Work Text:
Jisung cambaleou, tateando os corredores até seu apartamento. Estava tão, tão cansado. Mal pregou os olhos na noite anterior... e na noite anterior... e... você entendeu.
As aulas estavam cobrando seu preço. A situação financeira estava cobrando seu preço. A vida amorosa estava cobrando seu preço.
Jisung tateou a porta, demorando mais do que o normal para destrancá-la. Quando finalmente se jogou para dentro, Jeongin estava parado na cozinha, olhando para ele.
"Meu Deus, cara. Você está com uma cara horrível", franziu as sobrancelhas, preocupado, enquanto observava Jisung, com olheiras, roupas amassadas e tudo.
Jisung deu um sorriso forçado. "Obrigado, In-ah."
Jeongin se encolheu. "Desculpe, você sabe o que eu quero dizer."
Jisung apenas suspirou e foi para o seu quarto. Ele tinha algumas horas antes da próxima aula e esperava conseguir dormir pelo menos um pouco antes. Mas antes de chegar lá, Jeongin o chamou novamente.
"Ah, espera! Aqui, você tem um pacote", gritou ele enquanto corria até Jisung, com uma caixinha de papelão na mão.
Com isso, Jisung se animou um pouco. Ele se esforçou para que seu rosto não ficasse vermelho ao se lembrar exatamente do que havia pedido.
"Obrigado, Innie", ele sorriu, dessa vez de verdade, e foi para o quarto com seu pacote.
Quando a porta foi fechada e trancada com segurança atrás dele, ele se sentiu mais acordado do que se sentira em uma semana enquanto abria a caixa.
Lá estava ele, o Ultraskin Stroker, transparente.
Sim, ele poderia ter escolhido um mais excitante, um com o formato de lábios rosados ou partes femininas adornando a ponta. Mas ele poderia ter o de verdade quando quisesse. O transparente e simples era mais barato, de qualquer forma.
Jisung guardou-o no bolso do moletom enquanto saía do quarto, olhando desconfiado ao redor para ver para onde seu colega de quarto tinha ido. Por sorte, não o viu. Foi até o banheiro e deu uma boa limpada em seu novo brinquedo. Não estava tão desesperado a ponto de usá-lo sem lavá-lo primeiro.
Ao voltar para o quarto, pegou o celular e acessou seu site pornô favorito. Enquanto o homem beijava e lambia a barriga da mulher, mergulhando o rosto entre as pernas dela, Jisung sentiu seu pau se contrair. Enfiou a mão na calça e puxou delicadamente até respirar com dificuldade, os quadris se contraindo sozinhos. Abandonou o pornô e optou por despejar uma quantidade generosa de lubrificante no pau e no brinquedo de silicone transparente.
Jisung sibilou quando a ponta do seu pau deslizou para dentro, estava frio e apertado. Mas ele empurrou e afundou o brinquedo ainda mais.
É verdade que Jisung não era muito grande. Ele tinha o que precisava, e tudo bem. Mas quando o brinquedo desceu até os pelos aparados na base do seu pênis e só ficou cheio até a metade, Jisung tentou não desanimar.
Além disso, Jisung era virgem. Que garota iria querê-lo se o pau dele fosse pequeno demais para agradá-la?
Ele suspirou e pegou o celular novamente. Ele precisava se masturbar. Ele precisava. Era o único raio de luz que ele tinha no fim do túnel na última semana.
Felizmente, o vídeo ainda estava passando, e agora o homem tinha seu pau na boca da mulher. Seu membro se contraiu de interesse, observando-o entrar e sair, entrar e sair. Ele retomou o brinquedo, acompanhando a velocidade do cara na tela. Ou da garota na tela? Quem ele estava olhando?
Jisung percebeu que não importava. Estava agitado de excitação novamente. Jogou o celular de volta na cama e concentrou suas forças em se dar prazer.
Não demorou muito. O brinquedo devia ter algum ingrediente secreto de magia ou algo assim, porque, depois que esquentava, era gostoso.
Jisung soltava gemidos ofegantes um após o outro enquanto se enfiava no silicone. O lubrificante espirrava por todo lado, o som era horrível, mas Jisung não deixou que isso o impedisse. Ele se arqueou para fora da cama e gozou, seu esperma jorrando pela outra ponta do brinquedo. Suas coxas se contraíram loucamente enquanto ele descia, o orgasmo o atingindo como um caminhão.
"Porra", ele suspirou incrédulo para ninguém além de si mesmo enquanto tirava o brinquedo de seu pênis amolecido.
Esse sim foi um orgasmo bom. Jisung não tinha certeza se era por causa do brinquedo ou se era pelo estresse daquela semana torturante que estava deixando seu corpo.
Ele não teve muito tempo para refletir, porque a felicidade pós-orgasmo o estava embalando profundamente para dormir.
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“Jisung!”
As batidas na porta e a voz alta do colega de quarto o acordaram de seu sono.
"Eh?!" ele chamou preguiçosamente, deixando a cabeça cair de volta no travesseiro.
“Você não tem aula?”
Porra. Jisung se levantou com um suspiro pesado. Seu corpo ainda estava gelatinoso e nervoso de tão bom que foi seu orgasmo.
"Obrigado, Jeongin", ele gritou, a decepção audível na voz por não querer nada além de deitar na cama. Ou usar aquele brinquedo novamente.
Jisung se vestiu a contragosto. Ele se encolheu enquanto limpava o brinquedo com alguns lenços de papel. Era tudo o que tinha no momento e não queria colocá-lo no bolso para limpá-lo quando estava coberto de lubrificante e seu próprio esperma.
Ele passou pela porta e foi para a aula.
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Durante toda a palestra, ele só conseguia pensar no seu novo brinquedo. Ele precisava testá-lo novamente para ver se realmente lhe dava um orgasmo tão bom ou se era só por causa da sua semana ruim.
Por sorte, Jeongin estava saindo com Seungmin quando ele se aproximou do apartamento deles.
"E aí, hyung! Quer se juntar a nós? Vamos encontrar os caras para tomar uns drinques", Jeongin chamou, enquanto Seungmin o observava de lado.
"Ah", começou Jisung, com a desculpa na ponta da língua, "talvez na próxima. Ainda estou muito cansado", disse ele, encolhendo-se, coçando a nuca.
Jeongin suspirou e lhe deu um sorriso forçado. "Certo, durma um pouco. Sairemos de novo em alguns dias."
Jisung assentiu, concordando que se sentiria melhor dali a alguns dias. Os dois garotos lhe deram um tapinha no ombro ao partirem.
A carranca e os olhos cheios de tristeza desapareceram de sua expressão assim que ele entrou, sendo substituídos por um sorriso malicioso. Ele quase correu para o quarto, tirou o Ultraskin Stroker dos lençóis sujos e o levou de volta à pia do banheiro para que pudesse ser limpo e reutilizado.
Jisung repetiu o processo da última vez. Mão na calça, site pornô favorito aberto, olhos grudados na tela.
Desta vez, ele observou o homem transando com a mulher enquanto enfiava seu pau desejoso dentro do brinquedo de silicone, imaginando que era ele. Ele não tinha nenhuma dúvida dessa vez sobre quem estava observando. Ele definitivamente estava observando a garota. Ou, espere. Ele deveria estar observando o cara? Para se imaginar no lugar dele? Ou ele deveria estar observando a garota e se imaginando como o cara? Mas ele não teria que observar o cara para se imaginar no lugar dele? Jisung estava confuso. Ele balançou a cabeça e jogou o celular de volta na cama, concentrando-se apenas na sensação de seu pau, enfiado naquele espaço escorregadio e apertado.
Para cima e para baixo, para cima e para baixo. O peito de Jisung arfava em busca de ar enquanto ele empurrava os quadris para cima, encontrando o brinquedo. Ele respirou fundo uma última vez antes que todo o seu corpo se contraísse e tremesse, com o esperma jorrando da parte superior do brinquedo novamente e caindo em sua pele.
Ele desabou na cama, deixando o brinquedo cair do seu pau amolecido desta vez. Aquele foi ainda melhor que o anterior! Jisung estava emocionado. Não foi apenas uma maravilha de um só golpe. Ele poderia ter orgasmos alucinantes sempre que quisesse. Não precisava mais se envergonhar tentando conversar com garotas, e não precisava mais se decepcionar com a mão.
A vida não poderia ser melhor.
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Uma semana se passou e Jisung usava seu brinquedo todos os dias, várias vezes ao dia. Todos comentavam como ele parecia feliz, como estava radiante e como estavam felizes porque estavam começando a se preocupar com ele.
Jisung não admitiu que era por causa do seu novo brinquedo sexual. Seria constrangedor. Alguns de seus amigos até perguntaram se ele estava saindo com alguém... o que também era constrangedor, já que um brinquedo sexual o deixava tão feliz a ponto de seus amigos acharem que ele finalmente tinha uma namorada. Tanto faz. Pelo menos ele estava tendo orgasmos realmente bons regularmente.
Na próxima vez que seus amigos o convidaram para beber, Jisung ficou feliz em dizer que concordava. Ele merecia uma pausa. Com o poder do seu novo brinquedo, ele estava se saindo melhor mentalmente, nas aulas e economizando um pouco mais de dinheiro. Quem diria que um brinquedo sexual poderia fazer tudo isso!?
Jisung estava se divertindo muito. Ele tinha bebido um pouco, mas não estava bêbado. Só tonto.
A maioria dos seus amigos saiu para dançar, ou flertar com as pessoas, ou algo assim. Jisung não estava com vontade de flertar com ninguém. Ele tinha o que precisava naquele momento. Uma namorada poderia vir depois.
Mas o melhor amigo de Jisung, Minho, também ficou para trás, e Jisung sabia que ele também não tinha namorada.
"Hyung!" Jisung quase gritou devido ao seu leve estado de embriaguez e ao som da música tocando alto nos alto-falantes. "Por que você não está lá dançando?"
Minho apenas deu um sorrisinho para Jisung. "Não estou com vontade hoje, Sungie."
Jisung inclinou a cabeça enquanto olhava nos olhos do homem. "Por que não? Você adora dançar!"
O sorriso de Minho se alargou um pouco. "Quero ficar com você. Faz tempo que não te vejo de tão bom humor."
Jisung sentiu sua confusão se dissipar. É claro que seu melhor amigo gostaria de ficar com ele. Era a primeira vez que saía com eles em semanas, e fazia sentido que Minho ficasse ao seu lado.
Jisung deu um sorriso radiante e bateu os ombros deles. "Eu te amo, hyung!"
Minho apenas riu enquanto abaixava a cabeça. Ele adorava ouvir aquelas palavrinhas dos amigos.
Jisung virou a bebida. "Vamos dançar!", gritou.
E com isso, ele puxou Minho para a pista de dança.
Minho foi mais do que de bom grado. Ele sempre teve um fraquinho por Jisung, algo que não acontecia com os outros amigos. Jisung tentava não usar isso a seu favor, mas havia algo muito bom em ter alguém em quem confiar. Alguém que ele sabia que cuidaria dele se ele apenas pedisse.
Jisung percebeu que talvez estivesse um pouco mais bêbado do que imaginava. Mas estava bem. Só precisava de um pouco de apoio físico do seu melhor amigo, que estava mais do que disposto a lhe dar.
Jisung agarrou-se a Minho. Eles pulavam ao som da batida e dançavam juntos conforme as músicas mudavam. Jisung ria histericamente enquanto envolvia o pescoço de Minho com os braços, beijando-o com os lábios enquanto uma música mais lenta e sensual começava a tocar. Minho apenas sorriu e revirou os olhos, mas levou as mãos à cintura de Jisung para participar da brincadeira. Para que servem os melhores amigos senão para brincar com você e se comprometer com a brincadeira?
Eles balançavam ao som da música porque não queriam sair da pista ainda. Jisung, distraidamente, percebeu que talvez tivesse sido constrangedor, a brincadeira durando demais, se ele não tivesse bebido o suficiente. Mas Minho parecia bem, e isso dissipava qualquer preocupação que ele pudesse ter sobre como eles poderiam parecer para alguém de fora.
Então, alguém esbarrou em Jisung por trás. Seu corpo caiu sobre o de Minho, que se levantou e envolveu as costas de Jisung protetoramente, lançando um olhar gélido para o agressor. Quando Minho o puxou para perto, Jisung sentiu algo sólido contra seu quadril.
Em seu estado de embriaguez, ele se afastou um pouco para olhar para baixo e ver o que poderia estar sentindo.
Seus olhos se arregalaram quando ele viu algo que parecia suspeitosamente com o contorno de um pau duro na calça de Minho.
Quando ele olhou para cima, de volta para o rosto de Minho, o homem o encarava com olhos grandes, redondos e preocupados.
"Sung, eu-eu nem percebi, me desculpe—" Ele tropeçou nas palavras enquanto tirava as mãos do corpo de Jisung, a música lenta e sensual tendo terminado há um tempo.
Jisung não sabia por que Minho estava tão preocupado. Ele franziu as sobrancelhas enquanto estendia a mão para o corpo de Minho que se afastava, puxando-o de volta. "Minho hyung, o quê? Quem se importa? Vamos continuar dançando. A música lenta acabou, então você não precisa mais se preocupar", ele disse arrastado para os olhos arregalados de Minho, trazendo um sorriso malicioso de volta ao próprio rosto. Ele começou a pular para cima e para baixo ao som da música novamente, agarrando o braço de Minho até que ele estava sorrindo e pulando também.
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Foi somente quando Minho o acompanhou até sua casa naquela noite, quando ele já estava um pouco mais sóbrio, que ele se lembrou do que aconteceu.
"Ah! Hyung! Entre um minuto, por favor?", implorou ao homem, piscando os cílios, pedindo que conseguisse o que queria.
Os olhos de Minho se arregalaram tão levemente que Jisung ficou surpreso por ele ter notado, já que havia bebidas em seu organismo.
"São três da manhã, Sung-ah", suspirou Minho, fingindo que os pedidos de Jisung não iam funcionar. Ha. Seria a primeira vez.
“Eu sei, hyung, eu só queria te dar uma coisa.”
E com isso, Minho permitiu que Jisung o puxasse para dentro e através da soleira da porta do seu quarto com um suspiro.
"Quando você... sabe... ficou excitado mais cedo..." Jisung começou, observando a reação de Minho às suas palavras. Ele não queria deixá-lo desconfortável, mas seu cérebro embriagado lhe deu uma ideia muito boa! Ele nem conseguia se lembrar da última vez que vira seu melhor amigo com uma garota, talvez nunca tivesse visto. Sabia que Minho devia estar sexualmente frustrado, porque ele também estava... Até conseguir seu brinquedo.
Ele observou os olhos de Minho se arregalarem novamente, dessa vez visivelmente.
Minho ergueu as mãos, defensivamente. "Eu te disse, eu nem—"
Jisung o silenciou gentilmente. "Você deve estar um pouco reprimido, hyung, eu sei que estava", disse ele suavemente, tentando afastar o sutil constrangimento que sentia pelo que estava prestes a admitir.
Quando Minho continuou a encará-lo com uma expressão estupefata, Jisung continuou.
"Comprei isso", disse ele, tateando em meio à confusão de lençóis e edredom em busca do brinquedo. Seu brinquedo tão precioso — que poderia muito bem ser um presente de Deus.
Ele estendeu o braço para Minho.
Jisung não achava que os olhos de Minho pudessem ficar mais arregalados.
Ele respirou fundo, de forma audível. "Jisung. Isso é um brinquedo sexual."
Provavelmente era o álcool no organismo dele, mas Jisung riu. "Sim, hyung, eu sei muito bem disso."
Os olhos de Minho desviaram-se do brinquedo que ainda estava sendo oferecido a ele e do rosto de Jisung.
"Por que você está tentando me entregar seu brinquedo sexual?", ele perguntou, mas não parecia uma pergunta. Jisung suspirou, exasperado.
"Pega logo, por favor!"
“Você está me dando seu brinquedo sexual…?!”
Jisung revirou os olhos. "Não! Vou te emprestar!"
O queixo de Minho caiu um pouco mais. "Você vai me emprestar seu brinquedo sexual?!"
"Sim, hyung! O que você não entendeu?!", perguntou Jisung, incrédulo, enquanto balançava o silicone na frente do rosto de Minho. Jisung observava Minho, observando-o. Seus olhos dançavam de um lado para o outro, acompanhando o movimento. Ele engoliu em seco.
Seus olhos não deixaram o brinquedo enquanto suas pálpebras caíam pela metade.
“Ok, Sungie.”
Jisung se animou. "Sim?"
Finalmente, os olhos de Minho se voltaram para Jisung.
"Sim."
Jisung deu um sorriso largo e brilhante, alheio ao que exatamente significava aquele olhar sombrio consumindo a expressão de Minho.
“Isso vai mudar sua vida!”
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Jisung acordou de manhã muito perto de se arrepender das ações da noite anterior. Estava duro, dolorosamente duro, e só tinha a mão. A sensação era insignificante em comparação com o brinquedo. Sentia muita falta dele. Mas, se pudesse ajudar o melhor amigo, compartilhar um pouco do amor, ficaria satisfeito com isso.
Ele gozou, mas não foi satisfatório. Foi para as aulas e tentou controlar a irritabilidade, mas não conseguiu evitar. Tudo o estava incomodando, já que não conseguiu o orgasmo alucinante daquela manhã. Ele só esperava que Minho estivesse tendo um dia melhor que o dele.
Ele encontrou o homem no lugar de sempre, no refeitório.
"Minho!", ele acenou, indo até o melhor amigo. Jisung não conseguia decifrar a expressão no rosto dele.
"Oi, Jisungie", ele cumprimentou enquanto Jisung se sentava e roubava algumas batatas fritas do seu prato.
Os outros amigos não estavam em lugar nenhum, mas suas coisas estavam tomando conta dos assentos ao redor.
"Onde estão todos os outros?", perguntou Jisung, olhando ao redor.
“Eles foram tomar café”, Minho deu de ombros.
"Ah", Jisung piscou algumas vezes, desejando ter chegado mais cedo para poder tomar um café também. Ele tentou não fazer beicinho enquanto voltava a atenção para o melhor amigo. A expressão de Minho se suavizou ao fazer contato visual, suas pupilas dilatando. Ele deu a Jisung um sorriso pequeno, mas sincero. Jisung não conseguiu evitar o sorriso de volta.
“Hyung…” Jisung começou, com um olhar de cumplicidade nos olhos, “Você parece estar de bom humor…”
A expressão calma de Minho vacilou por uma fração de segundo. Era tudo o que Jisung precisava ver para confirmar suas suspeitas.
“Você usou o brinquedo, não é?”
O queixo de Minho caiu antes de ele mandar Jisung ficar quieto agressivamente, olhando ao redor para se certificar de que ninguém estava prestando atenção. Jisung apenas o encarou com o sorriso mais largo e eufórico, tão feliz que algo que ele fez foi capaz de fazer Minho se sentir bem.
Minho finalmente cedeu. Suspirou e revirou os olhos. "Sim, ok? Eu usei."
Por algum motivo, sua admissão fez com que Jisung sentisse um frio na barriga.
"E você não se sente muito melhor?" Jisung deu um sorriso brilhante.
"Sim, me sinto muito melhor", respondeu Minho, com a voz monótona. Então, "Como você sobreviveu o dia sem ele?", provocou, lançando um sorriso malicioso para Jisung.
Jisung franziu os lábios. "Quase não consegui. Vou precisar dele de volta o mais rápido possível."
Minho riu baixinho, seus olhos percorrendo o rosto de Jisung e rapidamente percorrendo a linha do seu corpo. "Bem...", ele mordeu o lábio, pensativo, "Posso pegar emprestado de novo? Outra hora?"
O canto da boca de Jisung se curvou. "O quê? Você quer a guarda compartilhada do meu brinquedo sexual?"
"Claro. Por que não?", Minho deu de ombros, fingindo indiferença, mas suas bochechas estavam ficando rosadas diante dos olhos de Jisung.
Jisung pensou um pouco. Era ridículo. Ele deveria simplesmente enviar o link para Minho e pedir para ele comprar o seu. Mas... por algum motivo... ele meio que gostou da ideia de compartilhar. Ele não ousou dizer isso para Minho, mesmo sem saber por que não queria contar para o melhor amigo. Era estranho, não era? Mas por que era tão excitante?
Jisung engoliu em seco. "S-Sim, acho que está tudo bem..."
Jisung viu de relance os olhos arregalados de Minho antes de desviar o olhar rapidamente, voltando a atenção para a comida. Jisung apenas o observou mastigar antes de engolir e pigarrear. "Então, tipo, trocar dia sim, dia não?"
Apesar da sensação estranha no estômago de Jisung, ele riu. "Não vamos dividir a guarda de uma criança de verdade, hyung", ele encarou o homem com um sorriso antes de continuar, mais baixo dessa vez. "Você pode vir quando quiser deixar", ele deu de ombros, roubando mais batatas fritas do prato de Minho para se distrair da sensação estranha que lhe invadia o estômago.
"Ok", ele disse, com a voz estridente e os olhos grudados na comida.
E quando os rapazes voltaram e entregaram o café a Minho, que por sua vez o entregou a Jisung, alegando que não queria mais, bem, Jisung ficou grato por ter um melhor amigo tão atencioso.
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Mais tarde naquela noite, Jisung estava tentando estudar em seu quarto quando ouviu uma batida na porta.
"Hum?", ele cantarolou em tom de interrogação, sem tirar os olhos do livro. Mas quando a porta se abriu, Jisung ergueu os olhos e viu Minho entrando, não seu colega de quarto.
A surpresa deve ter transparecido em seu rosto, porque então Minho falou, "Desculpe, Jeonginnie, me deixou entrar."
Minho aproximou-se da cama enquanto tirava a mochila do ombro. Jisung engoliu em seco quando ele enfiou a mão dentro dela, tirou o brinquedo e o estendeu para ele. “Parecia que você precisava dele de volta”, sorriu com simpatia, fazendo as orelhas de Jisung ficarem vermelhas. Deus, Minho provavelmente pensava que ele era um perdedor. Mas, para que servem os melhores amigos, ele supôs, se não para ver você no seu momento mais patético?
