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Nosso pequeno dragão

Summary:

Depois de quatro anos casados, com o sonho de serem pais, Diluc descobre que finalmente poderá realizar esse sonho

Notes:

Aqui está depois de uma semana a promessa comprida!

E hoje tem jogo de novo... vai mais uma promessa?

Sinto muito se a parte do sexo ficar horrível, sou iniciante nesse quesito e só queria fazer uma linda cena amorosa, ficou horrível.

(See the end of the work for more notes.)

Chapter 1: Prólogo

Chapter Text

Eles já estavam casados há quatro anos. Diluc lembrasse muito bem dessa época, antes do pedido Thrain andava sempre nervoso, andando de um lado para o outro, sempre a falar com Alice e Nicole sobre algo que Diluc não podia saber.

No fim, era tudo sobre o pedido, o mensageiro levou-o até à praia em que houve o primeiro encontro deles, eles falaram durante horas sobre tudo e o nada, era tão fácil, ainda era. Quando o sol começou a pôr-se e os dois decidiram voltar, Thrain ajoelhou-se e pegou numa pequena caixa.

Não é preciso dizer que o ruivo paralisou, mesmo que ele já suspeitasse disso, Nicole não era muito boa a guardar segredos. Mesmo assim foi uma ótima surpresa. Agora depois de quatro anos, era Diluc quem andava nervoso, e Thrain conseguia perceber muito bem a mudança de cheiro.

De um dia para o outro o cheiro de Diluc passou de uvas e algo que remetia ao calor, para um incêndio completo, além do mais, o seu marido nunca foi muito bom a controlar as suas emoções, um pouco de culpa das linhas leys.

Agora, Capitano estava sentado no seu lugar, os outros mensageiros fatuis estavam também sentados nos devidos lugares, menos Columbina que trocou com Pulcinella para ficar ao lado de Sandrone, o que irritou muito a marioneta, Tsaritsa ocupou o lugar ao lado de Capitano como sempre fazia, e Pierro estava em pé, dando uma palestra sobre algum assunto que Capitano havia perdido logo nas primeiras duas falas dele.

Eram momentos assim que Cap agradecia por ter uma máscara, ele podia estar a ter a expressão que quisesse e mesmo assim ninguém notaria. A sua mente estava totalmente perdida em pensamentos sobre Diluc, havia alguma coisa que ele estava a esconder e mais uma vez Alice sabia disso, e Nicole também, mas desta vez ela conseguiu esconder, será que era por ser do Diluc o segredo? Maldito anjo mudo, pensou o moreno.

Estava tão perdido nos pensamentos que nem percebeu a reunião a terminar, se não fosse por Pulcinella ter dado um pequeno empurrão no seu braço, ao qual ele agradeceu discretamente.

O dia finalmente tinha acabado, a semana parecia nunca mais passar, talvez seja pelo jeito estranho em que o seu marido se encontra, Thrain não sabe, só sabe que durante o fim de semana vai descobrir. A caminhada até casa foi longa, mas permitiu-o pensar mais no assunto, o que estaria a causar tanto transtorno no seu marido? Poderiam ser as linhas, mas se fosse isso ele diria, como disse anos atrás quando isso aconteceu, o fatui poderia descartar essa hipótese, poderia ser sobre eles?

Diluc não estava mais feliz e tinha medo de dizer? Thrain não queria pensar nessa hipótese, mas mesmo assim a sua cabeça voltava sempre à mesma coisa. O ruivo não era um ômega comum, ele era um pouco mais alto que os demais, fazendo as pessoas pensarem que ele era um beta, no início Capitano também pensou isso. O que fortalece mais ainda esse pensamento é o fato de Diluc não ter cheiro nenhum, nem algo doce como é costume nem algo mais forte, nada, pelo menos era isso que os outros diziam, logo na primeira vez que eles se conheceram Diluc cheirava fortemente a uvas e a cinzas, o que foi uma grande surpresa para o ruivo quando o moreno mencionou isso, Barbie uma das bruxas, mencionou que poderia ser devido à maldição de Capitano, até hoje nenhum dos dois sabe.

