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(Ex) Marido

Summary:

Onde Taehyung e Jungkook eram um casal que acabaram terminando o relacionamento de anos devido a certos desentendimentos. Mas será que os ex maridos irão se juntar novamente na viagem em família a qual a filha do casal, Hyunji, pediu tanto?

Notes:

Olá! Quanto tempo...

Aqui está a obra mais longa que já escrevi até o momento! Espero que gostem ;)

Isso aqui é +18, se você tem menos, leia por conta própria, não me responsabilizo por nada.

Me perdoem os erros e boa leitura! 💓

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

No começo, quando se conheceram, tudo eram flores. Jungkook e Taehyung se amavam tão intensamente que as pessoas ao redor ficavam maravilhadas com tamanho afeto. Mas claro que tudo que é bom, não dura tanto tempo assim.

Tiveram o primeiro contato na escola quando ainda eram adolescentes, Jungkook com 14 anos e Taehyung com 15 anos. Depois que tiveram que dividir a mesma barraca em um acampamento que foram com os colegas na viagem escolar, acabaram virando amigos inseparáveis, daqueles que fazem tudo juntos e contam qualquer coisa um para o outro.

Mas no dia da festa de aniversário de 18 anos do mais novo, algumas coisas mudaram — para melhor —.

Já estavam um pouquinho alterados — mas ainda sóbrios — por conta de terem bebido alguns copos de cerveja, então depois de muita conversa íntima e criarem coragem para revelar seus sentimentos, em um determinado momento, finalmente deram o primeiro beijo às escondidas em um quartinho que havia lá no fundo da casa, cheio de tralhas e equipamentos de jardinagem.

Ambos ficaram muito felizes e animados com a nova descoberta, afinal, nunca haviam beijado ninguém antes pelo fato de já saberem que se amavam e não queriam se relacionar com outras pessoas. Realmente eram apaixonados um pelo outro e não era apenas uma amizade qualquer. Esperaram o momento certo para trazerem tudo isso à tona.

Depois de assumirem um relacionamento oficial, era o momento de contarem para os pais.

As mães de Taehyung aceitaram numa boa e ainda disseram que era muito óbvio que iriam namorar um dia. Os dois jovens até ficaram sem graça depois de ouvirem tamanha sinceridade, mas claro que se sentiram bastante acolhidos também.

Já com os pais de Jungkook foi um pouco complicado. O pai não foi tão receptivo assim. Claro que não xingou e nem bateu no filho, mas o olhar reprovador estava lá, e isso fez o casal se encolher no sofá com medo do que iriam escutar. Mas ao contrário do homem, a mãe foi muito carinhosa e acolhedora, além de ser a única pessoa que conseguiu deixar o clima da sala mais agradável.

– Está tudo bem, papai? – Jungkook arriscou dizer depois de ter contado tudo.

– Na verdade eu-

– Ele está bem, filho, não se preocupe! – Sorriu carinhosa. – Podem ir jogar videogame.

– Mas eu-

– Shiu, vá para o quarto Jeon Kyun! – Mandou, vendo o patriarca resmungar, mas obedecer. – Filhote, não precisa ter medo do seu pai, nem você e nem seu namorado. Mamãe vai cuidar disso, tá bom? – Viu o filho assentir. – Você foi muito bem vindo como amigo, e agora será muito bem vindo como namorado do Kookie, Taehyung. Espero que cuide muito bem do meu menino!

– Mããeee! – Manhou envergonhado.

– Pode deixar sogrinha! – Estufou o peito e sorriu orgulhoso fazendo os outros dois presentes rirem.

Depois de muita conversa por longos dois meses, o senhor Jeon parecia ter aceitado mais, aos poucos sua mãe ia mudando o pensamento preconceituoso do homem e isso deixava o casal de jovens mais que feliz.

Depois dessa fase, veio o momento mais confortável. Jungkook se entendia muito bem com as sogras assim como Taehyung com os pais do menor. Tudo estava sempre encaminhando para algo melhor.

Após cerca de uns 5 meses, ambos os rapazes cheios de hormônios à flor da pele, tiveram a primeira relação sexual depois de decidirem que estavam prontos em um dia que os pais do mais novo iriam passar boa parte da noite fora. Antes disso, quando assumiram o namoro, a senhora Jeon havia os chamado em particular e conversado sobre sexo seguro, sentimentos e higiene. Por mais que tenha sido constrangedor no dia, não deixava de ser importante. Durante o ato, palavras amorosas eram ditas e carinhos eram distribuídos pelos corpos de ambos. Foi tudo tão mágico, cheio de safadeza e paixão. Jungkook se sentiu tão amado e desejado que até mesmo a dor da primeira vez não foi tão insuportável quanto imaginou ser. Estavam fazendo amor e isso era a melhor coisa que já haviam sentido.

– Eu te amo muito. Quero me casar e ter filhos unicamente com você, Ggukie. – Taehyung falou assim que se deitaram ofegantes um ao lado do outro.

– Eu te amo mais e… E eu também quero Tae, quero muito! Para sempre! – Jungkook sorriu apaixonado, os olhinhos brilhando.

– Para sempre! – Se agarraram em um abraço carinhoso e se beijaram à vontade antes de irem tomar banho para depois irem dormir de conchinha a noite inteira.

Mais alguns anos se passaram e em meio a correria desse tempo conseguiram terminar a faculdade. Jungkook formado em gastronomia por querer seguir o mesmo ramo da família e trabalhar no restaurante dos Jeon’s, e Taehyung formado em administração por ser herdeiro da empresa de cosméticos das Kim’s.

Depois de conseguirem ter estabilidade financeira o suficiente, o casal passou a morar sozinhos numa casa aconchegante em um ótimo bairro na cidade de Busan. Não que não tivessem tentado morar juntos antes, mas preferiram esperar um pouco mais pois acreditaram que seria melhor. Nessa época, Jungkook estava com 23 anos e Taehyung com 24. Já fazia 5 anos que estavam juntos.

A vida de casal que os dois levavam dentro de casa era tranquila, óbvio que tinham as suas desavenças algumas vezes, mas isso são coisas comuns de todo relacionamento. Tinham mais privacidade para fazerem coisas de casais, podiam decorar a casa da forma que queriam, era liberado ter cachorros então claro que não perderam tempo e adotaram logo dois de uma vez para terem alguma agitação a mais dentro de casa. Um deles era Yeontan, um Lulu-da-pomerânia, e o outro Bam, um Doberman. Ambos tão fofinhos e amorosos que fazia o casal quase explodir de tanto amor.

Passaram-se mais 2 anos, totalizando 7 anos juntos. Foi aí que depois de muita conversa, decidiram que queriam muito ter um filho. Ficaram animados e ansiosos com a ideia de criarem uma criancinha, fruto do amor que ambos sentiam um pelo outro.

Então foram até uma Casa de Acolhimento para conhecerem as crianças e adolescentes que lá estavam. E foi nesse momento que o casal conheceu a pequena Hyunji, uma garotinha linda e fofa de apenas 3 aninhos de idade. Não teve jeito, foi amor à primeira vista.

Por sorte, a pequena também estava muito interessada nos dois homens que conversavam com a mulher que cuidava de todos eles.

Desde então os três passaram a conversar. Foi um processo longo e complicado, tinham que dar confiança para que a criança se soltasse mais e assim pudessem ter uma relação melhor.

Depois de alguns meses nisso, finalmente conseguiram ter uma relação ótima com a criança. A menina não queria ficar mais nem um minuto longe do casal, até que revelou que queria muito que ambos fossem os seus papais.

Jungkook e Taehyung choraram muito de felicidade ao ouvirem aquela revelação, afinal, esperaram essa confirmação por bastante tempo! Agora sim seria possível começar a organizar tudo para a adoção.

Depois de muito trabalho para conseguirem realmente levar a criança para casa, finalmente estavam juntos agora. No começo foi um desafio e tanto, mas com o passar do tempo as coisas foram se encaixando aos poucos.

– Eu acho que o Yeontan e o Bam gostaram muito de você, hein filha? – Taehyung riu vendo a animação dos animais ao ver a garotinha.

– E parece que não foi só eles! Olha que fofura ela brincando com eles, amor! – Jungkook sorriu encantado, abraçando o marido enquanto assistia a cena fofa que se desenrolava ali.

Claro que quando contaram que haviam conseguido adotar a menina foi uma notícia muito boa para todos na família, principalmente para as vovós e o vovô que tanto queriam uma netinha.

– Que bom que deu tudo certo, queridos! – A mãe de Jungkook foi a primeira a falar após a revelação. – Filho, mamãe e papai sente muito orgulho de vocês dois!

– Obrigado gente, isso significa muito para nós. – O mais novo respondeu.