Jisung tirou-o da mão dele. "Sim", suspirou. "Estava com muita saudade", revelou-se, revirando os olhos e dando um pequeno sorriso. Seja como for, eles já compartilhavam o mesmo brinquedo sexual; ele podia admitir para Minho que estava um pouco excitado.
Minho apenas riu carinhosamente dele. "Tá bom, vou sair do seu pé para você se desestressar.”
Jisung tentou não gaguejar. Sim, ele queria se masturbar. Mas agora, com Minho em sua presença, a vontade de sair com o melhor amigo superou a vontade de enfiar o pau dele em silicone.
Minho se levantou para ir embora, mas Jisung o chamou. "Você quer ficar?", perguntou ele baixinho, sem entender por que estava se sentindo tão tímido perto do outro homem ultimamente.
Minho pareceu um pouco chocado, e talvez um pouco confuso. "Hum... enquanto você...?", apontou o dedo para onde o brinquedo estava em sua cama, ao lado dele, com uma expressão incrédula. Jisung finalmente entendeu. Desta vez, ele gaguejou.
"O quê?! Não! Só para... para ficar", Jisung riu nervosamente, suas bochechas esquentando consideravelmente. Por que o Minho presumiria isso?!
“Ah, desculpe, eu só pensei— já que estávamos falando sobre—”
“Fique quieto, por favor, e venha escolher um filme?”
Minho fez o que lhe foi dito. Jisung fechou o livro com um estalo; ele não estava estudando de verdade. Deixou Minho rastejar sobre ele para chegar ao outro lado da cama, sem saber por que não simplesmente contornava a cama. O cheiro de sua colônia era forte em seu nariz enquanto sua pele pairava sobre Jisung. Por um breve momento, todo o seu ser ficou preso sob o corpo de Minho enquanto ele rastejava sobre ele, preso sob seus membros. Nossa, talvez Jisung devesse ter expulsado Minho para se masturbar.
Os pensamentos confusos de Jisung cessaram assim que começaram, quando Minho se acomodou ao seu lado. Jisung colocou o laptop na cama entre eles, abrindo a Netflix. Eles rolaram a tela várias vezes até que Minho se decidiu por reprises antigas de uma sitcom americana cafona.
No meio do caminho, Jisung percebeu que seu brinquedo sexual ainda estava em cima da cama, entre eles. Ele supôs que era meio apropriado, embora meio assustador, porque também supôs que era meio que o brinquedo sexual deles agora. Jisung tentou não estremecer. Como exatamente ele acabou compartilhando um brinquedo sexual com seu melhor amigo de novo?
Ele afastou o pensamento. Era mais difícil do que ele imaginava, considerando que o brinquedo ainda estava ali, entre eles. Ele não conseguia exatamente movê-lo agora, Minho perceberia, e então provavelmente haveria uma cena envolvendo alguns sorrisos e provocações, e Jisung simplesmente não queria lidar com isso agora. Em vez disso, seus olhos iam e voltavam entre a tela do computador e o tubo de silicone transparente em que ele e seu melhor amigo enfiaram seus paus, em ocasiões diferentes, ambos deitados na cama de Jisung.
Ele suspirou pelo nariz. Pelo menos ele tem seu brinquedo de volta por alguns dias.
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Jisung acordou de manhã com Jeongin o sacudindo para acordá-lo.
“Hyung, você tem aula daqui a 30 minutos”, ele suspirou, “Além disso, o que eu sou? Sua mãe? Coloque um alarme pelo menos uma vez.”
Jisung resmungou enquanto se espreguiçava, piscando os olhos para acordar. Foi então que ele percebeu que Minho ainda estava lá, acordando lentamente. Eles devem ter adormecido assistindo reprises ruins na noite anterior.
Então ele se lembrou do que estava pensando antes de desmaiar na noite passada. Meu Deus. O brinquedo sexual.
Jisung olhou para baixo e, de fato, o objeto ainda estava lá. Jisung de repente se sentiu completamente acordado. Nervosamente, olhou de volta para Jeongin, que, por algum motivo, ainda não havia saído.
Ele ficou mortificado ao descobrir o porquê. O olhar confuso de Jeongin estava direcionado diretamente para o silicone.
Mas... por que ele ficou tão horrorizado por Jeongin ver seu brinquedo sexual, mas ficou totalmente bem e feliz por Minho usar seu brinquedo sexual?
Minho era seu melhor amigo, tinha que ser por isso. Jeongin também era um de seus melhores amigos, mas Minho era seu melhor amigo.
Ainda assim, Jisung observou, paralisado de horror, enquanto os olhos de Jeongin saltavam do brinquedo sexual para Jisung, para Minho e depois de volta para o brinquedo sexual.
“Hyung… isso é—”
"Ah, Jeonginnie! Você é tão fofo logo de manhã!", Minho de repente quase gritou, levantando-se e se ajoelhando para tentar beliscar suas bochechas. No processo, ele sutilmente agarrou o brinquedo e o enfiou debaixo do travesseiro de Jisung, enquanto bloqueava a visão de Jeongin.
Minho sempre foi muito criativo. Jisung era muito grato a ele por sempre protegê-lo e cuidar dele.
Jeongin exclamou com desgosto, desviando do ataque de Minho e tentando olhar para trás, para onde o objeto ofensivo estava, apenas para ele não estar mais lá.
“Mas— havia apenas—!”
"O quê?", perguntou Minho, olhando para onde Jeongin estava olhando. "Não vejo nada."
Jeongin fechou a boca e lançou um olhar furioso para Minho. Em seguida, voltou o olhar para Jisung.
"Certo. Tudo bem. Vou fingir que não acabei de ver um brinquedo sexual na cama entre vocês dois", disse Jeongin, ameaçador, cruzando os braços na frente do peito. Seus olhos saltaram de Jisung para Minho mais uma vez antes de se virar e ir embora.
Jisung piscou. Minho se jogou de volta na cama. Eles se viraram e se entreolharam ao mesmo tempo. Jisung mordeu o lábio inferior enquanto Minho observava e então pigarreou, virando-se novamente.
"Ok, bom, acho que vou deixar você em paz desta vez", disse ele enquanto se levantava da cama de Jisung, de lado desta vez, em vez de rastejar ridiculamente sobre ele. Jisung percebeu que estava quase decepcionado. Ele meio que queria sentir o cheiro da colônia de Minho, sentir o calor sutil do corpo dele enquanto rastejava sobre ele.
Droga, ele precisava daquele brinquedo mais do que imaginava.
"T-Tá. Tchau, hyung", Jisung grasnou, mudando de posição ligeiramente. Minho olhou para o colo, tão rápido que Jisung pensou que ele pudesse ter imaginado, antes de sair pela porta.
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"Ah, ah, hah", Jisung não conseguia acreditar como o brinquedo era bom em seu pau. De alguma forma, parecia ainda melhor do que antes. Minho era mágico? Tudo o que ele tocava ficava melhor do que antes? Ele nem precisava assistir pornô dessa vez, a visão do brinquedo já o excitava.
Ele balançou a cabeça enquanto continuava a enfiar o silicone em seu pênis, seus quadris se contorcendo contra ele. Ele não precisava pensar em seu melhor amigo naquele momento.
Ele gozou com um gemido abafado, provavelmente alto demais para seu pequeno apartamento, mas ele não se importava. Foi o melhor orgasmo que ele já teve. Jisung pensou vagamente que precisava devolver aquilo para Minho o mais rápido possível. Provavelmente não tinha nada a ver com Minho tocando nele com suas mãos mágicas, mas sim com o efeito placebo. Se ele acreditasse que aquilo o faria ter orgasmos ainda melhores do que os que já estava tendo, então, com certeza, ele estava disposto.
Ele limpou a quantidade obscena de esperma de si mesmo e do brinquedo antes de enfiá-lo na bolsa e ir para a aula.
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Jisung sentiu como se estivesse fazendo um negócio de drogas.
"Psiu, Minho!", ele sussurrou, correndo atrás do melhor amigo no corredor e chamando sua atenção. Minho se virou rapidamente, assustado com a chamada repentina de seu nome.
Por sorte, eles pararam bem ao lado de um banheiro. Jisung agarrou Minho pelo braço e o arrastou para dentro. Ele acidentalmente fez contato visual com Chan, com quem Minho caminhava, enquanto eles se esquivavam pela porta. Sua expressão confusa foi a última coisa que Jisung viu antes que ela se fechasse atrás deles.
Jisung quase prendeu Minho contra a parede.
"...Está tudo bem?", perguntou Minho, de olhos arregalados, quando Jisung não fez nada além de encará-lo. Ops. Ele balançou a cabeça, voltando a se concentrar.
"Tá!", disse ele, sentindo-se alegre e leve como uma pena enquanto continuava a encará-lo. Ops, de novo. Desviou o olhar e vasculhou a bolsa, encontrando o brinquedo e pressionando-o contra o peito de Minho. Bem entre seus peitorais. Seus peitorais grandes e musculosos.
"Ah, já?", perguntou Minho, pegando o brinquedo lentamente.
Jisung desviou o olhar e deu de ombros. "É, quer dizer, eu já usei, então... agora é a sua vez."
Minho piscou. "Ah... eu só deveria usar uma vez antes de devolver para você?"
Os olhos de Jisung se arregalaram. De repente, imagens de seu melhor amigo, nu, se masturbando repetidamente, passaram por sua mente quando ele percebeu o que Minho estava dizendo. Ele usou o brinquedo várias vezes em menos de 24 horas? Com aulas, sono e tudo mais?
"Eu-eu... uhhh", Jisung ficou sem palavras. Ele estava sem palavras, a única coisa que sua mente conseguia evocar eram imagens de Minho transando com seu brinquedo sexual. "Quer dizer, acho que você pode usá-lo quantas vezes quiser enquanto estiver com ele?"
Minho pareceu confuso. "Ok...", continuou a observar Jisung, que estava completamente enclausurado, praticamente encostado nele enquanto ele próprio estava encostado na parede. Jisung não tinha desculpa, exceto pelo fato de que aquela era uma troca secreta. Eles precisavam estar próximos para impedir que alguém visse o que estavam entregando, era por isso. "Então eu faço isso."
Ótimo. Foi bom ouvir isso. "Ok. Parece bom", disse Jisung secamente antes de sair do espaço de Minho e sair do banheiro com os olhos arregalados e as bochechas coradas. Talvez ele estivesse cometendo um erro, deixando Minho pegar o brinquedo emprestado tanto. Ele claramente precisava dele. Ele só esperava que quanto melhores fossem seus orgasmos, mais compensasse o fato de que ele os estava tendo com menos frequência. Seu melhor amigo também merecia ter bons orgasmos. Quem era Jisung para impedi-lo?
Mas ele não gostou muito do olhar que Chan lançou a ele enquanto se afastava apressadamente.
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"Hyung, seja honesto comigo", Jeongin o encurralou assim que ele entrou pela porta, "Você e Minho hyung estão transando?"
Jisung prendeu a respiração, tomara que não de forma muito perceptível, antes de soltar uma risada irônica, tomara que não de forma muito agressiva. Então, engoliu em seco, com dificuldade.
"Não, Jeongin", ele disse severamente, honestamente, embora não conseguisse continuar olhando seu colega de quarto nos olhos.
O maxilar de Jeongin se movia para frente e para trás. "Mas... então por que havia um brinquedo sexual na cama entre vocês dois esta manhã?"
Jisung respirou fundo, hesitante. "Estava lá quando o Minho hyung entrou, e eu estava com vergonha de mexer, ok? Eu não queria chamar atenção. Fiquei envergonhado. Feliz?" Ele mentiu um pouco, com os olhos tremendo. Não era realmente um grande problema, então por que Jisung estava fazendo parecer que era um grande problema? Por que parecia um grande problema?
E então ele percebeu que tinha esquecido de uma coisa muito importante. "Além disso, não sei se você esqueceu, mas eu sou hétero."
Jeongin continuou a encará-lo. Suas feições se contraíram como se ele fosse dizer algo, mas não conseguiu.
Então, algo mais o atingiu. "E o Minho hyung também!"
Jeongin lançou o que pareceu ser um olhar quase de dor, com os lábios curvados para baixo e as narinas levemente dilatadas, antes de suspirar. "...Ok, hyung."
Com isso, ele recuou, deixando Jisung desaparecer em seu quarto.
Quando ele começou a suar frio?
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E assim continuou por quase duas semanas. Jisung e Minho continuaram a dividir a custódia do brinquedo sexual, e seus amigos continuaram a flagrá-los em situações estranhamente comprometedoras. Por fim, optaram por fazer as entregas apenas na segurança das portas fechadas do quarto de Jisung ou Minho. O que, honestamente, não era muito menos suspeito do que antes, mas pelo menos eles não seriam pegos.
Havia um problema, porém. Embora seus orgasmos parecessem melhorar a cada troca de turno, isso não compensava a diminuição na frequência de orgasmos que ele vinha tendo.
Ele estava ficando reprimido. Não sabia como sobrevivia antes de ter o Ultraskin Stroker em sua vida.
Tudo culminou quando Minho apareceu uma noite para pegar o brinquedo sexual para seu uso pessoal e prazeroso.
Ele bateu na porta de Jisung. Jisung sabia que ele estava vindo buscar o brinquedo, mas gostaria que tivesse pedido a Minho para voltar no dia seguinte. Ele ainda queria usá-lo, não queria se desfazer dele tão cedo. Estava com muito tesão.
Mesmo assim, chamou Minho para entrar.
“Oi, Sungie”, ele chamou docemente, sentando-se na beira da cama.
“Ei, hyung”, respondeu Jisung, parecendo tão arrependido quanto se sentia.
Minho notou. Minho sempre notava. "O que houve?", perguntou ele docemente enquanto colocava o que deveria ser uma mão reconfortante na coxa de Jisung. Isso só fez seus pensamentos girarem ainda mais, com a sensação de ser tocado.
"Eu só... eu sei que disse que você poderia ficar com ele hoje à noite, mas eu esperava poder ficar com ele para outro dia?" Jisung mordeu o lábio enquanto encarava Minho, piscando os cílios algumas vezes.
Minho parecia um pouco corado, agora que Jisung estava focado nele. Seus olhos baixaram para onde o lábio inferior de Jisung estava sugado entre os dentes e seu aperto na coxa de Jisung ficou mais forte.
"Oh…"
Oh…? Jisung não sabia o que aquilo significava. Ele lançou a Minho uma expressão gentil e confusa.
“Eu só... queria muito usá-lo esta noite também”, ele engoliu em seco.
Jisung entendeu a situação deles. Os dois estavam excitados. Por isso, ele deveria ter enviado o link para o Minho naquela noite, depois do bar, para que ele pudesse comprar o seu. Agora, um deles precisa dormir excitado.
“E se…” Minho começou, mas parou quando Jisung olhou novamente em seus olhos.
"E se o quê, hyung?"
“...E se a gente compartilhasse?”
Jisung estava confuso.
“Hyung”, ele riu, mas faltou humor, “nós já estamos fazendo isso”.
O polegar de Minho começou a esfregar em pequenos círculos intencionais onde estava apoiado na coxa de Jisung. Ele umedeceu os lábios. "O que eu quis dizer foi: e se usássemos ao mesmo tempo?"
Jisung deve ter ouvido errado.
"...O que?"
Ele lambeu os lábios novamente. "Pense nisso. Se você empurrar enquanto eu retiro..."
Os ouvidos de Jisung começaram a zumbir, seus olhos vidrados enquanto ele pensava nisso. A imagem que ele estava conjurando em sua mente, dos dois, com os paus de fora, transando juntos, de repente o cegou. Seus pensamentos foram consumidos por isso, seu cérebro transbordando, ameaçando vazar de seus ouvidos e se espalhar nos lençóis, onde Minho seria capaz de ver. Os dois seriam capazes de usar o objeto ao mesmo tempo, sem nem se tocarem... se jogassem suas cartas corretamente. Mas isso seria gay, não seria? Transar com seu melhor amigo? Jisung não era gay e Minho também não... Mas se Minho concordasse com isso... talvez estivesse tudo bem?
Jisung reorientou o olhar. Ele também se concentrou na sensação da mão de Minho em sua coxa. Foi então forçado a se concentrar na sensação de seu pênis, animando-se com a ideia de poder usar seu brinquedo novamente.
Para seu horror, Minho olhou para o seu colo. Ele não parecia ter nenhuma reserva em se masturbar junto com ele, parecia quase fome em seus olhos. Droga, seu melhor amigo poderia até precisar do brinquedo mais do que ele. Talvez Jisung estivesse pensando demais nisso. Talvez estivesse tudo bem mesmo.
Jisung não disse nada quando Minho rastejou sobre ele mais uma vez. Ele inconscientemente se inclinou para frente quando Minho se aproximou, querendo sentir seu cheiro.
Minho colocou as mãos nos pulsos de Jisung enquanto se ajoelhava ao lado dele, puxando-o para cima para que ficassem frente a frente. Suas mãos então se moveram para os quadris de Jisung.
"Assim..." Minho sussurrou, empurrando lentamente os quadris para a frente enquanto empurrava as costas de Jisung para longe das suas. Jisung não pôde fazer nada além de olhar em choque enquanto seu próprio pênis lentamente começava a esticar sua calça, traindo-o. "E então você vem para a frente", ele continuou sussurrando, puxando Jisung pelos quadris enquanto se afastava, intencionalmente puxando seus quadris com seu pênis ereto, claramente visível, em direção ao seu próprio pau ereto, também claramente visível. "Viu?"
A boca de Jisung ficou repentinamente seca. Ele não conseguia desviar o olhar de onde seus quadris estavam a poucos centímetros de distância, ambos exibindo ereções violentas.
Jisung lambeu os lábios tantas vezes que eles estavam começando a ficar dormentes. "Uh, Uh-huh", ele quase engasgou, abaixando a cabeça para não ter que olhar nos olhos do melhor amigo. O que também significava que ele tinha que continuar olhando para os paus deles. Parecia que eles estavam se estendendo um para o outro, como na Criação de Adão, mas com paus duros em vez de mãos, e no quarto úmido do apartamento de Jisung em vez da Capela Sistina.
A voz de Minho o arrancou de seus delírios. "Certo. Pega o brinquedo?"
Jisung obedeceu imediatamente, como se fosse automático. Suas mãos tremiam quando ele voltou à posição inicial, entregando o silicone para Minho, pois não se sentia confiante o suficiente ou com a mente em ordem para fazer aquilo sozinho.
Minho pegou-o dele, mas não fez mais nada. Jisung quase pulou com o som baixo de sua risada. Ele olhou para Minho desde que tudo isso começou e viu um olhar doce e tão carinhoso em seus olhos, o contorno de seus lábios carnudos. Isso fez fogos de artifício explodirem em seu estômago.
“E o lubrificante, Sungie.”
"Ha, oh, sim", Jisung suspirou, sua voz já trêmula e destruída.
Jisung fez o que lhe foi dito novamente. Quando voltou ao lugar, desta vez, observou Minho desabotoar a calça. Em seguida, abrir o zíper. Jisung conseguiu ver o contorno do pênis através da cueca antes de ele enfiar a mão dentro da calça e sair.
O coração de Jisung deu um salto no peito e seu estômago revirou tanto que ele pensou que poderia vomitar e gozar ao mesmo tempo... Gostoso. Minho era maior do que ele, por uma diferença perceptível. Ele era mais grosso, com mais veias, e a cabeça do seu pênis era um pouco mais larga na parte de baixo. O corpo de Jisung de repente ficou mole como gelatina enquanto ele continuava olhando, continuava observando mesmo quando Minho começou a se acariciar, seu lindo pênis rosa.
Jisung percebeu que estava mordendo o lábio com tanta força que logo poderia sangrar. Seu pau doía intensamente. Ele latejava tanto que chegava a doer. Para seu horror, um gemido escapou de seus dentes cerrados, suas mãos fechadas em punhos ao lado do corpo.
"Ainda bem que sugeri isso, né?", Minho falou baixinho, ainda se acariciando lentamente. Jisung não conseguia tirar os olhos de onde sua mão se movia sobre si, os sons sutis e escorregadios preenchendo seus ouvidos, mesmo sabendo que sentia uma mancha molhada se formando em sua própria cueca. "Olha só pra nós..."
Jisung achou que estava hiperventilando e nem tinha se tocado ainda.
"Vamos lá, Sungie. Você não quer usar o brinquedo?", perguntou Minho, com a voz provocante, mas ainda gentil. Isso fez Jisung sentir um aperto no estômago. Ele engoliu em seco, as mãos tremendo enquanto alcançava a cintura, obedecendo facilmente a cada sugestão de Minho.
Ele sentiu como se estivesse se observando em terceira pessoa enquanto seu próprio pau surgia, molhado na cabeça e já pulsando. Ao se segurar, ouviu um forte suspiro sair do nariz de Minho. Quase soou como uma risada ou um risinho abafado. Jisung ficou horrorizado. Será que Minho estava rindo do tamanho do seu pau?
Jisung lançou um olhar direto nos olhos de Minho pela primeira vez desde que tudo começou, apesar de se sentir estranhamente vulnerável. Sabia que seus olhos estavam cheios de mágoa, mas não suportava a ideia de que seu melhor amigo estivesse zombando dele por causa do tamanho do seu pau.
Mas quando seus olhares se encontraram, Jisung não viu nenhum julgamento neles. Eram pesados e sombrios, com um sorriso levemente malicioso repuxando seus lábios.
"Você é tão fofo, Sung-ah", ele sussurrou, olhando para onde Jisung o segurava em sua mão.
Jisung sentiu como se tivesse levado um soco no estômago. Uma onda de excitação tão poderosa o percorreu com as palavras de Minho que ele quase se dobrou, um gemido patético saindo de sua garganta.
