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be my princess

Summary:

— Ou não está tendo tempo para dominar alguém. — Minhee entrou na provocação, encarando Chan com seus olhos felinos.

— Na verdade… Sou submisso.

Descobrir que seu amigo é adepto ao BDSM não deveria ser tão chocante para Minhee, afinal, ele não fazia questão de esconder. E de fato, não foi. Entretanto, a informação que veio a seguir foi o que mudou toda a situação: Chan, o chefe da empresa que tinha fama de ser autoritário e intimidante, gosta de ser dominado.

Notes:

oiii gente, vindo aqui pra soltar quase 10k de pura putaria...
essa fic faz parte do ficstape com o plot #20, muito obrigada a pessoa que doou e espero que você goste!!!
um agradecimento mais do que especial pra Ael que ficou mais de 4h em chamada comigo pra me ajudar a corrigir esse monstrinho, um beijo pra Ael!!

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

Chan tinha saído tarde da empresa naquela sexta, pois alguns de seus funcionários conseguiram deixar o sistema completamente bagunçado, era praticamente impossível encontrar algo. A frustração estava o consumindo, mas tentava  se conter para não acabar com a noite de saída com os amigos. 

 

O estresse ocupava boa parte de seus dias, não era à toa que tinha fama de ser autoritário e intimidante dentro da empresa. Infelizmente, pouquíssimas pessoas tiveram a oportunidade de ver um sorriso seu, afinal, era quase impossível quando  tinha que arrumar erros dos outros, sempre tendo que ficar horas a mais. 

 

Por conta disso, agora estava atrasado para o encontro de toda sexta com os amigos. Entrou no carro apressado e dirigiu o mais rápido que podia sem levar uma multa ou causar um acidente, estar fora de hora o deixava irritado.

 

— Oi, gente, perdão a demora — cumprimentou a todos com um pequeno sorriso, soltando um suspiro ao sentar na cadeira ao lado de Minhee, sua amiga de longa data e sócia investidora da empresa, a quem nutria uma pequena atração.

 

— Cansado? — ela perguntou, oferecendo um copo de cerveja, que foi prontamente aceito por ele.

 

— Tive que ficar quase uma hora a mais hoje pra arrumar a bagunça que fizeram. Me irrita ter que ficar mais tempo que o necessário lá, principalmente quando isso acaba afetando meus compromissos já marcados. — Entornou um gole grande da cerveja, fazendo uma careta para o gosto amargo.  Chan não era o maior fã da bebida, mas abria exceção quando estava com os amigos.

 

— Tem certeza que é só isso?  — Jeongin cutucou, tomando um gole da sua própria bebida com um sorriso malicioso. — No encontro da semana passada você tava até mais estressado.

 

— Me parece falta de comer alguém. — Felix continuou a provocação do amigo, dando um high-five com Jeongin por baixo da mesa.

 

Minhee viu aquela cena e não conseguiu conter uma risadinha, a vida de Jeongin e Felix era irritar o mais velho. Já Chan fez uma expressão irritada, mas a realidade é que eles estavam parcialmente certos, mas não do jeito que eles tinham dito.

E naquele momento sentiu necessidade de explicar que não queria exatamente comer alguém, muito pelo contrário. Não costumava conversar sobre suas vivências sexuais de forma aberta, mas não era novidade para nenhum de seus amigos que era praticante de BDSM. Inclusive não era o único ali, Minhee também era, apesar de ser mais discreta sobre isso. Já tinham conversado sobre coisas superficiais da comunidade, porém nada específico como suas posições e práticas favoritas.

 

— Ou não está tendo tempo para dominar alguém. — Minhee entrou na provocação, encarando Chan com um olhar felino.

 

O mais velho arregalou os olhos, desviando-os da amiga, que parecia  conseguir ver o interior de sua alma e todos os seus segredos apenas ao encará-lo. Sentiu-se extremamente tímido ao lado dela e instigado a falar a verdade.

 

— Na verdade… sou submisso — disse baixo. Jeongin e Felix ouviram com dificuldade, mas Minhee entendeu perfeitamente bem.

 

Minhee se sentiu sortuda ao conhecer aquele detalhe sobre Chan e teve que conter um sorriso contente com aquela informação, sempre se sentiu atraída pelo amigo, mas suas posições no BDSM eram uma questão que deixava-a insegura.

 

— Como é? — Felix perguntou, confuso. Chan lhe falava algumas coisas explícitas pois eram mais próximos, mas nunca perguntou sobre aquilo pois parecia óbvio o gosto do amigo.  — Me deixei cair no estereótipo. — Balançou a cabeça, decepcionado consigo mesmo.

 

Chan riu, já não estava mais tão tímido, então fingiu um discurso sério sobre estereótipos com Felix, que revirava os olhos a cada cinco palavras. O que nenhum dos dois notou foi olhar cúmplice que Minhee e Jeongin trocavam naquele momento.

 

  •  

 

Minhee estava um pouco ansiosa, apesar de não ser do seu feitio. Havia chamado Chan para um jantar a fim de propor algo completamente indecente, e sua ansiedade partia da possibilidade do mais velho não gostar da proposta por serem amigos e sócios. Como se tratava de uma conversa não muito convencional, optou por chamá-lo para sua casa, esperando que isso o fizesse ficar mais à vontade e confortável

 

— Oi, Minhee — ele disse assim que chegou, dando um abraço na amiga.  Era um tanto incomum que saíssem sem a presença de Jeongin e Felix, entretanto, não se importou. Talvez estivesse se sentindo muito atraído pela mais nova. 

 

— Oi, Chan — ela respondeu com um sorriso bonito, que havia um brilho cujo Chan teve dificuldade de entender o que era. 

 

Ambos foram até a mesa de jantar conversando, não tinham o costume de conversar a sós, porém era natural os assuntos indo e vindo. Minhee serviu a comida que tinha preparado, juntamente com um suco, preferiu não oferecer nada alcoólico para não atrapalhar o julgamento dos dois com a proposta. 

 

Conversaram sobre diversas coisas durante aquele jantar, tanto sobre qual sabor de sorvete combinava mais um com o outro, quanto seus trabalhos. Por mais que fossem sócios, tinham funções muito diferentes, já que ela mal parava na empresa por ser investidora. Foi após Chan oferecer para tirar a mesa que Minhee decidiu introduzir o assunto desejado. 

 

— Sabe, Chan — disse assim que ele voltou da cozinha —, estive pensando bastante desde aquele dia que saímos e você disse ser submisso… 

 

Ela dizia de forma reticente, com um sorriso ladino, fazendo-o quase cair da cadeira ao se sentar por ter sido pego desprevenido com o assunto.

 

O que ela queria dizer com aquilo?

 

— Pensei que talvez nós pudéssemos nos divertir — continuou após o silêncio, apoiando os cotovelos na mesa para se aproximar. — Eu sou uma excelente dominadora — sussurrou próximo ao ouvido dele, afastando-se logo em seguida. 

 

Chan sentiu um calafrio por todo seu corpo, assim como uma leve fisgada em seu baixo ventre. Estava boquiaberto com toda aquela ousadia. Ele sentia os olhos felinos lhe perfurando, passeando por todo seu corpo e rosto. Parecia que tudo nela estava milimetricamente posicionado para deixá-lo maluco. As mechas compridas e castanhas desciam como cascatas pelos ombros e peito, moldando graciosamente o rosto bem afiado com lábios avermelhados. 

 

Não que nunca tivesse notado a beleza da amiga, é claro que havia reparado. Sua atração por ela não era recente, mas saber que ela também gostava de BDSM tinha o deixado inseguro por conta de sua própria posição. Por puro estereótipo de acreditar que ela fosse submissa também, ele não podia estar mais errado sobre isso.

 

Apesar de agora saber sobre a posição de Minhee, ainda não conseguia entender onde ela queria chegar com aquilo. Jamais tinha pensado que seu interesse poderia ser recíproco.

