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A noite de sábado já estava começando com o pé esquerdo.
“Mas é óbvio que não!” Changbin reclamou pela quinta vez, puxando o controle remoto da mão de Minho. “Me dá isso aqui, você é a pessoa com o pior gosto pra filmes que eu já conheci.”
“Quer saber? Eu desisto.” pegou seu celular e foi para a outra ponta do sofá, sentando com as pernas flexionadas contra a barriga. “Escolham um filme vocês dois então, eu vou ver com o pessoal o que falta pra eles chegarem.”
“Eu já falei pra gente assistir Bugonia, mas ninguém quer me escutar.” rodeou um dos braços pelo pescoço do namorado que se encontrava sentado no meio do sofá, a outra mão mantendo o polegar pressionando o botão do controle.
“Você já assistiu Bugonia três vezes, amor, ninguém aguenta mais ouvir você falando sobre esse filme.” Jisung riu da careta que Changbin fez, dando um beijo estalado em sua bochecha. “A gente tem que escolher algo que ninguém assistiu, não tem graça ver um filme repetido.”
“De preferência um filme bom.” Minho provocou da outra ponta, se divertindo com o olhar de ódio que Changbin direcionava para ele antes de voltar o foco para o seu celular. Irritar Changbin era tão fácil, Minho nunca se cansava.
“Eu não vou perder meu tempo discutindo com alguém tão amador quanto você.” o loiro se limitou a rir, sabia que era inútil discutir sobre filmes com o amigo, já que ele não aceitava críticas sobre seu gosto.
“Deveríamos ouvir o que os outros querem assistir, não acham?”
“Acho que eles não estão muito preocupados com isso agora.” respondeu enquanto digitava algo para enviar ao grupo. “Eles estão muito ocupados discutindo sobre o que a gente vai comer.”
“Puta merda, ainda tem as comidas!”
Changbin gemeu derrotado e dramaticamente se afundou no sofá, deslizando até que metade do seu tronco ficasse para fora do estofado. Como o bom namorado que era, Jisung riu daquela cena, chegando mais perto para acariciar seus cabelos.
“Para de drama, a noite ainda nem começou direito, e hoje é pra ser divertido, esqueceu?” falava com tanta calma que era como se estivesse falando com uma criança, acalmando o garoto antes que seu mau humor destruísse a noite que reservaram para curtir com seus amigos. “Eu tive uma ideia, você decide o filme e arruma a sala enquanto eu e o Minho cuidamos da comida.”
Minho, que estava debruçado no encosto do sofá e concentrado em seu celular, imediatamente ergueu o olhar da tela ao ouvir a proposta de Jisung.
“Hm…” Changbin fingiu ficar pensativo, mas a verdade é que ele jamais permitiria que outra pessoa escolhesse um filme no seu lugar, ele era o único entre os amigos com o gosto refinado para cinema. “Gostei da ideia.” se endireitou no sofá e roubou um selinho dos lábios do mais jovem, que abriu um sorriso pequeno em resposta.
“O Felix, o Jeongin e o Chan falaram que querem hambúrguer, mas o Hyunjin e o Seungmin querem pizza. “falou com os olhos novamente fixos na tela do celular. “O que vamos fazer?”
“Eles estão achando que aqui é restaurante pra exigirem tanto?” jogou o controle no sofá em um movimento brusco, bufando frustrado por as coisas não estarem saindo do jeito que queria. “Vão comer o que eu escolher, a casa é minha.”
“Changbin!” Jisung o repreendeu com um beliscão no braço. “São nossos amigos, não fala assim deles, e eles podem muito bem escolher o que preferem.”
Minho não disse nada, mas seu olhar denunciava seus pensamentos. A carranca de Jisung também não era nada boa, claramente indignado com a postura babaca que o namorado estava mantendo.
“Tá, tanto faz.” estalou a língua no céu da boca em um sinal de rendição. “Podemos fazer os lanches aqui em casa e também pedir pizza, assim a gente não gasta tanto e cada um come o que quer. “Minho acenou com a cabeça e voltou a digitar, provavelmente repassando a informação para os demais. “Só precisamos dividir as tarefas agora.”