Ele decidiu parar de se concentrar em Minho. Ele estava tornando tudo estranho. Era estranho, mas Jisung estava tornando tudo ainda mais estranho ao olhar para o pau do seu melhor amigo. Jisung não sabia por que Minho estava dizendo alguma coisa, para começo de conversa; tudo aquilo era para o prazer individual deles. Eles deveriam estar se concentrando em si mesmos. Jisung nem deveria estar olhando para o pau de Minho, para começo de conversa.
Ele se distraiu com o lubrificante, despejando um pouco na mão antes de entregá-lo a Minho sem olhar para ele. Quando os dedos de Minho roçaram nos seus enquanto ele pegava o frasco, Jisung puxou a mão dele bruscamente.
Mesmo assim, Jisung não conseguiu evitar olhar para Minho enquanto ele se arrumava, mesmo sabendo que não deveria. Felizmente, seu cabelo provavelmente cobria seus olhos o suficiente para que Minho não percebesse que ele estava observando. A visão o excitou tanto que era desconfortável. No fundo, ele sabia que não era muito correto da parte dele ficar tão excitado depois de ver seu melhor amigo gozar, mas atribuiu isso ao fato de que estava prestes a usar seu brinquedo novamente.
Minho derramou um pouco de lubrificante nas paredes internas do brinquedo antes de perguntar, "Pronto?"
O coração de Jisung ainda disparava, mas ele assentiu. Ele precisava muito, muito, muito gozar.
Jisung observou Minho encaixar o pênis no brinquedo sexual. Ouviu a respiração entrecortada que ele soltava enquanto deslizava lentamente o silicone ao redor do pênis até que estivesse totalmente envolto, o leve balançar dos quadris deixando Jisung tonto. Depois de provavelmente se acostumar com a sensação, ele se ajoelhou, chamando Jisung para junto de si.
Jisung respirou fundo, hesitante, enquanto copiava os movimentos de Minho. Não ousou olhar o outro homem nos olhos.
"Você segura a sua ponta e eu seguro a minha", Minho ordenou baixinho, mirando o brinquedo com seu pênis dentro para o pênis de Jisung, onde ele pulsava em sua mão.
Jisung fez o que lhe foi dito. Tentou não se concentrar no fato de que o pau de Minho enchia o brinquedo muito melhor do que o seu.
Ele se recompôs. Não era para estar fazendo tanto alarde sobre aquilo. Estava literalmente tudo bem. Se Minho estava tranquilo, então ele estava tranquilo. Tão tranquilo quanto se pode estar com o pau doendo e implorando por alívio.
Ele respirou fundo novamente enquanto enfiava a cabeça do pênis na extremidade oposta do brinquedo, tentando não gemer com a sensação. Achou ter ouvido Minho rir baixinho novamente.
Assim que ele enfiou a ponta, restaram apenas alguns centímetros de espaço separando seus paus, com o de Minho ainda completamente dentro. Eles teriam que ter muito cuidado para manter o ritmo, para que seus paus não se tocassem. E isso, isso sim seria gay.
Jisung observou o pênis de Minho recuar e interpretou isso como um sinal para penetrar mais fundo.
Para seu horror, ou para seu prazer, o espaço que o pênis de Minho estava ocupando estava quente quando Jisung o penetrou.
Jisung gemeu com a sensação. Tentou não pensar que, tecnicamente, era o pau do seu melhor amigo que o fazia se sentir tão bem.
Ele se afastou lentamente, e Minho empurrou com a mesma lentidão. Acompanhando sua velocidade.
Eles continuaram assim. Só dois manos, como se estivessem serrando madeira ao meio. Para frente e para trás, para frente e para trás. Só que a serra era o pau deles. E não havia madeira.
Jisung estava tenso. Ele não tinha pensado muito à frente. Agora, ele ia gozar, e não sabia como contar para Minho, nem o que fazer.
Aparentemente, ele adiou por muito tempo, porque sem nem mesmo um aviso, seus quadris estavam se mexendo e ele estava gozando no brinquedo, em todo o pau do seu melhor amigo.
Ele ofegou de horror durante o orgasmo, com os olhos grudados onde seu esperma havia coberto a cabeça do pau de Minho e o resto da parte interna do brinquedo. Minho estava imóvel, mas Jisung não tinha certeza do que exatamente ele estava fazendo, pois não conseguia se forçar a olhar para o homem.
Assim que terminou de sacudir, ele se retirou do silicone, com um pedido de desculpas cru e pronto em sua língua. Mas esse pedido nunca se concretizou. Morreu em sua língua, morto e enterrado, enquanto observava Minho se enfiar novamente assim que ele se retirou, em sua massa de esperma.
Ele caiu de costas, com o pênis ainda para fora, enquanto observava Minho com os olhos arregalados e o queixo caído.
Agora que ele tinha gozado, uma pequena nuvem de felicidade cobria sua ansiedade. Os tremores secundários finalmente passaram e ele percebeu o quão bom tinha sido o orgasmo que acabara de ter. Ele também conseguiu olhar para o melhor amigo novamente. Na verdade, agora ele não conseguia tirar os olhos dele.
Mas era um momento terrível, porque agora seu melhor amigo estava suado, estocando e desesperado. Seu rosto estava contraído, contorcido de prazer enquanto ele enfiava o silicone no pau, sem mais regras para impedi-lo de se satisfazer como queria.
Jisung passou de não conseguir mais olhar para o homem a não conseguir desviar o olhar. Era como se seus filmes pornôs favoritos tivessem ganhado vida e estivessem ali, na sua frente, em cima da cama. Só que a garota nos filmes pornôs foi substituída por um brinquedo sexual.
Jisung conseguia ver o pau de Minho deslizando por seu esperma, espalhando-o pelas paredes do silicone transparente. Isso só pareceu estimular Minho. Logo, Jisung observou, maravilhado, seus quadris vacilarem, suas mãos apertarem o brinquedo com tanta força que suas veias saltavam, e seu lábio inferior ser mordido em carne viva entre os dentes enquanto gozava. Ele gozou com força. Com muita, muita força. Jisung quase sentiu como se pudesse sentir em seu próprio corpo.
Mas ele gozou com tanta força que alguns jatos de porra saíram do brinquedo e caíram nos lençóis, no edredom e na coxa de Jisung. Estava perigosamente perto de cair em seu pau mole, onde ele ainda não havia se aconchegado, distraído demais com o homem à sua frente. Ele imaginou que essa seria a forma mais engraçada de vingança do universo.
Jisung assistia a tudo com olhos incrédulos. Até a forma como ele desabou na cama de Jisung, exausto e suado, com o pau ainda dentro do brinquedo.
“Jisung-ah,” ele gemeu, ofegante, “Você tem lenços de papel?”
Jisung tinha lenços de papel. Mas seus olhos não se desviavam de Minho por tempo suficiente para encontrá-los.
Ele continuou a encará-lo. Achou que poderia estar em choque. Mas então Minho gemeu, baixinho, exausto e fraco, enquanto olhava desesperadamente para Jisung, tentando evitar que sua bagunça pingasse por todo lado.
Jisung lutou ativamente para se mexer. Virou a cabeça em busca dos lenços, mas parecia que havia uma mão de ferro tentando puxá-la de volta. Assim que pegou os lenços, virou-se bruscamente, estendendo-os para Minho. Seu melhor amigo pegou um monte deles, tirou o silicone do pau amolecido e começou a limpar a sujeira antes que respingasse em suas roupas ou nos lençóis de Jisung. Jisung levou um momento para perceber que metade do esperma que Minho estava limpando era dele.
Jisung pegou seu próprio lenço de papel, ainda lutando para encontrar o que procurar, e limpou a pouca sujeira que restava em si mesmo. Enquanto isso, Minho se levantou e rodeou a cama com o brinquedo a tiracolo para jogar fora seu punhado de lenços de papel sujos, com o pau bem guardado dentro da cueca.
Minho fechou o zíper da calça enquanto estava perto da cama. Lançou um olhar para Jisung.
"Então... de quem é a vez agora?", perguntou Minho, com o olhar se lançando para onde Jisung ainda estava exposto. Suas bochechas coraram enquanto ele rapidamente vestia o moletom. Então, pensou nas palavras de Minho.
Jisung piscou.
"Ah. Não estamos... você não queria fazer isso de novo?"
Jisung se xingou, por que ele estava perguntando aquilo? Por que ele queria fazer aquilo de novo?!
Minho arqueou as sobrancelhas.
"Você quer fazer de novo?"
Jisung pigarreou e forçou a voz a sair com confiança. "Foi conveniente", disse ele, engasgado, a voz sem a menor confiança. Parecia um cervozinho manso. O que havia de errado com ele?
Minho olhou para ele como se soubesse de algo que Jisung desconhecia. "Certo. Quando?"
"Hum, eu costumo usá-lo de manhã..." ele tentou não gaguejar, os olhos percorrendo todo o quarto antes de inevitavelmente pousarem novamente em Minho.
Minho assentiu, franzindo levemente o rosto. "Você deveria guardá-lo para a noite e usá-lo pela manhã", disse ele, tentando soar casual, mas sua voz estava mais aguda do que o normal.
Jisung tentou não demonstrar decepção. "Tá. Você gosta de usar à noite?"
Ele não sabia bem por que estava perguntando detalhes sobre a vida sexual do seu melhor amigo, ou a falta dela, mas se viu curioso. Curioso demais. Impaciente demais para que aquilo acontecesse de novo, fosse lá o que fosse.
Minho fixou os olhos em Jisung. Ele quase se sentiu tímido sob aquele olhar.
“Gosto de usá-lo sempre”, ele sorriu, umedecendo os lábios.
Jisung não sabia por que as próximas palavras que saíram de sua boca saíram. Ele estava realmente excitado demais para o seu próprio bem.
"Por que você não fica? E aí nós dois podemos usá-lo de novo amanhã de manhã?", perguntou ele, soando manso e vulnerável, sua voz quase parecendo que ia falhar. Essa seria a cereja do bolo, não é mesmo?
Com isso, o sorriso irônico de Minho chegou aos seus olhos.
"Ah, Jisungie! Claro que vou passar a noite aqui!", gritou ele, parecendo prestes a atacar Jisung antes de parar e olhar para o brinquedo em suas mãos, a mancha de esperma visível através do silicone. "Mas eu provavelmente deveria me lavar um pouco", riu ele, lançando um último olhar presunçoso para Jisung antes de sair pela porta.
Jisung respirou fundo. Parecia a primeira vez desde que Minho entrou pela porta e agraciou sua presença com suas sugestões estupidamente sensuais e seu rosto estupidamente bonito.
Então ele percebeu que Minho saiu do quarto com o brinquedo sexual. O brinquedo sexual usado e sujo. O brinquedo sexual deles.
Seu sangue gelou quando ouviu instantaneamente a voz de Minho, misturando-se à de Jeongin no corredor. Porra.
Ele se levantou rapidamente, com a intenção de encontrar uma maneira de salvar a situação, mas não viu o brinquedo nas mãos de Minho, nem em lugar nenhum, quando abriu a porta.
"Hã... Você está bem, hyung?", perguntou Jeongin, olhando nos olhos frenéticos de Jisung. Ele rapidamente se recompôs, piscando algumas vezes e se endireitando.
"Sim! Eu só ia pegar uns salgadinhos", disse ele com a maior alegria possível, passando pelos garotos com um sorriso forçado.
Mais uma vez, ele se viu encurralado pelo colega de quarto assim que Minho desapareceu no banheiro.
"Por que você parece que acabou de correr uma maratona?", ele perguntou, olhando fixamente para o rosto de Jisung, provavelmente percebendo o pânico evidente que Jisung nunca parecia conseguir esconder.
"Nós assistimos a um filme de terror, In-ah. Você sabe como eu sou ruim com filmes de terror", ele tentou rir, mas algo no rosto de Jeongin fazia seu riso sair forçado.
"Ah é? Vocês estavam assistindo a um filme? Não foi isso que o hyung me disse. Ele disse que vocês estavam estudando."
"Estávamos estudando e depois assistimos a um filme. Duas coisas podem ser verdadeiras ao mesmo tempo, Jeongin", Jisung revirou os olhos, num gesto que esperava parecer passivo, mas seu coração estava acelerado.
Ele apenas balançou a cabeça para Jisung enquanto recuava, com a suspeita ainda brilhando em seus olhos.
Jisung só teve um minuto sozinho em seu quarto para descontrair antes que Minho voltasse para dentro. Os olhos de Jisung estavam grudados nele mais uma vez.
Ele viu Minho colocar a mão no bolso da frente do moletom, revelando onde havia escondido o brinquedo. Colocou-o na cama de Jisung e, em seguida, tirou a roupa e fez uma pergunta ao mesmo tempo.
“Ei, por que você não comprou um que parecesse uma vagina ou lábios ou algo assim?”
As bochechas de Jisung pareciam estar em chamas, provavelmente por causa da pergunta e não do corpo do amigo. Ele desviou o olhar intencionalmente, puxando um fio do edredom.
Jisung deu de ombros, "Este foi mais barato", murmurou. Ele não queria admitir para si mesmo, e muito menos para o seu melhor amigo, que achava aqueles dois bem... desagradáveis.
Mas então ele foi arrancado de seus pensamentos quando Minho se aproximou de sua cômoda. Ele não conseguiu evitar olhar de volta enquanto ele começava a remexer nela.
"Posso pegar este emprestado?", perguntou ele enquanto segurava um dos suéteres favoritos de Jisung, um branco enorme com um grande rosto sorridente nas costas. Jisung só sabia qual suéter era por reconhecimento de padrão, porque não estava olhando para o suéter. Minho estava parado bem ao lado dele, só de cueca. Cueca justa. Vastas extensões de pele exposta esticadas sobre planícies de músculos, todos da mesma cor de ouro-mel.
“Jisung?”
"Hã?" Ele perguntou, desviando os olhos do corpo de Minho para encará-lo novamente. "Ah, sim."
Jisung se deu um tapa mental. Precisava se controlar.
Minho apenas riu levemente enquanto colocava o suéter favorito de Jisung sobre a cabeça.
Seus olhos baixaram, apesar de tudo. "Você não quer uma calça?", ele sussurrou, com os olhos grudados nos quadris gloriosos de Minho.
Minho apenas sorriu para ele. "Acesso mais fácil de manhã, não?"
Jisung tentou não gaguejar.
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Jisung acordou assustado de manhã, desacostumado a sentir outro corpo ao lado do seu. Bem, embaixo do dele.
Ele se sentou rapidamente, levantando a cabeça do pescoço de Minho e vendo que ele tinha babado. Em cima do homem.
Ele enxugou o queixo rapidamente e então percebeu que Minho já estava acordado. Puta merda.
"Desculpe", murmurou ele enquanto puxava a manga sobre a mão e começava a enxugar a baba que se acumulara na clavícula de Minho, com a gola do suéter enorme puxada para baixo, no peitoral. Jisung se viu olhando para a pele exposta por um tempo um pouco maior do que provavelmente deveria.
Minho apenas sorriu para ele, com os olhos semicerrados, pressionados contra as bochechas. De repente, seus olhos pareciam estar lançando um feitiço sobre Jisung. Ele engoliu em seco, sem fazer nada além de observar Minho respirar, enquanto o homem aparentemente fazia o mesmo com ele.
"Quer usar o brinquedo?", perguntou Minho de repente, com a voz baixa e um pouco rouca por causa do sono.
Jisung se remexeu. Ele queria usar o brinquedo. Mas agora, por algum motivo, estava nervoso.
O sorriso de Minho diminuiu um pouco, suas sobrancelhas se franziram em preocupação. "Ei, não precisamos. Posso ir embora se você quiser ficar sozinho."
Maldito seja o Minho, por ser sempre tão paciente e gentil. E maldito seja o Jisung, por ser sempre tão fácil de ler.
"Não, eu quero que você fique", Jisung assegurou baixinho, olhando para o peito de Minho em vez de encará-lo.
"Mas...?", Minho perguntou, estendendo a mão para colocar uma mecha de cabelo atrás da orelha de Jisung. Isso fez seu estômago revirar, horrivelmente. Ele definitivamente precisava usar o brinquedo, tirar todos aqueles sentimentos estranhos do corpo.
“Eu estou apenas—” ele suspirou, exasperado consigo mesmo, “—nervoso.”
A expressão de Minho se transformou em confusão.
"Nervoso? Comigo?", ele quase riu do absurdo da afirmação.
"Eu sei! É estúpido!" Jisung suspirou enquanto se jogava de volta na cama, de lado desta vez. Foi mais difícil do que ele pensava, ele não percebeu o quão emaranhados estavam sob os lençóis.
"Ei, não é estúpido", Minho se virou e fixou os olhos em Jisung, "E se formos devagar?"
"O que você quer dizer?" Jisung resmungou, arriscando um olhar nervoso para Minho.
"Bem... como você costuma começar? Você assiste alguma coisa?"
Jisung respirou fundo pelo nariz. Ajudou bastante o fato de Minho estar conversando com ele, narrando as coisas.
“Sim”, ele assentiu.
"Certo. Quer começar com isso?" Seu tom era calmo e paciente como sempre.
Jisung engoliu em seco.
"Sim."
Ele desconectou o telefone da mesa de cabeceira e digitou o endereço do seu site pornográfico favorito.
"O quê... hum, o que você quer assistir?"
Minho se aproximou. Os lados dos corpos se alinharam. O calor era extremamente bem-vindo.
“O que você quiser assistir, Sungie”, Minho sorriu, tão suave e genuíno.
Jisung soltou um suspiro longo e lento. Clicou em um que havia salvo, um que sabia ser seguro e que certamente o excitaria.
Ele avançou rapidamente pela atuação constrangedora do início, pulando direto para o momento em que o homem começa a penetrar e a sair da boca da mulher. Acima dos sons baixos dos grunhidos do homem vindos do alto-falante, ele ouviu a inconfundível inspiração aguda de uma respiração bem perto do ouvido. Ele se mexeu um pouco, passando o celular para a outra mão para que a tela ficasse melhor centralizada entre eles. Para que Minho também pudesse ver.
Então lá estavam eles, deitados, aconchegados na cama de Jisung, assistindo a pornografia juntos, sem dizer uma palavra, com a intenção de gozar juntos. Jisung tentava não pensar muito nisso.
Não demorou muito para que ele ficasse meio duro e pudesse ver Minho se masturbando debaixo do cobertor. A visão o deixou mais duro, mais rápido. Ele procurou o brinquedo às cegas enquanto o calor no quarto começava a subir vertiginosamente. Não havia mais apreensão ali.
Jisung jogou os cobertores para longe enquanto pegava o lubrificante. Quando ele se virou, Minho já estava em posição, deitado de lado, de frente para Jisung, com o pau para fora e na mão. Jisung teve que respirar fundo ao ver aquilo.
Ele passou lubrificante em si mesmo e no brinquedo antes de entregar o lubrificante, observando Minho fazer o mesmo.
Sua respiração ainda tremia, apesar de se sentir um pouco menos nervoso agora, enquanto empurrava a cabeça do seu pau na abertura apertada. Ele fechou os olhos com a sensação, molhada e escorregadia, e o som da respiração pesada, que não era a sua.
Minho se aproximou. Seu pau cutucou a ponta do brinquedo, balançando-o um pouco, antes de ele empurrar para dentro também.
Então Jisung percebeu um problema. A posição era mais fácil antes, quando estavam ajoelhados na cama. Mas agora, deitados, Jisung subestimou o quão próximos eles precisavam estar para que aquilo funcionasse, enquanto Minho se aproximava ainda mais.
Apenas as pontas dos pênis estavam inseridas no brinquedo enquanto tentavam fazê-lo funcionar. Não estava funcionando. Ambos claramente não estavam em posições confortáveis, com as pernas estranhamente esticadas, como se tivessem medo de se tocar, o que era engraçado porque Minho era seu melhor amigo no mundo. Que droga, ele acordou naquela mesma manhã com o rosto enterrado no pescoço do outro homem e as pernas entrelaçadas. É verdade que nunca tinham se abraçado exatamente assim antes... era sempre apenas uma cabeça no ombro ou pernas jogadas no colo de alguém... mas o que acontece quando eles dormem não significa nada.
Jisung decidiu que não importava. Eles estavam sendo ridículos. Quando ele estava prestes a avançar com o joelho, Minho se antecipou. O músculo da coxa dele de repente se encaixou entre os de Jisung, apoiando seu peso. Por sua vez, Jisung avançou um pouco a perna para descansar sobre a que agora estava entre as dele. Eles não estavam se tocando, apenas ficando em uma posição mais conveniente para gozar. Separadamente. Em seus próprios termos... apenas, no mesmo espaço.
“Ok”, Minho respirou, “Como da última vez?”, ele perguntou, mas seus olhos estavam fixos no local onde seus pênis estavam quase inseridos dentro do silicone.
Jisung assentiu, lábios entreabertos, olhos fixos no mesmo ponto.
Um momento depois, Jisung foi tomado pelo pânico ao perceber que eles não se comunicaram bem o suficiente. Os dois começaram a se penetrar ao mesmo tempo e, quando Jisung percebeu, recuou como se tivesse sido eletrocutado. Eles não podiam se tocar. Isso seria contra as regras. As regras que ele havia criado em sua cabeça.
Quando Minho o viu recuar, parou, soltando uma risada baixa pelo nariz.
"Desculpe. Você vai primeiro", disse ele enquanto se afastava, deixando apenas a cabeça do pênis para dentro.
Jisung piscou rapidamente, respirando fundo. Foi por pouco. Então, soltou o ar com uma risada parecida com a de Minho, normal. Totalmente normal. Mordeu o lábio enquanto empurrava, franzindo as sobrancelhas ao sentir o aperto.
Mais uma vez, eles se moveram em conjunto, para frente e para trás, repetidamente. O Pêndulo de Newton dos Pênis. Ambos mantiveram os olhos abertos, fixos no brinquedo, para garantir que não tocassem acidentalmente as pontas. Bem, era por isso que Jisung estava olhando. Não porque a visão disso o excitava ou algo assim. Talvez excitava. Só um pouco. Ele não estava pensando nisso, no entanto.