 

— Se você se sentir à vontade, podemos conversar sobre a possibilidade de fazer uma cena juntos — ela confessou com um sorriso pequeno, aguardando uma resposta de Chan para continuar.

Ele entrou em choque por um momento, sem acreditar que aquilo estava realmente acontecendo, mas se forçou a dizer algo: 

 

— Claro, eu adoraria. — Apesar do choque inicial, ele estava muito feliz com a proposta. 

 

— Podemos fazer um acordo e conversar sobre nossas preferências — Ela parecia um pouco mais séria agora, sem todo o ar provocante, o que fez Chan relaxar os ombros e suspirar baixinho. 

 

— Certo, estou lisonjeado por ter uma mulher tão bonita se propondo a me dominar. —  Não soube de onde tirou coragem para dizer aquilo, mas ficou feliz por fazê-la sorrir.  

  

—  Desculpe a inconveniência, mas preciso perguntar, faz quanto tempo você não pratica? — Sabia pela conversa nos encontros com os amigos que ele não fazia nada há algum tempo, mas precisava de mais informações para  ter noção de seus limites em uma cena. 

 

—  Alguns meses. — Chan desviou o olhar para puxar em seus pensamentos quando tinha sido a última vez. — Pra ser mais exato, cinco meses.

 

Ela assentiu, parecendo anotar algo mentalmente.

 

— Palavra de segurança? — Minhee não precisava saber disso exatamente naquele momento, todavia ela gostava de conhecer aquela informação com antecedência. As palavras sempre diziam muito sobre os submissos. 

 

— Cereja. Tenho um gesto de segurança também, caso esteja impossibilitado de falar, é dois estalos de dedos.

 

— Perfeito! Então você aceita? — Apesar dele parecer inclinado a concordar, ainda precisava de palavras concretas. 

 

— Sim! Claro que aceito — afirmou animado.

 

Minhee sorriu, Chan parecia exatamente o tipo de submisso que ela gostava e isso a deixava cada vez mais ansiosa. Puxou um papel do bolso de sua calça, entregando-o para o mais velho. 

 

— Creio que seria interessante termos uma lista sobre nossos gostos, por isso fiz uma minha.  Deixei anexado uma cópia dos meus exames, e ficaria feliz se pudesse ter os seus também. — Ela tinha um sorriso suave nos lábios, nada de zombaria ou qualquer outra coisa do tipo, ela parecia ter o desejo genuíno de cuidar de seu parceiro. 

 

Chan sentiu o peito esquentar e o pescoço coçar, desejando ser submisso fixo de Minhee e possuir uma coleira significando ser dela, mas isso ficaria para um pensamento em outra hora. 

 

— Certo, quando chegar em casa eu faço a minha lista e  mando. Sobre o exame, eu refiz há quatro meses.  Desde então não tive nenhuma relação sexual, nem mesmo baunilha… seria o suficiente? — perguntou um pouco sem jeito. 

 

— Confio em você, Chan, somos amigos há bastante tempo. — O sorriso continuava nos lábios dela, o deixando mais tranquilo. 

lista minhee

O mais velho deu uma olhada por cima da lista de Minhee, sentindo o corpo reagir apenas com as palavras, estava ansioso. Notou que o tópico de beijo estava marcado com um sim e sentiu vontade de beijá-la ali mesmo, mas resistiu, voltando a atenção para o rosto dela. 

 

Conversaram mais um pouco, dessa vez  sobre suas vivências. Chan contou que nunca tinha tido um dominador tão cuidadoso e que por um tempo até pensou que fosse normal não receber cuidados após uma cena intensa, mas que depois entendeu que não era certo e por isso acabou ficando tantos meses sem fazer nada. Minhee, a princípio, ficou com raiva, depois a vontade de cuidar muito bem de Chan se sobrepôs à este sentimento. Ela queria dar algo bom para ele. Quem sabe algum dia possamos virar fixos um do outro? pensou ela, sentindo as faíscas de uma paixão querendo se alojar em seu peito. 

 

As horas passaram e Chan precisou ir embora. Ele se foi com a promessa de que mandaria sua lista ainda naquele dia, mesmo com Minhee dizendo que não precisava se apressar. 

 

A realidade é que Chan estava muito ansioso, então não conseguiria esperar mais, mas ela não precisava saber disso no momento. 

 

  •  

 

Quando Chan chegou em casa, nem ao menos se trocou antes de sentar e escrever sua lista. Estava tão ansioso com aquilo, Minhee era sua amiga e sócia há alguns anos, e por ser muito cuidadosa em seu trabalho, acreditava ser semelhante como dominadora, tinha certeza que a experiência seria incrível, também possuía uma leve esperança de receber uma proposta de permanência.

 

Esforçou-se para deixar tudo bem explicado, não queria que tivessem um problema posteriormente. Demorou um pouco pensando no que escrever, e até rabiscou a folha. Esperava que Minhee não se importasse com aquilo. 

 

Após finalizar, mandou uma mensagem para a amiga, perguntando se podiam conversar sobre a lista em uma chamada de vídeo. Desejava que ela não ficasse chateada com algumas de suas restrições, por isso queria ver as reações de Minhee enquanto lia. Ela prontamente concordou, e logo o nome dela apareceu no visor de seu celular. 

 

— Oi, Chan — ela cumprimentou com um sorriso gracioso. 

 

Minhee estava deitada na cama com os longos cabelos castanhos espalhados pelo travesseiro,  rosto livre de qualquer maquiagem e o pouco do corpo que aparecia mostrava um pijama adorável de gatinhos. Aquela imagem fez o coração de Chan errar uma batida, parecia uma cena tão íntima da amiga que se sentia feliz de poder vê-la.

 

Chan, por sua vez, estava sentado em sua escrivaninha ainda com a roupa do jantar, porém um pouco mais bagunçada. O cabelo que antes estava perfeitamente ajustado, agora contava  estava caótico, com fios despontados para todos os lados, e a camisa que usava tinha botões até a metade abertos, revelando um pouco de seu peitoral. 

 

— Oi Min. — Sorriu de volta, um pouco envergonhado. — Vou mandar uma foto da lista pra você.

 

Minhee adorou ver aquele visual desordenado dele, sentindo vontade de deixá-lo ainda mais bagunçado durante suas cenas.  Esperou pela foto e, assim que a recebeu, deixou a chamada em segundo plano para abrir a conversa com Chan.  A folha adorável usada para escrever estranhamente combinava com ele. Um sorriso pequeno se apossou dos lábios dela enquanto lia a parte do “sim”, porém sua expressão fechou quando passou para o “não“. A escolha de canetas e formas de indicação deixaram Minhee um tanto preocupada, afinal, não era a toa que ele tinha escrito daquele jeito. Apesar de ficar com raiva ao saber que alguém havia maltratado Chan, isso só a deixava mais determinada a dar uma ótima cena a ele.

lista chan

— Chan, sobre esses em vermelho… 

 

Foi interrompida por um Chan angustiado por explicar:

 

— É que aconteceram algumas coisas que eu não gostei, mas…

 

— Não precisa se explicar, Chan.  Eu nunca te desrespeitaria, não importa o motivo de você não gostar, eu tenho que respeitar suas vontades, e vou, não se preocupe. —  Ela sorriu pequeno olhando diretamente para a câmera.  Foi nítido o quanto ele precisava ouvir aquilo, pois logo a tensão se seus ombros se dissiparam, e a feição reticente deu  lugar a um sorriso tímido. — Você sabe que o BDSM não precisa disso para ser bom, inclusive, o que tenho em mente é algo muito simples e pretendo te levar à loucura com isso. —  Piscou, com as íris  transbordando luxúria.

 

Chan sentiu o corpo virando gelatina junto de um suspiro baixo, se ele já estava daquele jeito apenas com um comentário, não duvidava que ela realmente o levaria à loucura com pouquíssimas ações.