“Eu e o Minho vamos fazer os lanches.” Jisung respondeu antes mesmo que os outros dois pudessem se pronunciar. “Sua função é a mesma, escolhe o filme e aproveita pra limpar a sala, não quero receber os meninos com a casa suja desse jeito.”
“Ei, a casa não tá suja!” olhou ao redor e só então percebeu que a casa estava, de fato, suja.Talvez suja não fosse a palavra exata, mas que a sala estava bagunçada era um fato. As latas de cerveja e embalagens vazias de salgadinhos em cima da mesa eram um lembrete do seu desleixo. Changbin encolheu os ombros ao lembrar que o último responsável pela limpeza foi ele. “Tá bom, só um pouco…”
Jisung balançou a cabeça em reprovação, deixando aquilo passar apenas para poupar estresse para a noite de hoje. Se levantou do sofá limpando os farelos em seu moletom e olhou de canto para Minho, que rapidamente largou o celular e se levantou também.
“Já vamos indo, vê se não me enrola de novo, eu quero essa sala brilhando quando eu voltar!”
‘Tá bom, você que manda, agora vai lá.” dispensou o namorado com um aceno de mão e sentou com as pernas abertas de forma desajeitada no sofá, novamente pegando o controle para voltar na Netflix. “E aliás, vou querer hambúrguer. Não demorem, eu tô com fome também.”
Dito isso, Changbin desferiu um tapa forte na bunda arrebitada de Jisung, apalpando-a em seguida. Jisung riu sem graça, revirando os olhos como se dissesse “você não tem jeito mesmo”. Minho desviou o olhar na mesma hora, admirando o tapete desgastado da sala como se fosse a coisa mais interessante do mundo.
Jisung e Minho atravessaram a entrada da sala e viraram à direita entrando na cozinha, que tinha somente uma parede a separando da sala. Jisung, por já conhecer aquele cômodo do seu apartamento, chegou logo acendendo a luz e indo até a geladeira pegar os ingredientes necessários para o preparo dos lanches.
“Você vai querer lanche também?” Jisung quebrou o silêncio entre os dois enquanto se ocupava em pegar os frios e a manteiga.
“Na verdade, eu vou querer pizza, é mais prático.” olhava o ambiente que estava com curiosidade, percorrendo todo o local até que seus olhos pousassem na figura do garoto mais baixo. “E você?”
“Acho que vou de pizza também. Não tô com muita fome mesmo, então eu aguento esperar.” deu de ombros. “Sendo assim, são só quatro hambúrgueres, certo?”
“É, isso mesmo.”
“Ótimo, menos trabalho.” deixou os itens que trouxe da geladeira em cima da bancada, se voltando para os armários para buscar o restante. “Quer ficar responsável pelas carnes? Você é melhor nisso do que eu.”
“Claro, se ficar por sua conta você vai queimar a carne e a cozinha.” riram juntos, e só para não perder totalmente a sua moral Jisung deu um soquinho fraco no ombro de Minho para proteger sua dignidade.
“As carnes ficam no freezer, só ir pegar.”
Cada um se ocupou com a sua devida função, sendo Jisung o responsável pela montagem dos lanches e Minho pelo preparo das carnes. Vez ou outra trocavam algumas palavras, na maioria das vezes sendo quando Jisung ia até a geladeira pegar algo que estava faltando. De modo geral, os dois permaneceram em total silêncio, só sendo possível escutar o som da carne fritando. O silêncio era estranho, entretanto, era melhor assim.
“Seu namorado parecia estressado.” Minho falou de repente, sua mão ocupada modelando as carnes em um formato circular.
Jisung suspirou. “Ele é assim mesmo, sempre perdendo a paciência com tudo. É um saco.”
“Deve ser bem chato pra você.”
“Sim, é sim.” terminou de passar manteiga em um dos pães e o colocou no prato ao lado. “Mas eu já me acostumei com esses ataques dele.”