– Nunca vou esquecer o quanto esses dois falavam da Hyunji durante todo esse tempo. Ficavam só matando a gente de vontade de ter ela como a nossa netinha, não é mesmo? – Uma das mães de Taehyung comentou olhando para a menina que estava sentadinha em uma cadeirinha entre o casal comendo tranquila.

– Com certeza, meu bem! – A outra mãe do mais velho respondeu.

– Agora a nossa família aumentou e eu sou muito grato por isso, meu sonho se realizou! – O Homem mais velho da mesa revelou olhando nos olhos dos papais jovens. Jungkook, sendo muito sensível, faltou chorar de emoção ao ouvir isso do pai. Eram uma ótima família.

Hyunji era bem cuidada e mimada por todos. Era uma menina muito bondosa e respeitosa, sempre muito educada assim como os pais.

Depois de dois anos, a menor começou a escolinha. Ia todo dia de manhã e voltava ao meio dia, indo direto para a casa das vovós Kim’s pois os pais ainda estavam trabalhando e só voltavam por volta das cinco horas da tarde. No início, os papais bobões acharam difícil deixar a filha ir pois estavam acostumados com a rotina, mas com o tempo tudo se encaixou.

O casal estava feliz, parecia que tudo o que planejavam dava certo, tudo que queriam dava certo…

Até que chegou o bendito momento onde tudo começou a desandar…

– Taehyung, nós precisamos conversar. – Jungkook falou assim que o homem chegou em casa, Hyunji já estava no quarto dormindo.

– É urgente? Estou muito cansado. – Gemeu e jogou a maleta sob a mesinha de centro. Tirou os sapatos e agradeceu mentalmente por finalmente estar em casa, aproveitando seu sofá confortável.

– Sim, precisamos resolver isso.

– Ah, não, de novo a mesma coisa?! – Revirou os olhos.

– Se eu dizendo você já não muda, imagina se eu ficasse calado?! – Esbravejou.

– Argh, não estou com cabeça pra isso agora. – Passou a mão pelos cabelos.

– Por que está chegando tão tarde em casa? Por que não dorme mais aqui como deveria ser todos os dias?

– Eu já cansei de dizer, amor, eu chego tarde e estou dormindo no trabalho porque tô cheio de coisas pra fazer lá.

– Mesmo?

– Por que está duvidando de mim? Estamos juntos há mais de 10 anos.

– Sinto você estranho, como se estivesse se afastando de mim e da nossa filha… Você… – Engoliu em seco. – V-você cansou?

– O que? De onde você tirou isso? – Arregalou os olhos.

– Sim ou não? – Os olhinhos pretinhos estavam tristes.

– É óbvio que não, isso nunca irá acontecer.

– Promete? – Envolveu os braços em volta de si mesmo. – Tenho medo. Desde que aquele novato entrou na sua empresa você prefere lá.

– Você está falando do Bogum? – Viu o mais novo assentir. – Jungkook, ele é o novo estagiário do Mateo, eu só o chamo se tiver uma urgência. – Massageou as têmporas*. – Espera… Você acha mesmo que eu estou te traindo?!

– Me sinto inseguro… Algo que eu não deveria sentir. Quero muito parar com essas discussões, eu te amo e não quero que nosso relacionamento acabe. Nós temos uma filha juntos e ela vê a gente assim e fica triste também. Isso me mata por dentro.

– Jungkook, não quero que se sinta dessa forma. Eu também te amo e tudo o que eu mais quero é que a gente fique bem, todos nós, entende? – Começou a se aproximar.

– Sim, mas… Parece que a cada dia que passa, fica pior! – Jungkook se permitiu chorar. – Você só fica deixando a gente de lado, me sinto sozinho e a Hyunji também…

– Shh, shh. Não chore bebê. – Lhe abraçou. – Nós vamos resolver isso. Eu prometo.

Nada se resolveu. As promessas feitas foram em vão.

As brigas aumentaram ao ponto de fazer a pequena criança chorar ao escutar e esse foi o estopim. Aí que tudo acabou.

Tiveram que se separar para esfriarem a cabeça. Não estava dando mais certo estarem juntos.

– Filha, o papai tá indo mas não fique triste! Sabe que estou logo ali e o seu papai Jungkook pode te levar ou eu te buscar, ok?

– Mas eu não quero que o senhor vá! – Fez biquinho.

– Depois nós vamos conversar melhor sobre isso, filhota. – Deixou um beijinho na testa da pequena. – Fique bem, tá? Se cuide. No final de semana vou te buscar pra gente passar um dia juntinhos!

– Tá bom papai Tae! Eu te amo! – Deu um abraço no maior e foi brincar com seus ursinhos de pelúcia.

– Eu também te amo! – Gritou para a garotinha, a vendo mandar um beijinho em resposta antes de sumir pelo corredor. – Tchau. Qualquer coisa me liga. – Taehyung foi o primeiro a falar depois de ambos ficarem dois minutos inteiros sem falar uma palavra sequer em um silêncio absoluto desde que ficaram sozinhos.

– Ok, tchau. – Abaixou a cabeça.

– Posso te dar um último abraço? – O mais velho resolveu arriscar.

– Ah… – Ponderou. Não achava que aquilo era uma boa ideia, estava triste e com raiva! Mas no fim acabou cedendo. No fundo também queria aquele abraço. – Tudo bem.

Taehyung os envolveu em um abraço forte e confortável. Jungkook quis chorar quando sentiu aquele calor do homem que mais ama em toda sua vida, quis ainda mais quando ouviu um leve sussurro em seu ouvido, era o mais velho dizendo que lhe amava. Foi aí que teve que retribuir o abraço e deixar finas lágrimas escorrer pelo rosto.

Depois de um tempinho tiveram que se separar. Jungkook limpou o rosto e viu Taehyung fazer o mesmo. Ele também chorou e isso mexeu consigo.

– Até mais amor- J-jungkook. – Piscou envergonhado, não podia mais chamá-lo daquela forma.

– A-até, Taehyung. – Fungou, fechando a porta na cara do, agora ex, marido.

O mais velho suspirou tentando se acalmar. Estava triste com esse fim, assim como o mais novo. A vontade de ambos era de jogar tudo para o ar e voltarem a ficar juntos de novo o mais rápido possível. Mas essa opção não era a mais saudável e correta a se fazer naquele momento.

Não foi fácil ficarem separados já que estavam muito acostumados apenas um com o outro.

Eram uma família completa e unida, mas acabou.

Quando a família de ambos souberam da péssima notícia, parecia que tudo tinha perdido a graça. Ficaram tão tristes quanto os próprios ex maridos. Mais nada tinha cor.

Mas apesar do momento difícil, os familiares fizeram questão de cuidar dos filhos quebrados, fornecendo apoio e muito amor.

Passou-se então um ano desde que não estavam mais juntos. Ambos os homens tentaram seguir em frente, claro, mas acabaram não conseguindo. Parecia que não era possível se encaixarem com outra pessoa, era tão estranho.

Jungkook até tentou namorar um carinha que conheceu através dos amigos. Chegaram a se beijar, mas não sentiu nada por ainda amar outra pessoa. Taehyung também tentou quando conheceu um rapaz em um bar. Permitiu que lhe tocasse, mas também não conseguiu seguir, acabou broxando, sem continuar com os toques mais íntimos.

Desde então, resolveram não forçar a barra e deixar tudo ocorrer em seu devido tempo, sem pressa. Apenas focaram em si mesmos pois de certa forma ainda tinham esperanças de voltarem um dia, mas para isso, tinham que se cuidar.

Durante todo esse ano em que ficaram separados, não deixaram de se ver em nem uma semana por causa da filha. Dividiam os dias de ficar com a garota, uma semana era de um pai e a outra semana era do outro pai. Estava dando certo assim, mesmo que não trocassem mais palavras do que o necessário. Apenas olhares eram lançados a todo tempo e mesmo que tentassem ser discretos, nem sempre funcionava.

Mas algo mudou tudo…

Neste dia, Hyunji foi toda contente pedir ao pai mais novo para irem à praia porque sentia saudades de lá, estavam de férias então certamente podiam ir. Mas claro que a garotinha esperta tinha uma outra coisa em mente também.

– Papai! – Chamou enquanto corria até o homem.

– Sim? – Jungkook, que estava sentado em uma poltrona na sala, parou de ler o livro em suas mãos e ajeitou os óculos em seu rosto, focando toda sua atenção na filha.

– Eu tô com muuuuita vontade de ir para a praia! A gente pode ir?? Por favorzinhooo!!! – Juntou as mãozinhas e fez carinha de cachorinho sem dono.

– É mesmo? Você tá com muuuuita vontade? – Riu.

