Actions

Work Header

Heaven Sent!

Summary:

Por quase 120 anos, Lee Jeno ocupou sua mente com apenas uma coisa: fazer do príncipe herdeiro, Huang Renjun, apenas seu.

Ou

Renjun, o príncipe amado, vem sendo alvo de feitiços e tormentas por meses, quando ele finalmente se liberta, um estranho fantasma em um traje de casamento vermelho o sequestra. Ele pensou que era uma piada no começo, mas agora ele realmente quer erradicar Lee Jeno da existência para sempre.

Notes:

Bem vindo :D
Você pode usar a tradução automática para o seu idioma. Estou desengavetando essa história após um tempo, então leia com calma.

(See the end of the work for more notes.)

Chapter 1: Arco 1 – capítulo 1

Chapter Text

Cerca de 1500 anos atrás, havia um país chamado Jiling. Era vasto e nele continham muitas riquezas naturais e culturais, divididas entre três mundos: a Capital Celestial, o Vale de Chongqing e os Montes de Jade.

Todos os mundos guardavam grandes riquezas. Os Montes de Jade eram conhecidos por seus templos de meditação, enormes florestas de bambus e árvores de cerejeira, oferecendo um recanto de conforto e pacificidade a quem os visita. Porém, há mitos de que talvez exista um fantasma que governa a parte sul mais montanhosa, sendo essa, portanto, a parte mais remota.

O Vale de Chongqing é o lar de todos os cidadãos comuns de Jiling. Dividido em pequenas cidades, ele guarda grandes torres comerciais, pequenos templos e comerciantes ambulantes, todos muito bem organizados e com seu próprio negócio único. Além disso, há sua maior riqueza: as escolas de magia, onde os jovens estudiosos se formavam e tornavam-se oficiais celestiais, podendo se mudar com suas famílias para a tão desejada Capital Celestial.

A Capital era o lar da realeza e da alta sociedade da época: o imperador Taeyong, seus muitos filhos e os Oficiais Celestiais. A grande riqueza da capital? O príncipe herdeiro, Huang Renjun.

O pequeno príncipe sempre foi talentoso desde pequeno, reconhecido entre os irmãos mais velhos como o mais arteiro, um aspirante a herói. Ainda assim, a única função que sua mãe lhe atribuía era a de servir como moeda de paz em um futuro casamento com o reino vizinho, pois, de acordo com ela, já havia muitos heróis naquela família.

Renjun cresceu rodeado de amor, muito protegido pelo pai por ser o mais novo. Foi prometido a se tornar o herdeiro no lugar de seus irmãos mais velhos por ser — sem surpresa alguma — o melhor entre eles no controle da magia além de sua grande inteligência e agilidade, ele estava realmente destinado a se tornar o futuro pai da nação desde o nascimento. Com apenas 19 anos, a nação já o saudava como "grande majestade". Reconhecido como um príncipe gentil e carismático, suas pegadinhas e as mercadorias destroçadas durante as perseguições em que fugia dos guardas do pai eram perdoadas sempre que ele erradicava maus espíritos que assolavam o país ou resolvia assuntos menores com os oficiais, como a falta de comida ou furtos. Aos 20 anos, ele tornou-se imortal, tal qual seu pai e o mais velho dos irmãos. Foi um feito, de fato, histórico; a população comemorou por dias e noites. O casarão da família Wang — conhecida por dar as melhores festas do reino — nunca ficou tão cheio, nem mesmo quando o primogênito, Jackson, foi promovido a Oficial Celestial.

— Majestade, por favor! — o guarda pessoal do príncipe gritava enquanto corria atrás dele pela cidade. Mais uma vez, Renjun corria como se não houvesse amanhã, com os cabelos longos esvoaçando com o vento. Fugia, dessa vez, da mãe, que o havia convocado para falar de casamento mais uma vez. Seu destino já era conhecido: o grande píer da cidade; era vasto, fácil de perdê-lo de vista e muito movimentado.

— Tarde demais, Nana! Você corre muito devagar — o Huang zombou, balançando o pingente de jade preso em seu hanfu, observando o Na se esforçar ao máximo para alcançá-lo no píer em toda velocidade.