Foi mais ou menos nessa altura em que começaram a namorar, desde então o cheiro do ruivo só fica mais intenso para Thrain, mas para as outras pessoas Diluc é apenas um beta sem cheiro. Quando estavam a planear o casamento, Diluc havia contado algumas coisas para Thrain sobre o seu segundo gênero, ele era um ômega claro, mas não tinha cheiro, e, muito menos havia passado por um cio na vida tudo.

Thrain sabia o que isso significa, e sinceramente nunca se importou, o seu amor pelo ruivo era maior que tudo o resto, seria mentira dizer que o moreno não gostaria de ter filhos, mas se não fosse com o ruivo ele nem queria, eles falaram na questão de adotar depois do casamento, mas com os milhares de problemas que apareceram eles desistiram da ideia, o que deixou o menor muito triste.

O sonho do omega era ter uma família grande e amorosa, como nunca foi possível para ele antes, ele gostaria de fazer ser possível agora, por isso o fato de ainda não terem filhos sempre deixava um cheiro um pouco azedo no marido. Talvez fosse isso, com o trabalho de mensageiro ele nunca teve tempo de pensar em adotar, o ruivo deve querer ficar com alguém que tenha mais tempo.

Ele chegou em casa, nem percebeu que havia chegado, apenas quando os seus olhos captaram as luzes acesas da sala, ele subiu os pequenos degraus que davam ao alpendre, as mãos dele e de Diluc, estavam pintadas a azul e vermelho na tábua ao lado da porta. Ele abriu a porta da frente, fez um pouco mais de barulho para Diluc saber que ele tinha chegado e tirou a máscara, as botas, ficando de meias, e o casaco que pendurou no cabide.

O ruivo estava sentado no sofá, um cheiro mais doce do que de manhã emanava dele, mesmo assim ele parecia nervoso, o seu pé batucava contra o tapete que eles tinham na sala além dele estalar os dedos das mãos sem parar, os olhos dele estavam fechados e a cabeça apoiava-se na mão. “Minha fênix?” Diluc subiu o olhar, os cantos dos seus lábios tremiam levemente, ele fez sinal para o moreno se sentar ao lado dele, o que ele rapidamente fez.

Não sabia se Diluc queria ser tocado agora, então levou a mão com calma até ao joelho dele, dando a possibilidade para o outro afastá-lo, o que ele não fez. “Está tudo bem?” Os seus olhos encontraram-se com os de Diluc, o que foi um alívio para ele, a sala rapidamente foi inundada com um cheiro fresco como uma chuva de neve a atingir uma floresta, o que fez o ômega chegar levemente mais perto do alfa.

“Sim, sim está” Disse, mesmo estando mais calmo, as suas pernas ainda tremiam, e os seus olhos não paravam em nenhum momento, “O que está a acontecer? Durante a semana…” Thrain deixou em aberto, esperando o ruivo respirar e então começar a falar.

“A Alice e Nicole tinham percebido alguma coisa estranha em mim, nós pedimos ajuda à Ouro…” Thrain mexia levemente a mão que estava na perna do mais novo, os seus olhos encontraram os de Diluc mais uma vez, desta vez eles estavam vidrados, o que fez Capitano se aproximar mais dele, puxando-o pela cintura para mais perto, “Hoje a Ouro fez alguns teste…” Lágrimas agora caiam sobre as bochechas dele, “O meu segundo gênero voltou”

Thrain demorou alguns segundos a entender o significado daquela frase, mas assim que percebeu, ele também não conseguiu evitar, lágrimas rolavam pelo seu rosto, lágrimas de felicidade, ele puxou Diluc para o seu colo, abraçando-o e protegendo-o do mundo.

Uma semana se passou desde esse dia, o cheiro de Diluc tinha mudado levemente para algo como uma comida acabada de sair do forno juntamente com um leve cheiro de uvas, o que Thrain ficou mais que feliz em passar horas apenas cheirando o pescoço do mesmo.

Nessa semana tanto os fatuis como os mensageiros haviam começado a olhar estranho para ele, Tsaritsa havia passado uma reunião toda apenas a encara-lo de cima a baixo, e ele estava mais que feliz de saber o porque, o cheiro do seu marido cobria-o de cima a baixo como uma sinalização, indicando que ele já tinha um parceiro para as outras pessoas, ainda não era tão forte, mas já dava para notar. Capitano ficou feliz que ninguém havia perguntado sobre isso com ele, mas se perguntassem ele teria o maior prazer de dizer que o cheiro pertencia ao seu marido, como sempre quisera fazer antes.

