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god loves you, but not enough to save you - PT-BR

Notes:

oie!

Esse é um texto inspirado no meu personagem de Ordem Paranormal RPG, Florian Laurent Garcia, e está aqui mais por propósitos de arquivo que qualquer coisa. Se você está lendo isso, espero que goste do texto! Comentários e kudos são bem vindos!

I will be posting an english translation soon, so stay tuned and thanks for reading!

Work Text:

A catedral queimava, incandescente, enquanto a madeira de sua estrutura se transformava em cinzas e seu altar virava nada além de uma cratera. A estátua de Santa Joana d’Arc encarava a destruição de forma estóica, brandindo sua espada como se prestes a atacar o perigo que a circundava. 

Aquela não era a primeira vez que o padre enfrentava o outro lado, ou o que quer que seja que os jovens decidiram apelidar a encarnação da corrupção da alma humana. Ele estava ajoelhado, ofegante, no  centro de um grande símbolo desenhado em sangue. O líquido vermelho escorria de suas mãos e queixo e se acumulava ao redor de suas pernas, criando uma poça cada vez maior diante das chamas.

A sua cabeça pulsava com uma dor lancinante, um reflexo do preço a se pagar pelos corpos carbonizados e profanação do local divino, que agora se despedaçava ao seu redor. Ele ouvia uma risada, rouca e grave, antes de colapsar pelo ar espesso corroendo seus pulmões.

 

─── ⋆⋅ ♰ ⋅⋆ ───

 

O interior da sua casa era simples, paredes de madeira pintadas e mobiliário desgastado e bem amado. A vista do centro da cidade ao longe - cortesia da posição da casa no topo de uma alta colina - era linda, e a luz do Sol reluzia no rio a alguns metros de distância.

Florian estava sentado na mesa de jantar, tentando se distanciar o máximo possível da mãe e seu novo namorado, cujo cheiro de álcool impregnava a casa. Depois que seu pai foi embora, já há alguns anos, não era incomum vê-la com outro homem. Ele já estava acostumado: a violência não lhe era estranha, e ele sabia que se ficasse quieto, nada lhe ocorreria. Ele precisava estar bem para cuidar da mãe depois. 

Pelo menos era assim que ele pensava.

 

Enquanto o homem lhe arrastava pelos cabelos para a parte de trás da casa, Florian ansiava pelo refúgio que a pequena  igreja perto de casa lhe proporcionava, um local em que ele estaria verdadeiramente seguro. Aparentemente seu distanciamento do padrasto era considerado uma “grande falta de respeito” e ele deveria “ter maior consideração pelo homem que estava assumindo responsabilidade por um filho como ele”.  O choque das palavras não doeu mais que o impacto das suas costas no chão.

Florian ouvia os gritos de sua mãe ao longe, abafados pelo zumbido em seus ouvidos. Ele conseguiu se levantar e correr, mais rápido que o homem embriagado e mais velho, porém a dor nas suas costas se espalhava por seus pulmões. Ele tinha que pensar em algo que não fosse somente ”corre, corre, corre”. 

Até ver o rio à frente. 

Sem saída, sem ar, e desesperado, a sua única opção era pular.

 

A água era fria, e a correnteza o arrastava para longe. O homem, com lucidez limitada e raiva cega, pulou em sua direção, o agarrando pelo pescoço em uma tentativa de machucá-lo, mas também arrastá-lo para fora da água. Enquanto Florian se debatia, seu padrasto não viu o grande tronco atravessado entre as margens do rio.

O choque da cabeça do homem contra a madeira ressoou com um alto crack com a força da correnteza, soltando Florian e tentando não se afogar em meio a súplicas silenciosas por ajuda.

Agarrado no mesmo tronco para não ser levado pelo fluxo da água, ele não fez nada além de assistir o homem à sua frente afundar enquanto era arrastado para longe, um rastro de vermelho deixado por seu caminho.

 

Ele deixou aquele homem morrer na sua frente. Covarde.