Jisung estava concentrado cortando um dos pães quando sentiu uma mão tocando sua cintura, por reflexo dando um pulinho de susto.
“Que susto, Minho!” colocou uma mão no peito e respirou fundo enquanto ria. Como ele se moveu tão rápido? “Quase me matou do coração…”
Minho riu pela reação exagerada do garoto mas não se afastou, em vez disso, aumentou a pressão que seus dedos exerciam na cinturinha alheia, sentindo Jisung encolher os ombros.
“Minho…” tentou se afastar dele, largando a faca na bancada e finalmente se virando para o mais velho, podendo assim manter uma distância segura entre eles. “O que você tá fazendo?”
“Eu?” um sorriso debochado se formou em seus lábios, dando um passo para frente que resultou em Jisung indo para trás, se encostando na bancada. “Eu não tô fazendo nada..”
Suas mãos pousaram no peitoral forte para o afastar, no entanto, Jisung travou, passando alguns segundos com as mãos paradas no lugar sentindo a maciez de seus músculos através do tecido da blusa até que voltasse a raciocinar e o empurrasse sem força.
“Ficou maluco?” olhou na direção da entrada da cozinha para confirmar que estavam sozinhos e chegou mais perto dele, dessa vez sussurrando. “O Changbin tá aqui do lado. A gente combinou de não fazer mais isso, esqueceu?”
“Ah, Jisungie.. agora vai bancar o santinho?” sussurrou provocante rente ao seu ouvido, mantendo um sorrisinho ladino nos lábios como se soubesse o efeito que causava nele. “Você não parecia preocupado com isso na última vez.”
“E correr o risco de ser flagrado de novo? Não, obrigado.” virou-se de frente para a bancada novamente, retomando a sua função de cortar os pães. Minho o encarou boquiaberto, sem acreditar que estava sendo dispensado tão facilmente. “Vai cuidar das carnes.”
“Você ainda tá bravo comigo por causa disso? Já tem um mês que isso aconteceu!” a indignação era nítida em sua voz, que se elevou um tom à mais enquanto tentava se defender, logo recuperando o controle da voz para que continuasse falando baixo. “Pela milésima vez, nós não fomos flagrados, só quase, e não tinha como eu adivinhar que o Seungmin ia querer usar o banheiro justo naquela hora.”
“As carnes, Minho”
Um grunhido baixo de insatisfação saiu de seus lábios, e para evitar mais problemas com o mais novo Minho obedeceu a sua ordem, usando a espátula para virar uma das carnes de hambúrguer que estava parcialmente queimada pela sua falta de atenção.
Jisung não estava totalmente errado, em tese haviam sido realmente flagrados durante sua última aventura em uma viagem entre amigos. Certo, transar de madrugada no banheiro de uma casa com mais seis pessoas dormindo, sendo uma delas o seu namorado, não era de fato uma boa ideia, mas quem poderia pôr a culpa neles quando Jisung passou a viagem inteira provocando o loiro usando aqueles shorts curtos? Minho foi obrigado a arrastar o mais baixo para aquele banheiro estreito e o foder em cima da pia antes que enlouquecesse. Para o azar dos dois, Seungmin decidiu que aquela era uma ótima hora para usar o banheiro, mas para sua sorte, o garoto estava sonolento demais para perceber que os ruídos estranhos que vinham lá de dentro eram os gemidos de Jisung abafados pela palma de Minho.
Novamente em silêncio, os dois conseguiam ouvir alguns barulhos vindo da sala, deduzindo que fosse Changbin organizando o cômodo para receber os amigos. Jisung, que agora cortava algumas rodelas de tomate, olhou por cima dos ombros para Minho, lhe vendo concentrado temperando uma das carnes, as veias dos seus braços saltando devido a força que fazia. Era normal alguém ficar tão atraente assim cozinhando?
Quem queria enganar? Jisung estava louco para dar para aquele homem.