Mais uma vez, não demorou muito para que Jisung começasse a tremer. Ele arriscou um olhar para Minho e viu que ele estava obviamente excitado, mas mais composto do que Jisung. Isso irritou Jisung. Por que Minho ainda estava se controlando, mas Jisung não conseguia durar mais do que alguns minutos? Era vergonhoso.
Ele queria saber até onde Minho tinha chegado, para ver se conseguia se controlar e não ser o primeiro a gozar novamente.
“Minho… você está perto?”
Com isso, os olhos de Minho se fixaram nos de Jisung. Ao fazer isso, uma respiração trêmula escapou de sua garganta e seus quadris gaguejaram. Jisung observou as pálpebras de Minho tremerem, sua cabeça pendendo um pouco para trás ao sentir algo quente atingir e escorrer pela cabeça de seu pênis, prendendo-se em sua fenda. Ele respirou fundo enquanto seus olhos se abaixavam, vendo a ponta de seu pênis e o interior do brinquedo pingando o esperma de Minho. Jisung olhou em choque até que Minho estava se contraindo violentamente, empurrando as pernas de Jisung com as suas e puxando seu pênis amolecido para fora do brinquedo com um estremecimento de corpo inteiro. Ele caiu de costas e respirou pesadamente, seu peito subindo e descendo visivelmente duro, mesmo através do suéter enorme de Jisung pendurado em seu corpo.
Jisung apenas observou seu melhor amigo gozar. De novo. Só que desta vez ele não foi o primeiro a gozar, então não estava em um estado de transe quando aconteceu. Não, ele viu cada detalhe excruciante. Cada movimento de seus quadris, cada contração de seu pênis, cada piscar de suas pálpebras.
Quando Minho virou a cabeça para o lado e seus olhos saciados encontraram os de Jisung, que estava atordoado, Jisung se forçou a respirar. A voltar ao normal.
Ele olhou de volta para o próprio pau e lambeu os lábios enquanto aspirava a enorme quantidade de esperma dentro do brinquedo, acumulando-se na cabeça do pau. Ele estava escorregando, a mente começando a ficar em branco quando Minho falou.
"Desculpe", ele riu levemente, causando um curto-circuito no cérebro de Jisung. "Acho que foi uma vingança por ontem."
Jisung engoliu em seco. Supôs que era justo que seu melhor amigo gozasse em seu pau, já que ele tinha feito a mesma coisa na noite anterior.
Com essa justificativa, Jisung começou a penetrar o brinquedo novamente. O esperma de Minho misturado ao lubrificante deixava a lateral deliciosamente escorregadia e quente. Ele fechou os olhos para se concentrar na sensação e não pensar no fato de estar transando com o esperma do seu melhor amigo.
Quando abriu os olhos novamente, apenas um pouco, viu Minho olhando para baixo, para onde ele fodia o brinquedo sem parar, com os olhos apenas meio abertos e o lábio inferior preso entre os dentes. Então, com o canto do olho, viu o pau macio de Minho dar uma pequena contração, provavelmente ao ver Jisung fodendo o brinquedo.
Provavelmente foi só coincidência ele ter gozado logo depois de ver aquilo. Provavelmente foi como quando Jisung estava assistindo pornô e se pegou olhando para o cara, não porque se sentisse atraído por ele, mas porque estava se imaginando no lugar dele, imaginando como tudo o que estava acontecendo com ele seria sentido nele. Provavelmente foi por isso que o pau de Minho despertou de interesse.
Felizmente, ao contrário de ontem, o jato de esperma de Jisung não atingiu nenhuma parte do corpo de Minho. Ele respirou fundo e seus quadris se contraíram pela última vez enquanto ele desabava de lado e pegava um maço de lenços de papel para tampar um dos lados do brinquedo. Ele distraidamente percebeu que poderia ter se afastado de Minho depois que o outro homem terminou e se retirou. Em vez disso, continuou encarando o homem. Jisung se encolheu ao perceber que basicamente estava dando um show para Minho, todo ofegante e se contorcendo enquanto se contorcia e ofegava. Que vergonha. Ele relutantemente virou a cabeça para o lado, prestes a se desculpar, quando parou de repente.
Minho estava deitado exatamente como antes, mas seus olhos grandes e lascivos fitaram os de Jisung enquanto ele se virava. E a cereja do bolo: seu pau estava meio duro. Jisung não queria olhar, e definitivamente não queria ofegar.
Jisung não sabia o que dizer. Sua boca abriu e fechou algumas vezes sozinha antes de desistir e se fechar de repente, com os olhos tremendo com o esforço de não encarar o pau do melhor amigo.
Por fim, Minho sentou-se, a dureza sutil de seu pênis ainda mais evidente na nova posição. Ele pigarreou, efetivamente desviando os olhos de Jisung de onde eles haviam se fixado, apesar de tentar tanto não fazê-lo.
"Eu posso ir limpar", disse ele enquanto estendia a mão para pegar o brinquedo, puxando a cueca de volta no processo. Assim que o pau de Minho se afastou de sua vista — bem, o melhor que podia ser, com a dureza dele esticando levemente sua cueca —, Jisung sentiu que podia respirar novamente. Ele assentiu, desviando o olhar, e entregou o brinquedo às cegas para Minho. Quando seus dedos se roçaram na entrega desta vez, Jisung ainda puxou a mão.
Minho abriu a porta e tentou ouvir qualquer sinal de Jeongin. Como provavelmente não ouviu nenhum, saiu sorrateiramente e foi para o banheiro, deixando Jisung imerso em seus pensamentos.
Quando ele voltou, quase 10 minutos depois, corado, Jisung soube que era uma boa ideia dividir o brinquedo. Os dois estavam excitados demais para o próprio bem.
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Mais tarde naquele dia, Jeongin encontrou Jisung saindo do apartamento para a aula.
“Ei, o que você acha de uma noite de jogos hoje à noite?”
Jisung franziu a testa, pensativo. Não tinha escrúpulos em relação a isso. E... se viu animado por ter uma desculpa para convidar Minho, o que era estúpido, já que eles são melhores amigos e saem juntos o tempo todo. Talvez ele estivesse, sem querer, se animando com o Pavlov, sempre que via ou pensava no melhor amigo. Mas, se tivesse consciência disso, poderia impedir que acontecesse. Fácil, fácil.
Jisung assentiu, com uma perspectiva renovada para o dia lhe dando um sorriso radiante.
"Claro, Innie", concordou antes de quase sair correndo pela porta. Não percebeu o olhar que Jeongin lhe lançou ao sair.
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Jisung não conseguia se concentrar na aula, por mais que tentasse. Seus pensamentos estavam fervilhando com a nova atividade dele e de Minho. Ele se remexeu na cadeira, incapaz de ficar parado com a leve sensação de queimação na pele.
Seus pensamentos o atormentaram pelo resto das aulas. Quando chegou ao refeitório e avistou seus amigos, sentiu alívio pela primeira vez naquele dia. Mas, infelizmente, não por muito tempo.
Sempre havia um lugar vago para ele ao lado do melhor amigo. O lugar dele, ao lado do Minho. O lugar deles.
Os olhos de Minho brilharam quando Jisung se sentou ao lado dele, imediatamente passando um braço pesado em volta de seus ombros. Jisung inconscientemente se inclinou em sua direção, com o ombro pressionado contra o peitoral de Minho enquanto começava a comer.
Tudo estava bem, o calor do corpo de Minho era reconfortante, até que ele cruzou o olhar com Jeongin do outro lado da mesa. O jovem olhou de um para o outro, com um olhar desafiador e uma expressão de cumplicidade no rosto. Jisung de repente sentiu-se transparente. Ele sentiu como se pudesse tê-los gravado transando juntos e mostrado o vídeo para Jeongin ele mesmo.
De repente, o calor de Minho era sufocante. Jisung se inclinou para a frente, optando por sentar-se ereto em vez de se encostar no amigo, mas Minho manteve o braço onde estava. Ele olhou para Jisung, com uma expressão interrogativa nas sobrancelhas, uma pergunta silenciosa perguntando se ele estava bem ou se havia algo errado. Jisung apenas conectou seus olhares por uma fração de segundo, ciente demais dos olhos de Jeongin sobre eles, antes de desviar o olhar e dar um sorriso de lábios apertados. Era para tranquilizar Minho, mas Jisung já deveria saber que Minho o lê como um livro. Ele tirou o braço dos ombros de Jisung, passando a mão lentamente por suas costas no que deveria ser um gesto reconfortante antes de colocá-la sob a mesa para descansar em sua coxa. Jisung precisou de todas as suas forças para não tremer. Isso o trouxe de volta à noite passada, quando Minho esfregou círculos suaves ali enquanto sugeria que usassem o brinquedo juntos pela primeira vez.
Jisung queria que seu pau não endurecesse enquanto comia seu almoço, cercado por todos os seus amigos.
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A noite de jogos estava indo muito bem. Cada um deles havia tomado alguns drinques e o chão estava coberto de dinheiro do Monopólio e peças de quando Felix desistiu com raiva e quase rasgou o tabuleiro ao meio. Hyunjin e Jisung riram tanto que choraram enquanto Changbin e Seungmin o seguravam.
Eles se revezaram jogando Mario Kart antes de Chan finalmente desmaiar no sofá esperando sua vez, o resto dos rapazes optou por assistir a um filme enquanto Hyunjin e Felix se aconchegavam ao lado de Chan.
Jisung se acomodou em seu lugar no sofá, no canto, encostado no braço e no encosto, seu próprio casulo, aconchegado em um cobertor.
Tudo estava indo normalmente. Era realmente o primeiro encontro de verdade que ele tinha com Minho desde que tudo começou, e Jisung estava feliz em dizer que nada havia mudado entre eles.
Então, Minho saiu da cozinha com Changbin, ajudando a carregar os lanches. Depois de colocá-los na mesa de centro, virou-se e, sem nem olhar para Jisung, subiu no sofá e passou por cima dele até encaixar os pés sob sua bunda. Jisung ficou confuso por um momento até que Minho se agachou, empurrando o corpo para a frente e se inserindo entre Jisung e seu amado canto do sofá. Minho estendeu os braços sobre os ombros de Jisung e agarrou o cobertor que havia caído de seu corpo durante o posicionamento para puxá-lo de volta para cima e sobre os dois agora. Jisung estava basicamente carregando Minho como uma mochila. Mas... era surpreendentemente confortável.
Em vez da habitual agitação nervosa do seu coração, Jisung sentiu-se extremamente relaxado. Enquanto se derretia ao toque de Minho, perguntou-se porque nunca se tinham abraçado assim antes. Felix, Hyunjin e Chan abraçavam-se, então porque não eles? Jisung decidiu, enquanto o braço de Minho deslizava pelo seu peito e o mantinha colado ao seu corpo, que deviam definitivamente fazer um esforço para fazer isto mais vezes.
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"Jisung! Minho! Acorde!"
Jisung piscou grogue e acordou ao ver Changbin e Seungmin pairando acima deles. Sentiu Minho se mexer um pouco também, provavelmente para olhar para os homens.
"Confortável demais aí, hein?", Changbin deu um sorriso irônico. O comentário fez com que Jisung sentisse um frio na barriga novamente, mas ele ignorou.
Ele esfregou o olho enquanto bocejava, piscando para eles com os olhos brilhantes. Sentiu os braços de Minho o apertarem.
"Vocês vão embora?"
Changbin apenas sorriu misteriosamente enquanto seus olhos se alternavam entre os dois.
"Sim, já íamos. Obrigado por nos receberem", disse ele enquanto apertava a mão no ombro de Jisung, enquanto Seungmin soltava um longo "Tchau!" enquanto se afastavam.
Jisung conseguia ver Minho com a visão periférica enquanto se virava para observá-los partir. Parecia que ele estava olhando para Jisung. Quando Jisung virou o pescoço mais para investigar, de fato, deu de cara com os grandes olhos escuros de Minho. Eles se fixaram nos de Jisung com um olhar que ele não conseguia identificar.
"Não faça isso. Você vai machucar o pescoço", disse Minho baixinho, movendo uma das mãos suavemente para cima e para baixo na lateral do corpo de Jisung. Por mais relaxado que estivesse antes, de repente ele voltou a sentir o coração batendo nervosamente e as palmas das mãos úmidas quando se virou e viu que todos os quatro amigos que restavam estavam acordados. Jisung não sabia por que estava nervoso, seus amigos nem estavam prestando atenção nele. Chan e Jeongin estavam no celular e Felix e Hyunjin conversavam animadamente.
Jisung usou esse conhecimento para acalmar seu coração acelerado. Ninguém os observava. Ninguém sabia o que estavam fazendo a portas fechadas, mesmo que não tivesse nada a esconder. Eles não estavam fazendo nada. Apenas uma pequena masturbação mútua. Isso era normal entre amigos, Jisung tinha certeza. E daí se ele acorda nos braços do melhor amigo às vezes?
Quando Jisung se acalmou, seu cérebro conseguiu se concentrar em outras coisas. Como as mãos de Minho em seus flancos. Seu peito largo pressionado contra suas costas. Suas pernas fortes apoiadas em cada lado de seus quadris. Sua expiração batendo em seu pescoço em um ritmo constante.
De repente, o corpo de Minho começou a sufocar novamente. Mas, desta vez, de uma forma diferente. Jisung estava tão confuso, será que estava ficando excitado? Será que ele era mesmo o Cão de Pavlov?
Minho deve ter notado uma mudança em seu comportamento de alguma forma, porque de repente o calor de sua respiração atingiu o ouvido de Jisung em uma pergunta sussurrada.
“Posso ficar?”
Jisung prendeu a respiração. Sim, sim, sim. Sua resposta foi sim. E daí se o corpo de Minho o excitava? Era natural, dadas as circunstâncias. Ele se sentia tão quentinho, confortável e relaxado nos braços de Minho, e ele era seu melhor amigo, por que diria não?
Jisung sentou-se e saiu dos braços de Minho para se levantar. Quando se virou para chamar Minho, foi recebido com olhos ligeiramente arregalados, como se temesse ter dito algo errado. Jisung apenas estendeu a mão, pegando a de Minho na sua, quando, hesitante, também estendeu a mão.
"Estamos muito cansados, boa noite, pessoal. Obrigado por virem à noite de jogos, teremos outra em breve", Jisung acenou para quatro rostos sonolentos e ligeiramente confusos antes de puxar Minho consigo para o quarto, fechando e trancando a porta.
Agora que estavam sozinhos, Jisung ficou nervoso de repente de novo. Ele não pensou direito no assunto. O que ele deveria dizer? Ei, quando você perguntou se podia ficar, você estava insinuando que queria gozar no pau um do outro de novo? Porque isso parece bom para mim! Jisung achou que estava ficando meio louco.
Ele ainda estava de costas para Minho, seus pensamentos girando em espiral, até que sentiu uma mão gentil na parte inferior de suas costas e uma voz baixa em seu ouvido novamente.
"Você está realmente cansado ou queria usar o brinquedo?", perguntou Minho suavemente, com um tom divertido na voz.
Ah, então era assim que ele deveria perguntar. Jisung guardou essa informação para referência futura. Soltou o ar que não sabia que estava prendendo enquanto se virava para Minho, vendo seu rosto sorridente perto do seu, a mão ainda em suas costas. Estaria ela mais para baixo?
"Eu quero usar o brinquedo", Jisung disse apressadamente, com a voz falhando no final. Seus olhos estavam grudados na forma como os lábios de Minho se curvavam para cima, por um motivo que ele desconhecia.
"Ok", Minho sorriu, tirando a mão de onde estava perigosamente perto da bunda de Jisung e indo sentar na cama. Quando Jisung permaneceu ali, imóvel, os olhos de Minho se iluminaram de alegria novamente.
“Jisungie…?”
Jisung se recuperou, devia ser a bebida em seu organismo que o estava fazendo se sentir tão estranho, mesmo que ele não se sentisse mais bêbado...
Ele vasculhou a gaveta, pegou o brinquedo e o lubrificante e subiu na cama. Então olhou para Minho com expectativa, sem saber exatamente o que fazer em seguida.
Minho deu uma risadinha, com os dentes da frente à mostra.
"Quer assistir de novo para começar?"
Jisung assentiu. Duh, por que ele não pensou nisso antes?
Ele tirou o celular do bolso e digitou seu site pornô favorito novamente. Então, interrompeu a busca e percebeu que eles tinham assistido ao que Jisung queria assistir da última vez.
"O que você quer assistir? Eu escolhi da última vez", perguntou Jisung, mordendo o lábio inferior.
Minho observou sua boca, a visão fazendo seu estômago revirar novamente. Então seus olhos se encontraram com os de Jisung quando ele aparentemente percebeu a pergunta que fizera.
“Gosto de assistir pornografia gay”, disse Minho, confiante.
Jisung assentiu. Ele normalmente achava um pouco difícil se envolver quando eram duas garotas, a anatomia delas era tão diferente e ele tinha dificuldade em imaginar o prazer que elas sentiam nele, mas se Minho quisesse assistir, ele assistiria também.
Ele foi até as abas na lateral da tela, rolando para baixo até encontrar a palavra lésbica. Clicou e começou a rolar, esperando que Minho escolhesse uma. Mas, em vez disso, ouviu apenas um baixinho, "Ah".
Ele se virou para Minho, confuso.
"Não, eu quis dizer pornografia gay", repetiu Minho, fazendo com que o cérebro de Jisung parasse de funcionar normalmente.
Jisung ouviu a risada doce e habitual de Minho, aquela que ele já tinha ouvido um milhão de vezes.
“Você nunca assistiu pornô gay?”
Jisung de repente teve dificuldade para respirar.
“Uhh... N-Não, a-acho que não”, ele gaguejou, sua voz soando fraca e patética aos seus próprios ouvidos. Por que Minho assistia pornô gay?
Minho apenas estalou a língua com um sorriso malicioso e pegou o celular de Jisung de suas mãos suadas. “Você está perdendo, Sungie.”
Jisung empalideceu. Ele estava perdendo? Por não assistir pornô gay? Onde ele estava agora?!
“Aqui está, ‘Gatos Versáteis Transando Um Com o Outro’”, disse Minho, em voz alta. Jisung jurou que suas bochechas estavam virando lava.
Para seu horror, Minho não pulou direto para a ação. Eles assistiram, dolorosamente, enquanto os dois homens na tela se beijavam, línguas deslizando molhadas e escorregadias enquanto apalpavam os corpos magros e musculosos um do outro, pele com pele.
Para horror de Jisung, seu pau ficou interessado instantaneamente.
Ele desviou nervosamente os olhos da tela para o rosto de Minho e para o teto. Quase sentiu que não queria que Minho o pegasse olhando para a tela, o que era ridículo, já que era ele quem deveria estar olhando para a tela. Foi Minho quem ligou!
Sua respiração era superficial quando ele olhou para a tela. Ele estava se contorcendo nervosamente onde estava deitado na cama, mas quando um dos caras tirou o pau pela primeira vez, Jisung ficou tonto de excitação.
E quando o segundo cara caiu de joelhos e começou a masturbar o outro cara enquanto olhava em seus olhos, com os lábios tão, tão perto da cabeça do pênis do outro homem, Jisung sentiu como se fosse desmaiar.
Jisung nunca descobriu se a pornografia gay o fazia desmaiar ou não, porque de repente o celular caiu na cama dele, com o vídeo ainda tocando. Minho se moveu rapidamente, soltando um suspiro que soou suspeitosamente como se fosse um gemido enquanto pegava o lubrificante e tirava o pau do moletom. Jisung sentiu vontade de chorar. Lágrimas reais, grossas e molhadas ao ver o pau rosado, dolorido e babado de Minho pulsando em sua mão.
"Não era muito mais fácil imaginar o que eles estavam sentindo?", perguntou Minho ofegante, enquanto sua cabeça de pênis desaparecia e reaparecia de seu punho enquanto ele fixava os olhos na protuberância de Jisung.
Fazia sentido. Duas pessoas com a mesma anatomia eram melhores do que uma, ele supôs. Devia ser por isso que Minho gostava de assistir pornografia gay, era mais fácil sentir o que eles estavam sentindo.
Jisung estava se sentindo mais desesperado do que o normal. Ele se retirou rapidamente, os olhos fixos no comprimento de Minho enquanto começava a acariciar. Minho soltou um grunhido quando ele se virou de lado e deslizou para baixo na cama para poder deitar-se, assim como fizeram naquela manhã. Ele pingou lubrificante em todo o brinquedo antes de empurrá-lo para baixo em volta do seu pênis, jogando a cabeça para trás para olhar para Jisung com expectativa. Quando Jisung ainda não havia se movido para a posição, ainda congelado olhando para seu melhor amigo, Minho enfiou o brinquedo até o fim em seu pênis para que ele ficasse lá sem precisar ser segurado e estendeu a mão para agarrar o quadril de Jisung, tentando puxá-lo para baixo da cama. Isso fez Jisung se mexer, mas também puxou seu moletom para mais baixo, logo abaixo da curva de sua bunda. Ele estava muito excitado para se importar, seu traseiro estava virado para longe de Minho, de qualquer maneira.
Mas quando Jisung se posicionou e a mão de Minho voltou ao seu quadril, desta vez nua, Jisung desejou tê-lo puxado de volta. Não porque não quisesse que Minho o tocasse, mas porque era bom, e isso era confuso para Jisung.
Minho o puxou para frente, agarrando-o pela pele nua, agora quase toda na bunda, e o encorajou a enfiar o pau no brinquedo para que pudessem se dar prazer. Jisung obedeceu, sentindo-se tonto e distraído.
Começou como sempre.