Quando o oficial estava a poucos metros de distância, o sorriso no rosto de Renjun se abriu de orelha a orelha; Jaemin sabia que havia perdido aquele jogo mais uma vez. Em um ato glorioso, uma linda esfera de água surgiu ao redor do príncipe, cobrindo-o e levando-o para o fundo do vasto lago, sumindo por completo.

— Droga... —Jaemin reclamou, chutando uma pedrinha na água. Ele ouviu um riso doce sob seus pés e notou os peixes agitados ao redor da estrutura. Em um suspiro, o Na se abaixou, vendo os olhinhos castanho-amarelados lhe encarando na superfície da água. — Príncipe, vamos. Sabe que a imperatriz odeia esperar.

O coração do garoto amoleceu ao ver a expressão chateada do príncipe. Claro, desde que pousou os olhos nele, Jaemin sabia que seria impossível não se apaixonar.

A caminhada até o jardim da Imperatriz, na Capital Celestial, foi tranquila. Renjun mantinha sua bela compostura de príncipe, totalmente diferente de minutos atrás, cumprimentando os cidadãos com sorrisos amigáveis e calorosos, alheio ao olhar apaixonado do guarda pessoal. A Imperatriz batia o pé, irritada, roendo as unhas em frustração até ver a sombra do filho e ouvir o ecoar de seus passos.

— Ah, meu filho... — O sorriso em seu rosto foi morrendo ao ver a situação dele: as vestes brancas manchadas, o coque malfeito com alguns fios caindo pelo rosto e os pés molhados e descalços. — Vejo que estava correndo por aí como um homem selvagem novamente.

— Não sei se a senhora se recorda, mãe, mas a Imperatriz só deu à luz a homens — Renjun sorriu provocativo, beijando-lhe a bochecha e sentando-se de qualquer jeito no banco ao lado dela.

— Bom, de todos, você é o mais delicado que eu tenho, ou deveria ter — a mulher fez cara feia, arrumando minimamente a aparência do filho. — Já disse: um príncipe decente não sai correndo por aí. Eu não te mandei para a sala de estudos para praticar bordado com Donghyuck? Ele vai se casar primeiro que você se continuar assim! O seu irmão Sicheng era tão obediente... Você só sabe se sujar e lutar igual ao seu pai.

— Bem, agora que você me lembrou, eu deveria ir — o príncipe abriu um sorriso falso para a mãe, desvencilhando-se do abraço protetor. Realmente havia esquecido que iria se encontrar com o melhor amigo e aproveitaria que a mãe havia se esquecido de importuná-lo com recomendações de noivos para casar.

O príncipe chegou ao coreto ainda mais desleixado do que havia chegado ao jardim da Imperatriz. Ainda assim, os peixinhos no lago que cercavam o local não deixavam de seguir sua graça, nem mesmo as andorinhas que se aninhavam no teto paravam de assoviar para ele. Jaemin carregava seus sapatos e joias sem se preocupar com nada além da figura à sua frente — puro carinho transbordando em seu olhar.

Donghyuck, que esperava pacientemente de costas enquanto bordava na peça de seda com enlaces precisos, soltou uma risadinha nada discreta. Ele nem precisava se virar; era impossível não sentir o cheiro doce de Renjun misturado à água do lago do píer.

Renjun bateu os pés e pisou no tapete macio que levava às almofadas à frente da mesa. Nem sequer cumprimentou o amigo ao sentar-se; apenas agarrou sua agulha e linha em um suspiro, olhando de soslaio para Mark, guarda pessoal de Donghyuck, antes de começar a bordar a sua própria peça.

— Que fedor horrível! Dormiu até tarde e ainda vem me encontrar fedendo a peixe da feira — o garoto de longos cabelos castanho-claros provocou.

A resposta do príncipe foi uma rajada de vento bem na cara dele, com respingos de água nada gentis.

— Sinceramente, como o Jaemin te aguenta? Com todo o amor que ele te dedica, duvido que você seja malvado assim com ele — continuou Donghyuck, limpando o rosto.

— E como seu namoradinho, o Mark, te aguenta, hein? Você só bebe chá e fofoca o dia todo, parece uma senhorinha de meia-idade — o Huang riu, mas logo soltou um resmungo ao furar o dedo com a agulha fina. — Que droga! Eu odeio isso. Já disse que não sou mulher.

