Work Text:
“Você quer o que!?” O choque era evidente e genuíno, mesmo a carranca habitual do homem não conseguia disfarçar a surpresa.
“Uma noite com você.” O Opspor repetiu naquele tom arrastado, irritante aos ouvidos do outro. “Acho que… nós possuímos uma boa compatibilidade... e podemos nos ajudar.”
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Os acontecimentos que levaram a curiosa frase começaram com o Delegado Aguiar indo ao encontro do ocultista. Com a noite do tributo cada dia mais próxima, a princípio Giovanni supôs que teriam uma conversa a respeito do Hexatombe, suposição que foi refutada pelo pedido muito mais particular que o policial tinha, Jonas possuía um interesse especial no ‘ritual de clones’, a justificativa era simples: entregar a prova final de sua inocência, colocando suas diferentes personas cara a cara na frente do resto da corporação e se livrando por completo das suposições de ser o assassino em série que vinha assombrando a pequena cidade.
O que ele não previa eram os questionamentos irritantes do transtornado, que parecia não estar convencido do porque aquilo era necessário, quando em breve eles teriam um novo começo e poderiam deixar qualquer vida que conheceram antes para trás. As respostas do combatente foram curtas e pouco convincentes, querendo encerrar o assunto o quanto antes. Apesar disso, o ocultista concordou em realizar o ritual, desde que a troca fosse equivalente.
E foi esta condição que transformou tudo.
“Não tenho certeza se temos o mesmo conceito de noite.” O homem disse de maneira acusatória, cruzando os braços. O gesto trouxe um sorriso ladino pro rosto do homem barbado.
“Ah claro, acredito que.. Para o Mutilador Noturno, a noite tenha outro propósito.” Rindo, ele se apoia na própria mesa. “Eu me refiro… a uma sessão de BDSM, se esse é o jeito mais cru e direto de se dizer isso.”
Era óbvio que Aguiar já tinha entendido isso antes, pelo menos de maneira parcial, mas tinha se recusado a acreditar que aquilo não era alguma loucura de sua cabeça promíscua.
“Você não é casado?” A pergunta veio após segundos de silêncio, os olhos verdes focados no anelar da mão esquerda do outro.
“Te incomoda?” O ocultista rebateu despreocupado ao que o outro revirou os olhos.
“A única pessoa que deveria se incomodar com isso é sua mulher, imagino eu.” Aquilo arrancou um riso curto de Giovanni. Moral não era exatamente o forte de nenhum deles.
“Não se preocupe… Ela não faria diferente no meu lugar.” O ocultista deu um passo à frente, Aguiar não se afastou mas era possível ver uma tensão surgindo em seus músculos. “Me diga… até que ponto você está… familiarizado nesse universo, Delegado?”
“Eu nunca nem concordei com essa sua ideia repugnante, seu verme.” Ele disse mais agressivo e aquilo só aumentou o sorriso de Giovanni, o que por sua vez, só aumentou a raiva de Jonas, queria agarrar as grades daquela gaiola ridícula que o Opspor usava na cabeça e bater contra a parede até ver o metal se romper.
“Eu não te julgo pelo seu fetiche peculiar, e.. posso te ajudar a realizar ele.” Aguiar se calou, se negando a acreditar no que ouvia. “Só quero que seja uma troca justa… e que me ajude a realizar o meu… até porque acredito que você poderá se divertir também.”
“Como assim meu fetiche peculiar?” Ele questionou após alguns segundos, claramente meio tenso.
“O desejo de explorar o próprio corpo em outra perspectiva… é pra isso que você deseja um clone, estou certo?” Giovanni sorriu quando não obteve uma resposta do outro. “Novamente, eu não te julgo.”
Maldição! Ele tinha acertado tão em cheio que Aguiar não teve tempo nem coragem de negar, ele era tão previsível assim? Talvez ele realmente estivesse a alguns meses fantasiando com sua outra face, se admirando no espelho por debaixo da máscara, apreciando como ela deixava seu corpo maior. Que droga ele queria pegar a si mesmo! Que direito tinha de taxar Giovanni de pervertido?
Um silêncio caiu sobre a sala, apesar da postura descontraída, no fundo Giovanni estava ansioso para ter sua proposta aceita. Considerava Aguiar um ótimo candidato ao que pretendia, e não sabia quando ou se teria outra chance assim com a noite da lua de sangue cada vez mais perto.