Minho se retirou, Jisung empurrou para dentro. Mas foi tão bom. Foi melhor do que o normal. Jisung estava perdendo um pouco o controle, seu cérebro nadando em prazer enquanto a mão de Minho apertava e abria a carne de sua nádega. Ele vagamente pensou que deviam ser efeitos residuais do álcool. Efeitos residuais do álcool que o deixavam desleixado, descoordenado. Efeitos residuais do álcool que faziam seus quadris acidentalmente gaguejarem para frente quando deveriam recuar. Efeitos residuais do álcool que faziam um gemido estridente escapar de seus lábios quando a cabeça de seu pênis beijava o de Minho, a sensação escorregadia, quente e úmida de pele sensível na pele, para nunca ser esquecida.
Em algum lugar no fundo de sua mente nublada pela luxúria, Jisung sabia que era errado. Sabia que deveria parar e se retirar, pedir desculpas. Também sabia que deveria estar se perguntando por que Minho também não o fizera, enquanto se enfiava novamente e observava suas fendas vazadas se alinharem e se pressionarem, de novo, de novo, de novo.
Jisung lembrou-se de quando comparou seu pênis à Criação de Adão. Na pintura, eles nunca se tocaram. Mas se Deus criou Adão, ele tinha que tê-lo tocado, certo? Talvez isso fosse inevitável?
"Porra", Jisung gemeu baixinho, com a voz fraca e ofegante, as sobrancelhas franzidas enquanto ele começava a escorregar. "Não... não pare", sussurrou ele, arrastando as palavras, palavras que não queria dizer.
Os gemidos ofegantes de Minho soavam como música em seus ouvidos, em meio à adrenalina.
"Sungie..."
Jisung gritou, mais alto do que pretendia, ao ouvir o apelido carinhoso de sempre, que ouvira centenas de milhares de vezes, sendo usado naquele contexto. Nos gemidos ofegantes e desesperados de seu melhor amigo, enquanto suas cabeças de pau se esfregavam e sua mão apertava sua nádega nua.
Jisung gozou. Ele não conseguiria se controlar nem se tentasse. Seu peito estremeceu enquanto tentava respirar, seu corpo inteiro tremendo enquanto ele se entregava ao brinquedo, gemidos baixos saíam dele enquanto a cabeça do pau de Minho continuava batendo no seu, mesmo enquanto ele gozava, o outro homem perseguindo implacavelmente seu prazer.
Jisung vibrava de prazer, deitado molemente contra a cama, enquanto os quadris de Minho começavam a tremer. Jisung observava com os olhos semicerrados enquanto Minho penetrava o brinquedo uma última vez, seu sêmen se juntando ao de Jisung enquanto ele se contorcia através dele, os lábios entreabertos em um gemido silencioso.
Então, os dois mal conseguiam se entender, amontoando-se na cama, sem fazer nada além de gozar juntos, respirando fundo. Jisung não conseguia acreditar no orgasmo que acabara de ter. Sabia que não era só por causa do brinquedo. Tinha que ser uma combinação de coisas. Talvez o pornô gay. Talvez a mão de Minho em sua pele. Talvez seus pênis se tocando. Talvez até quando adormeceram no sofá, Minho o tenha abraçado. A sensação era tão boa que Jisung nem se sentiu mais envergonhado. Ele só queria fazer de novo, o mais rápido possível.
"Lenços, Jisungie?", perguntou Minho baixinho, respirando ainda mais ofegante do que o normal. Jisung assentiu e se retirou do brinquedo com uma careta de sensibilidade antes de se virar para pegar os lenços. Quase se esqueceu de que sua bunda estava exposta, mas então sentiu mãos gentis em sua cintura, puxando o moletom de volta para cobri-lo. Então, um tapa rápido em sua bunda coberta. Jisung congelou, seu peito se contraindo de repente, seu cérebro flutuando.
Ele se virou com os lenços de papel e os olhos arregalados. O rosto de Minho estava rosa. Absolutamente, positivamente, rosa. Muito mais rosa do que antes. Ele exibia um sorriso largo, parecendo tímido e distante de Jisung enquanto pegava os lenços de papel e tampava o brinquedo como da última vez para evitar que a secreção escorresse para os lençóis.
"Vamos dormir, Sungie. Eu limpo de manhã", murmurou Minho enquanto colocava o brinquedo de lado, uma visão atroz sobre seus pobres lençóis. Mas Jisung se sentia péssimo, seu corpo exausto inclinado a concordar com o pedido de Minho. Ele apagou o abajur e respirou fundo enquanto se derretia nos lençóis, sentindo o calor sutil da pele de Minho, mesmo deitados com um espaço entre eles que Jisung desejava que não existisse.
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Quando Jisung acordou de manhã, Minho e o brinquedo tinham sumido. Ele tentou não entrar em pânico, mas não conseguiu evitar pensar que tinham exagerado na noite anterior e que Minho se assustou. Jisung não era idiota, sabia que a situação deles era meio estranha. Ele vinha tendo pensamentos e reações estranhas em relação ao amigo desde que começaram tudo, mas Jisung não queria parar. Era bom, bom demais. E era conveniente. Muito mais fácil do que tentar arrumar uma namorada. E ele provavelmente estava conseguindo mais ação assim do que se tivesse uma namorada.
Jisung ficou na cama. Seus pensamentos corriam com as lembranças da noite passada, da sensação do pau de Minho tocando o seu. Jisung estava irremediavelmente excitado, porque o sangue corria rápido demais com a lembrança. Ele se espalmou sob as cobertas e se contorceu com a sensação, seu pau endurecendo tão rápido que era quase desconfortável. Ele sabia que era o toque do outro homem que aguçava todos os seus sentidos na noite passada, e ele estava se sentindo bem com isso. Não o preocupava muito, provavelmente era parecido com como ele se sentia assistindo ao pornô gay, era só que era muito mais fácil de sentir. E o toque de outra pessoa sempre era bom, não importava o contexto.
Jisung enfiou a mão na calça de moletom e começou a acariciar. De alguma forma, a sensação era ridiculamente boa, apesar de não usar o brinquedo. Ele cobriu a cabeça do pênis com a outra palma enquanto continuava se masturbando, girando-a ali para imitar a sensação da noite anterior, com o pau de Minho pressionando ali.
Ele estava se arqueando rapidamente depois de começar, erguendo-se com as mãos, quando a porta se abriu. Minho entrou e ambos congelaram, encarando-se com os olhos arregalados, mas apenas por um instante, pois então um sorriso malicioso se formou no rosto de Minho.
"Sem mim?", perguntou ele, parado perto da porta, encarando Jisung com olhos ferozes. Jisung só conseguiu gemer em resposta, com o pau pulsando em suas mãos, escorrendo líquido pela palma. Minho tirou o brinquedo do bolso e avançou lentamente, subindo na cama e se ajoelhando no meio. De repente, ele se aproximou, apoiando a mão na cama ao lado da cabeça de Jisung. Os olhos de Jisung se arregalaram, imaginando o que Minho estava prestes a fazer, quando o outro homem estendeu a mão para tirar o lubrificante da gaveta antes de se sentar novamente. Jisung soltou um suspiro de alívio, sem saber por que estar tão perto, cara a cara com seu melhor amigo, fazia seu coração disparar.
Minho puxou o cobertor de Jisung, olhando para onde suas mãos ainda estavam na calça.
"Vamos, Sungie", ele chamou, de uma doçura enjoativa enquanto pegava a mão de Jisung.
Jisung estava atordoado, novamente. Ele tirou uma mão do próprio pau e a colocou na de Minho, sem que o homem reagisse a isso. Ele apenas puxou Jisung até os joelhos, para mais perto de seus olhos escuros e lábios sorridentes.
Quando Jisung congelou novamente, com a mão ainda na de Minho, Minho a levou até o ombro dele, deixando-a cair ali. Então, com as mãos livres, puxou o moletom de Jisung para baixo sem quebrar o contato visual.
A respiração de Jisung acelerava enquanto Minho lubrificava o brinquedo. Acontece que a aceleração da respiração era um presságio, pois Minho então empurrava o brinquedo contra o pau de Jisung, olhando apenas para o rosto dele. Seu sorriso satisfeito e piscada lenta foram as últimas coisas que Jisung viu antes de se dobrar, revirando os olhos e pousando no ombro de Minho.
Não demorou muito para que Minho se juntasse a ele dentro do brinquedo, seus pênis se encontrando e se beijando novamente, repetidamente, já que eles não pareciam mais se importar com o ritmo de vaivém.
Jisung mal conseguia se mexer, seu corpo trêmulo demais para sequer se dar prazer. Ele se agarrou a Minho enquanto o homem o agarrava pelos quadris novamente, com os dedos abertos em suas nádegas, e forçava seus quadris para frente, seus pênis se chocando. Jisung gozou com um grito alto abafado no tecido do moletom do melhor amigo, as mãos em sua bunda e o pau no pau dele, nada além de respirações pesadas na pele um do outro.
Quando eles terminaram e se afastaram, Jisung viu o tecido do moletom de Minho molhado com sua baba no ombro, bem, ele só esperava que o mais velho não percebesse.
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Mais uma vez, Jisung não conseguia se concentrar na aula. Ele pensou em como seus orgasmos estavam melhores agora. Não por causa do brinquedo, mas por causa do seu melhor amigo. Minho pareceu concordar. Ele parecia mais do que feliz em transar com o brinquedo até que seu pau tocasse o de Jisung. Sem hesitar. E... Minho estava sempre cuidando de Jisung, e Jisung queria encontrar uma maneira de retribuir o favor, mais do que já fazia, deixando Minho compartilhar seu brinquedo sexual e tudo mais.
Ele voltou ao site onde comprou o Ultraskin Stroker e deu uma olhada nas outras opções. Não sabia exatamente o que procurava, mas continuou navegando até encontrar o Super Stretchable Stroker, também transparente. Clicou, curioso. Havia um vídeo mostrando como ele era elástico, e Jisung entendeu por que havia clicado. Os dois pênis caberiam facilmente ali, juntos, lado a lado.
Jisung engoliu em seco enquanto estava sentado na sala de aula, olhando ao redor para se certificar de que ninguém estava prestando atenção nele antes de ler mais sobre o brinquedo. Assistiu ao vídeo novamente. Sim, os dois cabiam. Imaginou seus paus, deslizando um ao lado do outro em vez de apenas esfregando as pontas, e de repente o calor começou a subir na sala. Ele sabia que seria tão bom, e se Minho não tinha problema em tocar em paus... então Jisung também não tinha.
Apenas um minuto depois, Jisung estava trinta dólares mais pobre e um brinquedo sexual mais rico. Se ele pagasse alguns dólares a mais pelo frete expresso... ninguém precisava saber.
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Jisung sentiu uma onda de arrepios na pele para convidar Minho. Eles usavam o brinquedo todas as manhãs e todas as noites desde que o compartilharam pela primeira vez, mas Jisung ainda não se cansava. Deitou-se na cama, forçando o cérebro a se concentrar no livro, quando o celular tocou.
Era Minho, perguntando se ele já tinha comido, o que não era verdade. Ele disse isso a Minho, ao que o outro respondeu: Já vou aí.
Jisung nem tentou controlar o sorriso idiota que tomou conta de seu rosto.
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Jeongin estava sentado no sofá quando Jisung recebeu a mensagem de Minho de que ele estava lá fora. Seus olhares se seguiram enquanto Jisung ia abrir a porta, uma conversa estranha e silenciosa da qual Jisung não tinha certeza se se tratava. Mesmo assim, convidou Minho para entrar e tentou ir direto para o seu quarto para evitar qualquer comentário de Jeongin. Não adiantou. Ele deu uma olhada na sacola de comida e começou a falar.
"Ah, eu já peguei comida com o Channie hyung, mas obrigado por oferecer", ele disse, lançando um olhar impassível aos olhos de Minho, sabendo que nada da comida era para ele.
Minho teve a decência de parecer um pouco culpado. Jisung também se sentiu um pouco mal, mas Minho era Minho, seu Minho.
"Jeongin-ah! Você esqueceu que o Channie hyung e o Minho são colegas de quarto? É claro que ele sabia que você já tinha comido!" Jisung tentou rir, mas no meio da frase o rosto de Jeongin se contorceu em um prazer maligno.
"Minho?" Ele questionou, com os olhos desafiadores fixos nos de Jisung.
Jisung ficou confuso por um momento antes de perceber. Ele usava honoríficos com Chan, mas não com Minho. Seus olhos se arregalaram, apesar de não estarem fazendo nada. Mas... a ideia de seus amigos descobrirem era aterrorizante. Talvez estivessem fazendo alguma coisa?!
Sinceramente, não teria sido grande coisa, teria sido fácil de ignorar, se o Minho tivesse percebido primeiro. O que ele nem pareceu notar.
Jisung se virou para Minho, tentando se salvar.
"Sim! Minho hyung! Você nem me corrigiu, o que deu em você?!", ele riu, mas soou forçado até para seus próprios ouvidos.
A sala ficou em silêncio por um instante a mais, a tensão sufocante. Minho parecia tão em pânico quanto Jisung. Não estava ajudando.
Jeongin pigarreou, mas Jisung não conseguia olhar para ele. Agarrou Minho pelo braço e os conduziu para um lugar seguro, gritando, "Bem, vamos comer! Foi bom conversar com você, Jeongin-ah!"
Por sorte, Jeongin os deixou ir.
Assim que a porta se fechou, Jisung respirou fundo. Ele se arrastou para a cama sem olhar para Minho, sabendo que suas bochechas estavam em chamas.
"Desculpe, Hyung", Jisung riu, mas ainda não saiu direito. "Não sei o que aconteceu lá atrás, com certeza usarei honoríficos no futuro", ele assentiu enquanto fixava os olhos na tela do computador, abrindo o Netflix.
Com o canto do olho, ele observou Minho dar a volta na cama, querendo desesperadamente se livrar daquela tensão estranha que Jeongin causava. Enquanto se acomodava ao lado de Jisung, ele falou. Em voz baixa.
"Você não precisa mais usar honoríficos comigo, Sungie. Eu não quero que você use."
Jisung não conseguia acreditar no que estava ouvindo. Minho? Deixar Jisung se dirigir a ele casualmente?! Ele se virou para finalmente olhar para Minho, com uma expressão de descrença incrédula no rosto ao encontrar o rosto sério de Minho. Quase engasgou com a própria saliva ao vê-la.
"O-Ok", foi tudo o que Jisung conseguiu gaguejar, seus olhos percorrendo a expressão de Minho. Lá estavam aquelas borboletas no estômago novamente, perturbando todo o ser de Jisung. Ele engoliu em seco enquanto fixava a atenção novamente na tela. "O que você quer assistir?", sussurrou, sem confiar na própria voz por algum motivo. Ele ainda conseguia ver Minho pelo canto do olho, imóvel, o olhar ainda fixo na lateral do rosto. Podia sentir a fome em seus olhos sem nem mesmo olhar para eles.
Ele ouviu Minho inspirar lentamente antes de falar, "Quero assistir o que você quiser assistir, comer a nossa comida, e depois quero ver você desmoronar dentro do seu brinquedinho."
A respiração de Jisung parou abruptamente. Ele quase quis rir daquilo, mas nem seu cérebro nem seu corpo o deixaram. Em vez disso, virou a cabeça bruscamente para encarar os olhos de Minho, vendo-os tão sérios quanto antes. Ele não conseguia nem respirar enquanto olhava para Minho, com o corpo todo congelado pelas palavras que acabavam de sair de sua boca.
"Demais?", perguntou Minho baixinho, com os olhos se suavizando enquanto estudava a reação de Jisung.
Jisung finalmente respirou fundo.
"V-Voce vai fazer isso também, né? Ao mesmo tempo?", sussurrou, olhando para os lábios de Minho. Eles voltaram a se fixar em seus olhos enquanto ele assentia, a mão se mexendo como se quisesse estender a mão, talvez para confortar Jisung.
"Podemos fazer isso agora?", perguntou Jisung, com a voz mansa e tranquila.
O aceno de Minho veio imediatamente. Ele agarrou o computador de Jisung e o trouxe para a cama, tirando completamente a calça e a cueca enquanto estava de pé. Jisung teve que desviar o olhar. Ele sentiu como se seu peito fosse explodir. Ele engoliu em seco enquanto se deitava e tirava suas próprias roupas, jogando-as completamente no chão. Quando Minho se acomodou de frente para Jisung, com a cabeça no travesseiro agora designado, Jisung nunca tinha visto tanta pele. Todas as outras vezes que fizeram isso, tiraram apenas a quantidade de roupa necessária. Não desta vez. Eles estavam nus da cintura para baixo, o que provavelmente era o motivo de ser muito mais excitante quando Minho deslizou sua coxa entre as de Jisung. Pele com pele. E era incrível.
Jisung tentou não ofegar enquanto Minho se aproximava. Estavam mais próximos do que nunca, pelo menos fazendo aquilo. Jisung teve que se afastar para pegar o brinquedo, e ficou grato porque não tinha certeza do que aconteceria se continuasse olhando fixamente para os olhos e para o corpo de Minho daquele jeito.
Eles se enfiaram sem parar, beijando as pontas enquanto faziam seu novo costume. Se Jisung ficou chocado quando Minho gemeu seu nome, e gozou quando Minho colocou uma mecha de seu cabelo atrás da orelha e o olhou nos olhos, Jisung tinha certeza de que era apenas pela excitação que vem com o fato de ser cuidado.
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Jisung acordou de manhã com Jeongin. De novo.
Jisung tinha a impressão de que Jeongin estava tentando pegá-los em uma posição comprometedora para tranquilizar sua própria narrativa.
Infelizmente, Jisung era um péssimo ator e mentiroso, e todos os seus esforços foram bem-sucedidos.
"Ei, você recebeu outro pacote", disse Jeongin enquanto parava ao lado da cama de Jisung e os encarava, com o peito de Minho pressionado contra as costas de Jisung, os braços em volta da cintura dele e o rosto colado na nuca. Eles não queriam se abraçar, aparentemente só se aproximavam um do outro durante a noite. Mesmo assim, isso não ajudava em nada no caso de Jisung.
Jisung nem sequer teve coragem de entrar em pânico. Estava quase acordado quando olhou para o jovem e o corpo de Minho contra o seu era tão quente e confortável. Ele nem imaginou que Minho tivesse acordado com a presença de Jeongin, pois não havia se movido um centímetro.
"Obrigado, Jeongin-ah", Jisung murmurou, com a voz profunda e rouca por causa do sono. "Você pode deixar em qualquer lugar", ele falou enquanto fechava os olhos novamente e apagava antes mesmo de Jeongin sair do quarto.
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Quando Jisung acordou pela segunda vez naquela manhã, Minho ainda estava pressionado contra seu traseiro.
“Minho”, ele murmurou, imóvel e ainda muito sonolento.
Ele esperou um momento, mas não houve resposta.
"Minho...", chamou ele novamente, rebolando um pouco para tentar acordar o melhor amigo. Quando rebolou os quadris para trás o suficiente, ouviu Minho bufar e sentiu algo duro pressionando sua bunda ao mesmo tempo. Ele se afastou instantaneamente, sentando-se e de repente se sentindo completamente acordado.
Apesar da aceleração do seu coração, ele ficou incrivelmente encantado com a expressão confusa de Minho enquanto piscava para se acordar. Jisung se levantou para ir buscar o pacote, então Minho não percebeu o verdadeiro motivo de sua partida tão rápida. Quando se virou de volta para a cama, Minho gemia.
"Desculpa, eu te cutuquei com meu pau?" ele perguntou meio grogue, fazendo Jisung rir.
"Talvez um pouco", ele deu de ombros, com um tom de voz divertido enquanto voltava para a cama, com o pacote na mão.
Minho se endireitou um pouco com um sorriso diabólico.
"Não seria a primeira vez", brincou, esfregando os olhos. Jisung riu, mesmo com as orelhas esquentando. Ele supôs que tinha caído nessa.
"Falando em me cutucar com o seu pau..." Jisung sorriu, tentando conter o riso ao perceber a expressão incrédula de Minho pelo canto do olho. Ele se concentrou em abrir o pacote, com toda a atenção de Minho concentrada em seu comentário.
Ele pegou o Super Stretchable Stroker, embrulhado em sua linda caixinha, com o título e a imagem orgulhosamente exibidos na frente.
Minho olhou para ele antes que seu rosto caísse.
“Oh”, ele suspirou, tentando sem sucesso não parecer desapontado. “Você comprou um só para mim?”, perguntou baixinho, sentando-se em seu lugar.
Jisung franziu as sobrancelhas.
“Não. Este aqui é supostamente superelástico... Eu pensei...” Ele parou de falar, percebendo agora como seria ridículo dizer isso em voz alta. Achei que você gostaria se nossos pênis pudessem caber no mesmo brinquedo ao mesmo tempo, nossos comprimentos inteiros deslizando juntos em vez de apenas esfregar as pontas.
Ainda assim, Minho olhou para ele com expectativa.
“Você pensou...?”
De repente, Jisung ficou horrorizado com suas próprias ações, tendo que dizê-las em voz alta.
Ele soltou uma risada, com os olhos muito arregalados.
“Ah, na verdade... Não sei o que pensei”, ele deu de ombros, indo guardar o brinquedo em algum lugar e esquecê-lo completamente. Mas ele não foi muito longe. Minho agarrou seu pulso quando ele tentou se afastar, puxando-o ainda mais para perto do que estava antes. Jisung tropeçou para frente, praticamente caindo no colo de Minho.
“Você achou que poderíamos caber nele juntos?” Minho perguntou, suas mãos encontrando apoio nas coxas de Jisung.
Jisung estremeceu quando o aperto de Minho em sua coxa se intensificou, puxando-a sobre seu colo para que ele ficasse montado nele antes de alcançar a caixa. Ele a abriu e tirou o brinquedo, esticando-o em todas as direções para testar o quão elástico ele realmente era, talvez para determinar se eles realmente caberiam dentro dele ao mesmo tempo.
Ao ver o brinquedo pessoalmente, Jisung teve certeza. Os dois definitivamente caberiam lá dentro. Quando Minho olhou para ele e assentiu, Jisung soube que havia chegado à mesma conclusão.