 

  •  



Ansiosos, os dois não demoraram a marcar um outro encontro na casa de Minhee. Cerca de duas semanas depois, quando conseguiram alinhar as agendas. 

 

Chan estava na porta dela, um pouco hesitante em bater, porém mesmo assim o fez. Ele vestia uma roupa leve e simples, já que possivelmente não ficaria com ela por tanto tempo. Havia algo em seu visual que o deixava hesitante: sua coleira de identificação. Não era nada mais que uma gargantilha preta simbolizando o fato de ele ser um submisso, mas não sabia como Minhee iria reagir. 

 

As pernas de Chan quase cederam ao ser recepcionado por uma Minhee com apenas um conjunto de lingerie preto com detalhes vermelhos que formavam rosas e um robe também preto, porém transparente. Ela usava o cabelo preso em um rabo de cavalo, dando uma visão ampla de seus ombros e clavículas. No rosto, portava um sorriso ladino quando o puxou para dentro de sua casa, fechando a porta com o corpo dele. 

 

— Você está tão adorável — Ela agarrou o queixo dele com firmeza, levando a outra mão ao pescoço, tocando a gargantilha com satisfação transbordando nos olhos que o analisavam como se estivesse se contendo para não devorá-lo ali mesmo.

 

Chan sentiu uma fisgada no baixo ventre, Minhee o deixava extremamente sensível com qualquer ação. Não sabia se já estavam em cena e o que exatamente poderia fazer, mas não conseguiu conter a vontade de tocá-la também, levando as mãos trêmulas para a cintura fina dela. O sorriso aumentou então ele viu como a permissão que precisava, puxando-a para mais perto.

 

— Você está maravilhosa — disse sedutor, passando as mãos pelas costas dela, antes de dar um leve aperto em sua cintura.

 

Minhee, ainda segurando o queixo dele, o puxou para um beijo, de início era calmo, onde exploravam a boca um do outro, mas ela o aprofundou, levando as mãos até as ondas castanhas do cabelo de Chan, puxando com força moderada. Ele não conseguiu conter o gemido que desprendeu do fundo de sua garganta, aquilo era um de seus pontos fracos e Minhee o captou com facilidade, utilizando-o mais vezes enquanto sorria durante o beijo.

 

Por um longo momento, Chan esqueceu que estavam entre submisso e dominadora e que suas ações poderiam ter consequências posteriormente, então não hesitou em descer as mãos até a bunda redondinha dela, apertando com pouca força, dessa vez foi ele que engoliu o gemido no meio do beijo, bastante  satisfeito. Minhee desceu as mãos, passando pelo peitoral dele, esbarrando na ereção pesada de propósito antes de adentrar na camiseta larga. Ela findou o beijo apenas para se aproximar de seu ouvido.

 

— Você já está tão duro só com isso? — perguntou em tom de zombaria enquanto arranhava de leve o abdômen dele, ouvindo um suspiro pesado.

 

Chan sentiu uma queimação em seu estômago com aquelas palavras, ouvir ela zombando de si o deixava ainda mais duro. Os dedos habilidosos de Minhee passeavam por baixo de sua camiseta, logo parando em seus mamilos, os beliscando sem muita delicadeza. O gemido um tanto desesperado e o revirar dos olhos de Chan arrancou uma risada irônica de Minhee, que nem tinha começado a cena e já estava se divertindo com a sensibilidade do outro.

 

Ela o puxou para outro beijo, dessa vez sendo mais intenso e desesperado, ambos excitados e ansiosos para o que estava por vir. Minhee começou a guiá-los cegamente pela casa, querendo estar o mais rápido possível em seu quarto.  Não conseguiram andar pelos cômodos sem esbarrar em alguns móveis e paredes, o que rendeu algumas risadinhas por parte dos dois.

 

Separaram o beijo apenas quando Minhee puxou a camiseta de Chan, largando  em qualquer canto, e o empurrando na cama. Nem ao menos precisou pedir, ele mesmo se ajustou, deitando por completo na cama, com a cabeça próxima à cabeceira.

 

Ela também tirou o próprio robe antes de engatinhar pelo colchão e sentar no colo de Chan. Ele imediatamente levou a mão até a bunda dela, apertando com mais força enquanto pressionava com leveza contra seu pau, ela soltou um gemido sôfrego, jogando a cabeça para trás com as pálpebras fechadas e lábios entreabertos. Com um pouquinho mais de coragem, ele colocou os dedos entre os elásticos da lateral da calcinha, fazendo menção de tirá-la, o que foi aceito.  Minhee se afastou para retirar com as próprias mãos e voltou com rapidez  para o colo dele, soltando outro suspiro satisfeito.

 

Ele abandonou a bunda, subindo as mãos pela cintura até chegar na altura de seus seios, analisou a expressão dela, parecia tão entregue, mal lembrando a dominadora que dizia ser. Com a mente nublada de desejo, ele deslizou os dedos até os mamilos dela, se deleitando com o gemido gracioso que ela soltou, contudo não notou o sorriso maldoso que tomava de conta dos lábios aos poucos. Ela estava extremamente excitada com os toques de Chan, e ali viu a deixa perfeita para iniciar o que tinha em mente.

 

Chan estava com os dedos no fecho do sutiã quando ela agarrou seus pulsos com força e tirou as mãos dele de seus seios, prendendo-as acima de sua cabeça, deixando-o um pouco confuso.

 

— Você não acha que já me tocou demais? — disse com um certo desprezo. Chan estava confuso, mas rapidamente seu cérebro fez as ligações, estavam na cena desde o início. — Eu nunca disse que você poderia me tocar. — O sorriso maléfico não saía de seus lábios nem um por um instante.

 

Chan sentiu a cabeça girar e o estômago gelar, estava deliciosamente fodido.

 

— Eu não me arrependo — provocou. — Você parecia tão entregue sentada no meu…

 

Ele não conseguiu terminar sua frase, sendo surpreendido ao ter a calcinha dela enfiada em sua boca de forma rude. Seus braços se moveram instintivamente, mas logo foram pressionados contra a cama outra vez. Minhee não tinha uma expressão muito boa no rosto, o que fez seu pau dar uma fisgada, soltando pré-gozo de forma vergonhosa.

 

— Está falando demais também — comentou com  cenho franzido enquanto usava um dedo para enfiar o tecido  ainda mais fundo na boca dele. A calcinha não era grande o suficiente para sufocá-lo, apenas dificultava a fala.

 

Minhee pegou uma gravata casualmente posicionada na cabeceira da cama, e a utilizou para prender os pulsos de Chan para não ter mais problemas com suas mãos bobas. Ele não deixou de choramingar achando uma maldade sem tamanho ela deixar ele tocá-la e logo depois ser privado disso, porém, não era como se aquilo não o excitasse ainda mais.

 

Ela desceu de seu colo, o que resultou em um resmungo que foi ignorado, e analisou a bagunça que havia criado em seus lençóis. Chan tinha uma mancha de pré-gozo vergonhosa na calça de moletom clara e um olhar nublado de prazer.

 

— Sabe, você é tão…  patético , pensou mesmo que poderia me tocar assim? — Soltou uma risadinha irônica enquanto passava o dedo levemente pela ereção dele e o assistia se contorcer.  — Olha como você já está duro.  Não sente vergonha de  estar tão excitado desse jeito por causa de alguns beijinhos? —  Zombou com cinismo, logo substituindo o toque pela palma da mão, usando um pouco mais de força para esfregá-la no pau necessitado. Estranhou a textura diferente por ali, mas não deu a devida importância no momento. 

 

O gemido esganiçado de Chan foi abafado pela calcinha, ele estava desesperado por alívio, tanto que empurrou o quadril para cima, procurando mais contato com a mão de Minhee. 

 

— Olha que fofo o quão necessitado você está. — Ela levou a outra mão até a bochecha esquerda dele, acariciando levemente e o surpreendendo com um tapa forte, deixando a bochecha dele vermelha. — Você não sabe esperar? 