Não seria a última vez.

 

─── ⋆⋅ ♰ ⋅⋆ ───

O sul da França é uma região ensolarada, com campos de lavanda que se estendem além do que o olho pode ver. O Sol brilhava intensamente na frente da igreja central do mosteiro da comuna de Rivaux-sur-Mer, e Florian se dirigia ao pequeno confessionário no interior úmido do prédio. 

“Abençoe-me Padre, porque pequei. Faz cinco meses desde a minha última confissão.”

As palavras deixaram um gosto amargo na sua boca, suas mãos tremendo com ressentimento, tristeza e raiva. Raiva de si, raiva da mãe por tê-lo mandado para cá, raiva do silêncio e de suas palavras que ecoavam pelo recinto como diversas vozes repetindo suas palavras em zombaria. Com nada além de um som afirmativo do padre do outro lado do confessionário, Florian começou a recontar os eventos que o haviam levado até aquele lugar: a violência contra ele, o pulo no rio, a correnteza que fez com que a coluna do homem se quebrasse como se um simples galho. Sua incapacidade de fazer algo, sua culpa por ter feito o homem pular para a sua morte. 

O som de ossos se quebrando. O vermelho do sangue de um pulmão perfurado. Como ele havia dito que foi um acidente. Como o funeral foi realizado sem um corpo, e a mãe chorava por aquele desconhecido como se o conhecesse por toda uma vida. Sua própria mãe, que não conseguia mais lhe encarar depois do ocorrido, e o enviou para um mosteiro a quilômetros de casa.

Após terminar sua confissão, o padre ao lado demorou alguns segundos para esboçar alguma reação. O conflito que se passava em sua cabeça era palpável, até que ele perguntou: “Você se arrepende do que ocorreu, tendo o Senhor como testemunha de sua confissão? Reconcilia-te com Ele pelo Ato da Contrição, e reza dez Pai Nossos como penitência.” 

 

Ele só sentia raiva e dor, algo que borbulhava em seu peito, inquieto.

Ele nunca veria seu próprio olhar de fascínio ao encarar a Morte pela primeira vez.

 

─── ⋆⋅ ♰ ⋅⋆ ───

 

Sua fé em Deus era ilimitada, mas os questionamentos evocados pelo o que ele havia visto horas antes estavam além do Livro Sagrado. Ele havia sido enviado a uma casa no interior da comuna com outro padre a fim de assistí-lo com um exorcismo simples. Nada mais que água benta e algumas preces a fim de acalentar o coração de uma senhora que cuidava de seu neto.

Nada poderia ter preparado Florian e seu acompanhante, Padre Fontainelle, para a carnificina que os esperava naquela casa. 

A idosa, que havia os chamado mais cedo naquele dia, estava agora quase irreconhecível no chão da sala de estar de sua pequena casa de madeira - o rosto desfigurado e membros retorcidos em ângulos que claramente não eram naturais. Seu sangue formava um rastro até o andar superior da casa, e parava em uma grande poça embaixo de seu corpo.

Florian sentiu bile em sua garganta e não teve escolha além de se debruçar sobre um vaso de plantas e colocar o seu café da manhã para fora. 

 

O som da correnteza. Uma cabeça se partindo. Um olhar gritando por ajuda que deixava um rastro tão grande quanto seu sangue.

 

“Eu- Eu não-” 

“Às vezes somente a fé é capaz de explicar algumas coisas, Florian. Você sabe bem disso.” 一  Padre Fontainelle reagiu quase impassivelmente enquanto pegava uma bíblia que Florian nunca havia visto antes. 一  “Eu sempre lhe achei um homem de fé capaz, talentoso. Achei que era a hora de lhe mostrar mais algumas… minuciosidades da nossa função.”

Um som estridente ressoou do andar de cima, seguido de passos - duas pessoas? Três?