"Vamos tentar assim?", perguntou Minho, puxando Jisung pelos quadris e olhando para seus colos.
Em algum lugar lá no fundo, Jisung queria entrar em pânico. Mas ele estava cansado de entrar em pânico. Ele sabia o que queria, e foi por isso que comprou o brinquedo que cabia nos dois paus. Porque ele sentia prazer em Minho. Sim, começou porque ele sentia prazer no brinquedo, mas Jisung sabia que não era mais por isso que eles estavam fazendo aquilo. Eles sentiam prazer um no outro. E, no fundo, ele sabia que isso não era muito correto da parte dele. Ou de Minho.
Não importava. Ele queria. Jisung engoliu em seco enquanto assentia, desejando apenas sentir o pau de Minho pressionado contra o seu. De repente, sentiu-se tão confiante que agarrou a barra da camisa e a puxou pela cabeça.
A respiração de Minho ficou presa pela primeira vez, a satisfação crescendo no cérebro excitado de Jisung.
“Sim, baby?” Minho perguntou, sem fôlego, enquanto suas mãos e olhos mapeavam a pele de Jisung, os dedos subindo pelas laterais de sua cintura. Jisung estremeceu, com arrepios e borboletas pousando em sua pele.
“Você também?” Jisung perguntou, puxando a camisa de Minho, com os lábios presos entre os dentes. Minho assentiu rapidamente, relutante em tirar as mãos da pele de Jisung para se livrar da camisa. Assim que ela saiu, suas mãos voltaram para ele, puxando-o para mais perto. Minho se inclinou para frente, seus corpos se pressionando, enquanto ele se virava ligeiramente para apoiar um travesseiro atrás de si. Ele se recostou nele com um suspiro enquanto olhava Jisung de cima a baixo novamente, os polegares fazendo círculos em seus quadris.
Jisung sentou-se silenciosamente e tirou o moletom, ficando completamente nu, enquanto Minho observava.
Quando Minho ficou atordoado demais para se mexer, Jisung enfiou os dedos na cintura dele com um olhar interrogativo. Minho assentiu, sem tirar os olhos de Jisung enquanto tirava completamente, querendo vê-lo o máximo possível. Assim que ambos se livraram de todas as roupas, Jisung se aproximou e se acomodou no colo de Minho, com os corpos inteiros agora pele com pele. Jisung nem havia se tocado ainda, mas tinha certeza de que nunca sentira nada tão bom.
No entanto, ele rapidamente retirou o que disse quando Minho o puxou um pouco mais para perto, e seus membros se tocaram pela primeira vez sem o brinquedo.
Jisung conteve o fôlego ao sentir a fixação do pau de Minho contra o seu. Sentiu os olhos de Minho sobre si, mas não conseguia desviar o olhar do colo deles. Tudo era tão, tão bom, mas quase demais. Tanta pele, as mãos de Minho percorrendo seu corpo com tanto toque, a sensação do pau de Minho roçando no seu enquanto ele começava a mover os quadris sutilmente, tanto prazer.
Ele ficou paralisado onde estava sentado enquanto Minho lubrificava o novo brinquedo.
Ele tentou não gemer enquanto Minho se masturbava algumas vezes, lubrificando-se para garantir. Jisung achou que pararia por aí, mas quando Minho levou a mão ao pênis de Jisung, envolvendo-o timidamente com os dedos, Jisung não conseguiu conter o gemido dessa vez.
Seus quadris se ergueram involuntariamente ao toque de Minho, seus gemidos abafados. Ele nunca havia sido tocado por outra pessoa antes. Até mesmo a mão de Minho o envolvia, seus dedos se apertando à medida que Jisung reagia, o estava levando ao limite.
"Ah, hah, M-Minho", Jisung ofegou, seus dedos agarrando os cabelos da nuca de Minho enquanto ele empurrava desesperadamente para cima em seu punho. Ele começou a se contorcer então, quando a mão de Minho subiu até a cabeça para girar o polegar em torno dela e pressionar levemente em sua fenda. Mais uma estocada para baixo e Jisung gozou. Ele gritou, seus gemidos agudos reverberando pelo ar enquanto ele estremecia em seu orgasmo. Seu esperma jorrou no peito nu de Minho, escorrendo até a dobra de sua barriga. Ele ofegou enquanto começava a descer, o mundo parecia um terremoto.
"D-Desculpe. A gente devia ter usado o brinquedo", Jisung quase sussurrou, com os quadris ainda se contraindo no colo de Minho enquanto seu pau começava a amolecer.
Minho engoliu em seco.
"Eu ainda posso usar", sussurrou, os olhos nublados de luxúria examinando o rosto de Jisung. Jisung imaginou, Minho se dando prazer enquanto Jisung sentava em seu colo, observando-o. Aquilo fez um arrepio percorrer seu corpo.
Minho pareceu gostar disso. Ele sugou o lábio inferior enquanto pegava o brinquedo descartado, colocando-o em seu pênis. Sua respiração acelerou e suas pálpebras tremeram enquanto ele adquiria um ritmo constante, Jisung empoleirado em seu colo, observando.
Jisung estava quase babando ao ver o pau rosado de Minho, brilhando na ponta sempre que saía do silicone. Antes mesmo de perceber o que estava fazendo, sua mão já estava cobrindo a de Minho, envolvendo o brinquedo que estava enrolado no pau do outro homem. Minho parou abruptamente, examinando os olhos de Jisung antes de retirar sua mão trêmula, deixando Jisung substituí-la pela sua.
Ele retomou o mesmo ritmo que Minho havia parado.
"O brinquedo é bom, hyung?", perguntou Jisung, as palavras saindo arrastadas enquanto ele continuava a massagear o pau de Minho.
Minho assentiu, parecendo delirante.
"Uh-huh", cantarolou, "mas acho que sua mão ficaria melhor", disse ele com a voz engasgada, os olhos grudados onde Jisung estava tão perto de tocá-lo com a mão nua.
Jisung achou que talvez concordasse com isso. A mão de Minho lhe dava um toque tão bom, por que não retribuir o favor?
Na próxima investida, Jisung puxou o brinquedo completamente para longe, jogando-o para o lado em algum lugar sobre os lençóis, sem perder um segundo antes de abaixar a mão para apertar o membro de Minho, sem brinquedo desta vez. Minho imediatamente gritou, com o maxilar frouxo e as sobrancelhas franzidas enquanto observava a mão de Jisung puxar seu pênis, apertando com força os quadris de Jisung.
"Sungie", Minho suspirou asperamente, "Eu-eu estou gozando", gemeu enquanto jogava a cabeça para trás, o corpo tenso sob Jisung e seu esperma cobrindo sua mão e seu próprio peito, juntando-se ao de Jisung. Jisung manteve o ritmo, chegando a girar o polegar em sua fenda, o que fez Minho estremecer violentamente. Jisung observava tudo, a mente turva de desejo.
Minho soltou as laterais do corpo de Jisung enquanto descia, mas continuou massageando a carne ali enquanto respirava.
"Meu Deus", suspirou Minho, erguendo os quadris uma última vez, até o nada.
Jisung não conseguiu conter o riso. Minho estava tão fofo. Tão bonito. As bochechas rosadas, os dentes aparecendo por trás dos lábios entreabertos, os olhos vidrados. Jisung sentiu aquele frio na barriga se espalhar novamente, mas dessa vez não se importou. Riu de novo, sentindo-se flutuando enquanto Minho o olhava com um sorriso eufórico. De repente, aproximou-se, envolvendo a cintura de Jisung com os braços e enterrando o rosto em seu peito. Jisung tentou não rir muito alto, mas de repente tudo parecia estar sendo visto através de uma lente rosa, tão certo e tão perfeito.
Ele olhou para baixo enquanto Minho se afastava, só um fio de cabelo. Então, observou os lábios de Minho descerem sobre o músculo do seu peitoral, sugando-o para dentro da boca, a língua e os dentes molhados em sua pele. Jisung ofegou alto, vendo um hematoma escurecer rapidamente se formar ali enquanto Minho se desprendia de sua pele.
"Minho..." ele sussurrou enquanto olhava para o chupão, depois para os olhos de Minho enquanto o olhava inocentemente, aproximando-se novamente para dar um beijo de boca fechada no chupão, sem nunca quebrar o contato visual.
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Os dois quase perderam as aulas completamente quando se recuperaram o suficiente para olhar as horas. Ambos correram para ir, enquanto Minho pegava emprestado outro suéter de Jisung.
E ali estava Jisung, sentado na sala de aula, apenas uma hora depois de seu melhor amigo tê-lo masturbado e beijado seu peito.
Nem preciso dizer que Jisung estava suando frio. Sua perna não parava de balançar na cadeira e isso lhe rendia olhares feios dos colegas, mas ele simplesmente não conseguia parar. Sua mente repetia tudo, sem parar. Ele apertava as coxas para tentar distrair o corpo das reações às memórias anteriores, forçando o cérebro a pensar em literalmente qualquer outra coisa. Seu peito formigava no ponto em que ele sabia que o chupão estava em sua pele.
Apesar de tudo, Jisung queria fazer aquilo de novo. Precisava. Nunca sentira nada tão incrível quanto as mãos de Minho sobre ele, suas peles nuas se tocando, por toda parte.
Ele era uma bola vibrante de necessidade quando escapou para o refeitório, vendo o homem em quem passou o dia todo pensando lá longe, em seu lugar de sempre.
Ele se aproximou, o mais casualmente possível, e sentou-se em seu lugar. Minho se virou para ele instantaneamente, a conversa que estava tendo se esvaindo enquanto ele concentrava toda a sua atenção em Jisung.
"Sung-ah, aqui", chamou ele docemente enquanto entregava a Jisung um americano gelado e um donut de chocolate, seu favorito. Jisung não conseguia evitar o sorriso bobo que parecia estar estampado em seu rosto sempre que estava perto de Minho. Ele se sentiria ainda mais envergonhado se Minho não usasse um igual.
"Ok, pombinhos. Posso voltar à minha história agora?", brincou Chan, e Hyunjin se animou com a frase.
"Pombinhos?", ele perguntou, voltando sua atenção para onde Minho havia passado o braço por cima do ombro de Jisung enquanto enchia suas bochechas de donut.
"Vocês dois finalmente estão namorando?!" Felix interrompeu, seu rosto se iluminando como uma árvore de Natal.
Agora foi a vez de Jisung ver seu rosto se iluminar, mas em vez de excitação, seu rosto ficou rosa de pânico.
Ele tentou não engasgar com o donut.
"O quê? O que você quer dizer com finalmente?", Jisung resmungou, com os olhos arregalados enquanto engolia, olhando para cada um dos amigos apenas para encontrar a mesma expressão impassível em cada um deles.
Jisung começava a ficar horrorizado à medida que o silêncio se estendia. Por algum motivo, ele não conseguia dizer não, não estamos namorando. As palavras pareciam presas em sua garganta, presas ali. Mas eles não estavam namorando, nem perto disso.
Por sorte, Chan deve ter se solidarizado com eles. Ele pigarreou e continuou a história, mas Jisung não deixou de notar os olhares demorados que eles lançavam ou o sorriso irônico no rosto de Jeongin.
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Apesar do constrangimento anterior, Jisung ainda perguntou a Minho se ele queria ir à sua casa naquela noite. É claro que ele disse que sim. E, é claro, Jeongin ouviu e fez uma cena barulhenta perguntando a Chan se ele poderia ir à sua casa, pois estava sendo expulso do seu próprio apartamento. Isso causou bastante confusão e um pouco mais de constrangimento quando todos se voltaram para Jisung novamente, com as sobrancelhas franzidas em confusão.
Quase piorou a situação o fato de ninguém ter perguntado dessa vez.
Mas Jisung não teria mudado nada. Ele abriu a porta para Minho, seu colega de quarto não estava em lugar nenhum. Minho colocou as mãos nos seus quadris e o empurrou para trás até que ele estivesse sentado de lado no sofá. O coração de Jisung disparou quando Minho se acomodou na sua frente, deslizando as mãos lentamente pelas suas coxas. Jisung gemeu quando elas alcançaram seu pau, esfregando-o lentamente através do tecido, empurrando lentamente para cima na sensação.
Enquanto Minho se mantinha sobre Jisung com um cotovelo ao lado de sua cabeça, suas respirações se misturando enquanto Minho trabalhava os dois comprimentos em sua mão, Jisung tinha medo de admitir que a única coisa em que pensava o tempo todo era Minho fechando a distância entre eles.
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Jisung estava se sentindo um pouco estranho. Um pouco distraído. Quando foram dormir naquela noite, com Minho dormindo ali, apesar de terem gozado mais de uma hora antes e ele facilmente poderia ter ido para casa, Jisung não conseguia dormir. Sua mente estava a mil, imaginando por que queria tanto que Minho o beijasse antes. Era tudo em que conseguia pensar, mesmo com a mão do outro homem em seu pênis, tudo o que ele queria eram os lábios de Minho nos seus.
Ele se remexeu na cama, sem conseguir se acomodar. Finalmente, a voz sonolenta de Minho soou atrás dele.
"Sung-ah", ele disse lentamente, "Você precisa usar o brinquedo de novo?" ele provocou, o som de seu sorriso evidente mesmo quando ele mal conseguia falar.
Jisung mexeu as mãos sob os lençóis. Não precisava usar o brinquedo novamente, mas ansiava por algum tipo de conforto. Algo que o assegurasse de que não estava errado em relação ao que, de repente, desejava do outro homem.
"Não", Jisung falou, quieto e vulnerável na escuridão do quarto, "Eu acho... Eu acho que eu só quero que você me abrace."
Foi uma admissão sussurrada, uma que ele não tinha certeza se seria capaz de admitir naquela manhã.
Era tão silencioso que, após um momento de silêncio absoluto, ele temeu que Minho não o ouvisse. E não havia como ele conseguir repetir o que dissera.
Enquanto estava deitado ali, esperando com a respiração suspensa, o colchão finalmente afundou. Jisung não achava que já sentira tanto alívio quando a mão de Minho deslizou por sua cintura, pousando em seu estômago e puxando-o de volta para o peito.
Jisung derreteu-se em seu toque, seu cérebro e corpo finalmente se acalmando quando a mão de Minho deslizou sob seu suéter, descansando na pele nua de seu estômago e peito enquanto ele lentamente o acariciava ali, explorando as planícies de seu corpo, sem barreiras e sem limites para seu toque.
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Depois de mais uma manhã melancólica desejando que os lábios de Minho estivessem nos seus enquanto transavam juntos, Jisung foi para a aula. Mais uma vez, ele não conseguia se concentrar. E quando voltou, Jeongin o estava encurralando contra o armário, mais uma vez. Ele estava começando a se perguntar quando teria uma folga.
"Você pode simplesmente admitir para mim que você e o Minho hyung estão juntos? Ontem no refeitório foi doloroso, hyung", implorou Jeongin, exasperado.
Jisung inflou as narinas enquanto desviava o olhar, sentindo a irritação borbulhar por dentro.
"Quer saber por que foi doloroso? Porque não estamos juntos!", bufou, tentando voltar a atenção para encontrar algo para comer.
Mas Jeongin era muito persistente.
“Ah, mas vocês estão transando, certo?”
Jisung congelou. Eles estavam transando? Não estavam transando, mas estavam transando... juntos...?
Diante do silêncio de Jisung, Jeongin continuou.
"Por que é tão difícil para você simplesmente me dizer? Você sabe que não estou te julgando, hyung. Você é um dos meus melhores amigos no mundo. Eu só quero que você seja feliz", ele começou com o mesmo tom exasperado, mas se tornou desesperado, suplicante.
Jisung quebrou. Tudo das últimas semanas fervilhava em sua mente de uma só vez, confundindo seus pensamentos e sentimentos como se não houvesse amanhã.
"Porque eu não sei! Não sei se estamos transando ou não! É complicado, ok!", gritou ele enquanto pegava o primeiro pacote de salgadinhos que encontrava e batia o armário, indo direto para o quarto sem olhar para trás.
Uma vez lá dentro, ele se deparou com o que acabara de admitir para o colega de quarto. Isso o forçou a pensar sobre isso, realmente pensar sobre isso pela primeira vez. Ele gostava do Minho? Ele queria transar com o Minho? O Minho queria transar com ele? Jisung estava quase apaixonado pelo que estavam fazendo. Ele estava embriagado com aquilo, com o quão bom era. Então... se eles fossem mais longe... não seria ainda melhor?
Com a adrenalina acalmada e a curiosidade aguçada novamente, ele acessou o histórico do navegador e encontrou o vídeo que Minho havia postado para eles alguns dias antes. Para estudar. Para ver se talvez... possivelmente... seria algo que ele teria interesse em fazer. Com Minho.
Ele continuou de onde pararam, um cara masturbando o outro enquanto ele se ajoelhava na frente dele, com os lábios a apenas milímetros de seu pênis.
Jisung engoliu em seco enquanto assistia, incapaz de desviar o olhar da tela. Observou a boca do primeiro cara afundar no pau do segundo, mas já tinha assistido a muitos vídeos de sexo oral antes. O que nunca tinha visto antes era sexo gay de verdade, com penetração e tudo, entre dois homens.
Ele pulou para a frente até que um dos rapazes estivesse de costas, com os joelhos no peito, e o rosto do outro enterrado entre suas nádegas. Jisung assistiu a tudo com os olhos arregalados, enquanto o homem se contorcia, a língua e os dedos o abrindo, e então quando o pau do outro pressionou dentro de seu buraco. Ele observou com os olhos arregalados e o peito pesado enquanto o homem começava a foder o outro, seus corpos saltando na cama, seus paus duros, prova de sua excitação.
Jisung estava com o cueca vazando. Ele não conseguia tirar os olhos do homem que estava sendo fodido. Parecia estar no paraíso. Jisung já tinha ouvido falar do prazer que pode vir com o uso adequado da próstata, mas nunca ousou experimentar. Ao ver o homem na tela gozar com tanta força que parecia que ia desmaiar, Jisung sentiu vontade de tentar.
Pela primeira noite em algum tempo, Jisung não convidou Minho.
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No dia seguinte, a experiência decepcionante de Jisung ainda o deixava de mau humor. Ele usou um dedo o máximo que pôde, mas não sentiu quase nada. Quando se esticou com dois dedos e ainda não sentiu nada além de uma pulsação surda, desistiu. Mas não estava pronto para desistir completamente. Sabia que sempre podia contar com seu melhor amigo. Minho estava sempre lá para ele, pronto para cuidar dele para qualquer coisa, a qualquer hora que ele pedisse. Ele só esperava que essa gentileza se estendesse a foder seu melhor amigo. Seu melhor amigo, por quem ele poderia estar assustadoramente desenvolvendo algum tipo de sentimento que ele não queria desenvolver... sentimentos que o faziam desejar os lábios de seu melhor amigo e seu pau dentro dele.
Jisung pegou Minho no corredor, no momento perfeito, porque ele não queria perguntar na hora do almoço com todos os amigos por perto.
“Minho”, ele chamou, envolvendo os dedos no bíceps do amigo, “Posso te perguntar uma coisa?”
Minho se virou para Jisung, ligeiramente assustado. Jisung sempre achou tão fofo como ele se assustava facilmente quando alguém o abordava de surpresa.
"Sim", Minho respirou, piscando como uma coruja para Jisung, "Qualquer coisa, Sungie."
Jisung sorriu, mordendo o lábio inferior, satisfeito com a resposta de Minho.
"Ok, mas não aqui", respondeu ele, enquanto começava a puxar Minho para um lugar um pouco menos movimentado. Acontece que era o banheiro onde eles fizeram uma das primeiras trocas de brinquedos sexuais.
Jisung agachou-se para olhar embaixo das cabines, certificando-se de que não havia ninguém lá dentro para ouvir seu pedido antes de voltar e encarar Minho.
"Eu... assisti ao resto daquele vídeo que você me mostrou...", começou ele, mexendo as mãos nervosamente. Minho apenas o encarou, obviamente sem se lembrar de qual vídeo ele estava falando. "O pornô", esclareceu Jisung num sussurro, examinando os olhos de Minho até que eles se iluminaram em reconhecimento.
"Sim? Os dois caras?", perguntou Minho, com os olhos escurecendo. Jisung assentiu, mordendo o lábio inferior.
"Sim. Hyung... parecia que era muito bom, mas quando tentei, não senti nada", admitiu Jisung baixinho, com o corpo todo se remexendo de uma forma ou de outra.
Os olhos de Minho ficaram incrivelmente mais escuros.
"Quando você tentou o quê, Sung-ah?"
Jisung respirou fundo.
"Me dedilhar", sussurrou em uma única expiração, as palavras sendo excitantes de dizer em voz alta para Minho. Ele estava começando a ficar nervoso de ansiedade, imaginando como seria bom ter os dedos de Minho dentro dele.
Minho não fez nada. Nem piscou enquanto olhava com voracidade para Jisung.
“Você quer minha ajuda?”
Jisung assentiu. Minho se aproximou.
"Quer que eu te abra? Enfie meus dedos em você?"
A boca de Jisung se abriu num suspiro silencioso. Ele queria os dedos de Minho dentro dele. Queria suas outras partes também, tanto que estava começando a se sentir trêmulo e desesperado.
"Palavras, baby", sussurrou Minho enquanto se aproximava de Jisung, a mão serpenteando em volta do quadril para apertar sua bunda, um dedo mergulhando entre suas nádegas através do moletom. A sensação o fez soltar um som estrangulado ao ser puxado ainda mais para perto, seus corpos pressionados, a pressão sutil do pau de Minho contra o seu, não totalmente macio.
"Agora? Podemos ir agora?", Jisung choramingou desesperadamente, colocando as mãos trêmulas na barriga de Minho.
"Hum, eu tenho aula", Minho sorriu, do tipo que anda deixando Jisung tonto ultimamente. Do tipo que fazia seu estômago revirar e seu pau chutar pateticamente de interesse.
"Mas... Por favor?", Jisung começou a implorar, sem saber o que mais fazer. Estava se sentindo louco, como se precisasse que Minho o tocasse. Não tinha muita certeza do que estava acontecendo.