“De que tipo de fetiche estamos falando?” O policial perguntou cauteloso, Giovanni disse que acreditava que eles eram compatíveis, bastava saber se ele tinha uma visão correta sobre seus gostos. Mas honestamente, depois daquele palpite tão certeiro sobre seu estranho fetiche de querer transar com o Mutilador Noturno, Aguiar estava dando crédito às habilidades de análise do homem.
“Em um panorama geral, eu tenho interesse em degradação e fetiches que resultem na minha humilhação.” Ele disse e viu que mesmo tentando disfarçar Aguiar pareceu interessado. “É um leque bem amplo, podemos entrar em tópicos mais específicos de preferências e restrições uma vez que você aceite o acordo.”
“Por que está tão confiante que eu vou aceitar?”
“Não vejo motivos para negar.”
“Te acho repugnante.” Ele quase rosnou entre os dentes.
“E eu adoraria que você demonstrasse isso, deposite toda sua raiva e desgosto sobre mim.” As palavras do ocultista fizeram com que um impulso percorre-se todo o corpo do assassino. A esse ponto Aguiar só estava sendo implicante, não tinha porque negar, ele receberia o que pediu e em troca só teria que pisar naquele desgraçado, era um ganho duplo. “E então o que me diz?”
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Ele concordou.
Discutiram naquela mesma tarde detalhes da relação, Giovanni apresentou seus gostos e Jonas estabeleceu seus limites, odiou admitir que o oculista estava certo pelo que havia dito antes, eles realmente tinham uma boa compatibilidade nesse aspecto, ao ponto que Aguiar se viu de acordo com praticamente todas as ideias depravadas do outro, mesmo sem enxergar o apelo em algumas das fantasias do consultor.
O encontro foi marcado para a noite seguinte – tirando proveito que Aguiar ainda estaria em São Paulo – na casa dos Opspor. O Delegado se trajou para a ocasião, roupa social: camisa, calça e sapatos. Definitivamente não era a forma como ele costumava se vestir, mas foi um pedido do outro e particularmente não via problema em acatar o código de etiqueta que Giovanni queria.
O acabamento em mármore deixava evidente que o imóvel pertencia a uma família de alta classe, demorou algum tempo até finalmente tocar o interfone da grande casa. Foi recebido segundos depois por um Giovanni um pouco diferente do habitual, sem aquela gaiola na cabeça. Dessa maneira ele conseguia enxergar melhor o rosto dele, o cavanhaque pontudo, o cabelo castanho penteado cuidadosamente para trás, uma feição cansada mas que possuía beleza.
“Você é ainda mais feio sem aquela coisa na cabeça.” Mas claro, eles tinham um combinado, e tudo que Aguiar ofereceria nessa noite seria desprezo, o empresário apenas sorriu ladino.
“Boa noite pra você também.” Ele deu espaço para que o outro adentrasse a residência, nada em particular chamava atenção, o lugar se parecia mais com a recepção de um consultório médico do que com um lar, muito diferente do acampamento em que cresceu. Observou uma moldura preenchida de fotos, algumas da família, outras apenas do casal, mas a maioria do mesmo jovem que Aguiar se lembrava de ter visto no porta retrato que ficava sobre a mesa do ocultista em seu escritório.
“Sua mulher saiu?” Perguntou sem tanto interesse, enquanto seus olhos passeavam pelos registros fotográficos.
“Por que a pergunta? Gostaria que ela estivesse aqui?” Giovanni rebateu animado demais, ao que Aguiar quase riu.
“Pare de responder minhas perguntas com outras.”
“Ela saiu com o personal trainer dela.” Aquela frase parecia uma piada de tão caricata, não conseguiu deixar de se perguntar se aquilo era sequer verdade.
Aguiar concordou de maneira quase imperceptível, ele não poderia se importar menos com a senhorita Vitória, mas Giovanni insistiu que ele mencionasse ela vez ou outra. Aparentemente ele sentia um grande prazer em pensar em sua esposa com outros caras, o delegado não estava certo se entendia muito bem o conceito.
“Uma pena.. tenho certeza que vocês dois podiam se divertir juntos.” O ocultista continuou, ele tinha as pernas levemente separadas, de maneira proposital.