Na mesma semana receberam uma visita de Alice, a bruxa chefe, como Thrain a havia intitulado, além de outros nomes que faziam a bruxa revirar os olhos e Diluc soltar uma leve risadinha por baixo da mão. Ela e Diluc conversaram principalmente sobre o segundo gênero dele, o moreno ficou o tempo todo com o ruivo sentado no seu colo cheirando-o como um maluco, ainda bem que Alice não se importava, ela era pior quando estava com o marido, mesmo se ela se importasse Cap estava pouco se fudendo para ela.

Ele apenas olhou para cima quando Alice mencionou o possível cio de Diluc, “Isso pode acontecer, o que seria ótimo, porque daria para fazer-nos realmente entender se é realmente completo ou ainda falta algumas partes.” O cheiro do omega azedou levemente com a menção das “partes que faltam” ele não queria que faltassem partes, ele queria poder ser marcado e até ter filhos, tanto Alice como Thrain perceberam a mudança de humor dele, “Ouro disse que dentro de umas duas semanas deve aparecer algum sinal dele.”

O menor assentiu, “Quando ele aparecer, tu precisas entender que não será como o cio de uma pessoa nova, mas sim de uma pessoa mais velha, por isso ele será muito mais brutal que o normal” Diluc engoliu em seco e olhou para trás, Thrain olhou-o nos olhos, o leve cheiro fresco chegou até ele mais uma vez, “Eu vou estar lá, vai correr tudo bem” Disse fazendo leves círculos nas costas do ruivo, Alice deu um leve sorriso ao vê-los, ainda bem que o seu pequeno tinha tido sorte.

A semana a seguir passou até que rapidamente, Diluc havia feito milhares de perguntas a Thrain sobre como ele se sentia durante o ciclo, mesmo já tendo a resposta a muitas delas. “No começo é um calor anormal, depois de… um dia, eu acho” Mesmo tendo passado por vários ciclos ao longo dos seus quinhentos anos ele não possuía o mesmo que os outros, a sua maldição deixava-os muito mais intensos e agressivos, ele agradecia todos os dias por ter Diluc na sua vida.

“Vem a parte pior, que é a pura necessidade de morder e possuir um omega, digo isso como um alfa, os dos omegas são diferentes em relação a isso” Diluc assentiu, sentando-se no sofá atrás do moreno que estava no chão, assim que ele se sentou, Capitano encostou-se no sofá e usou a perna de Diluc como um apoio de cabeça.

“Os ciclos costumam durar em média… três a cinco dias, eu acho?” Mais uma coisa que os ciclos dele tinham de diferente com os outros, o dele demorava uma semana, mas ele também conseguia ficar lúcido a maior parte do tempo. “Acho que é só” As mãos do ruivo encontraram-se com os fios pretos de Thrain e envolveram-os com uma leve massagem, coisa que o mensageiro apreciou muito, “Se eu realmente tiver o ciclo” o fatui olhou para cima, encontrando os olhos do marido, “Eu gostaria de ser marcado” Mesmo já sendo casados há quatro anos, essa frase ainda conseguiu tirar o ar do alfa.

O casamento era algo mais público, pessoas eram convidadas e as pessoas que estavam a casar-se juravam diante dos convidados e das entidades que se amaram e respeitam pelo resto das suas vidas, uma marca é algo mil vezes mais íntimo, onde só existe eles os dois, no momento de maior fraqueza e exposição que eles podem ter, jurando diante das suas almas que ficaram para sempre juntos até depois da morte, mesmo que nenhum dos dois possa chegar a esse momento.

Thrain pegou em uma das mãos de Diluc, um sorriso doce apoderou-se do seu rosto, ele beijou a mão dele levemente, “Claro, minha pequena fênix.” E com isso um silêncio tranquilo apoderou-se da casa.

Dois dias se passaram depois dessa conversa, Capitano estava com os mensageiros a fazer alguma coisa, talvez em mais uma reunião, enquanto isso Diluc estava em casa, tanto as bruxas como a Dama da Noite, a guardião das linhas ley de Natlan tinham o proibido de ir trabalhar hoje, não queriam que nada de ruim acontecesse, ele não queria concordar no começo mas Alice bateu o pé e ele decidiu obedecer.