"Você precisa?", perguntou Minho, provocando-o, insinuando que a resposta era não. A resposta era não, então por que Jisung de repente sentiu tanto pânico ao pensar em Minho dizendo não para tocá-lo?
"Sim", Jisung ofegou, com os lábios tremendo e as mãos apertando a camisa de Minho enquanto olhava freneticamente para ele com olhos grandes, suplicantes e vidrados.
Ele viu os olhos de Minho se arregalarem drasticamente, a pequena fachada de dominância provocadora caindo de repente quando ele percebeu que Jisung não estava fingindo para conseguir o que queria, ele estava prestes a desmoronar se não conseguisse ter Minho dentro dele.
Ele engoliu em seco, levando as mãos à cintura de Jisung enquanto o olhava preocupado.
"Tem certeza de que está bem, Sungie?", perguntou gentilmente, levando a mão ao rosto dele.
"Por favor, por favor, me leve para casa", implorou Jisung, enterrando o rosto no ombro de Minho enquanto o mais velho o envolvia com força, acalmando-o gentilmente até que sua respiração começasse a se normalizar.
"Vamos te levar para casa, ok? Posso te fazer um chá ou algo assim?", perguntou Minho, com a voz ainda carregada de preocupação.
"Não quero chá. Quero que você me dedilhe", Jisung pronunciou arrastadamente no pescoço de Minho, sentindo a pele quente contra os lábios, hipnotizando-o.
"Jisung", Minho ofegou em advertência, o que o deixou confuso até que ele se afastou e percebeu que, sem querer, havia sugado um pedaço do pescoço de Minho para dentro da boca em seu delírio. Ele lambeu os lábios algumas vezes, ainda sentindo o gosto de Minho em sua pele.
"Hyung, você tem um gosto tão bom", ronronou Jisung, tentando se inclinar de volta para mais. Minho o interrompeu, encarando-o com uma expressão quase horrorizada.
"Jisung, você está bêbado?" ele perguntou, seus olhos cheios de mágoa enquanto percorriam todo o rosto de Jisung.
Jisung fez uma pausa, franzindo as sobrancelhas. Estaria bêbado? Não se lembrava de ter bebido nada, mas de repente não conseguia se lembrar de muita coisa. Seu cérebro fervilhava de desejo por Minho, por sentir prazer com ele. Sentia-se como se estivesse bêbado, mas não de álcool.
“Não…” Jisung engasgou, subitamente preocupado por não conseguir mais o que queria. “Só preciso de você, hyung.”
Minho olhou para Jisung como se não tivesse ideia do que estava acontecendo, até que percebeu. Seu rosto ficou incrédulo. Ele rapidamente puxou Jisung de volta para si e passou as mãos pelas costas dele, repetidamente, enquanto Jisung não fazia nada além de respirar seu cheiro.
“Quero você, hyung”, ele sussurrou, repetidamente, até não conseguir mais, até que as mãos de Minho em seu corpo fossem suficientes, até que ele se afastasse com olhos confusos.
“Desculpe, hyung. Não sei o que me deu... Você pode ir para a aula e nos encontramos mais tarde, ok?”, Jisung tranquilizou, dando a Minho um sorriso sincero.
Minho olhou para o relógio na parede.
“Sung-ah”, ele começou gentilmente, “minha aula começou há trinta minutos”.
Jisung olhou para o relógio, franzindo as sobrancelhas.
“O quê?”
“Deixe-me levá-lo para casa, ok?”
Então foi isso que ele fez. Jisung sentiu uma ansiedade sutil no estômago o tempo todo, mas a mão de Minho em sua cintura o mantinha firme. Assim que passaram pela porta, Minho o conduziu gentilmente para a cama. Ele subiu na cama ao lado dele depois de tirar os sapatos e apoiou a maior parte do peso do corpo em cima de Jisung, enquanto o mais novo cantarolava de satisfação com a sensação. Mesmo sendo apenas 15h, eles adormeceram.
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Jisung acordou com um par de olhos familiares o observando, um lindo par que ele amava. Mas eles estavam tomados pela preocupação.
"Hyung?" Jisung perguntou enquanto se sentava, observando Minho.
Minho lhe deu um sorriso suave, estendendo a mão para colocar um pouco de cabelo atrás da orelha.
"Como está se sentindo, Sungie?"
“Tudo bem…” ele disse enquanto olhava ao redor.
Então ele foi atingido pelas lembranças de antes. Como havia se tornado carente e chorão, aparentemente do nada. Ele enterrou o rosto nas mãos e gemeu.
"Hyung... me desculpe. Não sei o que deu em mim antes", desculpou-se, esfregando as mãos no rosto com força.
"Sungie... Você é submisso", Minho riu de repente, afastando delicadamente as mãos do rosto. Jisung se virou para ele com as sobrancelhas franzidas.
"O quê?" ele perguntou enquanto Minho passava o polegar pelas costas da mão.
"Você é... um submisso", ele deu de ombros, sem saber como dizer de outra forma. "Você é facilmente dominado", Minho riu novamente, apertando sua mão com força.
Jisung sentiu como se todo o seu corpo estivesse vermelho. Pigarreou, "Por quê...? Por que isso aconteceu?", resmungou, olhando nervosamente para os olhos gentis e amorosos de Minho.
"Hm... porque eu estava te provocando quando você queria muito uma coisa. E porque você confia em mim", explicou Minho com os olhos brilhando.
Jisung sentiu uma nova sensação de constrangimento ao se lembrar do que queria de Minho. Só que o problema era que ele ainda queria.
"Se eu dissesse que ainda quero que você me toque... você me provocaria de novo?", perguntou Jisung, cautelosamente.
Minho sentou-se completamente ao ouvir as palavras de Jisung.
"Não. Não, baby. A menos que você queira e a gente converse sobre isso primeiro."
O peito de Jisung se apertou. Seu coração disparou. Ele achou que todas as borboletas no estômago já estavam soltas.
Ele respirou fundo, longa e lentamente.
"E se eu quisesse outras coisas de você? Você me daria?", perguntou baixinho, com tanto medo de onde aquilo poderia acabar se Minho não estivesse na mesma sintonia que ele. Se ele não sentisse os mesmos sentimentos assustadores pelo melhor amigo.
Mas... Minho sempre cuidou de Jisung. Chamava-o de baby, o abraçava quando precisava e quando não, perguntava se ele já tinha jantado e, se não, alguém batia à porta menos de trinta minutos depois. Jisung achou que talvez ele fizesse isso.
"Que tipo de coisas?", perguntou Minho, igualmente quieto, parecendo igualmente assustado e possivelmente igualmente esperançoso.
"Se eu quisesse que você me fodesse?" Jisung sussurrou, buscando nervosamente a reação de Minho.
A respiração de Jisung começou a acelerar enquanto Minho apenas o olhava com uma expressão indecifrável. Eles eram melhores amigos há anos, e mesmo assim, às vezes, Jisung ainda não conseguia entender o que ele estava pensando.
"Você gosta quando eu te provoco? É algo que você gostaria?", perguntou Minho então.
Jisung engoliu em seco. Achava que era algo que queria. Isso o fazia sentir-se flutuante e desesperado, ansiando por ser cuidado e amado. Sentia muito melhor quando conseguia essas coisas.
Ele assentiu, mantendo contato visual com Minho.
"Sim? Você ainda quer meus dedos dentro de você? Para te abrir para o meu pau?"
"Minho", Jisung ofegou entre um gemido, sem conseguir se conter. Suas palavras eram tão vulgares e descaradas, como se ele também quisesse.
"Use suas palavras, Jisung", ordenou Minho, seu olhar penetrante nos olhos suplicantes de Jisung.
"Por favor", ele ofegou, o rosto contorcido em desespero, "Por favor, por favor, por favor. Quero tanto, hyun—"
Antes que pudesse terminar de implorar, Minho se ajoelhou, agarrou Jisung pelos quadris e o puxou para baixo da cama. Jisung gritou com a repentina demonstração de força, seus olhos se arregalando impossivelmente enquanto antecipava o próximo movimento de Minho.
"Diga-me para parar a qualquer momento, Sungie. Eu paro", ele falou suavemente e honestamente, esperando o aceno de compreensão de Jisung antes de tirar a calça dele.
Jisung gemeu novamente, um som interrompido, enquanto Minho agarrava suas duas pernas por baixo do joelho e as empurrava contra o peito. A ação era extremamente excitante. Ele nunca estivera tão exposto em sua vida e o suspense o matava, imaginando o que Minho faria em seguida. Até então, seu olhar estava fixo entre as nádegas de Jisung, direto para seu buraco onde ele o segurava na cama, aberto. Isso o fez se contorcer, mas ele estava preso por braços fortes. Ele observou uma tenda começar a se formar na calça de moletom de Minho, provavelmente imaginando enfiar seu pau onde ele parecia não conseguir desviar o olhar.
Jisung gemeu, jogando a cabeça para o lado com as bochechas rosadas. Ele estava duro, seu pau pulsando contra a parte inferior do abdômen, onde ficava à mostra para Minho, junto com o resto de sua parte inferior do corpo.
"Minho", ele soluçou, fechando os olhos com força. "Por favor", ele implorou, o som se transformando em um soluço.
De repente, a cama se moveu e Jisung sentiu um calor entre as bochechas. Ele levantou a cabeça para observar Minho morder uma de suas nádegas, um suspiro agudo escapando dele com a sensação. Então, ele não perdeu tempo. Achatou a língua, arrastando-a sobre o buraco vibrante de Jisung, lambendo a borda algumas vezes antes de arrastá-la pelo períneo e acariciá-la na parte inferior de suas bolas. Jisung deixou um soluço percorrer seu corpo.
Minho concentrou a atenção novamente em seu buraco. Ele apenas lambeu o local mais algumas vezes antes de enfiar a língua lá dentro, e Jisung se abriu lindamente para ele. Ele lambeu suas paredes, enfiando a língua para dentro e para fora o máximo que podia enquanto seus lábios se fechavam em torno de sua entrada, sugando-a delicadamente. Os quadris de Jisung começaram a se contrair enquanto ele soltava um fluxo contínuo de gemidos baixos, sua bunda se contorcendo para baixo, tentando penetrar mais profundamente.
O som era atroz, estalos molhados e goles. Minho era apaixonado. Sua baba escorria pela bunda de Jisung, pingando nos lençóis.
Minho sentou-se de repente, com os lábios inchados e rosados, o queixo brilhando de saliva enquanto puxava Jisung para cima e tirava a camisa, deixando-o completamente nu. Deitou Jisung de volta, o mais novo agarrando os braços de Minho, seu peito, qualquer lugar que pudesse alcançar enquanto Minho pegava o lubrificante e voltava à posição. O frasco estava quase vazio agora, com a quantidade de lubrificante que eles tinham usado.
As pálpebras de Jisung tremeram enquanto observava Minho aquecer o lubrificante em seus dedos. Lenta e obedientemente, ele abriu as pernas novamente, o máximo que pôde, enquanto Minho observava. Minho mordeu o lábio antes de deslizar dois dedos molhados em sua entrada. O rosto de Jisung se contorceu de prazer enquanto Minho os enfiava para dentro, sugando-os avidamente para dentro.
Jisung suspirava e gemia enquanto Minho deslizava os dedos para dentro e para fora, lentamente. Muito, muito lentamente. Um ritmo torturante, um ritmo que o fazia tremer e se contorcer. Minho o observava o tempo todo, enquanto ele lentamente mergulhava em sua terra dos sonhos de prazer, em seu delírio choroso. Seus olhos se fecharam há muito tempo, seu corpo saboreando a sensação de dois dedos escorregadios entrando e saindo, roçando sua próstata a cada pressão.
"Hyungie, hyungie—" Jisung soluçou, sua cabeça balançando de um lado para o outro, "Mais, por favor. Preciso do seu pau", ele mal conseguiu dizer, sua voz trêmula de prazer avassalador.
Minho teve que fechar os olhos por um instante para se recompor. Apalpou-se algumas vezes para aliviar um pouco a pressão no pau enquanto mantinha um ritmo constante com os dedos, penetrando-os no melhor amigo.
"Você quer um terceiro dedo, Sungie?" ele perguntou o mais calmo que pôde, mas seu cérebro estava girando em antecipação, quase incapaz de esperar para colocar seu pau dentro de Jisung, dentro do calor apertado de seu buraco.
"Hyung. Minho hyung, hnng, por favor", implorou Jisung, rolando os quadris para baixo, em direção aos dedos de Minho. Minho respirou fundo antes de alinhar três dedos. Ele levou a outra mão até a bunda de Jisung, puxando uma de suas nádegas e dedilhando sua entrada antes de pressionar.
"Ah! Oh-oh", Jisung continuou a choramingar, com os olhos revirados. Quase não havia resistência, como se seu buraco estivesse esperando a chegada de Minho para recebê-lo perfeitamente.
"Você quer gozar, Sungie? Quer que o hyung te faça gozar duas vezes?", perguntou Minho, sem fôlego, com o próprio pau babando na cueca.
Jisung gemeu tão alto que Minho quase pulou. Ele assentiu com a cabeça, um "Uh-huh" arrastado, escapando da baba que ameaçava escorrer de seus lábios.
Um pouco daquela baba escorreu de seus lábios quando Minho começou a circular os dedos ao redor da próstata de Jisung, sem parar nem mesmo quando Jisung se debatia na cama, seu corpo se contraindo com a sensação avassaladora.
Um fluxo interminável de suspiros e gemidos agudos escapou dos lábios de Jisung enquanto seu pau começava a babar. Não esperneava e jorrava como antes, como aconteceria se Minho o estivesse masturbando, acariciando seu lindo e rosado pau. Não, ele gozou intocado, com as bolas apertadas enquanto o esperma vazava da fenda, escorrendo por todo o seu comprimento até formar uma poça na parte inferior do abdômen e pingando em ambos os lados dos quadris.
Minho observou seu corpo inteiro vibrar de prazer, seu abdômen contraindo e relaxando, seu buraco apertando seus dedos enquanto ele continuava a esfregá-los. Suas mãos agarraram os lençóis com força enquanto ele se derretia neles, ainda incapaz de abrir os olhos.
Minho parou de esfregar os dedos na próstata, mas começou a empurrá-los para dentro e para fora novamente enquanto seu buraco se abria novamente. As coxas de Jisung se contraíram quando Minho retomou seu ritmo torturante de antes, fazendo Jisung gemer entrecortadamente novamente, com as sobrancelhas franzidas.
“Quer que eu te foda agora?”, Minho perguntou com voz rouca, sentindo que poderia gozar na calça a qualquer momento, mas mantendo seu papel pelo bem de Jisung.
Jisung piscou os olhos turvos, suas pálpebras tentando se fechar enquanto ele fazia isso.
“Quero que você me foda”, ele murmurou, os olhos confusos se perdendo nos de Minho, “Quero que você me faça seu”.
Minho prendeu a respiração.
“Sim?”, ele sussurrou, apertando a parte de baixo da coxa de Jisung enquanto sua outra mão continuava bombeando por dentro.
Jisung manteve contato visual, mas Minho não tinha certeza se ele estava totalmente presente.
“Sim”, ele sussurrou, “quero ser seu”.
As palavras fizeram o peito de Minho doer, mas ele faria qualquer coisa por Jisung.
Ele tirou a roupa e se lubrificou enquanto Jisung observava. Ele foi procurar um preservativo quando Jisung o impediu com uma expressão de dor.
“Você não quer me fazer seu?”, ele perguntou com voz rouca, o peito doendo e os olhos ameaçando se encher de lágrimas enquanto passava a mão fraca pelo abdômen de Minho. “Você pode gozar dentro de mim, hyung, eu vou ser bom, eu juro”, ele implorou fracamente, gentilmente arranhando a pele de Minho com as unhas curtas, provocando arrepios em seu rastro.
Minho estremeceu intensamente. Sabia que Jisung ficaria submisso e choramingaria, mas não se deu conta de quantas vezes balbuciaria a palavra seu. De repente, Minho precisou ouvir de novo, de novo, de novo. Sua respiração acelerou quando ele se esqueceu da camisinha e se alinhou ao buraco de Jisung, penetrando-o imediatamente. Os olhos de Jisung se arregalaram, os mais abertos que já estiveram durante toda a experiência, enquanto seu buraco se abria sobre o pau do melhor amigo.
"Hyung!" Jisung soluçou, gemendo incoerentemente enquanto Minho empurrava até o fundo antes de puxar para fora, seu buraco sendo preso e puxado pela parte inferior alargada da cabeça do pau de Minho, como se ele não quisesse que ele saísse. Como se seu corpo o estivesse sugando, prendendo-o ali para sempre.
Jisung gritou quando Minho puxou seu pênis para fora, pressionando a cabeça cega de volta no buraco guloso de Jisung antes de bater novamente.
As pálpebras de Minho tremeram enquanto observava Jisung se desfazer em seu pau, seu corpo corado saltando na cama a cada estocada. Ele puxou Jisung de volta para baixo com um aperto forte na cintura, de volta para seu pau enquanto empurrava ao mesmo tempo. Ele foi tão fundo, fazendo daquele jeito, que não conseguiu evitar repetir. Continuou puxando Jisung pela cintura para seu pau, enquanto os gemidos agudos do mais novo ficavam mais altos e frequentes.
Minho não conseguia tirar os olhos de Jisung. Jisung não conseguia sentir nada além do prazer que consumia seu corpo. Ele o encarou de volta, os olhos percorrendo o rosto do melhor amigo enquanto o fodia.
"Seu, hyungie?" Jisung choramingou com as sobrancelhas franzidas, passando lentamente as mãos pelos braços de Minho para enredá-las em seu cabelo.
Minho diminuiu o ritmo das estocadas, observando Jisung piscar os cílios enquanto o fazia. Ele soltou a cintura de Jisung com força e apoiou os cotovelos perto da cabeça dele, abaixando lentamente a cabeça para acariciar o pescoço de Jisung com o nariz. Sentiu Jisung estremecer, apertou seus cabelos com mais força e virou o rosto para Minho, fazendo com que a pele das bochechas rosadas de ambos se pressionasse, quente ao toque.
"Hyung?" ele chamou docilmente no ouvido de Minho, preocupado com sua falta de resposta. "Seu?" ele perguntou novamente, com a voz trêmula e tímida.
Minho levantou o rosto do pescoço o suficiente para ficar cara a cara com Jisung. Suas investidas praticamente pararam nesse ponto. Ele observou os olhos de Jisung se moverem rapidamente para os lábios.
Minho levou a mão ao rosto de Jisung, acariciando sua bochecha com o polegar enquanto se encaravam, respirando o mesmo ar. Jisung ainda se recuperava de prazer, com a mente e o corpo transbordando de tesão, mas estava lúcido o suficiente para saber o que queria.
Jisung apertou os lábios, franzindo a testa, um gemido baixo soou em sua garganta enquanto ele puxava gentilmente o cabelo de Minho.
"Hyungie..." ele implorou, suas feições começando a se contorcer conforme Minho não o beijava.
"Diga-me o que você quer, Sung-ah", sussurrou Minho, aproximando-se para esfregar a ponta do nariz no de Jisung.
Jisung respirou fundo.
"Não é óbvio, hyung?" Jisung gritou baixinho, exasperado.
“Você tem que me dizer, Sungie”, Minho ordenou gentilmente.
Jisung mordeu o lábio inferior, sobrancelhas preocupadas adornando seu rosto fofo e carnudo.
"Quero ser seu, hyung", sussurrou ele. "Quero que você me toque o tempo todo, faça amor comigo, me beije."
Foi tudo o que Minho precisou ouvir antes de pressionar com força, arrancando um suspiro de Jisung quando suas bocas se encontraram, abertas e desesperadas, mas lentas e doces.
Jisung soltou um gemido longo e prolongado na boca de Minho enquanto ele pressionava com mais força, a língua explorando ao redor enquanto ele puxava os quadris para trás novamente.
Minho segurou firme cada lado da cabeça de Jisung enquanto suas línguas deslizavam juntas, seus quadris acelerando em um ritmo brutal. Não demorou muito para que a luxúria tomasse conta do cérebro de Jisung novamente, a sensação da língua de Minho na sua o deixando tonto, sua mente vagando e sendo substituída pela necessidade. Minho se abaixou às cegas até sentir o pau de Jisung, duro e úmido, sendo sacudido pela força de suas estocadas. Ele o agarrou, fazendo Jisung gritar e arquear as costas enquanto começava a acariciá-lo com o punho fechado.
Ele respirou fundo na boca de Jisung.
"Quer que o hyung goze dentro de você?", perguntou, com a dose certa de vulgaridade para deixar Jisung louco.
"Sim, sim, por favor", Jisung balbuciou, esfregando-se no pau de Minho e enfiando-o em seu punho, perseguindo seu prazer enquanto também tentava acelerar o processo para finalmente sentir o esperma de Minho dentro dele.
Minho grunhiu em seu ouvido, o som trazendo um sorriso delirante ao rosto de Jisung.
Mas então Minho levou a mão até a ponta de Jisung, esfregando o polegar em sua fenda repetidamente, fazendo-o se contorcer e se contorcer até que o prazer fosse tanto que ele não aguentava mais. Os quadris de Minho se chocaram contra sua bunda enquanto ele começava a gozar, seu buraco se apertando. Minho ofegou contra a pele quente de sua bochecha enquanto ele começava a gozar ao mesmo tempo, o calor preenchendo Jisung por dentro.
Eles estremeceram juntos, descendo trêmulos enquanto se agarravam. Enterraram o rosto no pescoço um do outro, a leve umidade da pele suada os mantendo grudados, não que Jisung estivesse reclamando. Ele tinha quase certeza de que morreria se Minho tentasse se separar dele naquele momento.
“Jisun—”
"Não. Por favor. Ainda não", Jisung o interrompeu desesperadamente, segurando-o o mais perto possível. Ele não estava pronto para se separar, e não estava pronto para encarar o que quer que isso significasse para eles. Agora, ele só precisava de Minho.