 

Ouviu um gemido engasgado e viu os olhos dele encherem de lágrimas, por um instante, voltou a atenção para as mãos dele, que apesar de estarem presas, não estavam apertadas, e livres para se moverem um pouco. Observou por alguns segundos, e quando o gesto de segurança não veio, ela voltou à cena. Chan percebeu aquilo e sentiu o peito aquecer, Minhee era simplesmente perfeita, a dominadora que sempre sonhou e ele podia dizer tranquilamente mesmo antes da cena finalizar.  

 

Chan ousou empurrar seu quadril para cima de novo, porém dessa vez Minhee tirou a mão de seu pau, fazendo-o choramingar. 

 

— Você é mesmo um imprestável impaciente. — Desferiu um novo tapa, agora do lado direito. Apesar da dor, Chan se sentiu muito satisfeito ao ter os dois lados do rosto ardendo.

 

Minhee estava com uma expressão séria, sem nenhuma sombra de sorriso.  Talvez ele tenha realmente irritado ela, ela ficava tão gostosa com a mandíbula travada de irritação. Chan soltou um gemido abafado, estava se torturando sozinho. Ela o encarou com uma expressão de desgosto e os olhos dele logo se encheram de água. 

 

— Você atrapalhou a minha brincadeira — disse séria e se aproximou, ficando bem perto de seu rosto, agarrando suas bochecas de forma rude. — Agora vou ter que te usar como um maldito brinquedinho inútil — grunhiu entredentes, apertando ainda mais a pele de Chan. As íris dela eram tão profundas  demonstrando exatamente a decepção sentida. Não conseguiu segurar mais, as lágrimas saíram silenciosas enquanto o pau ainda estava tão duro quanto pedra. 

 

— Fofo. — sorriu de lado ao ver as lágrimas e se afastou, deixando ele chorar sozinho enquanto a calcinha o fazia acumular cada vez mais saliva dentro da boca. 

 

Ela desceu da cama e encaixou os dedos na barra calça, notando algo diferente ali. Tinha planos de tirar tudo de uma vez, mas a curiosidade falou mais alto, então puxou apenas a calça cinza claro que já possuía uma marca escura de pré-gozo. A expressão de surpresa foi bem óbvia ao ver uma calcinha rosa com alguns babados e rendas acompanhada de uma cinta-liga adorável com um laço também rosa na coxa direita. 

 

Minhee tinha um sorriso travesso nos lábios, ter a oportunidade de ver Chan daquele jeito a deixou extasiada.  A composição dele preso, com uma coleira de submisso, olhos marejados, uma calcinha na boca e outra no próprio corpo fazia sua buceta pulsar. 

 

— Nunca imaginei isso. O chefe ranzinza e chato, é na verdade uma princesinha. —  Ela subiu na cama novamente, aproximando o rosto da virilha de Chan. Chegou bem próximo do pau dele, mas se afastou antes de encostar, recebendo um resmungo e um espasmo em resposta. 

 

Minhee era sócia investidora da empresa de Chan — além de ser uma amiga de longa data — e ia lá apenas para algumas reuniões, porém era o suficiente para vê-lo sendo um tanto severo com alguns funcionários. Ele sempre andava com uma expressão séria, às vezes até com um vinco entre as sobrancelhas pelo estresse acumulado. Uma vez o flagrou quase gritando com um garoto que parecia amedrontado e teve que intervir para evitar a grosseria que estava por vir.   

 

Chan não era um chefe ruim, ele apenas tinha muito estresse acumulado e por vezes acabava descontando em alguém. Agora Minhee desconfia de onde vem toda essa irritabilidade, acredita ser da falta de relações, ou até mesmo na falta de carinho das mesmas.

 

Ela passou o dedo pela cinta-liga, achando adorável. De certa forma, combinava com a nova versão de Chan que ele mostrava naquele momento. 

 

— Você costuma usá-las na empresa? — perguntou, acariciando a coxa por baixo da cinta. Chan ficou quieto e parado, se sentindo minúsculo diante daquela pergunta. — Responda! — disse irritada, puxando a cinta e logo a soltando, fazendo com que o elástico deixasse uma marca vermelha quase de imediato. 

 

Ele soltou um gritinho surpreso e os olhos transbordaram novamente. Por fim ele assentiu, se sentindo extremamente envergonhado por admitir aquilo para outra pessoa pela primeira vez na vida. Minhee sorriu ainda mais com aquela informação. 

 

— Então é por isso que não marca nada na sua calça, você está sempre de fio dental — afirmou pensativa e Chan choramingou, sentindo as bochechas corarem de vergonha. — Você é realmente uma vagabunda. — Ela riu em deboche, puxando a cinta novamente, sendo agraciada por outro gritinho.

 

Minhee aproximou as mão do quadril do outro, e apenas afastou a calcinha para libertar a ereção pesada, achou que seria um ultraje tirá-la. Bombeou o pau algumas vezes antes de se encaixar no colo dele. Admirou a cena novamente, ele era tão bonito, ainda mais gemendo desesperado por contato. 

 

Chan sentia o corpo entrando em combustão, estava tão excitado que tinha medo de gozar apenas com as palavras ditas por ela. Tê-la em seu colo estava o deixando louco e, por um momento, acreditou estar alucinando ao vê-la encaixar seu pau na própria buceta e ir descendo lentamente. Minhee soltou um suspiro satisfeito ao tê-lo completo dentro de si, ela tinha os olhos fechados e um pequeno sorriso nos lábios, estava aproveitando as sensações. 

 

Ela iniciou os movimentos, subindo e descendo devagar, soltando gemidos baixos enquanto ainda tinha os olhos fechados, Chan nunca quis tanto estar livre daquelas amarras, queria segurar as coxas bonitas e ajudá-la a se foder em seu pau. Vendo-a sobre si, ele se sentia quase como um intruso. Ela estava tão bonita consumida no próprio prazer, seria um insulto perturbar aquela cena. 

 

Os gemidos de Minhee começaram a ficar mais desesperados. O sorriso tinha sumido, dando lugar apenas aos lábios entreabertos. Suas coxas tremiam levemente e seu corpo dava pequenos espasmos. Chan não estava muito diferente, talvez até pior. Vê-la sentando em seu pau causava danos irreparáveis ao seu cérebro. Era delicioso o aperto da buceta ao redor de si, sentia que poderia gozar a qualquer momento. 

 

As mãos dela passaram pelo próprio corpo, acariciando os mamilos, causando espasmos mais fortes. Chan estava se sentindo usado, como se fosse só mais um brinquedinho dela, apenas um objeto sexual utilizado para o prazer de sua dominadora. Era quase como se ele não estivesse ali como pessoa, somente um pau para Minhee sentar. 

 

De repente, os movimentos do quadril aceleraram, fazendo Chan soltar um gemido sôfrego. Ao ouvir o som engasgado dele, os olhos dela se abriram, o encarando com uma intensidade extrema, quase como se fossem queimá-lo. Minhee se sentia cada vez mais excitada com a situação dele, era sua maior satisfação ser seus submissos sucubindo ao prazer.

 

As mãos foram em direção ao corpo de Chan, com unhas médias arranhando todo o caminho que fez da barriga até o peitoral, onde deixou um beliscão, arrancando um grito doloroso do outro. 

 

As lágrimas corriam livremente pelo rosto de Chan, assim como a saliva que escorria de sua boca. Era tanto prazer que sentia o corpo quase entrar em combustão. O olhar ardente de Minhee não se desviou, pelo contrário, apenas se intensificou mais quando as mãos continuaram o caminho até o pescoço bonito do mais velho, se acomodando por ali. 