A imaginação de Jisung era seu maior inimigo. Ele precisou balançar a cabeça para afastar os pensamentos de ser fodido contra a bancada antes que perdesse o controle. Sem perceber, suspirou alto, sem intenção de chamar atenção, mas os ouvidos sempre atentos de Minho foram rápidos em captar aquele som, olhando para Jisung com um sorriso cínico. Lavou as mãos com resquícios de tempero e foi em passos quase de ninja até o Han, suavemente esfregando o nariz no pescocinho tão chamativo.
“Minho.” sua voz saiu quase como um gemido, encolhendo os ombros pelo arrepio que percorreu seu corpo com aquele toque em seu pescoço sensível.
“Hm?” substituiu o nariz pela sua boca, roçando os lábios na pele até então imaculada só para causar mais arrepios nele.
“Não…” fechou os olhos quando aquele simples roçar se transformou em beijos, involuntariamente inclinando a cabeça para o lado. “O Changbin tá aqui…”
Ignorando sua fala, o loiro segurou a cintura fina com as duas mãos, puxando-a em sua direção para que a bunda de Jisung encostasse em seu quadril. Minho só poderia estar louco, era a única explicação plausível. Apenas uma parede os separava de Changbin, que poderia escutar tudo da sala se falassem um pouquinho mais alto.
Mas isso não parecia incomodá-lo nem um pouco. Na verdade, o perigo que corriam só aumentava a vontade de continuar.
Com os corpos agora colados, Minho acariciava a cinturinha bonita enquanto alternava entre beijos e mordidas fracas no pescoço do mais baixo, ouvindo a respiração dele aos poucos começar a pesar. Foi no momento que Minho adentrou sua mão no moletom de Jisung que um barulho alto veio da sala, fazendo os dois se afastarem bruscamente.
Por sorte, era só Changbin colocando música na tv.
Jisung agora estava de frente para Minho o fuzilando com o olhar, mais um pouco e abriria um buraco em sua cabeça de tão irritado que o encarava.
“Você ficou maluco, não é possível.” balançou a cabeça em reprovação, levantando o indicador em um gesto de silêncio quando Minho ameaçou falar. “Esquece, não dá pra fazer nada aqui.”
“Qual é, Jisung… isso é difícil pra caralho.” o tom de Minho mudou de provocante para lamentador, até mesmo seu olhar estava mais manso. “Tem noção do quão difícil é ficar perto de você e não poder te agarrar?”
A expressão irritada no rosto de Jisung suavizou, os ombros caindo e um longo suspiro escapando de seus lábios.
“Eu sei que é difícil…” desviou o olhar. “Também tenho essa vontade e.. porra, eu sinto a sua falta.”
Sorrindo, Minho voltou a se aproximar até que houvesse apenas alguns centímetros de distância entre seus rostos, o suficiente para que suas respirações se mesclassem. O olhar de Minho caiu para os lábios de Jisung, que no automático copiou o gesto, encarando os lábios bonitos do rapaz mais velho.
“Min…” sussurrou nervoso ao ver ele se aproximando mais, ficando perto até demais.
“Só um beijo…” sussurrou de volta, a voz doce fazendo as perninhas de Jisung tremerem. Ele se sentia tão minúsculo com Minho tão perto daquele jeito, lançando aquele olhar predatório como se estivesse a um passo de lhe devorar.
Honestamente, Jisung era fraco demais para isso. Sem pensar direito, Jisung rodeou os braços ao redor do pescoço de Minho, encurtando a distância entre seus lábios com um beijo.
As mãos de Minho foram no automático de encontro à cintura delicada, apertando-a com força ao passo em que assumiu o controle do beijo. O ritmo era afoito e desajeitado, suas línguas se encontravam com tanto desespero que produziam estalos molhados, alguns suspiros baixos escapando de ambos os lábios. Sua destra desceu até uma das bandas cheinhas de sua bunda, a agarrando com posse, o que ocasionou em um arfar abafado por parte do menor.
“Chega…” falou com uma certa dificuldade por Minho continuar o beijando, chupando a língua de Jisung de um jeito que o deixava tremendo. “Eu disse..” fechou os olhos por um momento, as mãos repousando no peitoral alheio em ameaça de lhe empurrar. “… só um beijo.”