— Não precisa ser mulher para ser bom nisso; é você que não consegue se concentrar em nada que não seja correr por aí igual a uma raposa. — Donghyuck segurou o dedo machucado, curando-o com sua magia instantaneamente. — Bordamos juntos desde pequenos e você ainda é péssimo nisso.

— Não é verdade! O Jaemin adora os lenços bordados que eu dou para ele.

— O Jaemin adora tudo o que você faz, seja feio ou não. Agora cala a boca e borda direito antes que a sua mãe venha nos comer vivos!

A tarde foi passando tranquila. Apesar das brincadeiras, Renjun concentrou-se bem no bordado de sua peça — talvez com um pouco menos de precisão que Donghyuck, mas ainda assim igualmente esforçado. Queria dar o lenço de seda a Jaemin, visto que o guarda estranhamente sempre perdia os seus; o príncipe tinha quase certeza de que Jaemin os colecionava em vez de usá-los.

A Imperatriz apareceu quando o sol começava a se pôr, trazendo tigelas de frutas para eles. Estava bem mais calma e irradiava felicidade ao ver o trabalho do filho, enchendo-o de elogios. A mãe de Donghyuck veio pouco tempo depois; a irmã da Imperatriz tinha um temperamento muito melhor, dispensando os garotos para que descansassem em seus quartos, lembrando-os de comparecerem à aula de pintura na manhã seguinte.

Mesmo com sua sede por aventuras, o Huang agradecia internamente por ser obrigado a fazer essas coisas. Era relaxante e lhe permitia passar mais tempo com seu melhor amigo, em vez de passar o dia apenas fugindo de seus pais.

. 🏮

Entre as áreas montanhosas do sul, o nevoeiro espesso se dissipava lentamente. O canto dos corvos, apesar de alto, harmonizava-se bem com o ambiente; um brilho prateado enfeitava as pequenas flores, voando até o cume do monte mais alto. Uma grande torre escura escondia-se entre a névoa, por fora, a aparência abandonada e destruída dispensava curiosos; entretanto, seu interior era luxuoso.

Nela residia um lindo rapaz. Coberto de vestes escuras, com cabelos negros tão longos que tocavam o chão e grandes unhas afiadas, ele dedilhava uma melodia melancólica em sua harpa. Foi interrompido por uma borboleta prateada que pousou em sua mão, trazendo consigo uma mensagem. Através dela, ele viu o sorriso do príncipe entregando um lenço de seda — bordado com um lírio-aranha, o símbolo oficial da família real — ao seu guarda. Viu também o rubor no rosto do outro rapaz ao ser presenteado, transparecendo gratidão.

O vento do lado de fora soprou forte, trovões ecoaram e os lustres balançaram violentamente conforme o ciúme enchia o peito do rapaz. Ele respirou fundo, tentando controlar a raiva, e libertou a borboleta para que voasse livremente outra vez. Então, voltou a tocar sua música, sem proferir uma única palavra.

Na manhã seguinte, o pavilhão de artes parecia ser a única parte animada de toda a capital. O clima, sempre ensolarado e fresco, foi substituído de repente por uma chuva fraca acompanhada de ventos frios e águas agitadas no píer. A rotina habitual corria de forma lenta, exceto para Renjun. Mesmo notando a mudança repentina, ele não se deixou abalar; vestiu roupas mais quentes e seguiu para o encontro com Donghyuck e sua tia, com Jaemin sempre em seu encalço, mais alerta do que o normal. Ele cumprimentou a todos formalmente, ainda meio grogue de sono por ter acordado tão cedo, e sentou-se em frente à mesa, olhando o papel de arroz enorme que deveria preencher até a primeira metade da manhã.

— Bom, agora que estamos todos aqui, vamos moer a tinta e começar! Hoje deve haver uma paisagem e uma pessoa em seus papéis, com o máximo de detalhes possíveis — ao terminar de falar, a tia viu Donghyuck ser rápido em convocar Mark para perto de si, animado com a ideia de pintá-lo. — Nada de distrações, ok? Mark, não dê um pio; Donghyuck deve se concentrar o máximo possível. Você também, Renjun. Eu volto para verificar mais tarde.