 

Minhee queria fazer aquilo desde que viu o pescoço enfeitado com a gargantilha e a clavícula bonita sem nenhum tecido atrapalhando. Aplicou um pouco de força, recebendo um som engasgado, seguido de um pulsar dentro de si e  viu os olhos dele revirando ao forçar um pouco mais o aperto. Ela tinha um sorriso cínico nos lábios, adorando ver Chan naquele estado deplorável. Se afastou por alguns segundos, permitindo que ele respirasse um pouco antes de pressionar de novo.

 

A visão de Chan escureceu. Não sabia se podia gozar, afinal, não tinha recebido comando nenhum sobre aquilo, porém não aguentou. A quantidade de estímulos o levou ao limite, esporrando forte e se contorcendo por inteiro enquanto um gemido mudo lhe acometia. 

 

Dois segundos foi o tempo necessário para perceber o que havia feito.  Tinha gozado dentro dela e nem ao menos tentou avisá-la. O desespero tomou conta de seu olhar, temendo uma punição por conta disso. 

 

Minhee teve que reprimir um gemido ao sentir a porra dele escorrendo dentro de si.  Ao levantar  o quadril, ambos  puderam visualizar o líquido transparente pingando ali. Notando o olhar desesperado de Chan, ela vestiu uma expressão séria, apreciando-o silenciosamente.

 

— Olha a bagunça que você fez, seu brinquedo inútil. — Um tapa foi desferido contra a bochecha dele.. — Não consegue ao menos se controlar enquanto eu me divirto. — Deu outro tapa no mesmo lugar, dessa vez mais forte, deixando a derme bastante avermelhada. 

 

Chan gemeu manhoso. Continuava se sentindo excitado, apesar de já ter gozado. 

 

— Você é uma vagabunda, gemendo enquanto eu brigo com você — disse irritada com um riso debochado. Agarrou o rosto dele com grosseria, o fazendo ele soltar mais um resmungo delirante. — Eu vou fazer você limpar toda essa bagunça que fez.  

 

Os olhos deles se encontraram e Minhee conseguia ver nos de Chan apenas o desejo de ser usado.

 

— Espero que esteja com essa língua bem preparada, princesinha — sussurrou próximo ao ouvido dele. Chan se contorceu, imaginando o que viria a seguir. 

 

Minhee ajustou sua posição, deixando a cabeça de Chan entre suas coxas, sua buceta ainda pingava o prazer do outro, ocasionando a queda de algumas gotas no peito e rosto dele. Por último, ela puxou a própria calcinha entre seus lábios, fazendo com que um pouco de saliva escorresse de sua boca. Contudo, ela não esperou que ele se acostumasse sem a presença do tecido, apenas sentou no rosto dele enquanto se agarrava na cabeceira da cama.

 

Chan não queria decepcioná-la novamente, então se pôs a trabalhar com a língua, sentido o próprio gosto misturado ao dela. Era um pouco complicado fazer aquilo com as mãos presas, porém estava dando seu máximo para satisfazê-la. O fato de realmente ser  usado como um brinquedo, ver as coxas dela tremendo de prazer e ouvir ela gemendo como se ele nem estivesse ali era humilhante, mas também era satisfatório.

 

Talvez Minhee nunca admitisse, mas a língua de Chan era muito gostosa.  Ele sabia exatamente onde deslizar e chupar, fazendo-a  ir à loucura. Nenhum outro homem tinha a quebrado com tanta facilidade daquele jeito. Com poucos estímulos, já estava gemendo de forma desesperada enquanto se esfregava no músculo quente, mal se lembrando de sua pose dominadora, entregando-se por completo ao prazer que sentia.

 

Em todo seu tempo de submisso, Chan nunca tinha ficado tão frustrado de ter seus movimentos privados por estar amarrado como agora. Ele queria agarrar aquelas coxas bonitas e roliças e satisfazer aquela mulher como se fosse o último ato da sua vida. Era gostoso ouvir o deleite dela, mas sabia que poderia entregar muito mais se estivesse com as mãos livres. Mesmo querendo muito tocá-la, não achava que a vontade era forte o suficiente para que fizesse o gesto de segurança, afinal, frustração estava na lista de coisas que o excitava, o que inclusive estava acontecendo naquele momento.

 

 Não costumava se recuperar rápido após gozar. Mas, novamente, devido a quantidade de estímulos que Minhee estava proporcionando ao seu corpo, logo voltaria a ficar duro.

 

Uma das mãos de Minhee abandonou a cabeceira da cama para acariciar os próprios seios ainda cobertos com o sutiã, o que resultou em gemidos mais desesperados e espasmos pelo corpo todo. Chan conseguia vislumbrar parcialmente a expressão do rosto dela, a cena fazia com que que seu pau se contorcesse contra sua barriga. Estava rijo outra vez.

 

Não sabia como Minhee reagiria com seu pico inesperado de excitação, portanto,  resolveu focar nela, nos estímulos sobre o clitóris, esforçando-se para ir mais rápido, dedicando-se apenas ao prazer dela, ignorando completamente o próprio, afinal, estava ali apenas como um brinquedinho para satisfazê-la.

 

Depois de mais alguns segundos, Minhee não aguentou, se desfazendo na boca de Chan e se jogando para o outro lado para não sufocá-lo com seu peso. Ela respirava ofegante, bastante satisfeita com o orgasmo. Estava tão absorta em seu prazer que apenas saiu do estupor quando ouviu um gemido fraco. Ele estava igualmente ofegante, e tinha o rosto acabado, com as bochechas avermelhadas tanto pelos tapas de antes quanto pelo esforço que acabara de fazer. Também havia os rastros das lágrimas e os fluídos corporais de ambos, era uma verdadeira obra de arte.

 

Estava pronta para encerrar a cena, pois acreditava que já tinha acabado com ele, porém, ao descer o olhar pelo corpo malhado para continuar admirando seu trabalho, notou que ele estava duro de novo. O cenho franziu, já pensando no que fazer para resolver aquilo.

 

Chan, de olhos fechados, aproveitava a intensidade do momento. Não imaginando que seus braços seriam soltos e seu cabelo brutalmente puxado para cima, forçando-o a sentar. O grito que soltou foi respondido com um tapa em sua bochecha, indicando que deveria ficar quieto.

 

— Que brinquedinho ingrato — ela reclamou entredentes, bastante irritada. — Depois de tudo que eu fiz, você ainda está insatisfeito?

 

— E-eu… — Outro tapa foi desferido contra a pele dele. Minhee não queria uma resposta. 

 

— Cala a boca. Vira — disse firme, ajudando ele a ficar de bruços.

 

Chan não conseguiu evitar o gemido contido que soltou com o atrito que o seu pau fez com o lençol. Minhee notou isso e o puxou pelo quadril, deixando-o em uma posição semelhante a de quatro apoios, porém com rosto enterrado na cama, pois seus braços logo teriam outro destino. Pegou a gravata que estava jogada pela cama e se pôs atrás dele, admirando a bunda cheia e enfeitada com a calcinha rosa por alguns segundos. Puxou os braços dele e os amarrou novamente, agora nas costas.

 

Sentia-se exposto naquela posição, — apesar de ainda estar usando a calcinha e não estar completamente nu — as costas estavam extremamente arqueadas e a bunda muito empinada. Estava ansioso pelo que viria, mas nada o preparou para sentir ela saindo da cama e ouvir os passos dela se afastando sem dizer uma palavra. Será que suas ações tinham sido tão ruins a ponto dela desistir de continuar? Os olhos transbordaram de lágrimas novamente, tudo estava tão intenso em sua mente que a mínima pausa o deixou transtornado.

 

Minhee voltou depois de poucos minutos, logo notando as fungadas dele e,  ao se aproximar, viu também as lágrimas escorrendo. Ela não conseguiu evitar de soltar uma risada debochada e puxar os cabelos castanhos para apreciar o rosto dele mais de perto.