“É… mas eu me contento com o que sobrou.” Giovanni urrou de dor quando um chute o atingiu diretamente entre suas pernas, o ocultista caiu ajoelhado e logo sentiu uma sola contra sua cabeça forçando seu rosto contra o piso de cerâmica fria. “Tsc… Eu deveria esmagar seu crânio por ser tão patético assim.”
Ele interrompeu a pressão contra a cabeça do outro apenas para chutar Giovanni no que ele ficasse de barriga pra cima, não precisou aplicar muita força, o próprio homem praticamente se jogou para aquela posição.
“Não me surpreende sua mulher te trair tanto…” Aguiar se abaixou até que estivesse sentado no peito do outro, seus joelhos rentes a cabeça do empresário, era perceptível a dificuldade do ocultista em respirar dada a pressão em sua caixa torácica.
“Você me trairia… se fosse casado comigo?” Mesmo meio ofegante, a pergunta ainda saiu em um tom que evidenciava a diversão que o outro estava tendo com tudo aquilo.
“Eu nunca seria casado com você.” Aguiar mantinha o tom de desinteresse na voz, enquanto com as mãos ‘brincava’ com o rosto do outro, apertando as feições do homem. Um tapa ardido foi depositado na bochecha do empresário. “Dinheiro é o único motivo que faria alguém se submeter a isso e felizmente eu não preciso.”
Giovanni observou enquanto o outro desabotoava os primeiros botões de sua camisa, permitindo uma visão parcial do peitoral tonificado e adornado por alguns pêlos encaracolados. Jonas suspirou baixo, já estava se sentindo sufocado, tinha um gosto por roupas apertadas, mas detestava tecidos pouco flexíveis como aquele.
O delegado se inclinou, projetando sua língua para fora, com os dedos instruiu o homem transtornado a manter a boca aberta e permitir a entrada da saliva que escorria de sua boca. Giovanni se manteve em silêncio, mas seus olhos desceram para a camisa aberta, lamentou não conseguir fazer um comentário inapropriado dado a visão privilegiada que ele tinha agora. Aguiar percebeu onde o olhar do outro estava e sorriu, amava ter olhares de desejo sobre si.
“Você parece estar gostando da vista…” Era uma afirmação, que veio acompanhada de mais alguns botões sendo abertos e um sorriso ladino. “Por que não retribui o favor?”
Ele se levantou permitindo que Giovanni recuperasse todo o fôlego, agora sem o peso extra sobre seu torso o consultor se sentou e retirou primeiro o blazer que vestia, para depois retirar a blusa, cada movimento sendo acompanhado pelos olhos esverdeados do outro.
O ocultista tinha um torso de boa definição e pouco volume, surpreendentemente menos cicatrizes do que Aguiar esperava vindo de um transtornado, talvez pelo uso de clones em vez de ir ele próprio pra batalha. Covarde de merda.
Com um passo o policial se aproximou, pisando superficialmente sobre a virilha coberta do outro, enquanto que o empresário aproveitou a posição para apoiar a cabeça na coxa dele enquanto soltava grunhidos baixos.
“É bom?” A pergunta veio seguida de um pisão particularmente mais forte, em um tom de crueldade que denunciava o quanto ele também estava se divertindo.
“Muito.” Respondeu mordendo os lábios com tanta força que podia sentir o gosto metálico do próprio sangue.
“Você parece pequeno.” O de cabelos pretos comentou rindo baixo enquanto continuava a movimentar o pé, o sapato social pressionando contra a calça do outro. “Em todos os sentidos.” Aquilo arrancou um riso sofrido de Giovanni.
“É… quer ver? Talvez aí você entenda porquê minha esposa me trai tanto.” A forma como o Opspor encontrava prazer em se degradar encantava Aguiar.
“Tira essa roupa então.” Repentinamente ele afastou o pé e Giovanni não precisou de um segundo pedido, ele se levantou de maneira cautelosa e após retirar os sapatos e meias, desceu em conjunto a calça e a roupa íntima, expondo toda sua nudez aos olhos alheios.
Um silêncio caiu momentaneamente entre os homens, as íris verdes completamente focadas na genitália do outro.
Uma risada rompeu a quietude da casa dos Opspor.
Era minúsculo.
“Isso é sério?!” O delegado perguntou em um riso desacreditado, o membro semi flácido do outro endureceu após a provocação. “Olha só… você realmente gosta dessa merda.”
