I decided to write a fanfic to address some issues that bothered me in the series and make changes and improvements. The fanfic also serves as a return to writing after a long period of inactivity. I appreciate any corrections you may provide in advance, as it will help me improve. The story is still a work in progress, but I decided to share the beginning of the prologue to receive feedback and motivate myself to keep writing. It's worth mentioning that I also drew inspiration from Woland's fanfic, "Finding Harbor," available on AO3, and I will give proper credit to the author whenever I use ideas from their work in the chapters. If Woland wishes for me to remove this story, please let me know before reporting or taking any action. My intention is to reference ideas, not plagiarize. If there are any objections, I will remove it immediately. This story is written in Portuguese because I am Brazilian. I read your fanfic with the help of the browser translator. I plan to translate it into English later, but for now, I will continue writing in my language. I understand that this may make it difficult for you to read due to the language barrier and possible translation errors. So, if you want to follow the story, you will need to use a translator or wait until I publish the English version (I apologize for this, but it's the best I can do). Without further ado, let's embark on this story.

Chapter 1: Prólogo

Chapter Text

"Covarde."

 

Era só isso.

 

Uma única palavra. 

 

Um simples cartão postal. 

 

Nenhum remetente. 

 

Você poderia dizer isso, exceto que…não, não era. 

 

Pois, embora, à primeira vista, de fato o fosse, simbolicamente, Phileas, sabia que havia muito mais.

 

Para começar "covarde" não era uma palavra qualquer. Tirando o indício apontamento de que tal é geralmente usado como insulto ou indicação de um defeito, para ele, no entanto, o peso dessa palavra é muito além. 

 

Porque para começar ela não tinha mais o peso de um insulto ou de um defeito porque de tão comumente usado para descrevê-lo simplesmente banalizou-se seu impacto (e isso por si só já significa alguma coisa). Tão tanto, que o próprio Fogg já havia perdido as contas de quantas vezes a ouvira. Não só isso, ele também perdera as contas de quantas vezes ele não a retrucava. 

 

Porque, sim, Phileas Fogg era um covarde e reconhecia isso e era justamente por isso que ele era um covarde. Pois, este cavaleiro inglês estava bem ciente de cada falha sua, de cada problema, trauma que tinha e sabia exatamente como dissolvê-los, mas sua covardia o fazia simplesmente aceitá-las

 

Desse modo, Phileas, se acomodava com as piores situações possíveis. Uma delas o levou àquele cartão. Um cartão que podia não ter um remetente escrito, mas ele não precisava, pois reconheceria aquela caligrafia em qualquer lugar. Essa caligrafia pertencia a…

 

Não! Ele não pensaria nessa pessoa. Pensar nela o forçaria a enfrentar o fato de que ela foi a única que nunca o chamou de covarde. No entanto, agora que o fez, todas as emoções associadas a essa palavra o atormentavam e o magoaram profundamente. Portanto, pensar nessa pessoa seria pensar em todas as questões e sentimentos pendentes em relação a isso, exigindo dele uma coragem que ele julgava não ter.

 

E sendo o covarde da pior espécie que era, Fogg, fugia das situações que não queria mas sabia que precisaria enfrentar, que lhe exigiam coragem. Portanto, o seu modo de escapar disso era a rotina. As rotinas são úteis para organizar a vida e facilitar as atividades repetitivas, mas podem se tornar um problema se você se perder nelas e não viver a vida como pretendido. Esse era o caso de Phileas Fogg, que fugia da realidade sempre fazendo as mesmas coisas, da mesma forma e no mesmo horário, evitando ter tempo para ficar sozinho em sua mente ou para responder perguntas indesejadas das pessoas que se aproximavam dele. 

 

Por isso, quando recebi o que pareceva ser um simples cartão postal, com uma única palavra e sem remetente ele prevaleceu ir para o lugar que sempre ia naquele horário e fingir que o cartão nunca existiu. O que segundo a rotina meticulosa de Phileas Fogg significa ir para o famigerado Clube da Reforma.