“Por que você só não fica calado e aproveita, amor?” passou o polegar no canto da boca de Jisung, limpando os resquícios de saliva ao finalizar o beijo.
Jisung tentou responder, mas antes que pudesse sentiu a língua quentinha passando por seus lábios, chupando devagar o inferior. Precisou engolir em seco para conter um gemido; ele era mesmo tão fácil assim?
Com as mãos firmes na cintura de Jisung, Minho o virou de frente para a bancada e o pressionou contra ela, se posicionando atrás do baixinho; seu coração errou uma batida quando sentiu um certo volume roçar contra suas nádegas, não resistindo ao impulso de dar uma reboladinha ali. Minho arfou, sua voz rouca enviando arrepios por todo o corpo de Jisung.
“Achei que era pra parar.” debochou, mordendo os lábios assim que Jisung apoiou as mãos no mármore e se encaixou melhor em sua ereção, se esfregando em um ritmo dolorosamente lento. “Filho da puta..”
Por Deus, aquilo era tão errado. Estava quase transando com o seu amigo na cozinha do apartamento que dividia com seu namorado, que estava no cômodo ao lado e poderia ver – e ouvir – tudo. Além disso, tinha quase certeza que estava sentindo um leve cheiro de queimado vindo do fogão, mas optou por ignorá-lo.
Jisung tinha plena consciência que aquilo era errado e perigoso, e a decisão certa a se fazer seria empurrar Minho para longe e voltar para os braços do seu namorado.
E ele faria a última parte — mas depois de foder com Minho.
“Minho, vai logo com isso.” finalmente desistiu de lutar, não conseguiria tomar nenhuma decisão sensata com o pau duro assim. Ele lidaria com as consequências depois, agora ele só precisava ser fodido. “Mas cuidado…”
Minho sorriu vitorioso, sabia que toda aquela resistência de Jisung não duraria por muito tempo, ele era sensível e carente demais para resistir aos charmes do garoto loiro. Consequências de ter um namorado que não lhe dá atenção, o trabalho sempre fica para Minho.
A bermuda do garoto foi abaixada com pressa junto com a sua boxer, um suspiro pesado deixando os lábios carnudos com a visão de suas nádegas redondas. Changbin era provavelmente o cara mais idiota que Minho conhecia por não valorizar a perdição que era Han Jisung.
“Lembre-se de ficar quietinho, amor.” sussurrou contra o seu ouvido, uma das mãos indo sorrateiramente até o pau já duro para o massagear, rindo anasalado com o som abafado que Jisung prendeu em sua garganta. “Continua assim e volta pro seu trabalho, tem outras pessoas querendo comer.”
Como se o perigo que corressem já não fosse grande o bastante, ainda tinha seus amigos que poderiam chegar a qualquer momento no apartamento do casal e se deparar com aquela cena. Jisung não sabia se estava com mais tesão ou com mais medo — que Deus o castigue depois por ser tão exibicionista.
Minho se ajoelhou atrás do menor e levou as mãos até sua bunda, fincando os dedos na carne farta; beijos foram distribuídos pelas bandas até que ele as afastou, passando a pontinha da língua na entrada apertada. O loiro riu soprado ao sentir os tremores de Jisung se intensificando só com aquele simples contato, aumentando a pressão do aperto de seus dedos quando passou a de fato lamber e chupar sua entradinha, fazendo menção de penetrá-la.
Jisung apertou com força a beirada da bancada, seus lábios entreabertos em um gemido mudo. Mesmo com as mãos tremendo, voltou a segurar a faca com uma enquanto a outra posicionava um tomate na tábua de madeira, cortando com dificuldade as rodelas.
Usava todos os seus esforços para não gemer audível, deixando apenas alguns suspiros e gemidinhos baixos escaparem. A música que continuava vindo da sala ajudava a encobrir os barulhinhos que saíam da boca de Jisung, de dentro da cozinha só sendo possível escutar o som molhado da sucção; os lábios de Minho trabalhavam em chupar com vigor o buraquinho pulsante, lambendo e enfiando a língua até onde conseguia.