Apesar do gosto terrível em sua boca, Florian se virou em direção ao padre: “Mas quem faria uma coisa de-”

 

Um estrondo ecoou e, de repente, algo pulou do topo das escadas em direção aos padres. Aquilo se parecia muito com uma pessoa - uma pessoa que se move como um cachorro, com sua carne exposta e uma boca alongada repleta de dentes pontudos. 

Enquanto Padre Fontainelle segurava sua bíblia e - aquilo eram ossos? - Florian ficou paralisado, completamente imóvel e em choque enquanto aquela criatura, enorme e terrível, corria em direção ao seu mentor. Até uma enorme nuvem de poeira tomar toda a parte posterior da casa, obscurecendo a criatura completamente. Um líquido preto escolhia pelo chão em direção ao corpo desfigurado caído na frente deles. Fontainelle sorriu enquanto a criatura parecia derreter em sua frente.

E então, silêncio.

 

Imóvel. Sem ação. De novo. 

Talvez Deus lhe enviou àquela casa como punição, profecia da corrupção que o tomaria por inteiro.

 

─── ⋆⋅ ♰ ⋅⋆ ───

 

Sua rotina se resumia em estudos, exorcismos, e treinos em combate. 

Aparentemente uma das maiores instituições católicas francesas se especializava e treinava exorcistas para missões como as que Florian presenciou. Quem diria.

 

Eventualmente, sua mira melhorou. Seus estudos ficaram cada vez mais complexos. Os exorcismos, mais perigosos. Violentos.  Apesar da brutalidade, Florian sentia que aquela era sua verdadeira vocação, uma responsabilidade além das paredes da igreja, protegendo pessoas em nome de Deus. Ele teve ainda mais certeza disso quando recebeu uma convocação do Vaticano para trabalhar com os padres mais experientes - ele até viu o Papa uma vez, olha só. 

 

Mas ele logo descobriu que proteger as pessoas não era um trabalho limpo.

 

Quanto mais Florian estudava, mais ele entendia. Compreender completamente as entidades que surgiam dos maiores terrores humanos era impossível, mas alguns de seus mecanismos poderiam ser úteis, uma arma contra eles mesmos. 

Mas sua sede por conhecimento foi, lentamente, sua perdição: exorcismos mais cruéis, mas mais eficientes. Ingredientes para rituais se acumulavam em seus bolsos, totens de sua dedicação a algo profano a qual ele nunca deveria ter acesso. O Vaticano não entendia seu fascínio pelo que antes o fazia perder incontáveis noites de sono, o medo que o tomava cada vez mais sendo substituído por poder, conhecimento, controle. 

A carta de excomunhão veio mais tarde do que ele esperava, considerando o que ele havia feito. Eles não entendiam que aquele era um poder dado por Deus, uma dádiva a ser utilizada contra as criaturas das quais ele se originava. A Igreja não poderia lhe afastar de sua vocação.

Florian encontraria outro caminho.

 

Sua ganância disfarçada como dádiva, corrupção assimilada como panaceia. 

Constantemente rumo à perdição.

 

─── ⋆⋅ ♰ ⋅⋆ ───

 

Obscurité. 

Florian nunca havia ouvido falar da organização que o havia contatado pouco tempo após sua expulsão da igreja, seu líder tendo admitido sem remorso que estava o observando já há algum tempo. Seu objetivo era simples: caçar as criaturas do outro lado e mantê-las escondidas da população geral.

Nada mais que uma Segunda-feira normal para ele.

 

Operar das catacumbas de Paris era, com certeza, uma das partes mais estranhas de seu trabalho: os diversos crânios o encaravam como se um lembrete constante da fragilidade da vida e da certeza da Morte, um aviso do que aconteceria caso ele falhasse em seu trabalho divino. Apesar disso, o local oferecia o simples conforto de que a presença de Deus pode, indubitavelmente, ser sentida em todos os lugares, até mesmo em um ambiente tão repleto de crueldade humana.