– Muuuuuuita mesmo, papai! – Manhou agarrando o braço tatuado do homem. – Vamos??!!

– Tudo bem, tudo bem. Nós podemos ir. Sorte sua que nós dois estamos de férias, viu? E também você está se comportando muito bem ultimamente. – Deixou um beijinho na testa da criança que sorriu e agradeceu.

– Simmm, por isso pedi! Mas tem uma coisinha… – Juntou as mãozinhas atrás do corpo como quem não queria nada.

– Lá vem… O que foi, hein? Eu te conheço! – Olhou desconfiado.

– O papai Tae pode ir? Por favorrr!! Eu quero muito que ele vá com a gente!!

– E-eu não sei… Acho que não é uma boa ideia. Ele deve estar ocupado no trabalho… Como sempre. – Revirou os olhos.

– Eu acho que não, hein. – Riu arteira. – Na verdade eu já perguntei e ele disse que iria se o senhor deixasse. Ele tá de férias também.

– Sua sapequinha! – Riu desacreditado. – Não acredito que fez isso! – Levou uma das mãos para apertar de leve a bochechinha fofa da filha.

– Fiz! – Sorriu, piscando os olhinhos fofos em falsa inocência.

– Você não tem jeito mesmo hein. – Massageou as têmporas. – Tudo bem, a-acho que ele pode ir. – Falou meio incerto. – Vou procurar uma daquelas casas na praia pra gente se hospedar.

– Ebaaaa! Vou ligar pro papai Tae. – Saiu correndo para pegar o celular do pai para avisar o mais velho.

Jungkook riu da menina, mas por dentro estava desesperado. Era a primeira vez em um ano que iria voltar a ficar dias junto de Taehyung. Não sabia como iria reagir.

Já por outro lado…

– Hey papai, deu certo! Ele deixou!

– Essa é a minha garota! – Taehyung comemorou do outro lado da linha. – Parabéns meu amor, depois papai vai comprar aquele brinquedo que você queria. – A garotinha se animou ao ouvir o que ganharia. – Espero que eu consiga voltar para casa e ficar juntinho de vocês logo.

– Eu também espero, pai!

Depois de tudo escolhido e pagado, chegou o dia em que iriam para lá.

Jungkook já tinha levado os dois cachorros até a casa dos pais e já estava indo em direção a casa de Taehyung pois iriam todos no mesmo carro, já que a menina exigiu que fossem juntos como uma linda família.

– Papai Tae, eu posso comer muito sorvete nessa viagem?

– O seu pai deixou? – Taehyung perguntou.

– O papai Kookie não deixa nada!

– Hey! Eu deixo sim! – Se defendeu.

– Então o senhor deixa? – Juntou as mãozinhas.

– Hmm… Não sei não. – Fingiu pensar, brincando com a filha.

– Tá vendo? Papai Tae, implora pra ele!

Taehyung ficou sem jeito no momento e Jungkook também acabou ficando. Percebendo isso, para tentar consertar a situação, o mais velho só comentou que compraria o sorvete e o assunto se encerrou com o gritinho alegre da garotinha no banco de trás do carro. Tinha que ir com calma, aos poucos acreditava que a relação que tinham iria melhorar. A parte mais importante a filha já tinha feito, agora era consigo.

Mas de certa forma, o mais novo se sentiu decepcionado, achou que Taehyung iria pelo menos falar um pouco mais consigo além do “bom dia”, mas pelo visto essa viagem tinha sido uma péssima ideia. Havia criado esperanças à toa?

Depois de cerca de duas horas, chegaram ao destino. Durante todo esse tempo dentro do carro, Jungkook preferiu ficar quieto enquanto o mais velho conversava com a pequena, mas quando era incluído falava algumas coisas para não deixar o clima mais desconfortável.

– Chegamos. Espere que eu vou aí te ajudar Hyunji. – Jungkook foi o primeiro a falar assim que estacionou o carro e desligou.

– Vou descer as malas. – Taehyung se prontificou a ajudar, levando toda a bagagem para a casa alugada.

– Papai Ggukie, estou com sono. Posso ir dormir um pouco?

– Claro que pode, ainda é cedo. Depois do almoço eu vou te chamar pra gente ir passear na praia, tá bom? – Viu a garotinha concordar.

Depois de deixar a filha dormindo na cama dentro da casa, era o momento de organizar as malas e começar a fazer o almoço.

Mas quando entrou no quarto que estava a bagagem, se assustou. Deu de cara com o ex marido se trocando. Seu coração acelerou e as únicas reações que teve foi tapar os olhos e se desculpar, não conseguindo nem se mover para fora do cômodo.

– D-desculpa, Taehyung! – O maior que nem havia lhe visto se assustou antes de dizer que estava tudo bem.

– N-não se preocupe, não é a primeira vez que você me vê assim… – Resolveu arriscar dizendo isso apenas para ver a reação do outro.

– Ah, eh… E-eu… – Engoliu em seco, sem jeito.

– Tudo bem, desculpe. Pode ir, eu organizo tudo aqui. – Disse, um tanto frustrado.

– Ok, e-estou saindo… – Virou de costas, mas antes de fechar a porta, lembrou de avisar. – Não precisa mexer na minha, eu mesmo arrumo depois. – E saiu quando ouviu o outro responder que havia entendido.

Quando deixou o quarto, teve que respirar fundo. A imagem do homem desprovido de roupas não saía de sua cabeça. Automaticamente lembrou das noites quentes que ambos já tiveram juntos. Dos lugares e situações proibidas que já fizeram safadeza. Como sentia falta de Taehyung e tudo que já viveram juntos.

Sem nem mesmo controlar, sentiu a cueca ficar apertada embaixo do short confortável. Não estava acreditando que começou a ficar duro bem ali naquele momento.

Então agiu rápido, indo direto para o banheiro. Não podia se tocar ou algo do tipo, tinha obrigações para fazer. Para tentar resolver, focou seu pensamento em coisas broxantes para ver se seu pau abaixava. E graças aos Deuses isso funcionou, mesmo que tenha demorado um pouco pois sua mente às vezes lhe enganava e começava a pensar em Taehyung pelado de novo. Não era de propósito, sua mente que estava mais fértil do que o normal e juntando a sensibilidade que tinha, era impossível não se afetar.

Depois de tudo resolvido, jogou uma água no rosto e suspirou, saindo de dentro do cômodo depois de alguns minutos. Mas claro que sua vontade era voltar lá naquele quarto e fazer loucuras com aquele homem naquela cama, porém tinha que se controlar.

Foi andando pelo corredor até chegar na cozinha. Higienizou as mãos e logo começou a organizar tudo para o almoço, agora focando toda a atenção ali. Hoje iria fazer um delicioso bibimbap do jeito que sua família toda amava, era um chef afinal. Os pais do mais novo, chef 's também, tinham muito orgulho da habilidade do filho na cozinha.

– Jungkook. – Taehyung o chamou assim que entrou no mesmo cômodo que ele.

– Sim? – Deu um pulinho no lugar, havia se assustado um pouco com a voz grossa, estava concentrado em fazer a comida.

– Só tem dois quartos aqui?

– Infelizmente sim, todas as outras casas são assim também. Eu ainda tentei procurar outra com mais quartos, mas não tinha. – Respondeu enquanto mexia os ingredientes na panela. – Mas não se preocupe, eu vou dormir junto com a Hyunji.

– Não precisa, eu posso dormir no sofá. O daqui é até confortável. Vai servir.

– Você tem certeza? Não vai ficar dolorido depois? Você pode ficar com o quarto se quiser e eu durmo no outro quarto ou na sala. – Não conseguiu evitar a preocupação.

– Não, você dorme no outro quarto e eu na sala. Não precisa se preocupar. – Sorriu e Jungkook apenas balançou a cabeça, concordando por fim. – O que você está fazendo aí? – Tentou continuar outro assunto.

– Bibimbap.

– Woww! Eu amo isso e a Hyunji também!

– Sim, por isso estou fazendo, sei que vocês amam. – Revelou sorrindo sem graça, as bochechas começando a corar por estar envergonhado.

– Obrigado, faz tempo que não como isso. E sendo você fazendo melhora tudo.

– A-ah… Tudo bem. – Mordeu o lábio, sentindo o rosto esquentar. – Pode ir chamar nossa filha? Já, já está pronto. – Não queria que ele visse seu rosto todo vermelhinho.

De fato ele não conseguiu ver, mas os olhos de Taehyung brilharam e um sorriso começou a aparecer ao escutar a fala dele. Jungkook havia mesmo falado “nossa filha”?!. O coração do mais velho acelerou de felicidade. Fazia tempo que não escutava isso.

– Claro! – Virou as costas e foi até o quarto que a filha estava, dando alguns pulinhos de felicidade até chegar lá, um sorriso gigante estava no rosto.