Ao mesmo tempo em que lhe chupava também iniciou uma punheta lenta no pau vazando pré-gozo, desferindo alguns tapas na pele de sua bunda sempre que Jisung gemia mais alto do que deveria, mas por sorte não sendo alto o suficiente para chamar atenção. Jisung estava dando o seu melhor para não jogar tudo para o ar e gemer como quisesse enquanto rebolava no rosto de Minho, era uma tortura não poder fazer barulho, seus dedos tremiam tanto que cortar os tomates estava sendo uma tarefa impossível, alguns cortes saindo mais finos e outros mais grossos devido a instabilidade em suas mãos que ainda precisava continuar montando os lanches.
O de fios loiros se afastou da entradinha molhada com um beijo ao julgar estar devidamente lubrificada, não querendo perder tempo. As chances de Changbin passar por aquela porta e os flagrar ainda eram grandes, e nenhum dos dois estava afim de parar. Minho se levantou puxando o zíper da calça jeans para baixo, colocando seu pau para fora; se masturbou apressadamente para que pudesse espalhar o pré-gozo por toda a extensão dura, a mão livre afastando novamente uma das bandas para o lado. Segurou o pau pela base e pincelou a glande melada na entrada necessitada, fazendo menção de penetrar.
Jisung abriu a boca para reclamar da demora, mas o único som que saiu de seus lábios foi um gemido surpreso ao que teve o comprimento inteiro dentro de si em uma única estocada; a mão voou até sua própria boca abafando a série de gemidos que saíam conforme sentia os movimentos leves do quadril de Minho, ondulando para frente em um ritmo inicialmente lento que chegava a ser torturante.
“Quieto, amor.”
Uma mão de Minho firmou na cintura de Jisung enquanto a outra deslizava pela coluna coberta pelo moletom fofinho até chegar em seu cabelo, agarrando um punhado dos fios sedosos assim que investiu com força contra ele, gemendo rouco no pé do seu ouvido. Sabendo que não poderiam perder muito tempo, Minho manteve uma sequência de estocadas ritmadas no interior quentinho, indo lento mas forte.
A palma da mão de Jisung vibrava com a intensidade dos gemidos que eram abafados, os olhos se revirando toda vez que Minho aumentava a velocidade de suas investidas. Minho sabia exatamente como Jisung gostava, e usava isso ao seu favor puxando sem dó seu cabelo por saber que era um de seus pontos fracos. Se gemer baixo já estava sendo uma tarefa difícil, fazer isso com seu cabelo sendo maltratado enquanto era fodido conseguia ser bem pior.
Os gemidos roucos de Minho resultavam em arrepios por todo o corpo de Jisung, que apertava com força a beirada da bancada até seus dedos ficarem esbranquiçados; o pau de Minho deslizava sem resistência dentro de Jisung, e percebendo isso colou seus lábios no ouvido do rapaz mais baixo, sorrindo sacana.
“Parece que ele andou fazendo o meu trabalho…” debochou, levando agora as duas mãos para a cintura do menor para poder meter mais forte, as peles estalando alto. As costas de Jisung arquearam e seus dedos fincaram em suas próprias bochechas em uma tentativa desesperada de continuar silenciando seus gemidos. “Então você não precisa tanto assim de mim, amor.”
Jisung balançou a cabeça em negação em um desespero cômico na visão de Minho, que propositalmente foi diminuindo a velocidade em que seu pau se movimentava.
Minho não pretendia parar, mas-
A música que vinha da televisão parou.
“Ei, gente,” a voz de Changbin se aproximou, um aviso que entraria na cozinha.
Minho e Jisung se afastaram tão rápido que a própria velocidade da luz ficaria com inveja por tamanha rapidez; Jisung puxou seu moletom para baixo cobrindo sua ereção totalmente rígida e molhada, enquanto Minho foi para frente do fogão puxando sua calça para cima com tanta força que chegou a esmagar seu pau. Foi o tempo certo de Changbin atravessar a cozinha, ficando meio confuso por ver Minho segurando a espátula ao contrário.