O convívio com outros agentes e seu afastamento da Igreja (como instituição - ele nunca se afastaria voluntariamente de sua fé) fez com que Florian desenvolvesse hábitos antes impensáveis. Após testemunhar os horrores que o medo humano conjurava do outro lado, ele duvidava que o álcool ou o tabaco fossem preocupar o Senhor tanto quanto lhe era dito. Há, evidentemente, coisas mais importantes com as quais se preocupar que com a garrafa de whiskey que ele mantinha em sua cabeceira para noites especialmente atormentadas por pesadelos.

 

Ele se lembra do dia em que ele e Hannah estavam acendendo um cigarro no terraço de um prédio, logo após uma missão em Berlim. 

 

“Calma lá, por que é que você fuma? Você não é, tipo, literalmente um padre?” 一 Hannah perguntou, com uma indignação muito grande para uma garota de sua estatura. Florian não entendia como alguém com não mais que vinte e três anos de idade poderia estar tão disposta a sacrificar sua vida por uma causa tão sanguinolenta.

 

“Honestamente minha filha,”  一 Florian tragou seu cigarro e respondeu com sua melhor voz de padre paciente e bondoso  一 “eu acredito que Deus tenha seu olhos voltados a problemas muito maiores que um de seus fiéis fumando um cigarro após exorcizar duas senhoras e exterminar um culto.”

 

A risada de Hannah ecoou pela noite estrelada do terraço.  一 “Olha, se você está disposto a arriscar ir para o inferno por um cigarro, quem sou eu para te julgar? Enfim, eu não vim aqui para roubar o seu isqueiro.”  一 A garota falou enquanto tirava um pequeno cordão do bolso de seu casaco e o estendia para ele.

 

Florian pegou o chaveiro: um pequeno terço, com contas rosa-pink, uma pedra em formato de coração e uma pequena cruz rosa. Vendo o olhar de confusão do homem, Hannah falou:

 

“Eu vi esse chaveiro e lembrei de você, achei que ia ser engraçado ver um homem tão sério com algo assim.” 一 Ela soltou uma risada fraca, um pouco envergonhada, e continuou 一 “É para você colocar ele no seu telefone, igual o meu.”  一 Enfatizando e demonstrando o propósito do presente, ela tirou seu próprio telefone do bolso e o chacoalhou vigorosamente, mostrando um penduricalho parecido, com um pequeno gato preto e um sino barulhento amarrados por um pequeno cordão.

 

“Eu- Obrigada minha filha. Eu agradeço pelo sentimento e pelo lembrete. Genuinamente.” 

 

Florian deu um meio sorriso e colocou o chaveiro em seu flip phone - a Obscurité pagava suficientemente bem para que ele tivesse o celular mais recente do mercado - e admirou como ele brilhava, apesar de não combinar nem um pouco com seu estilo ou senso estético geral. 

 

Após apagarem seus cigarros e se despedirem, ele observou Hannah subindo em sua moto e desaparecendo pela noite de Berlim, enquanto caminhava pelas ruas até sua própria. 

Ele queria que aquela tivesse sido a última vez em que eles se encontraram. Deus não lhe dá um fardo maior do que você é capaz de carregar, mas a que custo? Ele era obrigado a encarar aquele pequeno chaveiro todos os dias e não se lembrar daquela noite no terraço, mas sim da maldita missão em Copenhagen. Daquela aberração terrível, da impotência, do som de tendões se rompendo enquanto Hannah gritava por sua ajuda, enquanto ele observava aquela imitação distorcida de um cão separar aquela jovem em duas partes. 

 

Nada mais que uma Segunda-feira normal, não?

 

─── ⋆⋅ ♰ ⋅⋆ ───

Era só mais uma missão. 

Há anos, era só mais uma missão.

 

Sua fé inabalável e sua determinação incondicional, seu esforço incansável e sua resiliência intacta. Era cada vez mais difícil continuar com sua vocação, seu propósito cada vez mais sufocado por camadas e mais camadas de culpa, de arrependimento e luto. De prazer proibido, da comunhão com algo além dele, além de Deus, além da redenção por suas ações.