Giovanni mordia de leve o lado inferior, estava tão distraído olhando para si próprio que quase se assustou quando Aguiar o empurrou na direção do sofá. Ele caiu sentado e sentiu seus joelhos sendo rudemente afastados, para que o combatente – agora ajoelhado sob o tapete – pudesse se ajeitar ali.
A respiração quente de Jonas causava arrepios ao ocultista, que assistia a forma que o outro observava seu membro com tanto interesse, por um instante ele pareceu estar calculando algo. O empresário só entendeu o que era quando sem aviso prévio teve seu pênis e bolas abocanhados ao mesmo tempo.
Um engasgo rompeu sua garganta, aquilo era diferente de um boquete tradicional, era tudo uma mistura na boca de Aguiar, a saliva quente, a pressão em toda sua genital… Por reflexo levou uma das mãos aos fios negros do outro mas foi reprendido por um tapa.
“Nem pense nisso, não quero suas mãos sujas no meu cabelo.” Apenas um filete de saliva conectava os lábios dele ao membro do ocultista.
Com intenção de puni-lo, Jonas espremeu os testículos alheios com força. Mas foi completamente surpreendido quando esperma espirrou em seu rosto.
“...Seu pedaço de merda.” Aguiar sibilou entre os dentes. Levantando-se subitamente ele desferiu um soco na mandíbula de Giovanni. “Não consegue sustentar uma ereção por um minuto sequer?! Por isso sua esposa tá lá sentando em outro cara.”
Aquela simples frase fez o empresário gemer.
“Era isso que você queria ouvir?” O escárnio era visível em sua voz enquanto puxava Giovanni pelos cabelos. “Que sua mulher deve tá se esbaldando no pau grande de outro homem?” Outro soco, dessa vez no estômago, fazendo o empresário engasgar.
Aguiar o empurrou pelos ombros e se sentou em seu colo, ele moveu os quadris, se esfregando sobre o membro com pressão. Giovanni grunhiu em prazer e agonia sentindo o tecido áspero da calça contra si, agora tão sensível pelo orgasmo.
“Não consegue ter alguém rebolando no seu pau? Fica difícil te defender Giovanni.” Ele disse de maneira zombeteira, levando a mão ao rosto para retirar os resquícios de esperma do Opspor, e enfiando os dedos na boca do próprio, que de maneira ágil os limpou.
“N-não achei que você fosse querer dar pra mim..” O empresário provocou, meio arfante, os olhos fixos na camisa aberta — bem na altura de seus olhos. “J-já que riu do meu tamanho..”
“Quem disse que eu quero?” Limpou os resquícios de saliva nos cabelos castanhos do outro.
“Talvez o jeito que você tá rebolando igual uma vagab—“ A frase foi interrompida por outro soco, dessa vez na lateral da cabeça, mas rapidamente uma mão agarrando suas bochechas forçou o empresário a encarar o policial novamente. “Engraçado, sempre que eu to te dando atenção você vem me provocar… gosta de apanhar, Gigi?” Ele questionou espremendo as bochechas do outro.
“G..gosto…” Respondeu com dificuldade pela forma como o outro apertava seu rosto.
“Previsível.. o grupinho de vocês é formado de masoquistas insanos. Mas me surpreendeu seu gosto por apanhar no ego.” O delegado disse reflexivo se aproximando mais ainda do rosto do outro. “Sabe por que eu não vou deixar você me foder?”
“P-por que?”
“Porque seria uma perda de tempo. Se eu quisesse algo desse tamanho dentro de mim eu usava meu polegar.”
“Gosta de levar paus grandes então?” Ele provocou, mas dessa vez Aguiar só sorriu ladino.
“Gosto de paus decentes.” Explicou casualmente, finalmente desabotoando o restante dos botões de sua camisa e a deixando de lado. Seu torso agora totalmente exposto, músculos muito bem definidos e volumosos, enfeitados por cicatrizes de uma vida de muita disciplina. “Não se preocupe, logo eu vou te mostrar como é bom ter um pau de verdade socando sua próstata.”
Aguiar apoiou os joelhos no sofá, erguendo o quadril apenas para conseguir desfazer as próprias calças e puxar seu membro para fora. O delegado se masturbou brevemente de maneira preguiçosa, apreciando o peso do pau em sua mão.
“Você é grande.” Giovanni concluiu admirando o membro alheio, parecendo satisfeito com aquela descoberta.