— Renjun, por que você não pinta o Jaemin? Ele é muito lindo! Vamos pintá-los naquela paisagem no sudeste dos Montes de Jade que visitamos no inverno passado. Os cisnes do templo daquela região eram lindos — Donghyuck exclamou animado, cutucando a costela do príncipe com o cabo do pincel de jade.

— Hey, para de flertar com meu guarda e foca no seu namorado, ok? Se eu não pintasse ele, quem mais seria? Você? — Renjun riu alto, desviando de uma pincelada na cara. — Vem, Nana, fica aqui do meu lado.

Quando todos já estavam prontos para começar, um brilho prata misterioso adentrou o pavilhão apressadamente. Atingiu as tintas carmesim, que se espalharam pelo papel de arroz do príncipe, e voou para a ponta do pincel dele. Todos ficaram completamente paralisados. Uma borboleta daquele tipo ainda poderia existir? Renjun sorriu ao segurá-la com a ponta dos dedos, ouvindo uma melodia suave de harpa ao se lembrar do cenário que seu amigo sugerira, ignorando a estranha sensação de perigo que sentia.

— Seu papel está completamente arruinado, Junie. Vamos pegar outro para você — Donghyuck começou, mas a mão livre do príncipe foi rápida em pará-lo. Renjun negou com a cabeça e iniciou sua pintura silenciosamente, cantarolando a melodia em sua mente com um sorriso no rosto.

Nem mesmo Jaemin reconheceu o Huang, que sempre dava pinceladas brutas e fazia um pequeno esboço antes de começar. Agora, desenhava traços gentis e precisos no papel.

— De repente, me sinto tão inspirado... — murmurou o príncipe.

— Renjun?

Ao não obterem resposta, todos desviaram o olhar para a borboleta, agora pousada no topo da cabeça do garoto, e voltaram a atenção para qualquer outra coisa. Donghyuck e Mark retornaram ao próprio desenho, e Jaemin passou a encarar a paisagem do lado de fora da janela, sentindo um pesar na atmosfera como se estivessem sendo vigiados.

Quando a mãe de Donghyuck retornou com a Imperatriz para averiguarem o trabalho dos filhos, foi inevitável não sentir o clima pesado no pavilhão. Tudo estava em um completo silêncio suspeito, principalmente tratando-se dos amigos que não conseguiam fazer nada sem tagarelar o tempo todo. A Imperatriz sussurrou algumas palavras, observando ao redor ao chegar perto do filho; tentou capturar a borboleta sem sucesso, endurecendo a expressão ao vê-la voar para longe.

— Renjun, querido, é a mamãe — o toque leve no ombro pareceu despertá-lo de seu transe, fazendo-o derrubar uma gota de tinta na ponta do papel.

As mulheres observaram ambas as pinturas. A de Donghyuck era um lindo cenário invernal, com a figura imponente de Mark. Já ao observarem a pintura do príncipe, o choque foi imediato. Os cisnes, que deveriam ser brancos, tinham penas negras; as flores de lótus do pequeno lago tornaram-se lírios-aranha, e uma sombra coberta em trajes vermelhos e um véu observava de longe, sorrindo misteriosamente por trás do tecido.

— O que é isso? — a Imperatriz questionou, a voz falhando levemente.

— Não sei... é como se meus dedos tivessem se movido sozinhos. Mas ficou muito lindo, não é? — Renjun inclinou a cabeça. Todos admiraram a obra por um momento, e a Imperatriz segurou o papel mais próximo ao rosto com uma expressão confusa. Jaemin observava o lenço que lhe fora presenteado entre os dedos, temeroso sem saber o motivo.

— É um pouco perturbador, na verdade — Donghyuck comentou, em um tom muito mais sério do que o normal.

— Bem, vamos emoldurá-las de qualquer forma — a Imperatriz murmurou, visivelmente incomodada. — Você escolhe onde pôr essa; não quero ela assustando as pessoas no pavilhão principal.

— No meu jardim está bom — o Huang deu de ombros. Ele segurou a mão do amigo e partiu para visitar os irmãos, deixando as irmãs confusas com seu humor estranho para trás.

A Imperatriz suspirou profundamente enquanto via o filho se afastar. — Sinceramente, eu odeio essas flores. Nunca entendi qual outro significado, além de desgraça, elas poderiam trazer a essa família. Me preocupa ainda mais que o único filho que eu prezo as adore tanto.