“Meu deus, gente, aqui tá muito quente!” se abanou com a própria blusa enquanto tossia. “Minho, eu achei que você ia cozinhar pra gente, não tacar fogo na minha cozinha.”
“Engraçadinho.” sua ereção latejava tanto que mal conseguia elaborar uma resposta melhor, só querendo que ele fosse embora o mais rápido possível. Virou a espátula do lado certo e retirou a carne queimada para botar em um prato, colocando uma outra ainda crua para fritar. “Tem comida no fogão, é claro que o cheiro do fogo vai ficar forte.”
“Se você diz.” deu de ombros, chegando perto de Jisung para roubar uma rodela de tomate. Por sorte a bancada e o moletom grande ajudavam a esconder a bermuda que permaneceu abaixada em seu corpo. “Enfim, só ia avisar que tô indo lá na portaria receber a pizza. Não vou demorar muito, em cinco minutos ela chega.”
“Tudo bem, amor.” Jisung respondeu, tentando neutralizar sua voz para que não soasse tão trêmula. “Avisa os meninos também.”
“Pode deixar.” beijou uma das bochechas coradas do namorado, estranhando a vermelhidão naquela área. Changbin apenas deduziu que era culpa do calor, então não deu muita importância. “Volto já.”
Após dizer isso, Changbin fez o percurso contrário ao anterior, voltando para a sala e deixando os dois sozinhos. Assim que escutaram a porta da frente se fechando seus olhos se encontraram. Cinco minutos.
Minho avançou para cima de Jisung como se fosse um predador, segurando em seu pescoço em meio ao beijo quente. As mãos do mais novo puxavam o cabelo de fios loiros e depois desciam arranhando seus ombros e suas costas por cima da camiseta, andando com ele para trás em passos desajeitados até que estivesse novamente encostado na bancada.
Sem perder tempo, Minho finalmente fez o que tanto queria; virou Jisung de frente para a bancada e o curvou por cima do mármore, deixando sua bunda totalmente empinada em sua direção. O peito de Jisung acabou amassando os tomates no processo, mas no momento aquilo não era importante. Minho dobrou a barra do moletom dele para impedir que o tecido atrapalhasse e em seguida se desfez de sua calça, segurando seu pau duro pela base e o enterrando de uma só vez em Jisung, ambos gemendo alto e em sincronia.
Não foi preciso esperar nem um segundo para que Minho começasse a meter sem piedade no interior apertado, desferindo tapas nas bandas gordinhas cada vez que ia mais fundo e recebia em resposta os gemidos que tanto amava. O quadril de Minho investia com tanta força que as pernas de Jisung começaram a tremer, precisando se agarrar com as duas mãos na bancada para não perder o equilíbrio.
“Minho…” gemeu o nome do garoto com aquela voz manhosa que mexia com a sanidade do citado. Revirou os olhos quando as estocadas se tornaram ainda mais brutas, delirando com a forma em que sua entrada era maltratada.
“Gostoso do caralho.” grunhiu, levando a mão ao cabelo dele novamente para voltar a puxá-lo. “Ele já te comeu aqui, amor?”
Envergonhado pela questão levantada, Jisung se limitou a responder com um aceno de cabeça, porém a resposta não agradou o mais velho, que em vingança estapeou sua bochecha e se enterrou mais forte. Jisung sentia que ia desmaiar de tanto tesão.
“Já…” gemeu esganiçado quando a glande alheia pressionou sua próstata, os joelhos quase cedendo pela fraqueza. “M-Min, continua…”
“Só se você me responder uma coisa…” sorrindo cafajeste, Minho continuou se enterrando em um ritmo lento até parar de mover os quadris, rebolando devagar para que sua glande continuasse pressionando o ponto sensível dele. “Foi bom?”