Acabou demorando lá mais do que deveria porque ficou conversando com a menina sobre o que havia acabado de acontecer. A garotinha ficou feliz junto com o Taehyung pois também não escutava aquilo com frequência.

Quando resolveram sair do quarto e chegaram na cozinha, já estava tudo pronto. Jungkook já estava até mesmo sentado à mesa mexendo no celular, apenas esperando eles.

– Olha só quem finalmente apareceu, hein! – Jungkook comentou e riu.

– Papai! Não acredito que o senhor fez bibimbap, eu amo taaaanto! – Hyunji foi correndo até o homem mais novo para o abraçar bem forte e deixar um beijinho na bochecha dele.

– Demoramos porque a gente ficou conversando muito, daí nos distraímos. – Taehyung disse já começando a arrumar a mesa.

– Sei… Bom, vamos comer porque hoje temos muita coisa pra fazer!

Depois de todos se servirem, começaram a comer. Conversaram bastante. O ambiente estava até agradável e os dois homens agradeciam por isso.

– Hoje eu tô a fim de usar a minha roupa de banho da moranguinho! – A menina disse toda sorridente.

– Então tá bom, você já terminou? – Jungkook perguntou e viu a filha assentir com a cabeça dizendo que sim. – Então pode colocar sua louça suja na pia pro papai, meu bem? Daí você já pode ir pegar suas coisas pra gente sair. – Falou já se levantando para começar a limpar tudo.

– Tá bom, pai! – Foi correndo até sumir no corredor.

– Sem correr! Ai, ai Hyunji. – Riu sozinho e olhou para Taehyung, percebendo que ele lhe olhava de volta. – Você já terminou…? Preciso lavar a-

– Não precisa, eu faço isso. – Sorriu pegando as louças da mão do outro. – A regra é clara; quem cozinha, não lava. – O menor apenas assentiu. Não sabia o que dizer.

– Tudo bem, vou me arrumar e ajudar Hyunji a se vestir, qualquer coisa é só me chamar. – Taehyung concordou.

Passaram a tarde todinha na praia, comeram e beberam várias coisas, andaram pela areia, brincaram de desenhar e fazer castelinhos no chão, nadaram tanto que tiveram toda a energia sugada. Aproveitaram bastante o dia juntinhos, guardariam na memória todos os momentos.

Chegaram em casa todos sujos e cansados, mas foi um dia agradável apesar de que os dois homens não trocaram muitas palavras.

– Direto pro banho filha. – Apontou. – Sem mais brincadeiras por hoje, papai tá morto de cansaço.

– Sim senhor! Mas pai, tô com um pouquinho de fome… – Passou a mão pela barriguinha.

– Tudo bem, vou fazer um lanche pra gente. Agorinha te chamo. – Hyunji assentiu e foi em direção ao banheiro.

– Quer ajuda? – Taehyung se ofereceu.

– Não precis-

– Eu quero, por favor. – Pediu, vendo o mais novo ficar pensativo, parecia que o rapaz não queria ficar junto de si. – Na verdade deixa pra lá…

– N-não, está tudo bem, pode me ajudar. – Depois de muito pensar, resolveu ceder.

Quando Taehyung buscou a filha para passarem o dia juntos, tinha outra coisa em mente. Queria contar com a menina para conseguir se aproximar de Jungkook e graças aos Deuses ela topou lhe ajudar sem nem pensar duas vezes, pois também sentia falta de ter a família toda reunida novamente. Foi assim que conseguiram pensar em fazer uma viagem para o lugar favorito dos três; a praia que ficava há alguns quilômetros dali. Estava indo tudo certo de acordo com o que planejaram e isso deixava ambos cada vez mais esperançosos.

Então, nesses dias em que vão ficar mais juntos, todo momento em que estiverem a sós será usufruído se depender do maior.

– Hoje foi tão legal, né? Brincamos bastante! Fui enterrado na areia pela Hyunji… – Riu com a lembrança.

– Sim, faz tempo que isso não acontecia. – Sorriu.

– Por quê? – Ficou curioso.

– Não temos muito tempo.

– Hm… Nem final de semana? Sair com amigos ou… – Engoliu em seco. – Namorado… – A palavra deixou sua boca com um gosto amargo. Queria saber se realmente Jungkook estava sem ninguém. Mesmo que a filha já tivesse dito, ainda tinha que ouvir a resposta diretamente da boca do homem.

– Ah… – Piscou os olhos desacreditado com o quão direto o outro foi. – Não… E-e você? – Resolveu perguntar de volta por também querer saber, o coração a mil.

– N-não… Também não tenho tempo e nem ninguém para sair. – Provou o suco de maracujá que estava fazendo para tentar disfarçar o sorriso de alívio que quis soltar ao ouvir a resposta do mais novo. Isso significava que podia investir nele sem problemas.

– Isso é bem ruim. – Terminou de rechear o último pão e começou a organizar a mesa.

– Não acho. – Deu de ombros.

Quando se virou na direção que Jungkook estava, os olhos de ambos se encontraram feito imãs. Não conseguiam nem mesmo desviar.

– Sabe… – Respirou fundo e resolveu arriscar ao invés de deixar o assunto morrer. Era agora ou nunca. – Você está tão lindo. Não consigo parar de pensar em você desde que tudo aquilo aconteceu. Sinto tanta falta de nós, isso me machuca demais… Eu quero resolver isso, por favor… – Tentou se aproximar, mas Jungkook se afastou um pouco para trás. Receber qualquer toque de Taehyung era muito perigoso.

– Por favor, não comece com isso. Não podemos conversar sobre isso agora e nem hoje, estou cansado. – Suspirou. – Preciso ir ajudar Hyunji, termine de arrumar aqui por favor. – Saiu do cômodo rapidamente.

Taehyung quis chorar. Jungkook estava fugindo de si? Não lhe queria mais?

Mas não era bem isso, Jungkook só estava… Nervoso. Tinha que se preparar psicologicamente antes.

O maior ficou calado e olhando para a porta fixamente antes de começar a fazer o que o outro havia pedido. Não iria desistir, o abordaria no próximo dia novamente.

A noite terminou assim, Hyunji e o mais novo voltaram e foram todos comer. O clima na mesa não estava exatamente agradável, mas nada que fosse muito ruim. Depois foram banhar, Jungkook primeiro após colocar a menininha na cama, e Taehyung depois de arrumar o sofá para dormir.

– Boa noite… – O mais velho murmurou quando topou o outro no corredor.

– Boa noite… – Respondeu com a voz rouca de sono.

– Durma bem, até amanhã. – Sorriu um pouco, contendo a vontade de falar “eu te amo”.

– Você também, até… – Também sorriu fraco e balançou a mão dizendo tchau, virando as costas e indo em direção ao quarto. Bom, pelo menos Taehyung não ficou no vácuo como temia e ainda conseguiu ver os dentinhos proeminentes que tanto amava.

Dormiram pesado a noite inteira por conta do cansaço. O primeiro dia foi longo e cheio de momentos, assim como o segundo, que foi quando foram para um parque cheio de brinquedos que tinha ali. Até os pais podiam ir e é claro que aproveitaram bastante antes de atacarem a barraquinha de churros, comendo bastante até a hora de irem embora.

Com a noite chegando, era o momento de irem jantar em um restaurante que haviam reservado, um dos mais famosos do local devido a alta qualidade de comida, e Jungkook, sendo profissional no ramo, aprovou demais os pratos e automaticamente colocou aquele restaurante na sua lista de favoritos. E não queria admitir, mas o lugar ficou ainda melhor e mais especial com a presença de Taehyung e a filha. Foi um dia ótimo, ambos os homens estavam cada vez mais confortáveis e as conversas fluíam bem apesar de Taehyung ter lhe perguntado novamente sobre quando podiam conversar, mas Jungkook apenas respondeu que no dia seguinte era o momento em que colocariam as cartas na mesa, hoje ainda não era um bom momento.

Claro que mais tarde ambos ficaram ansiosos após isso, mas depois que conseguiram dormir, tudo se acalmou novamente.

Já era o terceiro dia que estavam em viagem, no quarto iriam embora para casa pois já tinham aproveitado tudo o que queriam.

Mais tarde era noite novamente. Não estavam tão esgotados pois foi um dia mais relax, apenas para curtir um pouco a piscina e fazer um churrasquinho entre eles. Foi difícil para os dois mais velhos disfarçarem e evitarem os olhares para os corpos um do outro. Era muito tentador, mas tinham que manter a normalidade nos pensamentos para não piorar aquela certa tensão sexual que estava no ar, tinham que ter senso e lembrar que a filha deles estava lá.