 

É só mais uma missão, ele pensou enquanto entrava na catedral dedicada a Santa Joana D’Arc. 

 

Ele percebeu o quanto estava errado quando pisou no interior da igreja. Claramente as informações repassadas para ele estavam incompletas ou completamente erradas: o que era para ser um padre agindo de forma estranha na catedral da qual tomava conta agora se desdobrava, na sua frente, em um grande culto.

Um grupo de pessoas formava um círculo ao redor de um grande símbolo desenhado no altar da catedral, recitando algo em uma língua que Florian não conhecia. Algumas sangravam pelos olhos ou boca, se contorcendo enquanto se esforçavam para continuar sua reza apesar de seu sofrimento. Ao redor delas, algumas figuras fantasmagóricas, flutuantes, com expressões aterrorizadas, observavam. Não interferiam, não atacavam, somente encaravam o culto com uma expressão de puro desespero.

 

Até notarem Florian no interior da catedral. 

 

Em uma grande massa de criaturas e pessoas, Florian sabia que não conseguiria enfrentá-las sozinho. Aquela era a morte planejada para ele? Um fim indigno, provido de um engano, uma informação incompleta? Uma missão que se tornou um pesadelo? 

Florian atirava com sua espingarda e desenhava um símbolo em sangue no chão enquanto pedia a Deus para que lhe enviasse uma salvação, algo que o fizesse sobreviver a esse massacre. Desesperadamente olhando ao seu redor, as velas do altar em que ele ajoelhava agora formavam uma parede de chamas pelos lados da catedral, pessoas convulsionando ou carbonizadas, e criaturas que o identificavam como ameaça e desesperadamente gritavam.

 

Eu não apostaria ao seu favor nessa situação, Padre.

 

Uma voz, grave, ecoou em sua mente.

 

Acredito que como mensageiro de Deus eu devo fazer algo, não? Eu sou capaz de lhe conceber o poder para acabar com o sofrimento dessas pessoas, expurgar essas criaturas. Lhe manter vivo para servir o Senhor mais um dia.

 

Sua cabeça latejava. Suas mãos tremiam enquanto tentava completar o símbolo no chão, uma última tentativa desesperada de fazer algo para mitigar a situação.

 

Eu consigo sentir o gosto do seu desespero, Padre. Quantas pessoas devem morrer pelas suas mãos para que você aceite que não há mais nada que você possa fazer sozinho? Quantas vezes o fascínio deve brilhar nos seus olhos quando eles recaem sobre algo incompreensível? Quanta culpa você deve sentir por buscar o que sempre lhe pareceu correto? 

 

A voz ressoava cada vez mais alto em sua cabeça. A parede de fogo aumentava a cada suspiro. O chão tremia enquanto, ao seu redor, o pescoço de cada uma das pessoas se contorcia e se quebrava com um estalo, corpos caindo no chão como marionetes cujas cordas foram violentamente arrancadas.

 

 Uma cabeça se partindo. Um olhar gritando por ajuda. O som de tendões se rompendo. Tantas perdas Padre, tanta negação do que lhe traz o mais mórbido dos fascínios, profecia da corrupção que você impôs a si mesmo. Eu sou o peso da culpa lapidado em propósito. Você não confia em um enviado de Deus? Abra a sua mente, Padre. Aceite o que sempre esteve nas profundezas da sua Alma.

 

Em meio às chamas, sob o olhar da estátua de Santa Joana D’Arc, Florian sentia sua cabeça pulsar com uma risada rouca e grave, impregnada em sua mente.

As criaturas evaporaram como se dissolvidas em névoa, os corpos derretendo em sangue escorrendo em direção ao símbolo. Um Inferno de Sangue consumindo sua visão enquanto a certeza de uma mudança irreversível se tornava cada vez mais clara.

 

Uma comunhão, Florian. O mais sagrado dos rituais. Você não sentirá mais a sua culpa sozinho.