Chapter Text
Nunca nos libertaremos
D
o cordeiro para o a
bate,
O
que você vai fazer,
Quando houver sangue na água?
O preço da sua ganância, É seu filho e sua filha;
O
que você vai fazer,
Quando houver sangue na água?
Q
uando houver sangue na água."
...Prólogo - Spooky Love...
Belas flores brancas espalhadas como um cobertor quentinho. Tão sorridente quanto um palhaço de boca rasgada, altas gargalhadas como um ganço engasgado.
A cama estava encapada por uma camada de milhares de pétalas brancas; deitada sobre ela estava a rainha vampira sorridente, deveria ter sido aquela a noite de nupcias, mas como seria se o vestido não poderia ser retirado de seu corpo.
Risos e gargalhadas, ela não poderia estar mais feliz.
Diziam que os fios de cabelo dos vampiros eram tão resistente que se unidos poderiam cortar a cabeça de alguém; bela ideia foi aquela de revestir e recriar totalmente aquele vestido. Elyra estava deitada olhado para o teto de seu quarto, nos andares onde ficava o salão ela podia escutar a música alta ser tocada.
Há alguns corredores de distancia, ela podia escutar Atticus surtando e jogando as coisas no chão. Ela estava em paz, o sol logo iria nascer, por isso antes de adormecer ela decidiu ler o livro que ganhou de sua mãe.
O livro, escondido de baixo da cama era bem velho. Com cuidado Elyra o abriu e foi folheando até encontrar o título que sembre sonhou em ler.
A Dama Infernal.
- Diziam as lendas mais antigas da Transilvânia que sobre sua terra descansava um demônio. Poderia ser ele uma mulher ou homem, dependia daquele que o invocasse. A muitos séculos o primeiro rei vampiro invocou tal demônio sem saber que [...] - a leitura foi cortada, aquele velho livro havia sido comido por traças em certas partes, o que deixava a nova rainha curiosa. - [...] O demônio ficou ao lado do rei por incontáveis milênios, mas então [...] após a morte do primeiro rei seus descendentes selaram o demônio para que não voltasse a tentar nenhum outro rei vampiro.
Elyra ficou frustada, não era isso que esperava deste capítulo tão misterioso, ela resmungou para si mesma e então resolveu guardar o livro, ela podia ver pelas frestas da cortina os primeiros raios de sol surgir.
Quando a jovem rainha se inclinou para guardar o livro de baixo da cama, um papel se desprendeu e caiu no chão.
- O quê é isso? - ela questionou em voz alta.
Ao pegar o papel ela viu uma escrita feita a mão e sem preocupação recitou o que estava lá:
- Deznădejde, vino la mine; cu otrava şi mizeria ei. O, moarte, vino să înțepe; cu otrava şi mizeria ei.
Elyra espera que algo acontecesse, qualquer coisinha servia, mas nada pareceu acontecer.
- Porcaria idiota. - resmungou, então jogou o papel para fora da cama e nela se acomodou, pouco a pouco o sono a invadia a fazendo adormecer.
Realmente nada aconteceu, pelo menos não durante aquele dia.
§·§·§·§
A noite em Smallvile, no interior do Kansas, havia acabado de cair e com ela o último filho de Bruce começava a adormecer.
No andar de baixo daquela pequena casa, Alfred havia terminado de vestir o jovem diurno com um pijama confortável.
- Esse é feito de algodão, você ira sentir como se estivesse deitado em uma nuvem. - disse o vampiro mais velho.
- Obrigado vovô. - agradeceu com um sorriso.
- Vamos lá? - perguntou Bruce.
O garoto se virou para o pai e logo concordou; Bruce sorriu e estendeu sua mão que rapidamente foi segurada.
O líder da família guiou o mais jovem até o sótão que estava todo arrumado para acomodar o mais novo. Havia uma cordina na janela circula, havia também um colchão macio e vários bichinhos de pelúcia.
- Trouxemos de Gotham, achamos que se sentiria mais em casa com eles por perto. - o patriarca mencionou ao perceber o olhar curioso do mais novo.
- Parece que ele se sentiu sozinho. - Cass murmurou entregando Mr° Tawky Tawny.
- Obrigada Cass. - agradeceu abraçando a pelúcia do tigre com força.
A garota apenas sorriu para o caçula.
Billy então sentiu seu olhos se fechando contra sua vontade, o que o deixou um pouco assustando, por isso segurou a mão de Bruce com força.