Agora, depois de Hyunji estar dormindo já no seu décimo terceiro sono, Jungkook e Taehyung estão no sofá, um em cada ponta, onde é a “cama” do mais velho. Fazia exatos 2 minutos desde que estavam assim, sem falarem nem um “a”. Até que o mais novo resolveu dar a iniciativa.

– Sobre o que quer conversar?

– Nós.

– Nós? Não existe um “nós”. – Cruzou os braços.

– Não fale assim. Eu te amo, sempre te amei, quero consertar as coisas.

– Agora? Depois da merda de um ano?

– Desculpe, eu… Eu fui covarde, tive medo de piorar as coisas. – Começou a brincar com os próprios dedos em nervosismo. – Você parecia bem e não… Disposto a se resolver comigo.

– Acontece que não foi bem assim. Sofri bastante esse ano, mas tive que me manter firme pela nossa filha. – Mordeu o lábio. – Sinto sua falta todos os dias. Não foi fácil.

– Acredite, eu também sinto muita. Volta comigo? Vamos ficar juntos de novo? – Escorregou do sofá para ficar de joelhos entre as pernas de Jungkook. – Quero fazer tudo certo.

– Não sei… Sabe, me chateava bastante as coisas que você fazia. Quando eu ia contar alguma coisa legal, você não me dava atenção. Sempre focado no trabalho ao ponto de deixar sua família de lado e quando eu reclamava, você ainda achava ruim… São tantas coisas e isso é frustrante. – Desabafou, mas estava afetado com o quão perto o mais velho estava, ainda mais daquele jeito.

– Sim, eu sei disso. Fui buscar ajuda, sabe? Recebi conselhos principalmente da minha família, minhas mães amam muito nós dois então elas me ajudaram pra caralho junto da psicóloga. E agora estou aqui, pedindo para que me aceite novamente.

– Tae… Você… Buscou ajuda para mudar? – Olhou para baixo e o viu assentir. – Por nós? – Ficou afetado. Achava que só ele próprio que havia buscado melhorar, mas pelo visto estava errado. E ainda bem que estava.

– Sim, por mim, por você e pela Hyunji, mas sei que infelizmente foi tarde demais…

– É, terminamos. – Concluiu. Amava tanto Taehyung que chegava a doer. Tinham uma filha. Estiveram juntos há anos. Queria acreditar que o mais velho tinha melhorado. Ele pareceu ter mudado, mas ainda ficava com um pé atrás, não sabia se deveria ceder pois se fizesse, seria um caminho sem volta. – Eu sinto tanta raiva de toda essa merda. Poderíamos estar bem felizes agora como uma família, mas isso não existe mais…

– Mas nós podemos tentar de novo, o que acha disso? – Taehyung chegou mais perto, olhando fixamente nos olhinhos pretinhos do outro. – Hm?

Jungkook ficou calado por uns segundos ainda mantendo contato visual. Estava pensando se sua próxima atitude seria demais, mas por fim, resolveu jogar tudo para o ar e fazer o que mais desejava nos últimos tempos; beijar Taehyung.

O mais velho ficou parado tentando raciocinar o que estava acontecendo. Jungkook estava lhe beijando? Isso é real?

Não conseguiu concluir seus pensamentos porque logo foi puxado para cima pela camisa, sem desgrudar os lábios um do outro nem por meio segundo.

Se beijavam com fome, Jungkook se deitou no sofá e Taehyung veio por cima passeando as mãos por todo o corpo do mais novo. Sentiam falta disso também, dessa vontade de toque, do desejo que sentem um pelo outro. Taehyung, atrevido como sempre, foi descendo os toques aos poucos e Jungkook acabou gemendo quando foi chupado no pescoço.

– Olha… Ah! – Ofegou, parando o contato por um momento. – Se eu sentir que você melhorou nas suas atitudes e que se esforça mais por mim e pela nossa filha, nós podemos reatar. Mas é a sua última chance. – Alertou. – Eu te amo, quero tentar mais uma vez. Não aguento mais ficar longe de ti. Acredito que estamos melhores que antes.

– Meu amor, eu também não aguento mais, eu te amo tanto, tanto! Me arrependo amargamente por tudo que fiz com a gente e sei que você também. Eu vou te mostrar que a sua escolha vai valer a pena. Quero ser um ótimo marido e um ótimo pai para a Hyunji novamente. – Deitou sob Jungkook, este que não reprovou o toque, muito pelo contrário, aceitou de bom grado, se aninhando nos braços do homem. Sentiam falta disso.

– Taehyung, eu… Sinto muito a sua falta. – Manhou. – De você todo… Dos nossos momentos… Todos eles. – Se arrepiou todinho quando começou a sentir beijos em seu pescoço de novo.

– Eu também sinto demais. – Beijou a boquinha bonita. – Você não teve ninguém esse tempo todo?

– Tive, mas não era a mesma coisa… – Resmungou. – E você teve?

– Eu até tentei, mas não consegui continuar.

– Esse ano eu percebi que não dá, nascemos um para o outro. – Sorriu. – Eu… Te amo. – Acariciou os cabelos ondulados e castanhos do mais velho.

– Eu também te amo. – O apertou mais em seus braços. – Posso te beijar mais?

– Você deve, Tae. – As bocas já tão conhecidas se enroscaram em um beijo molhado e bem gostoso, cheio de amor e saudade. O casal se derreteu mais ainda.

– Porra, eu nem acredito que finalmente posso te tocar. Você nem imagina o quanto eu sonhei com esse momento. – Deixou mais um selinho. – Era tão difícil ver você e não poder fazer isso. – Voltou ao ósculo, dessa vez permanecendo por mais tempo.

– Eu sei, Tae, eu sei porque eu também senti isso. – Taehyung sorriu ao ouvir.

– Porra, posso te tocar mais? Deixa, por favor! – Pediu.

– Eu… E-eu que comecei isso, mas não sei se é uma boa ideia, sei onde isso vai parar e sei que não vamos conseguir controlar. – Disse ainda recebendo carinhos no pescoço. – E, ah… A nossa filha pode acordar e aparecer a qualquer momento… Ah Tae… – Gemeu sentindo Taehyung enfiar as mãos por baixo da camiseta que estava vestindo, levando as mãos até seus peitinhos, os estimulando com os dedos, girando e apertando. E sensível como era, tremelicou de leve abaixo dele, as respostas dos estímulos sendo seu pau endurecendo dentro da cueca.

– Ela não vai, Kookie. Vamos aproveitar o nosso tempo juntos? Eu sei que você também quer.

– Aish… – Suspirou. – Eu quero, quero muito!

Então se permitiram aproveitar o momento. Jungkook inverteu as posições e subiu no colo do mais velho, começando a rebolar enquanto o beijava mais. Conseguia sentir o volume abaixo de si começando a crescer muito rápido e isso lhe excitava demais, ainda mais quando ficava enroscando a língua na dele, bem quente.

Taehyung, sem conter sua vontade, começou a levantar a camisa alheia, levando os dedos até os mamilos dele novamente. O rapaz ofegou, se empenhando mais em ondular o quadril. O pênis babava dentro das calças.

– Já tá assim, bebê? – Perguntou com a voz rouca.

– Eu… Eu tô muito sensível, mais do que o normal. Ninguém me toca há muito tempo. – Revelou.

– Eu vou cuidar de você como sempre fiz. – Lhe beijou com amor, o deitando no sofá confortável.

– E-espera, Tae. Não acha melhor a gente ir pro quarto? – Falou com os olhinhos arregalados. Tinha medo da filha aparecer e presenciar alguma coisa que não deveria.

– Desculpa, amor, estou muito afobado né? – Sorriu. – Vamos pro quarto, aqui é bem mais perigoso a Hyunji ver. – Concluiu um pouco ofegante.

Pegaram as coisas de Taehyung e foram em direção ao quarto já que o mais velho não iria mais dormir no sofá, e sim na cama com o outro homem.

Jungkook abriu a porta do quarto da filha rapidinho só para se certificar de que a menina estava dormindo tranquila. E ela estava lá, até roncando baixinho, uma gracinha. Esperava que Hyunji não acordasse enquanto aproveitava a noite com o mais velho.
Pensou que com certeza ela irá gostar da nova notícia que iria contar nos próximos dias sobre si e Taehyung, já que ela sentia tanta falta dele em casa.

– Ela está dormindo pesado, espero que não acorde por nossa causa. – Fechou a porta, sussurrando quando Taehyung lhe agarrou e começou a deixar selinhos por todo seu rosto branquinho. – Tae, esper- – Não teve tempo de falar porque logo teve a boca ocupada com o beijo molhado que o homem começou.

Foram assim agarrados e se beijando o tempo todo até adentrarem o quarto.