 

— O que foi? A vagabunda ficou triste que eu dei uma saidinha? — Ela sorriu ao vê-lo  assentir. — Não se preocupe, eu não deixaria você escapar dessa…

 

Soltou um suspiro aliviado, apesar das lágrimas não terem desaparecido junto com a angústia.

 

Ele ouviu uma agitação estranha, mas a posição que estava não lhe permitia bisbilhotar com facilidade. Contudo, a movimentação da cama dava a entender que ela estava vestindo algo, o que deixou o estômago de Chan borbulhando de ansiedade. 

 

As mãos delicadas de Minhee encontraram a bunda macia de Chan e deixaram um aperto carinhoso antes de descer lentamente a calcinha rosa entre as pernas dele, parando  na metade da coxa, que estava pressionada uma contra a outra. 

 

Em sua pequena saída, Minhee buscou algumas coisas, incluindo um frasco de lubrificante que seria imediatamente usado. Ela abriu e despejou uma boa quantidade em seus dedos, largou o tubo e se aproximou da entrada de Chan para espalhar o lubrificante no local. 

 

Chan apertou os olhos, soltando um suspiro surpreso, ansiando pelo que viria a seguir. O gemido fraco foi inevitável ao sentir a pressão de um dedo dentro de si. Ela movimentava devagar, apenas testando a resistência, quando o mais velho começou a se remexer, ela inseriu mais um. 

 

Minhee sabia que fazia algum tempo que Chan transava, então se empenhou em prepará-lo bem, apesar de já ter pensado em um bom castigo para ele, não queria que ele se machucasse de jeito nenhum. Ela curvou os dedos para baixo, imediatamente encontrando a próstata dele, o gemido desesperado seguido pelos os dedos dos pés e das mãos se contorcendo eram uma bela visão para Minhee. 

 

Ao contrário do que Chan pensou, ela não inseriu um terceiro dedo e muito menos os trocou por algo maior, apenas ficou roçando lentamente em sua próstata, deixando-o à beira da loucura. Sentia seu pau latejando, queria muito gozar… mas aqueles estímulos não eram o suficiente, ele precisava de mais. Seu corpo começou a se remexer, e ele não viu, mas essa ação tirou um sorriso perverso de Minhee. 

 

— Você quer mais, não é, minha princesa? — disse ao se aproximar do ouvido dele, sem parar os movimentos com os dedos.

 

Chan sentiu um arrepio percorrer o corpo inteiro, deixando seu estômago borbulhando de ansiedade, já estava excitado, mas ouvir o pronome possessivo fez com que seu corpo bombeasse todo o sangue direto para o seu pau. Aquela única palavrinha tinha o deixado completamente transtornado, tanto que balançou a cabeça desesperado, precisava de muito mais. 

 

O sorriso dela persistiu e ela se afastou, parando por um segundo antes de começar a socar os dedos de forma bruta e intensa contra a próstata dele, o grito de prazer que Chan soltou foi música para seus ouvidos. Não demorou muito para o corpo dele começar a tremer devido a sensibilidade, mas ela ainda tinha planos, então com a mão livre, agarrou o pau pela base, apertando com firmeza, evitando que ele gozasse. 

 

Ele grunhiu de desespero, as lágrimas já escorrendo de seus olhos, o prazer era extremamente intenso e contínuo. Ele precisava gozar, mas não conseguia chegar ao ápice. O corpo involuntariamente começou a dar espasmos implorando pelo clímax, porém o aperto de Minhee não dava brechas. 

 

Minhee puxou os cabelos castanhos, apenas para que ele levantasse a cabeça para poder observar a obra de arte que havia se tornado. As lágrimas enfeitando as bochechas, a pele avermelhada, a respiração ofegante e os lábios entreabertos que soltavam inúmeros gemidos, aquilo tudo era o prazer dela. 

 

— Você não achou que ia gozar uma segunda vez tão fácil, achou? —  Soltou uma risadinha irônica e soltou os fios dele, fazendo-o cair  contra o lençol. 

 

Chan choramingou e virou o rosto para mostrar as lágrimas, esperando que ela se compadecesse de seu sofrimento, contudo, recebeu apenas mais estímulos sem nenhuma previsão de que pudesse liberá-lo. 

 

— Min… Por favor… — Sua voz saiu fraca e manhosa, tentando implorar por algo que tinha certeza que não ganharia no momento. Minhee apenas soltou uma risada sarcástica e se afastou por alguns segundos. 

 

Ao mesmo tempo que era aliviante, era desesperador, ela tinha parado por quê? Será que havia feito algo de errado novamente? Mal deu tempo de continuar se sentindo aflito, pois ela voltou à posição anterior e continuou socando os dedos fundo em Chan, que começou a choramingar outra vez . 

 

Ela não estava segurando o pau de Chan, deixando-o  com a falsa esperança de que daquela vez ele poderia gozar. Apesar de querer mais, se pudesse pelo menos chegar ao clímax, estaria extremamente satisfeito. Mais uma vez ele estava errado, quando começou a dar sinais de que estava perto do ápice, ela segurou seu pau de novo, com ainda mais força. A única coisa que saía de si era o pré-gozo, que pingava em abundância no lençol da cama, formando uma pequena poça e relembrando sua triste situação. 

 

— Será que você aguenta mais uma vez? — ela perguntou baixo, com um sorriso ladino, sem parar os movimentos, apenas diminuindo a intensidade. 

 

— Não, por favor… — Chan arregalou os olhos e soluçou, tudo que ele queria era gozar naquele momento. — Eu preciso gozar, eu preciso que me foda bem fundo, por favor… — disse manhoso, esperando amolecer um pouco o coração de Minhee. 

 

Minhee sorriu, satisfeita com o resultado de sua pequena tortura Retirou os dedos de dentro dele e se afastou minimamente, ganhando um muxoxo insatisfeito em resposta, o que deixou-a um tantinho irritada.

 

— Vou dar o que a vagabunda quer. — Junto com a frase veio um tapa ardido na bunda do outro, que soltou um gritinho. — Fique quieto, senão vou repensar se você realmente merece gozar de novo — disse com a expressão fechada enquanto via as lágrimas dele descerem pelas bochechas coradas. 

 

Apesar da dureza de suas ações e palavras, Minhee terminou de tirar a calcinha dele com muita delicadeza e calma, tomando cuidado para manter a cinta-liga que enfeitava a coxa bonita. Também pegou um travesseiro para ele apoiar o quadril e ficar mais alto, afinal, precisaria mudá-lo de posição para meter com mais conforto. Auxiliou Chan a deitar e abriu as pernas dele apenas o suficiente para se acomodar ali.   

 

Minhee alcançou o tubo de lubrificante e um segundo item que havia trazido em sua saída mais cedo, um dildo rosa claro que foi imediatamente colocado no strap que ela havia vestido antes. Uma boa quantidade de lubrificante foi despejado nele, assim como na entrada de Chan. Ele soltou um suspiro satisfeito ao sentir o brinquedo o invadindo, o desconforto foi mínimo devido ao tempo que Minhee ficou o preparando. 

 

Ela se posicionou melhor em cima dele, fazendo com que o dildo entrasse bem fundo, arrancando um gemido manhoso de seus lábios. Minhee também se apoiou na cintura, segurando tão firme que com certeza deixaria marcas na pele leitosa. Chan estava se sentindo bastante satisfeito, apesar dela não ter começado a se mexer, se sentia cheio. A pressão que ela fazia em sua cintura, consequentemente o empurrando contra a cama, e o atrito de seu pau com o travesseiro, tudo o fazia sentir que gozaria muito rápido. 

 

Minhee achou graciosa a forma que suspiros e pequenos gemidos saíam da boca de Chan apenas com aquilo, perdeu-se por alguns segundos observando o homem bonito e manhoso em sua cama antes de começar a se movimentar bem devagar. 

 

— Minha princesinha está satisfeita agora? — sussurrou próximo ao ouvido dele, enviando uma linha de arrepios por toda sua pele. — Com um pau bem fundo dentro de você?