“Não…” sua voz falhava pelo estímulo naquele lugarzinho que lhe deixava tão fraco, seu peito subindo e descendo freneticamente. A maneira que sua próstata era pressionada era prazerosa e ao mesmo tempo dolorosa porque Jisung precisava que Minho lhe fodesse de verdade. “Minho, por favor, vai logo com isso.” implorou com a respiração pesada, começando a rebolar contra o seu pau em puro desespero. “A gente tem pouco tempo…”
Minho já tinha o que precisava para que seu ego inflasse, portanto, deixou de enrolação e agarrou o quadril empinado com as duas mãos, voltando a violentar seu corpo daquele jeito bruto que Jisung amava, tendo como alvo principal a próstata dele, acertando-a sem parar. Jisung gemia alto sem se importar com mais nada, a única coisa que pensava agora era em como Minho o fodia bem e no desespero de perseguir seu orgasmo, lutando contra o relógio para que tivesse tempo de gozar.
Qualquer um que passasse em frente à porta de seu apartamento conseguiria ouvir os sons altos e desesperados que eram proferidos por Jisung, quase gritando de tanto prazer. Minho não estava muito atrás, seus gemidos roucos já estavam quase tão audíveis quanto os do menor, o suor escorrendo pela sua testa e descendo até o pescoço graças ao esforço repetitivo de empurrar o quadril para frente, surrando a entrada maltratada tão gostosa de foder. O barulho de suas peles se chocando também ecoava pela cozinha junto dos gemidos de ambos, infestando aquele local com luxúria.
Jisung olhou para baixo e viu seu pau balançando e vazando pré-gozo pela cabecinha avermelhada, não pensando duas vezes antes de levar a mão até ele e começar a se masturbar, sabia que não duraria por muito tempo. Minho também estava perto, podia sentir as veias de seu cacete latejando com mais força, o incentivando a continuar naquele ritmo, maltratando o corpinho menor até onde podia. Infelizmente não poderia marcar seu pescoço, mas em compensação seus dedos estavam muito bem desenhados na carne farta de sua bunda.
“Caralho…” xingou assim que um formigamento forte subiu pela sua virilha, já podendo sentir a sensação do ápice se aproximando. “Minho, eu-” gritou quando a mão canhota de Minho foi de encontro ao seu pescoço, o apertando com força. Jisung revirou os olhos e tombou a cabeça para trás, o braço doendo pela velocidade em que se punhetava. “Por favor, me faz gozar…”
Minho por um momento jurou ver estrelas ao ouvir aquela súplica tão manhosa, aumentando a força que seus dedos pressionavam o pescocinho alheio enquanto continuava metendo forte, gemendo entre dentes. Não ligava para a dor em sua pélvis de tanto atritar sua pele na de Jisung, a única coisa que passava pela sua cabeça era fazer aquele homem gozar com o seu pau lhe fodendo; dito e feito, o orgasmo de Jisung o atingiu como um trem desgovernado, se contorcendo e esporrando contra a bancada enquanto gemia alto o suficiente para receber uma advertência pelos outros moradores.
Presenciar Jisung se desfazendo em prazer em seus braços enquanto suas paredes internas lhe esmagam foi o combo perfeito para que Minho também gozasse, tendo seu orgasmo com os olhos fechados e os lábios entreabertos em um gemido mudo, deixando que sua porra prenchesse todo o interior surrado.
O silêncio foi se instaurando na cozinha gradativamente, restando apenas as respirações ofegantes de ambos os garotos. Minho estava de olhos fechados, debruçado no corpo ainda curvado de Jisung, apoiando a testa em seu ombro enquanto tentava normalizar sua respiração; o corpo de Jisung estava menos trêmulo, mas ainda tremia um pouco pelo impacto do orgasmo, não conseguindo nem abrir seus olhos.
Os dois despertaram de seu transe ao escutarem um grito estridente vindo da sala, só assim se dando conta da fumaça e do cheiro forte que se alastrava por todo o espaço do apartamento.
“Que porra vocês fizeram com a minha cozinha?”