Agora ele estava deitado na cama de casal dele e de Thrain, ele tentava dormir já que foi isso que a Dama da noite o aconselhou a fazer mas ele não conseguia, a sua mente estava com um turbilhão de pensamentos diferentes que no final davam todos no mesmo, porque ele não podia ter nascido normal? E porque do nada esta mudança repentina? Era apenas o seu corpo a tentar pregar-lhe uma partida de mal gosto? Os seus olhos começaram lentamente a ficar vidrados, às vezes, nos dias em que estava mais para baixo ele perguntava-se se Thrain não gostaria de ter filhos, ele sabia que sim, então porque casar-se com ele? Alguém que não pode ter?

Quando a sua mente se enchia com esses pensamentos Thrain sempre aparecia por trás dele abraçando-o e dizendo-lhe que não se importava com isso, que quando tudo se acalmasse eles podiam adotar uma criança, e que ele o amava acima de tudo e por isso tinha se casado com ele.

Diluc colocou-se de lado na cama, abraçando os seus joelhos que batiam contra o seu peito, ele olhou mais uma vez para o pequeno relógio que ficava do lado de Capitano na cama, eram duas da tarde agora, só por volta das setes que o mensageiro voltaria hoje, isso se não houvesse uma reunião surpresa que fosse até às dez, ou talvez mais.

O ruivo puxou a almofada do outro e abraçou-a, ele queria o marido de volta.

 

Capitano andava lentamente até casa, mais um dia havia terminado, agora eram por volta das dez da noite, Pierro como sempre pusera-se a falar demais, e para piorar Dottore decidiu abrir a boca, o que fez com que mais pessoas abrissem, ele não estava com paciência, queria ir para casa, além de ter um pequeno sentimento estranho dentro de si, algo não estava bem, então, disse a Tsaritsa que tinha coisas mais importantes para fazer e deixou a sala, não se importou nem um pouco com o olhar de Pierro furioso sobre ele, nem o de curiosidade de Columbina e Signora.

Ele soltou um longo suspiro quando chegou, estranhou um pouco as luzes não estarem acesas, normalmente o seu marido ainda estivesse à sua espera, ou estava a dormir como a Dama e Alice o aconselharam, mas assim que abriu a porta um cheiro mais que doce inundou o seu nariz.

A máscara foi retirada à presa assim como as botas, o casaco ele não perdeu tempo e foi o tirando enquanto subia as escadas. O cheiro que antes era de uma comida saída do forno, agora era mais como um doce quentinho acabado de fazer e as uvas pareciam já terem sido transformadas no mais doce dos vinhos, o que era irônico já que o ruivo odiava vinho.

Rapidamente ele abriu a porta do quarto deles, Diluc estava a dormir, ele parecia tranquilo e Capitano também ficaria se o ruivo não tivesse basicamente pegado em todas as suas camisolas e jogado na cama, onde agora estava deitado agarrando com força a sua almofada, o mensageiro andou lentamente pelo quarto não querendo acordar o outro, se o seu ciclo já tinha começado era bom ele descansar primeiro.

Ele empurrou lentamente a porta do banheiro, fechando-a quando já estava lá dentro, mesmo com o cheiro forte, Capitano tinha um alto controle, um dos únicos pontos positivos que a sua maldição o concedia. Ele tomou um rápido banho, não se importando nem um pouco com a água estar gelada, era até bom dada a situação.

Quando saiu não se preocupou muito com a roupa, vestindo uma peça interior e umas calças. Assim que saiu da casa de banho, Diluc estava sentado no meio das suas camisolas, ele olhava para ele com uma cara de sono ainda, mesmo que as suas pupilas já estivessem do dobro do tamanho, “Ei” Disse sentando-se na cama.

“Tá tudo bem, minha fênix?”

“Quente, está quente” Disse, tentando arrancar a sua camisola, “Calma, deixa-me ajudar” Pegando-a por baixo levantou-a, tirando primeiro os braços do ruivo e depois a cabeça, expondo completamente o seu peito.

“Melhor?” Diluc assentiu, mesmo que a sua pele já tenha ganhado um tom mais rosada do que antes, Capitano aproximou-se dele, tocando-o com a mão levemente embutida em cryo, deixando-a mais fria que antes, ele conseguiu ver Diluc pular levemente com o choque térmico, mas logo ele já estava se inclinando contra ela.