“Qualquer um é grande perto de você.” Aguiar riu seco, estava sendo um pouco modesto, sabia que era acima da média. Entretanto, não deixava de ser engraçado a diferença cômica dos membros lado a lado, o contraste realmente o favorecia.
“Minha esposa gostaria de você.” Giovanni disse enquanto assistia focado a mão de Aguiar envolver o membro grosso, espalhando o pré-gozo por toda a extensão.
“E você?” Ele se inclinou na direção do empresário
“Se eu gosto de você?” Perguntou num tom irônico.
“Não, se você gostaria de ver sua esposa comigo.” A explicação fez o sorriso do Opspor mudar.
“…Gostaria.” Admitiu olhando para uma foto do casal que ficava na mesa central.
“É? Queria me ver fodendo sua mulher?” O delegado perguntou num tom zombeteiro, levantando o queixo de Giovanni para que ele o olhasse nos olhos. “Me ver comendo ela gostoso na sua frente?
“Queria.” Admitiu sem vergonha alguma, teria adorado ver aquilo, mas foi uma das poucas sugestões que Aguiar não aceitou em sua proposta.
“Saber que você não pode dar esse tipo de prazer a ela, saber que ela precisa buscar isso em outros caras. Conviver com sua própria insuficiência..”
“..”
“Você é patético, Opspor.”
“Eu sei.. Mas você parece gostar”
“De você?” Mais uma vez a velha tática, ambos faziam perguntas que sabiam a resposta apenas para ouvir uma deliciosa confirmação verbal.
“Que eu seja patético.”
“Oh, bom.. posso tolerar nesse contexto.” Amava homens patéticos, céus como amava. Ter um em suas mãos, para moldar e usar como quisesse era o suprassumo do prazer.
Aguiar se levantou, e puxou Giovanni pelos cabelos o fazendo descer do sofá para ficar ajoelhado no carpete.
“Sabia que pode me pedir as coisas antes de sair me arrastando?”
“É mais prático só te mover eu mesmo.” Ele disse enquanto descia a barra de sua calça, tomando seu tempo para se juntar ao outro na nudez total. Jonas puxou a cabeça do barbado em direção a sua virilha, esfregando o rosto do homem contra seu penis. “Chupa meu saco. Vai, tô te pedindo em vez de só enfiar minhas bolas na sua boca.”
Giovanni deu um riso desacreditado pelo cinismo do outro, mesmo assim, sem desviar o olhar ele sugou os testículos pesados do policial, passeando a língua pela pele rugosa. Aguiar gemeu baixo jogando a cabeça para trás, seus dedos agarrando com força o cabelo penteado para trás do ocultista, usou disso para incentivar o outro a subir com a boca pela extensão de seu membro.
O empresário percorreu cada centímetro do corpo peniano com a língua, até finalmente abocanhar a glande, sempre olhando para Aguiar enquanto o fazia.
“Vagabunda do caralho…” Ele disse com um sorriso e com ambas as mãos empurrou a cabeça de Giovanni contra seu quadril, se enterrando completamente na garganta do homem. “P—Porra.. vou te dar um motivo pra ficar.. f–falando arrastado daquele jeito.”
Aguiar grunhiu rouco sentindo o aperto e o calor dentro da cavidade úmida, o Opspor tinha engasgado pela forma repentina com que sentiu o fundo de sua garganta ser atingido, suas mãos por reflexo apoiando nas coxas firmes do outro, que continuava segurando sua cabeça de forma firme.
Movimentando de maneira conjunta o quadril e as mãos, Aguiar começou a se mover, o ocultista sentia os olhos lacrimejarem a cada vez que a cabeça gorda atingia o fundo de sua garganta, tendo que lidar com o egoísmo do outro homem que no momento estava ocupado demais com o próprio prazer.
Um tremor familiar nas pernas de Jonas fez com que ele finalmente se retirasse por completo, permitindo que o outro recuperasse o ar. Giovanni ainda meio ofegante passou as costas da mão nos lábios, limpando os resquícios líquidos em seu maxilar, uma mistura de pré gozo, saliva e suor.
Aguiar deu um tapa na mão e agarrou o rosto do outro com violência.
“Ta limpando por que?! Acha que isso vai disfarçar o fato que você é um imundo?” Jonas disse em um tom de desprezo, cuspindo no homem. “Eu que devia tá limpando meu pau.”
Dessa vez o Opspor não ousou limpar a saliva do rosto e ouviu um murmuro de aprovação como recompensa.
