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Além do véu

Summary:

Harry Potter chegou ao seu limite com o mundo mágico britânico e decidiu deixar eles á sua própria sorte. Essa decisão levou Harry a um caminho que ele não esperava, mas que lhe trará mais liberdade e escolhas do que ele jamais esperou ser possível.
Essa é primeira de uma série que nos levará ao mundo escuro e sedutor de Anita Blake.

Notes:

(See the end of the work for notes.)

Chapter 1: O Suficiente

Summary:

Editado em 11/10/25

Chapter Text

1 de julho de 1996, Estação King's Cross, Londres.

Harry Potter estava cansado, não só fisicamente, ele sentia que estava prestes a se esvair em pedaços, esse foi o pior ano da vida dele, e isso queria dizer algo já que a vida dele desde que ele tem memórias foi um inferno. O quinto ano dele em Hogwarts foi péssimo antes mesmo de começar, com todos sem responder suas corujas, o ataque dos dementadores, o julgamento e tudo mais. Só piorou ao chegar na escola, ver todos olhando com desconfiança e aquela maldita professora com aquelas malditas penas. Mas eu deveria saber que tudo o que é ruim pode piorar ainda mais, ver seu padrinho, a única pessoa que realmente se importava com ele morreu, destruiu tudo dentro dele, e depois ter que ouvir a profecia marcou o fim de tudo para ele. Ele teve o suficiente de todos eles.

Agora no trem, rodeado de pessoas que deveriam lhe trazer conforto, ele só se sentia vazio por dentro, suas emoções estavam embotadas e ele só sentia tristeza e fúria. Ao seu redor, seus amigos, aqueles que estiveram com ele no ministério naquele fatídico dia, estavam conversando e rindo, mas ele notava os olhares que às vezes lhe lançavam, de preocupação, pena, e da parte de Hermione um “ eu te disse” que ela ainda não falou, mas está louca para dizer.

Harry ouviu o aviso com o resto dos alunos no Expresso de Hogwarts retornando da antiga escola para as férias de verão.

Londres: Quinze minutos. Por favor, certifique-se de que todos os seus pertences sejam retirados do trem imediatamente após a chegada. Obrigado.

Hermione se virou para ele, ignorando o que todos ao redor, inclusive Malfoy já perceberam, sua cara de “venha até mim por sua conta e risco” e falou:

-Harry, vai vestir sua roupa não, já estamos chegando e você não pode aparecer na Londres trouxa vestido desse jeito!-

Harry assentiu brevemente, se levantou, tirou sua varinha, silenciosamente levitou o seu baú e foi para o banheiro se trocar.

Hermione e Ron trocaram um olhar preocupado às suas costas, mas ele já havia partido e não notou nada, ao chegar no banheiro e se ver no espelho notou o quão destruído parecia, então respirou fundo e tomou uma decisão que deveria ter tomado a muito tempo, iria deixar tanto o mundo mágico, que só lhe tirava sem nada lhe dar, quanto os Dursley para quem nunca mais queria ver ou ouvir falar. Passou água no rosto, se enxugou, tirou sua capa da invisibilidade do baú, lançou um reducio silencioso nele, o guardando no bolso, e foi esperar perto de uma das portas do trem, se preparando para ir embora deste mundo sem olhar para trás.

Assim que o trem parou Harry foi embora, passou por muitas pessoas conhecidas, várias desconhecidas, ao chegar na parte trouxa da estação viu as pessoas da ordem, falando com um Dursley cada vez mais roxo, e deu graças a Deus ter decidido ficar bem longe deles. Foi então pegar um metrô para Charing Cross Road. Cerca de oito minutos depois estava saindo da estação e se divertindo vendo os trouxas se assustando com as catracas se movendo sozinhas. uma curta caminhada depois e estava em frente ao Caldeirão Furado, que parecia o mesmo de sempre. Entrou no pub junto com outras pessoas, e com elas pessoa pela entrada para o beco diagonal. O pior de tudo foi que eles nem o notaram entre eles, pelo visto o mundo mágico não vai durar uma semana antes de ser levado por Voldemort. Segui o caminho conhecido até gringotes, antes de entrar, tirei a capa, a dobrei e guardei.

Ao entrar, esperei na fila para falar com o goblin.

—Ah, Senhor Potter, finalmente resolveu aparecer em uma convocação de Gringotes? — falou o contador goblin.

– Convocação? Que convocação?—Perguntou Harry.

O contador goblin vendo meu rosto de incompreensão falou com um goblin ao lado dele numa lingua que não consegui enteder, se virou de volta para mim e falou:

– Senhor Potter, siga Bogrod ao seu gerente de contas, ele poderá lhe explicar mais. — Disse ele apontando para o goblin ao lado dele.

Harry estava confuso e começando a ficar com raiva, mas decidiu jogar bem por enquanto. Ele esperaria que tudo fosse explicado, pegaria seu dinheiro e daria o fora. Ou pelo menos isso era o que ele planejava.