Jungkook se separou do mais velho e foi até a cama, já começando a se despir depressa antes de deitar sobre o colchão, esperando.

Enquanto isso Taehyung se certificava de ter trancado a porta devidamente para em seguida tirar toda a roupa, ficando que nem o outro, indo se deitar na cama também.

Agora com ambos totalmente pelados, ficaram admirando um ao outro e sorrindo animados, ansiosos.

– Você é tão gostoso, porra. Senti muita falta do seu pau também. – Levou a mão atrevida até o caralho duro, começando a massageá-lo de leve.

– E eu da sua bunda, pra caralho. – Taehyung deixou um tapa gostoso em uma das bandas branquinhas fazendo Jungkook gemer.

– Me fode logo, porra. Meu pau vai explodir de tão duro. – Manhou.

– Eu amo essa sua dualidade, você é tão fofinho no dia a dia, mas quando estamos a sós você fica todo safadinho e boca suja.

– E o que tem? – Franziu a sobrancelha em dúvida. – Hoje eu vou estar um pouquinho mais porque tô louco pra dar. – Piscou um dos olhinhos, fazendo charme. – Anda logo!

– Calma amor, sem pressa. Você sabe como a gente gosta. – Sorriu. – Ai, eu adoro esse seu jeitinho. – Sentiu o coração bater mais forte. – Está pronto?

– Sim, eu tô pronto pra você amor. – Respondeu, sabia exatamente o que Taehyung estava se referindo.

– Fica deitadinho e abre as pernas, vou te fazer relaxar do jeitinho que você gosta.

Jungkook estava ansioso. Se ajeitou na cama como o mais velho havia pedido e deixou tudo livre para que ele fizesse o que quisesse consigo.

Taehyung começou a tocá-lo primeiro nas coxas grossas, malhadas por conta dos exercícios que o mais novo fazia na academia. Passou as mãos nelas, apertando de vez em quando antes de levar a boca ali, mordendo de leve e chupando. Jungkook suspirou.

O mais novo gostava de ter seu orgasmo sendo construído aos poucos, era mais intenso assim, o fazia chorar de prazer todas as vezes! E sentia que dessa vez seria ainda mais intenso por estar mais sensível.

Taehyung foi beijando toda a pele até chegar na virilha. Deixou lambidas ali e levou uma das mãos até o pau já duro do mais novo, começando a movimentar, o masturbando devagar.

Jungkook gemeu, vendo como a cabecinha de seu pau sumia e aparecia novamente quando o mais velho puxava o prepúcio para baixo. Revirou os olhos quando sentiu suas bolas serem massageadas antes de serem abrigadas na boca do namorado, uma de cada vez.

– Eu amo sentir o seu gosto, amor. – Murmurou depois de um tempo quando se afastou.

– Tae… – Sussurrou sofrido quando sentiu o mais velho lhe chupar o ânus, penetrando a língua algumas vezes. – Mete… Mete, amor!

– Você está com muita pressa, hm? Melhor ficar caladinho enquanto cuido de você. – Sorriu maldoso, logo enfiando um dedo para testar a reação do outro. Não obteve rejeição então já foi metendo mais um, dessa vez ouvindo um resmungo. – Dói?

– N-não muito, mas me sinto virgem de novo apesar de ter me tocado várias vezes sozinho. – Revelou, sentindo os dedos longos lhe fodendo em um vai e vem já mais confortável.

– Se divertiu sozinho, amor?

– Uhum, ah, eu… Pensei em nós. – Admitiu envergonhado.

– Bom saber que não fui o único. – Sorriu.

Taehyung continuou alargando Jungkook. Estava o fodendo com quatro dedos agora e ele já parecia mais acostumado, afinal, gemia gostosinho pedindo mais e mais enquanto rebolava a bunda.

O mais velho, cheio de vontade, não aguentou só ficar vendo o pau molhado do namorado e logo o colocou na boca. Primeiro sugou forte a glande vermelhinha, engolindo todo o pré-gozo que saia em abundância do buraquinho da uretra. Depois, sem nem hesitar, enfiou todo o comprimento na boca, o caralho indo fundo em sua garganta.

Nesse momento, Jungkook soltou um gemido tão alto que temeu que Hyunji acordasse. Teve que deixar um tapa forte na coxa dele.

– Não, n-não Tae! – Choramingou. – P-para… Eu vou gozar! Não! Awh! – Se contorceu. Não poderia ter seu orgasmo agora, iria acabar com todo o momento e ainda nem tinha sido fodido!

– Shhh, caladinho, você pode gozar agora. – Abraçou a glande vermelhinha com os lábios e mamou ali bem gostoso, tanto que toda a extensão da perna direita do mais novo começou a tremer.

– Oh…! Não p-posso, ahw… Vai acabar já?! – Olhou para baixo desesperado e acabou vendo toda a cena erótica que se desenrolava ali. Seu pau pulsou instantaneamente.

– Quem disse? Vamos foder a noite toda até a gente cansar, não importa quantas vezes eu ou você gozar, meu amor. Quero comer o seu cu gozado bem gostoso.

– Ai, Tae… Você falando assim… hgmh! – Gemeu sentindo aquela sensação maravilhosa vir com força. – Ai- Ah!

– Isso, relaxa e goza pra mim, meu bem. – Enfiou o caralho todo na boca de novo até pressionar a cabecinha com a garganta e afundou mais os dedos para dentro dele.

Jungkook não teve nem tempo de respirar, quando caiu na real já estava gozando aos montes e se tremendo todinho, agarrando o lençol com força e fechando os olhos, aproveitando aquele momento.

Taehyung engoliu toda a porra em sua boca com gosto, esperou para fazer aquilo por tanto tempo e agora que podia, deixaria Jungkook totalmente satisfeito.

– Já tá cansadinho? – Questionou, observando o namorado estirado sob o colchão todo molinho.

– Ai, ah… É que... – Riu fraco. – Está sendo muito intenso pra mim.

– Eu sei, pra mim também, mas ainda nem começamos direito, não vai conseguir aguentar hm? – Provocou.

– Aish, eu aguento muito bem você e o seu pau! Vem! Fode a minha boca. – Falou ansioso, doidinho para ter o homem na boca.

Taehyung se ergueu para ficar de joelhos sob o colchão sem nem pensar duas vezes. A piroca dura e pesada estava completamente ereta, apontando para o rosto do mais novo que agora já se encontrava de quatro, a bunda toda empinada.

Jungkook salivava vendo a glande vermelhinha do maior babando ao ponto de pingar nos lençóis. Acabou não se aguentando e logo enfiou todo o caralho na boca, engasgando um pouco para conseguir se acostumar com o tamanho do homem. Tinha sorte de ter aquele pauzão grosso e enorme que lhe deixava louco somente para si novamente para usar quando quisesse.

– Tá mais guloso que o normal, amor. – Sorriu. – Amo quando você me mama assim, é uma delícia.

– E eu amo mamar você assim. – Se afastou para dizer e começou a punhetar o pau, havia um fio de saliva e pré-gozo ligando os lábios bonitos até a fenda avermelhada. – Sabe o primeiro dia, quando a gente chegou e eu vi você pelado no quarto sem querer?

– C-claro que sei, amor. O que tem?

– Então… – Lambeu a cabecinha. – Eu meio que vi o seu pau e… Fiquei pensando, sabe? Quando a gente transava, e eu acabei ficando duro… Daí quase sempre que eu olhava pra você eu lembrava disso.

– É mesmo? – Sorriu. – E o que você fez, bebê?

– Eu… – Meteu a piroca na boca até encostar o nariz na virilha com poucos pelos e tirou. – Eu não podia fazer nada, né… Mas eu quis muito me tocar e gozar enquanto mamava você, só que eu, infelizmente, apenas tive que acalmar os meus ânimos…

– Porra… Isso é loucura, eu pensei que você tinha odiado… – Passou a mão pelo próprio cabelo. – Mas fica tranquilo, meu bem, eu sou todo seu. Chupa o meu pau bem direitinho e empina esse rabo pra mim, vai.

– Assi- Ai! Hm, Taehy… – Gemeu dengoso quando sentiu um tapa forte em uma das bandas branquinhas da bunda. Rebolou involuntariamente, querendo mais.

– Shhh, cala a boquinha. – O agarrou pelos cabelos pretinhos e ondulados e o puxou de volta, dessa vez esfregando o rostinho lindo em seu saco, o fazendo lamber e chupar cada uma das bolas antes de engolir a pica dura de novo.

Jungkook estava gostando tanto de ser tratado dessa forma depois de tanto tempo sem sexo, ainda mais pelo homem que tanto amava.

Taehyung fazia questão de deixar a face do mais novo totalmente suja e bagunçada, lhe dava mais tesão ao vê-lo todo melado de pré-gozo e baba. Jungkook também achava uma delícia, seu pau pingando denunciava o quão gostoso era estar daquela forma.