- Está tudo bem? - Billy perguntou olhando para seu pai.
- Sim meu bem, pode dormir. - respondeu Bruce devolvendo o aperto na mão de seu filho. - Estarei aqui quando você acordar, então não precisa ter medo.
Billy sorriu e olhou para todos seus irmão e irmãs.
- Vocês vão me esperar? - perguntou.
- Claro, tt'. - Damian respondeu com um revirar de olhos. - Não abandonamos a família. - murmurou.
O jovem estava fingindo ser forte, ver seu irmão um pouco mais novo que ele assim, deixava Damian preocupado.
- Virei todos os dias e lhe farei companhia. - prometeu Terry se aproximando e então segurou sua mão livre.
- Lhe contarei as melhores histórias. - disse Jason dando um passo a frente.
- Irei te atualizar de todas as novidades. AH; e preparei essas luzes, ela não deixaram você ter medo do escuro. - Tim falou apontando para as bolinhas de luz fraca.
- Não deixarei que seu cabelo cresça ou que te incomode enquanto durma. - Dick sorriu; o mais velho entre os irmão estava quase chorando.
- Abrirei as cortinas todas as manhãs. - garantiu Cass.
- Trarei as batidas de Alfred todos os dias até que acorde. - Steph sorriu e bagunçou o cabelo do diurno.
- Vou trazer suas flores favoritas de Gotham. - Duke prometeu.
- Mestre Billy, apenas descanse e tenha bons sonhos, nos cuidaremos de você. - e por fim Alfred o confortou.
- Obrigado a todos. - agradeceu ainda mais sonolento.
- Ei, não demore muito. - murmurou Damian ao lado do irmão. - Preciso da sua companhia para minhas aventuras.
Todos estavam bem próximo e tocavam o mais jovem da família lhe dando segurança e carinho.
- Até mais tarde. - murmurou sorridente, assim os olhos do pequeno diurno foram se fechando até serem selados.
Billy havia entrado em seu processo de hibernação e só acordaria quando sua penúltima fase de amadurecimento estivesse completa . O que significava, que ele iria dormir por algum tempo.
Tempo esse que poderia levar quatro dias, três semanas, dois meses ou até um ano; sem que ninguém escutaria a doce voz do diurno favorito de todos.
§·§·§·§
'' - Durma bem minha criança. - a voz de Alethéia soou com uma brisa de primavera.''
'' - Até nossa próxima jornada meu jovem diurno. - Salomão sussurrou em seu tom neutro.''
'' - Seja forte meu amigo e os portões da glória iram se abrir. - Hércules sorriu orgulhoso.''
''- Não desista das adversidades, tu conseguirá o que deseja. - Atlas cantarolou.''
'' - As tempestades nunca iram te afetar meu caro escolhido, ela sempre irão te acolher. - anunciou Zeus.''
'' - Tenha coragem me garoto e nunca olhe para trás com arrependimentos. - Aquiles proferiu com um olhar de carinho.''
'' - Corra Billy, esqueça de suas preocupações, abrace seu coração gentil e seja livre. - Mercúrio finalizou.''
Cada um dos deuses que o seguia permaneceria ao lado de Billy até o momento que ele não iria mais precisar deles. O jovem William estava crescendo e se tornando um homem que dava a cada um deles orgulho.
A lua então brilhou, brilhou tão forte que todos que a vissem poderiam sentir seu calor e também sua frieza.
'' - Meu caro homem, aquele que um dia foi minha guerreira; Eu lhe abençoou com gloria e saúde. Não tema o futuro e continua com sua motivação, nunca me peça perdão. É com tu me dissês uma vez: Faça o bem e o bem se seguirá. - a deusa Ártemis finalmente, após longos anos respondeu a seu último, único e fiel homem.''
§·§·§·§
Dois momentos, separados pela distância, onde o luar os abraçava.
A rainha e o diurno haviam acabado de adormecer, com pensamentos tranquilos e suaves; ainda acreditavam que se amavam e que o fariam eternamente. Mas o destino talvez não quisesse que tais almas sofredoras se unissem no amor, talvez fosse na guerra que ambos se enfrentariam.
Além do mais, o destino planejava para ambos uma encruzilhada onde seus caminhos nunca mais iriam se cruzar; deveriam então eles desbravarem novas emoções, através de seres que nunca imaginavam visita-los.