O moreno melhorou a posição em que eles estavam, agora ele estava sentado contra a cabeceira da cama, e Diluc estava no seu colo, as suas mãos passavam por todo o peito exposto do menor, ajudando a temperatura dele a manter-se mais baixa, mesmo que pouco.

Por enquanto parecia apenas mais um ciclo comum, mas lembrando-se das palavras de Alice, Thrain sabia que para Diluc isto seria demais, nem meia hora se passou e Diluc já estava a dormir de novo, Capitano continuou a usar cryo nele para ajudar na temperatura, que nem percebeu quando adormeceu.

 

Thrain nem sabia que horas eram, mas o quarto estava demasiado escuro para ser quase dia, ele foi acordado por leves e baixos barulhinhos que ele conhecia como a palma da sua mão. Diluc ainda estava em cima dele, ele estava encolhido contra o peito da maior, uma das suas mãos agarrava-se a ele como uma tábua de salvação, a outra tentava desesperadamente tirar a calças de pijama que o ruivo estava a usar.

O maior, levou a mão até à de Diluc ajudando-o a retirar a calças, ele conseguia ver o brilho do suor dele brilhando contra a luz da lua que entrava pelas janelas, “Soberanos” Ele ouviu o ruivo sussurrar, Capitano puxou a mão dele para cima, enquanto que com a outra ajudava-o a colocar-se em uma melhor posição e mais confortável, agora, Diluc estava com as costas coladas no peito de Capitano.

“Dói, dói muito” Lágrimas rolavam pelo rosto do omega, que tentava puxar o ar, mas não conseguia, “Eu estou, aqui, eu estou aqui” Disse descendo a mão até à parte íntima do omega, este que agarrava com força o braço que Thrain o havia oferecido. Mal encostou a ponta dos dedos na entrada de Diluc ele sentiu as unhas dele enfiando-se na sua pele, enquanto um baixo gemido saia da boca dele.

“Doeu?” Perguntou mesmo sabendo a resposta, ele não queria em hipótese alguma machucá-lo, Diluc negou com a cabeça, “Mais” Foi a única coisa que ele disse e que Capitano teria o maior prazer de satisfazer.

Ele começou para massagear a borda, os seus dedos embutidos em cryo mais uma vez, sendo que nem era preciso, havia tanto lubrificante que os seus dedos foram praticamente sugados para dentro. Ele fez leves movimentos, mesmo com o interior de Diluc alargado ele não queria que houvesse nenhuma margem para o seu marido sentir mais dor.

O ruivo soltou um grito mudo mal Capitano se aprofundou um pouco mais, os olhos dele reviraram-se, e a cabeça dele caiu no ombro do mais velho, que não parou de fazer movimentos de tesoura em nenhum momento. Logo logo ele já estava com três dedos dentro de Diluc, este que agora tinha um pequeno sorriso de satisfação no rosto.

“Thrain…” O do nome parou, os seus olhos escureceram com o seu nome sendo proferido da boca do outro, ele não precisou olhar para a sua mão para saber que a maldição havia crescido um pouco, tornando os seus dedos em um vazio completo. “Mais, por favor” Implorou o ruivo, mexendo o quadril contra Thrain, que o envolveu com o braço forçando-o a ficar parado, coisa que não deixou Diluc nem um pouco feliz, e ele demonstrou isso com um baixo gemido de descontentamento.

“Sinto muito, minha fênix” Disse enquanto rapidamente trocava as posições dele, fazendo Diluc ficar por baixo e ele por cima, os olhos de Diluc pareciam duas esferas vermelhas brilhantes, Capitano precisou de muito para não ficar hipnotizado. Em um leve movimento as suas bocas se uniram, o que era para ser um beijo rápido, transformou-se em um beijo longo e desesperado por parte do ruivo, que abraçava o pescoço do outro com força.