 

Chan abriu a boca, contudo, os movimentos mais intensos e rápidos dela interromperam sua fala, transformando-a em um gemido engasgado. 

 

— Você é tão inútil que nem consegue me responder — disse com uma expressão ladina acompanhado de uma risada sarcástica.

 

— S-sim… — murmurou, sem saber exatamente o que, tirando outra risada dela. 

 

— É fofo como você fica burro quando está recebendo prazer. — O sorriso malicioso não saía de seus lábios, adorando aquela interação. 

 

Afastou-se um pouco e focou em seus movimentos, estocando de forma mais profunda e precisa. Os gemidos de Chan já saíam um atrás do outro, seus olhos fechados, derramando lágrimas finas, e a boca estava aberta, deixando um fio de saliva escorrer para o lençol. O pau esfregava  contra o travesseiro com mais intensidade devido aos movimentos de Minhee, deixando Chan à beira da loucura.  

 

Minhee viu o momento exato em que ele começou a sucumbir de prazer, o corpo tremia intensamente e os dedos das mãos presas nas costas estavam se contorcendo e, por mais que não pudesse ver, jurava que os dos pés estavam da mesma maneira. Ele logo chegaria ao ápice, isso é fato, portanto, continuou em sua tarefa de tornar isso real. 

 

O espasmo intenso, seguido pelo gemido mudo que Chan soltou foi o indicativo que ele tinha gozado. Minhee se sentiu tentada a explorar a superestimulação, porém temeu que fosse muito para Chan naquele momento, então apenas começou a diminuir a velocidade, para prolongar seu prazer, até que parasse por completo. 

 

Ele ainda soltava alguns lamúrios baixos quando ela se retirou, o deixando com a mente nublada de prazer. Minhee se aproximou mais uma vez, agora deixando um carinho suave nos fios castanhos. Continuou ali com o cafuné por mais algum tempo, também deixando algumas carícias pelas costas suadas, esperando que a mente nublada de Chan se recuperasse.  

 

— Vou sair rapidinho para preparar seu banho, meu bem, você foi muito bem. — O sorriso que ela tinha nos lábios agora era suave, saindo de seu papel como dominadora. Antes de se afastar por completo, deixou um selar na testa dele e um carinho singelo em sua bochecha ainda corada. 

 

Minhee desceu da cama, não esquecendo de tirar o strap e o dildo, e foi até o banheiro, onde havia uma banheira, que logo começou a ser enchida. Enquanto a água escorria da torneira e preenchia o espaço, ela tomou um banho rápido no box que ficava ao lado. Provavelmente entraria na banheira com Chan, mas queria focar apenas no banho dele, então ficaria mais confortável se já estivesse limpa. Após terminar o próprio banho, Minhee desligou o registro da banheira  e vestiu um roupão para buscar Chan.

 

— Meu bem, consegue levantar? — ela perguntou ao se aproximar de Chan, novamente deixando um carinho em seu cabelo. Aproveitou a proximidade para retirar as únicas coisas que ainda haviam permanecido no corpo dele: a cinta-liga e a coleira de submisso. 

 

Chan sentia o corpo mole, por mais que já tivesse se livrado de parte da névoa em sua mente, não tinha certeza que aguentaria ficar de pé, porém a voz da mais nova estava tão doce que tinha vontade de fazer exatamente o que ela dizia. Seu lado submisso ainda não tinha dissipado plenamente, então sua vontade de obedecer e se submeter prevalecia. 

 

— Hm.. Não sei, mas posso tentar — disse com a voz rouca e baixinha. 

 

— Eu te ajudo — disse já auxiliando o outro a se sentar na cama e, oferecendo um sorriso carinhoso, perguntou: — Você está bem? 

 

— Melhor impossível. — Ele sorriu pequeno, estava cansado e sonolento, mas tinha gostado de tudo, do início ao fim. 

 

Minhee sentiu um quentinho no peito e algo que já havia pensado antes, se aflorou mais ainda em seus pensamentos. Chan tentou se levantar, mas suas pernas estavam mesmo fracas, então Minhee teve que arrastá-lo até o banheiro. 

 

Colocou Chan na banheira com cuidado, ouvindo-o soltar um suspiro aliviado, provavelmente pela água quente estar amenizando a tensão de seus músculos. Minhee tirou o roupão que estava vestindo e entrou na água junto com o mais velho, sentando-se atrás dele. Ele não demorou a se deitar contra o peito dela, sentindo a necessidade de tê-la perto de si. Minhee soltou uma risadinha e então buscou o sabonete na borda da banheira para começar a ensaboá-lo com calma. 

 

O silêncio era reconfortante e Minhee utilizou dele para pensar. Fazia tempo que ela não tinha um submisso fixo, e sentia que Chan poderia não ser apenas  isso, como também um possível relacionamento. Da parte dela, reconhecia que poderia se apaixonar facilmente pelo amigo. Gostaria de continuar a tê-lo  como submisso por  ele ser o tipo dela. Não era desobediente, mas também não se entregava fácil, ainda era atrevido. A vontade de tê-lo consigo era muito grande.

 

Após ensaboá-lo, foi para o cabelo. Passou o shampoo com cuidado e esfregou fazendo uma massagem no couro cabeludo dele.  Chan soltava pequenos murmúrios como se estivesse dormindo ou tirando um cochilo. Minhee não se importou, imaginava que ele estivesse bem cansado devido todo esforço que fizeram há alguns minutos. Enxaguou os fios castanhos e passou para o condicionador, desembaraçando-os com cuidado.

 

— Chan — chamou baixinho, recebendo um resmungo em resposta. — Vou deixar o condicionador agindo no seu cabelo e vou arrumar a cama, tudo bem? — perguntou e achou adorável o jeito que ele assentiu devagar. 

 

Ela se levantou e buscou pelo roupão novamente. Deu uma última olhada para Chan, vendo-o com uma expressão serena, e então saiu do banheiro, indo em busca de vestir uma roupa confortável. 

 

Tirou os lençóis sujos e jogou no cesto, substituindo-os por outros limpos, também separou o travesseiro que haviam utilizado para mandar higienizar. Guardou os brinquedos em uma gaveta separada para limpá-los. 

 

Seu olhar foi atraído pela gargantilha simples na mesa de cabeceira, os dedos coçando para fazer algo. Vasculhou uma de suas gavetas, achando exatamente o que queria. Apressou-se para personalizar a coleira, esperando que sua proposta fosse aceita. 

 

Antes de voltar ao banheiro, separou uma roupa para ele usar.  Modéstia à parte, ela tinha bunda, coxa e seios fartos, então suas roupas eram um pouco maiores naturalmente, além de ser uma grande amante da moda oversized e confortável, motivo pelo qual tinha certeza que as peças caberiam em Chan. Algo dentro de si se remexeu de ansiedade para vê-lo em suas roupas, parecia uma necessidade. Não sabia se ele gostaria de ficar para dormir consigo, mas não iria se opor caso ele quisesse ir embora — ainda que preferisse que ele ficasse. 

 

Quando chegou ao banheiro, encontrou Chan na mesma posição, provavelmente  tirando outro cochilo. Partia o coração dela ter que acordá-lo mais uma vez, mas precisava o tirar da água.

 

Channie — chamou, tocando levemente em seu ombro e recebendo outro  resmungo em resposta. — Vamos, enxaguar seu cabelo e depois vou te levar pra cama. 

 

Notou que ele não era muito vocal após uma sessão intensa de sexo e achou uma graça. Deixou um carinho rápido na bochecha, e pegou o chuveirinho para tirar o condicionador dos fios castanhos.

 

Chan estava sonolento, então as mãos delicadas e suaves de Minhee em seu cabelo o levavam ainda mais perto do mundo dos sonhos. Apesar de estar muito cansado, não conseguia deixar de notar o carinho e o cuidado que ela tinha consigo, o que deixava seu peito quentinho, afinal, nunca tinha recebido um aftercare tão bom como aquele. 