Aguiar detestava admitir, mas tinha achado toda a preliminar deliciosa, estava tão excitado que seus testículos chegavam a doer, a esse ponto não queria nada além de um buraco para poder se enfiar.
“Vira. Eu quero te foder.” Ordenou e assistiu Giovanni subir no sofá, o homem se posicionou de quarto na direção dele, pernas separadas deixando o que o policial desejava amostra.
“Eu não vou enfiar meus dedos aí, ou você se prepara ou eu te como no seco, pode escolher.” As palavras dele não fizeram com que Giovanni movesse um único músculo, na verdade o ocultista apenas sorriu ladino e se arqueou mais. O outro sorriu com escárnio. “Masoquista de merda.”
Aguiar espalhou um pouco de saliva na própria extensão. Ao se posicionar atrás do empresário não demorou muito para tomar iniciativa, pressionando a ponta do pau contra a entrada dele e se deliciando tanto com o aperto quanto com o grunhindo dolorido que saiu do Opspor. Giovanni gemeu com a dor de se sentir rasgado, o membro forçando a entrada de forma bruta, a ardência o fez revirar os olhos. Era maravilhoso.
Quando o pau finalmente entrou por completo ambos soltaram um suspiro, o ocultista sente que mal consegue pensar em outra coisa, todos os seus sentidos estavam ocupados com o trabalho de memorizar aquela sensação.
Aguiar recua os quadris até que somente a ponta permaneça dentro, para logo em seguida enfiar tudo novamente de maneira violenta. O barulho das peles se chocando ecoa pela casa juntamente aos grunhidos altos do proprietário da mesma.
“Cacete… não imaginei que uma puta igual você fosse ter uma bunda tão.. apertada…” O delegado sorria entre arfares, sentindo as contrações o apertando de maneira deliciosa. Ele empurrava os quadris para frente em um ritmo relativamente lento mas que era compensado pela força brutal das estocadas.
“I—Isso… M—mais…” Giovanni gemeu a cada investida, sentindo sua próstata ser esmagada pela grossura do outro.
Aguiar podia ver seu pau desaparecendo dentro do outro enquanto os testículos pesados batiam contra suas nádegas.
“Mais? Você quer mais seu imundo?” Praticamente rosnou e em um movimento rápido passou uma das pernas por cima do corpo do Opspor, pisando na cabeça do ocultista até que ela estivesse afundada contra as almofadas do sofá.
O corpo do ocultista se contorceu, o pescoço torcido em um ângulo estranho, os olhos revirando em dor e tesão. Levou a mão até seu membro esquecido se masturbando de maneira desesperada, tentando acompanhar o mesmo ritmo das estocadas do outro.
A ação não passou despercebida pelo policial que riu de maneira zombeteira.
“Quanto desespero… Acho que você devia usar uma gaiola nessa cabeça de baixo.” Jonas jogava o próprio peso em cima do outro afim de conseguir um suporte e ângulo melhor para si. Ambos sabiam que naquele passo não durariam por muito tempo.
Giovanni permitiu que sua mente viajasse até a esposa, sobre como era provável que ela estivesse em uma situação e posição similar a dele agora, também sendo fodida por um homem com aquele mesmo perfil. Aquilo foi tudo que ele precisou para que chegasse ao ápice pela segunda vez na noite, vindo contra a própria mão.
Aguiar continua a pressionar a cabeça do outro contra o sofá, cada vez mais próximo de alcançar seu próprio orgasmo, ele se enterra até o final dentro do outro e sentindo todos os músculos se contrairem ele geme relativamente mais alto quando finalmente consegue sua libertação, preenchendo o interior de Giovanni com sua porra quente. Após longos segundos Jonas se retirou do Opspor, observando satisfeito a forma como o buraco alargado do outro transbordava seu fluído.
Ao se separarem ambos praticamente desmontaram sob o sofá, os corpos cansados relaxando contra a superfície macia. O silêncio se manteve por um longo período enquanto as respirações aceleradas gradativamente se estabilizaram.
Finalmente um deles quebrou o silêncio.
“...Quando eu realizar o ritual… Me deixaria assistir vocês dois se divertindo?” Giovanni questionou com um riso fraco, pensou em como seria a dinâmica do delegado com seu ‘arqui-inimigo’.
Aguiar riu também.
“Nem fodendo.”