Minho não disse mais nada, apenas deixou Jisung segurá-lo, seu pau ainda enterrado em sua bunda e seu rosto ainda enterrado em seu pescoço.
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Nas últimas semanas, Jisung desenvolveu o péssimo hábito de adormecer sempre que Minho o segurava. Ele também desenvolveu uma paixonite enorme, intensa e estúpida pelo homem. Isso era óbvio.
Quando acordou, limpo e de cueca novamente, seu coração se encheu consideravelmente. Ele não conseguia nem sentir vergonha. Só esperava que Minho sentisse o mesmo.
Ele se sentou, sentindo a mente mais clara do que em semanas. Quando procurou por Minho, porém, ele não estava em lugar nenhum. Não havia nem sinal dele. Jisung tentou ignorar a pontada no peito, tinha certeza de que Minho estava do lado de fora da porta do quarto, talvez fazendo um lanche ou se lavando no banheiro. Talvez até conversando com Jeongin.
Jisung vestiu uma camiseta grande e foi para a sala de estar.
"Hyung, o que aconteceu?", Jeongin perguntou de repente, com um tom acusador. Ele encarou Jisung com as sobrancelhas franzidas, o que quase parecia raiva em seus olhos.
Jisung deu um passo para trás, chocado com o confronto.
"Innie... o quê? Cadê o Minho?", perguntou Jisung, a preocupação começando a subir pela sua nuca enquanto olhava ao redor e o homem continuava desaparecido.
Jeongin quase zombou.
"Ele foi embora depois do que quer que você tenha feito para deixá-lo tão chateado."
Diante disso, Jisung congelou.
"...O quê?", Jisung resmungou, sentindo a garganta apertar. Ele esperava que Minho estivesse lá quando acordasse, para abraçá-lo, beijá-lo e conversar com ele. E agora, segundo Jeongin, ele estava tão chateado com alguma coisa que foi embora de vez?
Jeongin pareceu amolecer um pouco, mas ainda parecia cético.
"Bem, vocês transaram, pelo menos foi isso que eu ouvi", Jeongin começou, Jisung tentando não se encolher, "O que aconteceu depois?"
Jisung empalideceu.
"Adormecemos", sussurrou, com os olhos desesperados. "Acabei de acordar e ele se foi?" Jisung sentia aquela bolinha de ansiedade em seu estômago se contorcer e se transformar em pânico. Sua respiração começava a acelerar enquanto sua mente fervilhava com um milhão de razões diferentes para Minho ter ido embora. Será que Jisung foi longe demais? Será que Minho não gostava dele de verdade? Ele praticamente implorou para Minho beijá-lo, será que ele fez isso só por obediência? Porque Jisung queria tanto que ele o beijasse? Será que Minho sentiu pena dele o tempo todo?
Jisung nem queria saber como estava sua aparência naquele momento, mas provavelmente era uma visão muito desagradável. Qualquer um que olhasse para ele agora provavelmente sentiria pena dele, e isso era muito embaraçoso. Mas Jisung fez isso a si mesmo, não foi? Ele não merecia a pena de ninguém. Ele simplesmente teve que criar esse mundo de fantasia onde ele podia pedir para Minho transar com ele, e então confundir esse mundo de fantasia com a realidade. Deus, ele era tão idiota!
“Hyung. Respire”, Jeongin ordenou, sua voz com o tom e volume certos para chamar sua atenção.
Jisung fez o que lhe foi dito. Sua respiração se acalmou lentamente enquanto ele a acompanhava, sincronizada com a de Jeongin, o mais novo cronometrando-a apropriadamente.
"O que aconteceu?", ele perguntou novamente enquanto Jisung começava a respirar fundo. Seus olhos se fecharam com força ao se lembrar do tempo que passaram juntos, trancados no quarto de Jisung. O jeito como Minho o comia, o jeito como ele o beijava. Tudo era perfeito, saído diretamente da fantasia pessoal de Jisung, até que deixou de ser. Até que ele acordou e Minho nem estava lá.
"Sou um idiota", Jisung grasnou, pressionando os dedos nos olhos até que tudo o que conseguia ver era branco.
"Bem, eu já sei disso, mas isso não responde à minha pergunta", Jeongin sorriu, apertando levemente o antebraço de Jisung, encorajando-o a tirar as mãos do rosto.
"Eu acho... que não sou hétero", Jisung soltou uma risada com a admissão, embora completamente desprovida de humor. Nem uma gota sequer.
"Hyung... sem querer ofender, mas qualquer um poderia ter te dito isso", Jeongin disse casualmente, como se não precisasse de trocas de farpas com seu melhor amigo para descobrir.
Jisung estava exausto. Ele nem conseguia questionar como todos já sabiam que ele não era hétero.
"Então... vocês transaram e aí o Minho fugiu. Você contou para ele que não é hétero?"
Jisung ponderou. Pensando bem, não era óbvio? Ele implorou para que Minho o tocasse, depois o fodesse, depois o beijasse. Pensando bem, era quase patético o quão óbvios eram seus sentimentos por Minho. Ele precisava saber como Jisung se sentia.
Diante do silêncio de Jisung, Jeongin continuou, "Então vocês transaram sob o pretexto de serem héteros... Nossa, hyung. Ótimo trabalho que você fez."
Jisung desmoronou.
"O que eu vou fazer, Jeongin! Eu literalmente implorei para um homem hétero me foder até ele ceder!", admitiu Jisung, horrorizado.
Jeongin arregalou os olhos.
"Tá, detalhes demais. Ouvir isso já foi ruim o suficiente. Mas falando sério, você acha que um hétero transaria com um cara só porque ele pediu?" Jeongin encarou Jisung com um olhar impassível.
Jisung refletiu novamente. Não, ele não achava que um hétero faria sexo com um homem só porque ele pediu. Mas tudo é uma questão de situação. Jisung implorou com muita força.
Jisung esfregou os olhos novamente, a conversa estava começando a pesar em seu pobre cérebro.
"Não sei, Jeongin!"
Jeongin suspirou longa e duramente.
"Por favor, hyung. Por favor, pelo amor de Deus, fale com o Minho. Eu realmente acho que você deveria dizer a ele como se sente."
Jisung ponderou mais uma vez. Parecia assustador admitir seus sentimentos para Minho. Ele provavelmente deveria tirar um ou dois dias para pensar mais sobre o assunto.
"Eu vou, Jeongin-ah", ele assegurou. Jeongin não precisava saber que ainda não estava pronto para isso. Ele daria um jeito.
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Jisung evitou o refeitório pelos dois dias seguintes. Ele também ainda não havia mandado mensagem para Minho.
Os poucos dias sem o homem até então tinham sido uma tortura. Ele pensava em Minho constantemente. Não queria nada mais do que ser abraçado por ele, tranquilizado por ele. Mas o medo de que Minho não sentisse o mesmo o estava tornando um covarde. Ele evitava suas responsabilidades porque era mais fácil assim. Por enquanto, pelo menos. Eles acabariam se reconciliando e talvez Minho o perdoasse por ter sentimentos por ele e pudessem voltar a ser como eram antes, antes de ser empurrado para dentro de Minho no bar e sentir seu pau duro contra seu quadril, antes de se oferecer para compartilhar seu brinquedo sexual e, definitivamente, antes de fazerem sexo.
Era sexta-feira à noite, quando todos estavam prontos para ir ao dormitório de Jeongin e Jisung para uma noite de jogos, três dias depois de Jisung implorar a Minho para transar com ele, e três dias de silêncio total de ambos.
Todos começaram a chegar, alguns sozinhos e outros em duplas. Mas quando Chan apareceu sozinho, Jisung começou a achar que algo poderia estar errado. Ele tentou não dar importância, pois Minho nunca perderia a noite de jogos.
Mas quando já eram nove e quinze e ainda não havia sinal de Minho, Jisung começou a ficar nervoso. Esta deveria ser a oportunidade de voltar ao normal, de fingir que nada tinha acontecido, mesmo que Jisung não tivesse certeza se conseguiria continuar assim. Ele faria o que fosse preciso para manter Minho em sua vida, mesmo que fosse fingindo que não sentia o mesmo por ele.
Jisung estava se esforçando ao máximo para não se deixar afetar. Talvez Minho estivesse ocupado esta noite. Talvez Minho não o estivesse evitando. Talvez Jisung pudesse fingir que não estava se apaixonando por ele.
Por fim, Felix perguntou.
“Ei, onde está o Minho hyung?”
Todos os olhos se voltaram para Jisung.
Ele retribuiu o olhar, com os olhos arregalados, antes de pigarrear e desviar o olhar intencionalmente. Sentiu as bochechas começarem a esquentar sob todos os olhares expectantes.
Então, a voz de Jeongin.
“Você o convidou, certo?”
Depois que ninguém disse uma palavra, Jisung olhou para cima e viu Jeongin, junto com todos os outros, ainda o encarando. Então, as palavras de Jeongin fizeram sentido.
"Eu?" Jisung perguntou incrédulo, desejando não ser o centro das atenções naquele momento.
Jeongin apenas olhou para ele com expectativa, como se fosse óbvio que era seu trabalho convidar Minho.
Jisung pigarreou nervosamente novamente.
"Hã, eu não... hum... eu não falei com ele, não."
Jeongin lançou seu olhar para o teto com um suspiro alto, revirando os olhos.
"Hyung!" ele gemeu, "Mande uma mensagem para ele agora mesmo."
Jisung supôs que conseguiria fazer isso. Ele deveria fazer isso.
Ele engoliu em seco enquanto pegava o celular, escrevendo uma mensagem. A primeira troca de mensagens em dias.
"Por que você não o convidou, Jeongin? Você sabe que não estamos... conversando muito agora", perguntou Jisung baixinho, com alguns suspiros vindos do grupo.
"Achei que vocês tinham voltado! Nenhum de vocês vai ao refeitório há dias, imaginei que estivessem passeando por aí!"
O rosto de Jisung queimou.
"Você não precisa falar assim, senão vai dar a impressão errada para todo mundo", murmurou ele enquanto enviava a mensagem, a mensagem que dizia apenas 'venha aqui'.
Agora que estava olhando, provavelmente deveria ter enviado algo um pouco mais descritivo. Não pôde evitar que a tarefa de convidar Minho subitamente lhe fosse atribuída exclusivamente, e ele tivesse que se defender de Jeongin ao mesmo tempo. Era difícil se concentrar em duas coisas ao mesmo tempo!
Assim que ele desligou o telefone e o guardou no bolso, perguntas começaram a surgir em sua direção.
"Vocês não estão se falando?"
"O que aconteceu?"
"Vocês terminaram?!"
Jisung suspirou. Estava tão cansado de pensar nisso.
"Nós nunca estivemos juntos, para começo de conversa! Vocês esqueceram que o Minho é hétero?!", perguntou Jisung, incrédulo, agitando as mãos freneticamente e se deixando de fora da equação dessa vez.
O que Jisung não esperava, no entanto, era uma gargalhada alta e estridente. De todos.
"O que!?"
"Minho? Hétero?!"
"Isso é uma piada, né? Né?!"
Jisung olhou ao redor, de um rosto sorridente para o outro, até pousar em Jeongin. O jovem o olhava com o que só poderia ser descrito como compaixão. Como se estivesse arrependido. Como se estivesse arrependido por Jisung ter sido o último a descobrir que seu melhor amigo, seu melhor amigo dos últimos anos de sua vida, é gay. Ele tinha sido gay. O tempo todo.
"Não, sério", Felix riu para Hyunjin, "acho que o Minho é, na verdade, a pessoa mais gay que eu conheço!"
Até Seungmin estava morrendo, tombado e com os ombros tremendo ao imaginar como seria um Minho hétero.
"Ele provavelmente usaria bermudas e jogaria lacrosse!", gritou, batendo no chão.
“Meu Deus, ele teria uma namorada!”
Depois de mais risadas de todos e mais silêncio atordoado de Jisung, Chan falou depois de enxugar as lágrimas dos olhos.
“Na verdade, pensando bem, Jisung provavelmente nunca teria entrado para o grupo de amigos se Minho não fosse tão gay.”
Jisung não confiava em sua voz naquele momento, então ele apenas franziu as sobrancelhas de forma fofa para Chan em busca de uma explicação.
"Ele olhou para você naquela sala de estudos no primeiro dia de aula e seu pequeno e alegre cérebro disse 'menino fofo!' e ele nunca mais olhou para trás", admitiu Chan, rindo enquanto relembrava a história.
Jisung ficou sentado ali, chocado. Ele se lembrava daquele dia. Claro que se lembrava daquele dia. Era seu primeiro dia de faculdade. Ele tinha ido para a aula obrigatória de matemática logo de manhã e depois para a aula de história da música. Ele tinha um período de estudo entre história da música e a próxima aula, inglês. Ele só se lembrava da sua agenda do primeiro ano porque a contou para Minho quando o homem se aproximou dele e perguntou, parecendo tão brilhante e curioso. Jisung foi atraído imediatamente, porque como ele poderia não ser? Um aluno mais velho estava demonstrando interesse nele? Ele queria ser seu amigo? Claro que Jisung se agarrou. Garotos mais velhos eram mais legais, eles poderiam torná-lo mais popular. Mas Jisung nunca quis popularidade de verdade. Ele sabia agora que esse não era o motivo de seu estômago revirar quando Minho veio até ele alguns anos atrás, sentando-se no assento ao lado dele com um sorriso alegre, batendo os joelhos de vez em quando enquanto conversavam pela primeira vez.
De repente, o peito de Jisung doeu. Parecia que Chan estava insinuando que Minho gostava dele naquela época. E nunca mais parou.
Ele queria se desculpar e se esconder em seu quarto por toda a eternidade, talvez se afogar em toda a confusão que sentia, com medo demais de pedir esclarecimentos ao seu melhor amigo. Minho era mesmo gay? Será que ele já gostou de Jisung? Se gostou, ainda gosta?
De repente, as coisas começaram a fazer sentido. Jisung se perguntou durante todo o processo por que Minho estava tão tranquilo com isso. Por que ele estava tão tranquilo em tocar em Jisung, atendendo a todos os seus pedidos com tanta facilidade. Por que ele sempre cuidava dele. Só dele.
E então, sua hesitação quando Jisung pediu que ele o beijasse. A princípio, ele pensou que era porque Minho sabia como Jisung se sentia. Ele sabia, e se sentiu mal por ele. Porque ele não sentia o mesmo. Mas agora havia mais na história. Mais contexto, mais peças para encaixar no quebra-cabeça que Jisung, sem saber, tentava juntar desde que conheceu Minho, anos atrás.
Agora, Jisung conseguia se lembrar do medo nos olhos de Minho. De como ele perguntou se Jisung tinha certeza. De como ele precisava de confirmação antes de beijá-lo. Do jeito como ele o beijou.
Minho… gosta dele?
O corpo inteiro de Jisung estremeceu ao lembrar dos lábios de Minho nos seus. Tão desesperados e apaixonados. Como se ele tivesse esperado a vida inteira.
De repente, Jisung teve certeza. Ele tinha certeza absoluta de que Minho o queria. A única coisa da qual ele tinha mais certeza era o fato de que ele queria Minho de volta.
Ele desejou vagamente não ter tido essa percepção na frente de todos os seus amigos e logo antes de Minho chegar, mas não há momento melhor do que o presente, ele supôs.
Ele ficou distraído por tempo suficiente para que todos começassem a conversar entre si novamente, deixando-o em paz. Ele estava prestes a começar a se concentrar na respiração para não ficar tão nervoso com essa nova descoberta, quando uma batida alta e frenética soou na porta da frente do apartamento.
Todos congelaram, as conversas de fundo pararam e todos os olhos se voltaram para Jisung mais uma vez.
Jeongin olhou para ele com os olhos arregalados, acenando com a cabeça em direção à porta.
Não há momento como o presente.
Jisung ficou de pé, com as pernas trêmulas, cambaleando até a porta. Suas mãos tremiam ao alcançar a maçaneta. Ele apertou os olhos enquanto inspirava, depois os abriu e soltou o ar enquanto abria a porta.
"Sungie", ele ouviu seu nome ser chamado, o apelido que Minho o chamara um milhão de vezes desde o dia em que se conheceram, e soltou o som mais aliviado. Então, "Sinto muito."
Jisung não conseguiu evitar a expressão tensa que exibia enquanto observava Minho. O homem parecia miserável, quase destruído. Tinha olheiras, e a luz cintilante de sempre era lúgubre.
Ele engoliu em seco antes de se aproximar, colocando a mão cautelosamente no antebraço de Minho e mordendo nervosamente seu lábio.
"Por quê, hyung?" ele sussurrou, olhando fixamente nos olhos derrotados de Minho, os seus próprios olhos suaves e gentis.
A confusão tomou conta de seu rosto, distorcendo suas feições.
"Por-por ir embora... depois que nós..."
Jisung umedeceu os lábios e se aproximou. Deslizou a mão pelo braço de Minho, levando o outro braço até os ombros dele.
"Depois que transamos?", perguntou, percorrendo o rosto de Minho com os olhos. Seu rosto tão, tão bonito.
A boca de Minho se abriu antes de se fechar novamente. Ele levou as mãos à cintura de Jisung por instinto, mas parecia assustado. E, ainda assim, tão esperançoso.
"Eu estava com medo, Sungie", ele finalmente conseguiu dizer, "Eu pensei... eu pensei que quando você acordasse... você não se lembraria de tudo e eu seria rebaixado de volta a apenas... melhor amigo", ele engasgou, engolindo em seco, evitando o olhar de Jisung.
Antes que Jisung tivesse a chance de responder, Minho já estava fechando os olhos com força.
"Eu não quero ser seu melhor amigo", sussurrou ele, tão baixo e sofrido. Tão destruído.
Jisung não aguentou. Levou as mãos ao rosto de Minho, querendo que o homem o olhasse nos olhos quando lhe dissesse o que sentia.
"Eu também não quero mais que você seja meu melhor amigo, Minho", ele disse baixinho, observando os olhos de Minho se arregalarem. "Tudo o que eu disse enquanto fazíamos sexo, eu lembro. Eu falei sério, hyung."
Jisung deixou um sorriso melodioso se esboçar enquanto Minho o encarava, atordoado. Observou Minho soltar sua cintura com uma das mãos e levá-la até o outro braço, beliscando a pele com tanta força que ele estremeceu de dor. Jisung odiava ver Minho sofrendo, mas a ação era tão engraçada, tão ridícula, que Minho sentiu a necessidade de se beliscar para ter certeza de que não estava sonhando, que Jisung não conseguiu conter a gargalhada.
"Hyung", ele riu, direcionando os olhos atordoados de Minho, que começavam a brilhar de felicidade, de volta para os seus, "Você não está sonhando. Eu realmente te quero, em todos os sentidos. Quero que você me abrace, faça amor comigo e me beije."
"Agora mesmo?" Minho sussurrou, seu rosto finalmente ficando completamente suave, acreditando completamente nas palavras de Jisung.
"Eu preferiria que você não fizesse isso!" Uma voz irrompeu atrás de Jisung, Jeongin.
Os olhos de Minho se arregalaram enquanto todos começaram a rir. Ele desviou o olhar de Jisung para olhar para trás, vendo todos na sala de estar, olhando para eles.
"Ah...", ele pareceu horrorizado ao perceber que tinham acabado de ter aquela conversa na frente de todos os amigos, mas Jisung não se importou. Ele atraiu a atenção de Minho de volta para si antes de se inclinar, capturando seus lábios com os seus. Minho suspirou no beijo, anos de desejo se dissipando com ele. Deixou Minho chupar seu lábio inferior carnudo enquanto o puxava ainda mais para perto, segurando-o pela nuca, aprofundando o beijo. Jisung saboreou todos os pequenos ruídos silenciosos que Minho fazia enquanto seus lábios se separavam e se reconectavam, todo o seu corpo relaxando completamente.
"Eu disse que preferiria que você não fizesse isso!" A voz de Jeongin soou atrás de Jisung novamente, mas Jisung podia ouvir a diversão em seu tom.
Jisung deu um beijo molhado, Minho inconscientemente o seguiu para trás para tentar obter mais, seus olhos semicerrados fixos em seu sorriso.
"Minho, temos que participar da noite de jogos", Jisung riu, mordendo o lábio e puxando Minho de volta. Minho o seguiu, sem tirar os olhos de Jisung.
Eles acompanharam os parabéns obrigatórios de todos os amigos com as bochechas rosadas, sem tirar as mãos um do outro.
Eles jogaram partida após partida, e os olhos de Minho nunca se desviavam de Jisung por tempo suficiente para que ele pudesse jogar ou entender o que estava acontecendo. Toda vez que Jisung olhava para ele, parecia que as estrelas e a lua estavam presas em seus olhos. Jisung não conseguia tirar o sorriso apaixonado e eufórico do rosto, mesmo que tentasse.
Quando a noite começou a cair e eles se sentaram abraçados no sofá, Jisung o confrontou sobre isso.
"Por que você está me olhando desse jeito?" Ele sorriu, os olhos semicerrados na mesma forma de lua crescente que Jisung viu refletida nos olhos de Minho.
Minho continuou a encará-la, apaixonado.
“Não acredito que finalmente posso te beijar”, ele sorriu de volta, traçando formas na pele de Jisung.
Jisung jurou ter ouvido uma exclamação brincalhona de nojo vinda de algum lugar atrás deles, mas ela entrou por um ouvido e saiu pelo outro.
Ele mordeu o lábio, o corpo vibrando nos braços de Minho.
“Quero você, hyung. Muito”, ele sussurrou, engolindo o excesso de saliva que começava a se acumular em sua boca quanto mais ele olhava para Minho.
Felizmente, ele sempre teve um fraquinho por Jisung. Jisung tentava não usar isso a seu favor, mas havia algo realmente bom em ter alguém com quem contar. Alguém que ele sabia que cuidaria dele se ele apenas pedisse. E agora, ele podia pedir.