– Vou encher a sua boca de porra, abre. – Obedeceu prontamente, levando a mão para se tocar também. – Tira a mão!

– Mas Tae… Eu quero gozar com você. – Disse dengoso.

– Não, vai gozar só no meu pau agora. – O agarrou forte pelos cabelos novamente e o puxou um pouco para o lado, pressionando a glande inchada na bochecha vermelhinha. Jungkook resmungou como se estivesse reclamando, mas Taehyung sabia que ele estava gostando tanto quanto si.

Jungkook permaneceu com a boca aberta esperando o gozo inundar seu paladar. Soltava gemidos fraquinhos, tudo aquilo estava lhe afetando muito.

– C-caralho, tô gozando amor! Ugh, ah… Shh… – Guiou a piroca até a língua do menor que estava de fora e se deixou esporrar tudo ali. Foi tão intenso que até mesmo tremeu as pernas enquanto assistia aquela cena tão pornográfica e suja.

Quando terminou, seu corpo relaxou, acabando por se deitar na cama, puxando o outro. Precisava de um tempinho.

Jungkook aproveitou e começou um beijo gostoso, fazendo o outro sentir o gosto do próprio sêmen na língua.

– Eu quero mais, Tae! – Subiu no colo do maior, encaixando o pau já flácido do homem entre a bunda, de forma que o comprimento todo esfregasse no buraquinho apertado que tanto ansiava ser preenchido até o limite.

– Porra amor, não faz isso…

– Por que, hm? É tão gostoso… – Lambeu os lábios e ofegou, mexendo o quadril mais rápido.

– Safado… Tô sensível. – Resmungou. Estava com tanto tesão que começava a ficar duro de novo.

– Ah é? O que você acha disso aqui…?

Jungkook pegou o caralho do homem ainda não totalmente duro e o pressionou para entrar, metendo devagar. Queria sentir Taehyung endurecer dentro de si.

Quando sentiu que já estava cheio de pau, começou a rebolar para atiçar mais pois sabia que afetava o homem e isso significava que logo seria fodido como queria, rude, sujo e cru.

– Ah… Eu sei o que você está querendo.

– S-Sabe é?

– Sei, quer surra de pica, não é?

– Uhum… Quero muito! – Fez um biquinho fofo.

– Se é isso que quer, então deita de bruços, vou acabar com você como eu sempre fiz.

Jungkook rolou para o lado rapidamente para ficar na posição que tanto lhe tirava dos eixos. Estava todo empinadinho, oferecido, doidinho para ser comido sem dó alguma.

– Vai, fode Tae… – Separou mais as pernas e sentiu o calor do corpo do homem sobre o seu, adorava ser montado daquela forma.

Taehyung entrou em Jungkook sem muita pressa, queria sentir seu pau ser acolhido pelo interior dele. Era tão confortável e quente que não queria sair de lá tão cedo.

Gemeram juntos. O menor quase miava ao sentir o caralho, agora totalmente duro, lhe socar bem no fundinho. Quis chorar com o choque de prazer que sentiu em seu baixo ventre.

– O que foi, hm? Já tá choramingando? Eu ainda nem tô te comendo direito. – Riu cafajeste.

– Ai, ai, e-espera T-tae… Ah! Hmgh!! – Enfiou o rosto no travesseiro, mas Taehyung não deixou e puxou seu cabelo para olhá-lo. – N-não se mexe!

– Huh? E se eu fizer… Isso? – Afastou o quadril quase o suficiente para sair de dentro e voltou com força, pressionando a próstata do mais novo.

– AHW! P-para senão eu vou g-gozar hyungiee, Ah! – Manhou batendo os pés no colchão, não iria conseguir se segurar se levasse mais uma estocada.

– Shh, shh. Quando passar você diz tá? – Deixou beijinhos nas costas branquinhas do menor.

– T-tá bom… – Fechou os olhinhos. – Estou há tanto tempo sem transar q-que cada coisinha me afeta três vezes mais… Hmm…

– E-eu sei bem como é, ughr… Sinto a mesma coisa…

Jungkook se sentia cheio até o limite, o caralho pulsava a todo momento dentro de si e em resposta, piscava o cu para apertar mais ainda Taehyung, esse que gemia sem pudor no ouvido alheio.

Depois de um curto tempo, o mais novo resolveu rebolar a bunda em um claro sinal de que já estava prontinho para ser destruído. E Taehyung? Ah, com certeza não teria dó nenhuma daquele safadinho louco para dar.

– Vai Tae! – Resmungou.

– Não vou ter dó de você, mas lembra de uma coisa, nossa filha está dormindo há alguns passos daqui.

Jungkook nem conseguiu responder nada, só mordeu os lábios para não gritar. Taehyung começou a lhe foder gostoso, forte e rápido, sem nem se importar se aquilo era demais para si ou não. E não queria admitir, mas fazer sexo com aquele homem o fazia ir do céu ao inferno em segundos. Não tinha como mentir, seu pau babando sob os lençóis já era a mais pura sinceridade sobre o que estava sentindo ali.

– N-nossa… Ai, que g-gostoso porra! – Fechou os olhinhos e a boca vermelhinha se abriu, soltando vários gemidinhos manhosos, quase como um gatinho miando. Isso matava Taehyung de tesão.

– V-você gemendo assim vai me matar, caralho! – Franziu o cenho em prazer.

– Eu sei q-que você gosta quando… Awh! Q-quando eu faço assim…

– Eu amo! – Deixou um tapa na coxa cheia de pintinhas e levou a mão para puxar o cabelo pretinho, o suficiente para conseguir colar a boca na orelha vermelhinha do outro. – Tá gostando hein, caralho? Tá gostando de dar o rabo pro teu macho?

– Demais! – Riu cheio de tesão sentindo o próprio pau vazar mais pré-gozo. – Tava com saudade de ter uma pica de verdade fodendo meu cu, p-porra!

Taehyung pulsou ao ouvir aquelas coisas sujas vindo daquela boquinha tão linda. Fazia tempo que ambos não tinham essa oportunidade de transar sujo então com certeza iriam aproveitar bastante, depois disso poderiam focar em fazer amor de um jeito mais carinhoso.

– Ah… Eu sou todo seu, pode usar e abusar de mim que eu faço questão de te satisfazer amor. – Mordeu e chupou a orelha alheia.

Jungkook concordou com a cabeça freneticamente, era isso, Taehyung era todo seu, só seu. E era dele também, todo dele, mais ninguém, sempre foi assim e sempre será.

Estava se sentindo tão amado naquele momento íntimo, estava ficando mais sensível a cada momento. O formigamento já conhecido vindo com força em seu baixo ventre.

– Ai, porra! – Gemeu. – Ai, eu vou gozar…! Continua, c-conti… nua… AH! – Mal conseguia dizer, só sabia que estava tão, tão pertinho…

– Ainda não, amor. – Taehyung saiu de repente, sem nem fazer questão de avisar. – Vai gozar enquanto eu vejo o seu rostinho de prazer.

Jungkook chorou. Chorou pelo vazio repentino. Tremelicou o corpinho e agarrou o lençol com certa raiva.

– Desgraçado, filho da puta… – Sussurrou.

– Hm? Que coisa feia, meu bem. – Sorriu sem vergonha.

– Seu gostoso do caralho. – Soltou o elogio quando se virou na cama para ficar deitado e com as pernas arreganhadas. Já estava todo suado, com o cabelo todo bagunçado e grudado na testa, não muito diferente do maior. – Volta, volta e me come até eu gozar no seu pau, hm? Me faz chorar. – Fez um biquinho com a boca e levou as mãos até a própria bunda, a abrindo o máximo que conseguia. Estava estrategicamente exibindo o cuzinho todo aberto para Taehyung. Pulsava, piscando o tempo todo como se chamasse o maior de volta para lhe destruir mais.

– Caralho que visão… – Sorriu desacreditado. – Tá me deixando louco, porra. – Jungkook riu safado.

Taehyung não esperou mais, o pau já estava quase roxo, louquinho para se aliviar. Entrou dentro do homem e dessa vez pra valer. Movia o quadril devagar em um vai e vem enlouquecedor, Jungkook era até arremessado para frente de tanta força que era aplicada em si em cada metida bruta. Se tremia todinho sentindo a cabecinha daquela pica enorme alcançar o ponto mais gostosinho que havia em si; a maravilhosa próstata.

– Ai, ai, ah! Não, n-não…! Eu não vou aguentar assim, Tae! – Sussurrou com a voz falha, soltando um gritinho logo em seguida quando sentiu uma estocada mais funda. – Porra, eu vou gritar!