 

As experiências dele com BDSM não tinham sido tão boas e, apesar de saber que não era saudável, se acostumou com menos que o mínimo. Ver Minhee agindo com tanto apreço e atenção mostrava uma realidade diferente, dava para ver nos atos dela o quanto gostava de cuidar de seus submissos. 

 

Minhee o vestiu com outro roupão e pegou uma toalha para tirar o excesso de água do cabelo dele, logo o tirando de seus pensamentos. Agora as pernas de Chan não se assemelhavam tanto com uma gelatina, então ele conseguiu andar até a cama apenas com ela ao seu lado. Sentou-se na borda do colchão e aguardou ela voltar com o secador.

 

Tudo a seguir foi feito em silêncio, já que o barulho alto não deixava que uma conversa existisse, porém não era necessário já que as mãos cuidadosas de Minhee significavam muito mais para Chan do que qualquer conversa. Após deixar os fios castanhos bem secos, Minhee desligou o secador e o guardou, aproveitando para buscar um hidratante de massagem corporal. 

 

— Channie, vou tirar parte do roupão pra te fazer uma massagem, ok? — Como sempre, avisou o que faria, mas diferente das outras vezes, o mais velho a olhou confuso. 

 

— Você acha necessário? — perguntou envergonhado. — É que ninguém nunca fez tanto por mim — sussurrou, esperando que ela não tivesse escutado.

 

 Para seu azar — ou sorte —, ela escutou e não gostou nadinha do que ouviu. Sabia que viviam em uma comunidade um tanto quanto tóxica, mas era absurdo que ninguém tivesse feito o mínimo por Chan. Minhee respirou fundo antes de respondê-lo:

 

— Claro, meus submissos merecem o melhor que eu puder oferecer, e não o mínimo. Apesar de não ter sido uma cena com muito esforço e dor física, ainda sim você pode ficar dolorido. 

 

Chan sentiu os olhos encherem de água, porém não por tristeza, e sim de alívio por ter encontrado alguém tão boa naquela comunidade tóxica, alguém que sempre esteve tão próxima. Talvez, se tivesse tentado se aproximar dela com essa intenção antes, poderia ter evitado diversos traumas. Não valia a pena pensar no passado, não quando era imutável. Sem dizer nada, ele mesmo tirou o roupão, aceitando o aftercare de bom grado. 

 

Minhee sorriu e despejou uma quantidade de hidratante nas mãos. Se  Chan aceitasse ser fixo, teriam que conversar sobre aquilo, deixaria isso para pensar mais tarde. Os dedos delicados deslizaram pelos ombros um pouco tensos do mais velho, tanto pela cena quanto do seu dia-a-dia como CEO. Ela tinha feito alguns cursos, então identificar alguns pontos de tensão e desfazê-los não foi difícil, passeou pelas costas inteira, incluindo a lombar e depois foi para os braços, focando nos pulsos, onde tinha algumas marcas das amarrações de antes. 

 

Chan estava nas nuvens. Impressionado com a habilidade dela, quase gemeu de novo quando todo o peso que estava carregando há semanas simplesmente desapareceu sob as mãos macias e pequenas dela. 

 

— Pronto, novinho em folha — ela disse sorridente ao se afastar e ver Chan abrindo os olhos. 

 

— Isso foi maravilhoso — respondeu arrastado, ainda na nuvem de torpor que a massagem trouxe. 

 

— Peguei essas roupas minhas para você vestir caso queira passar a noite comigo —  Minhee falou, tentando disfarçar o nervosismo. 

 

— Eu posso? — perguntou esperançoso.  

 

Tudo que queria era passar mais tempo com ela. Queria deitar abraçado com ela, enquanto sentia as mãos pequenas distribuindo carinhos em seu cabelo. Desejava trocar diversos beijinhos cuidadosos e calorosos pelo resto da noite.

 

— Claro. — Sorriu, oferecendo as roupas para ele, que pegou entusiasmado.

 

Ele se trocou ali mesmo, sem um pingo de vergonha por estar na frente dela, afinal, ela já tinha visto tudo mesmo. A calça de moletom e a camiseta serviram certinho, acompanhadas de um cheiro muito bom e uma sensação deslumbrante de pertencimento. 

 

Minhee mordeu os lábios, segurando todos os comentários sujos por ter Chan vestido com suas roupas, não era o momento para aquilo. Guardou as frases pecaminosas em sua mente, assim como a imagem do outro. 

 

Aquela situação a encorajou para iniciar o assunto que tanto desejava tratar naquela noite.

 

— Chan… — chamou, puxando-o para sentar-se consigo na cama. — Preciso te falar uma coisa. 

 

Chan se sentiu apreensivo, apesar de saber que não poderia ser algo ruim, ainda sim sua mente presa ao passado lhe pregava peças, fazendo-o pensar nos piores cenários possíveis. 

 

Ao contrário de Chan, Minhee estava nervosa de fazer a proposta, não sabia o porqu ê de se sentir assim. Sempre tinha sido direta, mas talvez por Chan ser seu amigo de longa data, por ser seu sócio ou por ela sentir algo diferente em relação a ele se tornava mais difícil . Não sabia dizer o motivo, contudo, engoliu o nervosismo, segurou nas mãos dele e se pôs a falar:

 

— Eu sei que talvez pareça cedo demais e que talvez seja uma proposta estranha… Também peço que não se sinta obrigado a aceitar, mas gostaria que você se tornasse meu submisso fixo e exclusivo… pigarreou, abrindo os olhos em surpresa pela própria fala .  — De ambas as partes, é claro. — assegurou. — Você aceita?

 

Mas que porra, Minhee, a exclusividade não estava na ideia inicial, e se ele não concordar por causa disso. — Seu subconsciente brigava consigo, mas não pôde evitar esse ato falho, afinal, apenas expôs aquilo que estava enterrado dentro de si. 

 

Chan a olhou confuso, dava para notar o quão nervosa ela estava, o que parecia contraditório, já que Minhee nunca foi desse tipo em todo o tempo de amizade que tiveram. Em contrapartida, a proposta era a melhor que ouvira em anos, então recusá-la não era uma opção. 

 

— É claro que aceito, Min. Se eu dissesse não,  você poderia me levar pro hospital no mesmo instante, com certeza estaria doente — ele disse sorridente, puxando-a para um abraço. 

 

Minhee soltou a respiração que nem lembrava de estar segurando e derreteu no abraço tão conhecido por si. A contragosto, ela se afastou, lembrando-se de algo, indo até a mesa de cabeceira para buscar. 

 

— Eu fiz isso também, espero que goste. — Entregou a coleira a ele, agora com as iniciais LM e um pingente de argola. 

 

Chan segurou aquele pedaço de couro como se fosse a joia mais preciosa do mundo. Não perdeu tempo ao colocá-la em si mesmo e então correu para frente de um espelho para ver como ficava em si. Estava se sentindo tão bonito, a coleira adornava seu pescoço de forma graciosa. 

 

— Você está lindo — ela sussurrou, abraçando-o por trás.

 

Ficaram ali por mais alguns momentos, admirando um ao outro pelo espelho com um sorriso enorme nos rostos. Ambos se sentiam incrivelmente sortudos por terem um ao outro ali.

 

Depois de alguns selares castos e elogios brandos, eles se enrolaram nos lençóis, com Minhee sendo a conchinha maior, é claro. Concordaram em conversar melhor sobre aquele novo estágio do relacionamento ao acordarem, por hora, se contentaram em discutir coisas banais como: contar ou não para Felix e Jeongin, quem faria o café da manhã, se manteriam isso longe da empresa e se Chan gostaria de ser chamado de princesa fora da cama também. 

 

E então caíram no sono, assim como deveriam estar há muito tempo: juntos. 

Notes:

espero que vocês tenham gostado, um beijo❤️❤️