Depois de entrar em corredor e passar por inúmeras portas, Bogrod bateu numa porta com uma placa que lia “ Gerente das contas Peverell-Potter - Ugrud - Do Clã Blood Drinkers”.

Bogrod bateu na porta, a abriu e pediu que ele entrasse. A sala era ampla, tinha vários adereços nas paredes, na frente da porta uma mesa de madeira pesada com uma cadeira atrás dela com um goblin de aparência sarcástica, me sentei em uma das duas cadeiras na frente dela.

-Senhor Potter, finalmente chegando na hora certa de uma convocação.- Disse o goblin, que acho ser Ugrud, de trás da mesa.

-Veja bem, eu nunca recebi uma convocação, na verdade eu nunca recebi nada de Gringotes.- Falei, já começando a ficar chateado com todos me cobrando por algo que eu nem sei o que é.

Ugrud me olhou e o que viu deve tê-lo irritado porque eu acho que ele começou a xingar na língua dos goblins, ou pelo menos era o que parecia.

-Senhor Potter, pelo visto você herdou de seus ancestrais a arte de sempre me trazer problemas, vamos primeiro resolver o que eu chamei o senhor, depois resolveremos seus problemas e o que te trouxe aqui, tudo bem?- Perguntou Ugrud enquanto massageava a testa e eu assenti.

-O senhor foi convocado aqui hoje, Senhor Potter, de acordo com as diretrizes estabelecidas entre os goblins e o Ministério da Magia referentes ao dispositivo conhecido como "Véu" na Câmara da Morte do Departamento de Mistérios. De acordo com essas diretrizes, quando um bruxo ou bruxa passa pelo Véu, ele é considerado morto e suas contingências relativas à sua morte: a saber, seus últimos testamentos ou qualquer outro documento legal semelhante, ou, na sua ausência, as leis de herança vigentes na Grã-Bretanha Bruxa, devem ser cumpridas.- Disse Ugrud com imparcialidade. Mas eu senti como se um frio se acomodasse em mim, para nunca mais ir, era o testamento do Sirius, meu padrinho, me senti vazio e cheio de uma dor aguda ao mesmo tempo, mas tentei focar e ouvir o que ele falava, e ao ouvir me dei conta do que ele disse “considerado morto” isso queria dizer que havia a chance do véu não levar a morte e sim a outro lugar? Iria pensar mais nisso, mas agora precisava focar no que Ugrud estava falando.

-Sirius Orion Black III foi o último membro nascido e nomeado da Casa Black e, como tal, era o único herdeiro de toda a propriedade Black, incluindo Vossa Senhoria e, como tal, e considerando sua relação de sangue e status como seu afilhado, você agora é o único herdeiro da propriedade Black.- Depois de falar isso, ele me entregou um portfólio onde estava descrito tudo da familia Black, depois de acalmar a dor em meu peito, virei as páginas do portfólio e vi a página que falava sobre Grimauld Place número 42, e como Sirius havia me ensinado bloqueie o acesso para todos exceto eu, expulsando assim os que lá ainda estavam.

-Esta é a contabilidade dos bens de Potter está de acordo com a lei da Grã-Bretanha Bruxa, que afirma que, como pelo menos três órgãos independentes — Dumbledore, um representante da ICW, Barty Crouch como chefe de departamento do ministério e vários funcionários da escola — concordaram que você participaria de uma competição para bruxos e/ou bruxas maiores de idade , você foi emancipado em 31 de outubro de 1994.- Respirei fundo olhando para a pasta que ele me entregava, segurei minha raiva e a peguei. - No entanto, existem certas restrições que não têm nada a ver com o status legal do titular da conta e sim com o processo de maturação do seu núcleo mágico; portanto, você não terá acesso à sua herança completa até que isso ocorra.- Assenti, eu entendia por que isso acontecia, a maturação mágica era importante, e isso ser levado para a administração das casas mágicas parecia lógico para mim.

-Era isso o que você queria me dizer?- Perguntou Harry

-Sim, era isso. Mas o que você me falou lança na luz algumas irregularidades que precisam ser corrigidas. —Disse Ugrud.- Veja bem Senhor Potter, impedir de Gringotes chegar a um cliente é um crime grave, mas a forma que foi feita, só pode ser consertada por um bruxo.Este estabelecimento lida apenas com o mundo físico. Ouro. Sangue. Artesanato. Não nos envolvemos com a magia e os costumes dos bruxos. Entende o que quero dizer com isso, Senhor Potter? —Perguntou Ugrud.

-Você que dizer que o que me impede de receber correspondência de Gringotes é magia-bruxa e com isso você não pode me ajudar, é isso? —Perguntou Harry.

-Exatamente, Senhor Potter, e isso me irrita, e também irritará o chefe da filial quando ele souber de todo esse assunto. —Disse Ugrud, parecendo irritado.

-Como você disse sangue, você lida com cura então, e ouro você poderia coletar algo e leiloar algumas partes de um animal exótico e extraordinário?- Perguntou Harry querendo acalmar o goblin à frente dele.

-Na verdade sim, Senhor Potter, podemos fazer isso.