– Shh, cala a boca! – Se deitou mais sob o corpo abaixo de si e levou uma das mãos para tampar a boquinha bonita. – Agora pode.

Foi só ter a confirmação que um grito longo saiu do fundo de sua garganta no momento em que Taehyung começou a ir mais rápido. As pernas já bambas tremelicaram mais, as mãos perdidas foram até o baixo ventre com pelos ralos do maior para tentar conseguir conter um pouco das metidas frenéticas, mas acabou não conseguindo.

– Isso, grita na minha pica! – Falou baixo, a voz grossa e rouca arrepiando todos os pêlos do mais novo. – Quem é o meu putinho? Fala, amor, quem é? – O deixou falar.

– Eu! Eu sou seu putinho, caralho! – Gemeu quando Taehyung se afundou em si e permaneceu. – Só seu!

Taehyung sorriu, evidenciando o quanto aquilo lhe agradava.

– É isso mesmo, anjo, só meu. – Empurrou mais o quadril, não se afastava, apenas empurrava mais e mais. Quando viu que conseguiu chegar até o limite, rebolou com vontade, revirando Jungkook todinho por dentro, o pau tocando todos os lugares possíveis.

Nesse momento o menor abriu a boca em um grito mudo, os olhinhos estavam arregalados e cheios de lágrimas de prazer, a cabeça inclinou para trás sobre o colchão. Levou as mãos até os próprios cabelos e os puxou, louco com a sensação de ser totalmente aberto pela piroca grossa daquele homem.

A sensação foi tão avassaladora que seu pau pulsou e começou a soltar jatos, pensou que estivesse gozando sem nem perceber, mas na verdade começou a jorrar um líquido transparente muito conhecido por si. Estava esguichando para todos os lados enquanto tinha uma pica bem dentro do cu. Sorriu, sentia saudades de ter aquilo durante o sexo, por mais que se tocasse sozinho, nunca havia sequer chegado perto de esguichar, só Taehyung conseguia lhe levar a isso e é claro que não poderia ficar menos contente.

O maior, quando viu que tinha conseguido levar Jungkook ao limite do prazer, sorriu orgulhoso por estar o satisfazendo ao máximo da mesma forma que ele fazia consigo.

– T-tae-... Taehy-yung…! – Conseguiu chamar o homem em um fio de voz. – E-eu vou- Amgh! Eu tô gozan…do… – Sentiu a sensação vir forte, ao ponto de contrair o abdômen.

– Goza bem gostoso, amor. Me suja com a sua porra… Engole a minha pica todinha. – Diminuiu a velocidade, passando a foder lentinho e intenso, do jeito que o mais novo gostava.

Jungkook não conseguiu resistir mais, era muita coisa para si. O corpo bonito e bem cuidado ficou tenso, e em poucos segundos depois ele começou a gozar aos montes enquanto era estimulado nos mamilos e beijado por todo o rosto coradinho.

O menor se contorceu sob a cama, se debatendo. A sensação daquele orgasmo estava sendo mais forte do que havia pensado, não conseguia parar de ejacular! Ainda mais sentindo aquelas socadas deliciosas que o homem dava.

Taehyung, sem conseguir aguentar todo aquele aperto em seu pau, começou a ir mais rápido novamente, estava quase explodindo.

– Vou gozar… Vou gozar, amor! Hmgh… – Fechou os olhos com força, franzindo o cenho em prazer. – Abre, abre pro seu macho encher de porra, vai!

Jungkook, mesmo molinho e sem forças, fez questão de obedecer. Levou as mãos até a própria bunda e a abriu, expondo o buraquinho todo usado e aberto.

– Porra, isso, isso! Ai, merda… Ugh- – Sentiu vir com força.

Jungkook deu uma rebolada sutil com o quadril e nesse momento o pau dentro de si pulsou, e poucos segundos depois sentiu o gozo quente lhe encher devagar enquanto era agraciado pelos gemidos roucos e manhosos.

Taehyung revirou os olhos de prazer e contraiu o corpo. O peito musculoso subia e descia rápido, ofegante e cansado depois de tanto tempo fazendo esforço.

Jungkook o olhava fascinado, se sentia ficar até fraco só de observar o homem à sua frente todo suado.

Taehyung, cansado, deitou sob o corpo alheio, querendo carinho depois daquela noite tão intensa. Jungkook lhe empurrou para que ficassem deitados lado a lado e se encaixou atrás dele, ficando de conchinha, uma posição que consideravam muito gostosa, ainda mais depois de um momento íntimo como o que acabaram de ter.

– Eu te amo, sabia? – Jungkook disse baixinho.

– Eu te amo mais. – Taehyung respondeu e se virou um pouco para poder conseguir beijar o mais novo.

Ambos aproveitaram aquele contato úmido, as línguas se enroscando como se quisessem se fundir uma com a outra. As mãos inquietas passeando pelo corpo um do outro. Era um momento romântico, daqueles que sentiram tanta falta.

– Quando a gente ir embora daqui amanhã, quero levar vocês para jantar depois de irmos ao cinema, um encontro em família. – Taehyung foi o primeiro a falar depois de afastarem as bocas.

– Sério? A Hyunji tava louca lá em casa me enchendo o saco pra gente ir ver algum filme. – Riu.

– Ela chegou a comentar comigo sobre isso, e ainda disse que você tava muito chato e não levava ela. – Sorriu com a expressão indignada do outro. – E então eu disse “Deixa o seu papai Kook chato pra lá e pode deixar que o papai Tae legal te leva!”.

– Hey! – Deu um tapa no ombro do maior.

– Ai! Eu tô só brincando! – Riu mais enquanto levava mais tapas.

– Eu acho bom! – Empinou o nariz, fazendo graça. – Mas então… Depois do jantar a gente pode… sei lá… – Deu de ombros, estava um pouco envergonhado. – Ter o nosso momento… na cama? – Abaixou um pouco o tom de voz na última frase.

Taehyung riu do jeitinho que o mais novo estava agindo.

– Quer transar de novo? Ou melhor, fazer amor? Hm? – Deixou beijinhos pelo rostinho corado.

– Quero… Esse tempo todo sem, só uma não vai nem de longe saciar pelo menos metade da metade da minha vontade. – Escondeu o rosto no peito do homem.

– Você está com vergonha? Nem parece que tava todo safadinho agorinha quando eu tava te fodend- Ai! – Reclamou do tapa que lhe acertou em cheio.

– Isso é pra você aprender!

– Mas é a verdade! Ai, dessa vez doeu mais. – Manhou quando apanhou de novo. – Você tá todo bravinho já, acho que é falta de pica! Amanhã eu te deixo bem relaxadinho de novo. – Sorriu sugestivo.

– Para de falar essas coisas!

– Por que, hm? Você tava falando antes!

– Antes! Agora não quero ficar excitado de novo… – Revelou.

– Se ficar, pode deixar que eu resolvo!

– Só cala a boca, idiota!

– Hey, antes eu tenho uma coisa pra dizer…

– O que?

– Sabe a Hyunji? Então… Ela meio que me ajudou pra caralho. A gente tinha um planinho pra eu tentar te conquistar…

– Como é a história?

– Bom… Meio que a ideia de tudo isso aqui foi nossa. – Riu. – Eu que sugeri que a gente viesse pra cá e tals e ela me ajudou te convencendo…

– Eu não acredito! Vocês são muito espertinhos né?!

– Não leva a gente a mal, foi por uma boa causa, tanto que agora estamos aqui, isso indica que deu tudo certo. – Jungkook concordou com um sorriso no rosto. – Em forma de agradecimento vou comprar o brinquedo que ela quer.

– Nossa, nesse sentido ela com certeza puxou você. Eu não faço essas coisas!

– De você ela puxou a teimosia…

– Hey!

Taehyung riu e Jungkook acabou rindo também. Se beijaram uma última vez e se levantaram para tomarem banho e arrumar a cama, para depois finalmente dormirem. Estavam muito cansados, havia sido um dia longo e precisavam descansar pois em algumas horas iriam fazer uma longa viagem para casa.

Antes de caírem no sono, Jungkook desejou que aquilo não fosse um sonho e sim a mais pura realidade. Desejou que, depois de tanto tempo, pudesse reconstruir a família novamente, esperava do fundo de seu coração que Taehyung se esforçasse também para que pudessem voltar a viverem juntos e felizes.

E Taehyung? É claro que faria a escolha que Jungkook teve valer a pena. Cuidaria do marido e da filha, do jeito que sempre deveria ser.

Notes:

Bom, eu não quis colocar algo muito sério aqui para ser o motivo do termino deles porque queria que fosse algo que desse para perdoar, sabe? Espero que tenha ficado bom mesmo assim.

Até a próxima! :)