Só o largou quando sentiu os dentes afiados de Capitano morderem a sua língua com força, um leve fio de saliva caiu sobre o queixo de Diluc, “Pronto?” Ele tentou, mas já havia perdido o seu marido para a névoa que o ciclo criava, as suas mãos seguravam o quadril de Diluc com alguma força. Lentamente o controle de Capitano também ia embora, o cheiro cada vez mais doce no quarto já começava a fazer a sua mente rodar, a maldição já havia transformado as suas unhas em garras, os seus dentes mais havia, e já preenchia metade do seu braço.

Rapidamente Thrain retirou as poucas peças de roupa que vestia, jogando-as em algum canto do quarto, ele olhou para baixo rapidamente, ele já estava mais que duro, pré-semen já vazava do seu membro, o que ele utilizou para espalhar pelo resto do comprimento. Com o seu marido assim ele não iria conseguir durar muito, era assim que Diluc se sentia durante os ciclos dele?

Ele começou a empurrar devagar o seu membro para dentro de Diluc. O omega não fazia questão de segurar os gemidos que saiam pela sua boca, as suas mãos seguravam-se fortemente nas costas de Thrain, as unhas cravadas machucando a pele já coberta de cicatrizes, mas estas Thrain teria prazer de possuir.

“Thrain!” Mais uma vez, droga, ele era realmente um homem fraca perante o seu marido, Diluc sentiu o ar desaparecer dos seus pulmões quando Capitano enfiou tudo o seu membro de uma só vez, em outra situação ele teria o xingado por isso, mas agora, com a cabeça completamente presa na névoa ele só conseguiu gemer alto de prazer, o nome do moreno sendo várias vezes jogado no meio.

A mente do ruivo estava um borrão, ele só conseguia sentir o prazer, os seus olhos fechados já à muito, Thrain não demorou, não podia, sentia que a qualquer momento fosse gozar e não podia fazê-lo antes de Diluc, ele não podia.

Ele iniciou logo com movimentos rápidos, retirando praticamente todo o seu membro e afundando-o completamente depois. Diluc apenas gritava e soltava vários som de prazer que faziam a mente de Thrain ficar cada vez mais turva ao ponto de a sua maldição conseguir dominá-lo.

A sua boca se abriu e afundou no pescoço do ruivo, fechando a milímetros da glândula principal de Diluc. O ruivo fechou os dedos nos fios negros de Capitano, mantendo-o no lugar, o cheiro de sangue tomou conta do nariz do mensageiro, as suas pupilas tomando completamente conta dos seus olhos.

Nenhum dos dois percebeu o orgasmo chegando, já que este chegou mais rápido do que qualquer um estava à espera, o grito que Diluc soltou ofuscou completamente o baixo som que saiu da garganta do alfa. Thrain estava tão envolto na névoa e na sua maldição, esta que tomou o controle dele, os seus dentes afiados afundaram mais uma vez no pescoço do ruivo, desta vez bem no meio da sua glândula, Diluc nem tinha mais voz para gritar, mesmo assim um baixo e rouco som saiu pela sua garganta.

Ele afastou a cabeça um pouco, um circulo negro tinha se formado em volta da mordiada, ele brilhou levemente antes de ser consumido por pequenas chamas e desaparecer em cinzas, a marca havia sido feita.

“Thrain?” O seu olhar voltou-se para Diluc, os olhos dele estavam marejados e ainda havia marcas de lágrimas nas suas bochechas, a névoa parecia ter indo embora por agora, “Estás bem?” Perguntou o alfa, levando a mão até o rosto dele e afastando com cuidados os cabelos vermelhos dos olhos do omega.

“Doi” Desta vez ele soltou uma leve risada, o seu membro ainda estava afundado em Diluc, ele sabia que essa parte doia um pouco, ele agora estava inchado para manter o semen dentro do omega. “Já vai passar” disse fazendo um leve carinho no rosto do outro, que assentiu devagar.

“Podes descansar, eu depois cuido disto” o ruivo tentou se mexer mas Capitano impediu-o deitando-o de novo na cama, “Ainda não acabou, minha fênix, precisas descansar, além do mais, o nó ainda não desinchou” Diluc parecia querer protestar como sempre mas o cansaço estava a ganhar em muito mais que a sua mente.

Os seus olhos fechavam-se lentamente enquanto Capitano ainda acariciava o seu rosto, “Dorme bem minha fênix” E com isso Diluc finalmente fechou os olhos.

Notes:

Espero que tenham gostado, está história ficará levemente em segundo plano por enquanto.

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